História Eu acredito em você - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Amizade, Drama, Mistério, Suspense, Undertale
Exibições 20
Palavras 3.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já queria começar pedindo desculpas pela demora, mas saibam que eu tenho uma boa justificativa
Num belo dia de sábado, estava lá eu treinando parkour quando o inesperado acontece. Acabei caindo quando me balançava de uma barra para outra e tive que ser socorrido por uma ambulância
Acontece que eu só quebrei um dedo e tive enormes dores no pulmão, mas nada demais
O problema é que tiveram que engessar meu braço inteiro, então era inviável escrever na escola e no trabalho, só digitando em casa com a mão esquerda
Por isso a demora pra escrever, mas não me xinguem, já já vou tirar o gesso e vou ter uma frequência decente nas postagens
E eu queria agradecer muito a vocês pelos favoritos!
Sério gente, nehuma fic minha tinha chegado a esse tanto, vocês são demais!
Agora sigam com o capítulo

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Capítulo 9 - Cientista Real


Fanfic / Fanfiction Eu acredito em você - Capítulo 9 - Cientista Real

W. D. Gaster, esse nome já esteve em minhas antigas memórias de outras linhas do tempo, e me causava diferentes sensações a cada vez que eu o ouvia. Curiosidade, cautela, medo e insignificância eram os mais comuns entre eles

-Eu já ouvi esse nome, mas nunca cheguei a conhecê-lo- Respondi o surpreendendo- Já me encontrei com alguns de seus seguidores antes e cada um deles me contava um pouco sobre ele

-Isso não deveria ser possível!- Dizia quase num grito olhando assustado para mim- Ninguém mais consegue se lembrar dele além de mim. Desde o dia que ele caiu no núcleo, foi como se ele simplesmente nunca tivesse existido!

-Sans, se acalme, comece do começo. Me explique o que esta acontecendo aqui- Falava tentando acalmá-lo

Logo seu olhar se voltou para um canto do bar com um suspiro exausto- Wing Din Gaster, ou simplesmente Dr. Gaster foi o primeiro cientista real do subsolo. Quando fomos presos aqui, Gaster convocou uma reunião com o Rei e a Rainha para um assunto de extrema importância. Ele disse aos dois que seria capaz de construir uma máquina que seria capaz de destruir a barreira e nos libertar, algo que ele chamava de núcleo. Isso foi antes da guarda real ser criada também

Ouvi sua explicação me recordando do que no núcleo, aquilo sem dúvida era gigantesco. Reparei que seu olhar se tornava cada vez mais distante e sua explicação cada vez mais automática, saindo de sua boca sem que pudesse controlar o que falaria à medida que se lembrava de uma época distante

-O núcleo tinha em teoria duas funções: A primeira era servir como fonte de energia para o subsolo e a segunda, como eu já disse, destruir a barreira. Aquilo era um projeto extremamente ambicioso, mas Gaster era um homem de brilhantismo sem igual e teve a autorização real para começar a construção da máquina, tendo todo o auxilio que pudesse pedir ao rei

Dando o último gole no frasco de ketchup, Sans continuou sua história com amargura

-Gaster tinha uma vasta quantidade de outros cientistas auxiliares para que o ajudassem na criação do núcleo, entre eles, estávamos eu e Alphys

-Então aquele workshop escondido atrás de sua casa ...- Não tive tempo de concluir sem que ele me interrompesse

-Está repleto de antigos pertences meus da época em que eu ainda era cientista. Inclusive, a foto tirada por Alphys de toda a equipe. Gaster era um sujeito alto e sorridente a minha direita, mas quando olhei novamente para foto, ele não estava mais lá. E por falar nisso, sabia que você tinha entrado lá. Pegou a chave no meu quanto não foi?

-Você estava sorrindo de verdade naquela foto- Comentei ignorando sua pergunta e me lembrando da primeira vez que o vi realmente feliz

Sans apenas de um sorriso de lado em deboche ao comentário

-Gaster foi sem dúvida um amigo inesquecível para mim- Logo fechou os olhos e suspirou cansado- Mas infelizmente, ele só foi inesquecível para mim. Quando concluímos o núcleo, todos comemoraram pela fonte de energia que garantimos ao subsolo, mesmo que ainda não tivéssemos conseguido destruir a barreira, mas Gaster não comemorou. Saber que sua máquina não funcionou totalmente como deveria estava aos poucos enlouquecendo ele. Na opinião de Gaster, o núcleo tinha sido um completo fracasso

Eu apenas balançava a cabeça concordando, enquanto ouvia atentamente a cada pedaço da história

-Ele ficou frustrado e completamente enfurecido com o resultado, mesmo que até o rei e a rainha estivessem contentes. Ele começou a perder a razão e viver somente para poder consertar a maldita maquina! Todos os dias por pelo menos por 15 horas ele refazia os cálculos e via nas plantas o que poderia ter dado errado. Deixava de comer, dormir e socializar por causa daquilo

Vi o olhar vago e distante de Sans se pesar e ser preenchido por tristeza  

-Eu tentei falar com ele e por alguma razão naquela cabeça ´´ Ei Gaster, você devia dormir amigo. Tente descansar um pouco, você esta horrível`` eram coisas que eu falava frequentemente para ele, mas aquilo não adiantava

´´Eu já tinha ouvido o final daquela história``- Pensei ainda atenta em Sans

-Um dia, enquanto ele mais uma vez tentava reparar o núcleo, eu falava com ele novamente para parar com aquilo. Ele ia de um canto ao outro sem parar por um segundo, parecia que a vida dele dependia daquilo. Até que uma hora, fosse por exaustão ou falta de atenção, Gaster se desequilibrou e caiu em direção ao magma de Hotland. Me teletransporte em sua direção assim que vi aquilo, mas não fui rápido o suficiente para segura-lo, Gaster caiu em direção a morte

Ele caiu no núcleo. Havia sido isso que um de seus seguidores me contou, e agora eu sei como

-Mas não foi isso que aconteceu. Em vez de ver Gaster morrer, eu senti uma grande força me jogar para trás. Eu bati a cabeça com força no chão e de repente, tudo começou a ficar escuro, mais escuro e mais escuro ainda. Acordei no mesmo instante na minha cama sem entender nada. Eu sabia que aquilo não foi um sonho, era real demais para isso. Fui o mais rápido que pude em direção ao núcleo sem esperanças para tentar encontrar Gaster

Mais um sorriso de lado e uma singela risada forçado. Vi em seus olhos a dor ainda persistente pela perda

-Mas eu obviamente não o encontrei. Assim que sai de lá,encontrei Alphys e decide dizer a ela que Gaster havia morrido. Mas tudo que ela disse foi ´´Quemé Gaster?``. Eu fiquei sem acreditar e gritei achando que aquilo era uma brincadeira sem graça, mas não era. Quando eu vi que ela estava falando sério, eu a deixei falando sozinha e corri em direção ao primeiro que aparecesse na minha frente. E a mesma coisa aconteceu, ninguém se lembrava sequer de ter conhecido e trabalhado com algum Dr. Gaster

-Sans, você esta bem?- Perguntei pondo minha mãe em seu ombro num gesto de carinho. Nem mesmo quando eu matava a todos, ele me mostrava estar sofrendo. Apenas sorria e mentia para mim

Ele logo voltou seu olhar para mim

-Estou bem sim, garota. Não se preocupe, só que é bem osso lembrar disso, mas não vamos mudar de assunto. Quando eu falei com Asgore, a reação dele não foi diferente. Eu tentei desesperadamente o fazer lembrar. Dr. Wing Ding Gaster! O gênio que queria tirar a todos nós daqui! Vocês tem que se lembrar dele!- Ele falava mostrando suas exatas palavras de anos atrás- Eu gritava como se aquilo fosse ajudar, mas era inútil. Para todos além de mim, Gaster nunca havia existido

Vi agora raiva em seu olhar, enquanto ele apertava o frasco de ketchup nas mãos quase o quebrando

Aquilo não podia estar acontecendo. Ver que ninguém mais se lembrava dele me enchia de desespero. Tentei de todas as formas entender o porquê, e a única conclusão em que cheguei foi que a máquina havia apagado a existência dele. Eu não sei como, mas além do núcleo em si, parecia que não havia evidências de que ele sequer existiu, nem mesmo em fotos era possível vê-lo. O núcleo funcionaria como uma espécie de máquina de tempo e destruiria a barreira antes mesma dela ser construída, detendo os magos que a construíram quando ainda estivéssemos na superfície

-Maquina do tempo?- Repeti sem entender completamente

-Exatamente, parecido com o que você faz com sua determinação. Ela faria com determinação artificial para funcionar, mas a determinação artificial não era o suficiente e ainda não tínhamos almas humanas para usar determinação real- Me explicou de maneira simples e rápida, logo voltando ao assunto- Eu conclui que havia presenciado uma explosão temporal. Ela havia apagado a existência de Gaster, mas como eu havia sido atingido somente parcialmente, não foi apagado da existência e fui o único a me lembrar dele. Foi por causa disso também que eu conseguia manter parte de minhas memórias de outras linhas do tempo, fossem por sonhos ou alucinações- Sans coçava a parte de trás de seu crânio pensativo- Pelos é o que eu acho que aconteceu, não tenho mais certeza de nada

-Mas como os monstros explicam o núcleo então? Se para eles Gaster nunca existiu, o núcleo também não deveria existir

-Eu também não entendi isso no começo, mas assim que questionei Asgore, ele me disse que eu havia convocado ele para falar de uma máquina que serviria energia ao subsolo. Apenas isso, energia, nada de volta no tempo ou liberdade dos monstros. Ele também me disse que eu era o cientista real e que coordenei toda a construção do núcleo

-Então Gaster simplesmente deixou de existir- Conclui no que parecia ser o final de sua amarga história. Ele apenas concordou com a cabeça

-Aquilo só serviu para me enfurecer. Além do que parecia ser a morte de Gaster, ninguém sequer se lembrava dele e os créditos pela sua brilhante invenção caíram sobre mim. Um preguiçoso que não tiraria o rabo do sofá o dia todo se alguém não o obrigasse a isso- Sans fechava o próprio punho com força e enraivecido

Aquilo me surpreendeu por um momento. Nunca vi Sans bravo ou com um linguajar daquele. Assim que viu minha reação, ele logo fez uma cara de arrependimento e tratou de se corrigir

-Foi mal, Frisk. Alguém na sua idade não deveria ouvir isso, não conte nada para Tori- Se desculpava sem graça, coçando a parte de trás da cabeça

-Tudo bem, só fiquei surpresa mesmo, isso não tem importância. Mas o que você fez depois disso? Tentou fazer alguém se lembrar dele ou o que?- Perguntei expressando minha curiosidade

-Eu tentei por meses a fio pensar em alguma forma de trazer ele de volta. A máquina e plantas que você viu no meu Workshop eram frutos dessa falhas tentativas. Depois de muito tempo, eu parecia estar finalmente chegando a algum lugar, eu podia sentir nos ossos que com mais alguns dias trabalhando em conseguiria concluir máquina.

Vi Sans novamente suspirar com exaustão, obviamente ter que sem lembrar daquilo era difícil para ele

-Mas de repente, tudo se apagou. Eu novamente acordei na minha cama sem entender nada, mas depois de algumas horas, eu descobri: Flowey havia resetado

-Aquilo deve ter te surpreendido não é? Ver que alguém poderia voltar no tempo ao momento que quisesse- Perguntei me debruçando sobre o galpão

-Você não faz idéia garota. Mas toda vez que eu tentava voltar ao trabalho, os meses de cálculos, teorias e idéias voltavam na minha cabeça como uma chuva de socos. Tudo aquilo parecia estar acertando uma pancada daquelas na minha cabeça. Foi então que eu percebi que não poderia mais avançar na minha pesquisa e nem mesmo entender a base dela. Eu jamais poderia trazer Gaster de volta- Assumiu derrotado- Então... Eu desisti

-Eu lamento Sans. Eu nem consigo imaginar o tanto que ele significou pra você se esforçar tanto assim em trazê-lo de volta- O abracei de lado num gesto de afeto. Poderia não sumir com seus problemas, mas eu com certeza o ajudaria a enfrentá-los

-Ta tudo bem Frisk, acho que eu só ...- Não o deixaria terminar aquela frase

-Não!- Gritei em plenos pulmões- Não esta tudo bem! Você sabe disso, você sabe que não esta bem!- Eu agora o afastei para olhar em seu rosto abismado- Você continua dizendo isso! Dizendo que não se importa mais e finge que não se magoa mais com as coisas. Mas deixe eu te falar uma coisa Sans: Não esta tudo bem.

-Frisk, o que você ...- O interrompi novamente

-Não Sans, fique quieto!Eu não terminei!- Suspirei numa tentativa de me acalmar enquanto segurava seus ombros para que o mesmo não se desviasse de mim- Você sabe disso, mas continua fingindo. Achando que ninguém percebe o seu sofrimento. Você não consegue ver nos olhos deles? Não consegue ver nos olhos dos seus amigos? Nos olhos de Papyrus? As coisas são difíceis Sans, e ver você se afastando deles só dificulta mais as coisas para todo mundo- Sorri para ele numa forma de reconfortá-lo. Eu não era de gritar ou me exaltar, sempre fui calma até demais-Então ponha nessa sua cabeça oca que as coisas só vão estar bem de verdade quando você for sincero com sua família e encarar a realidade ao lado deles. Nós estamos e sempre estaremos ao seu lado para isso

Aquilo surpreendeu até a mim mesma, quanto mais ao Sans, que ainda me olhava sem esboçar qualquer reação que não fosse surpresa

-Você me aceitou de volta na família, então pare de mentir para os outros e principalmente para você mesmo. Você pode contar com a gente- Assim que terminei meu pequeno discurso, soltei os ombros de Sans e desviei meu olhar de seu rosto para focar em algum canto aleatório do bar para esconder meu embaraço

No canto do meu campo de visão, vi a expressão incrédula de Sans aos poucos se normalizar em um sorriso tranquilo

-Você me surpreende cada vez mais, garota- Seu olhar emocionado me comovia- Isso foi um belo soca da realidade

-Eu só disse o que você já sabia, Sans. Você só parecia ter se esquecido disso

-Obrigado, Frisk. Obrigado por ter vindo ao subsolo e salvado a todos nós- Ele parecia relutante em me abraçar, então resolvi acabar com aquilo eu mesma. Envolvi seu corpo com meus braços enquanto acabava com a distância entre nós colando nossos corpos. Senti seu corpo esquelético estremecer surpreso com o gesto repentino antes que o mesmo retribuísse o abraço envolvendo minha cintura com seus braços ossudos

-Você precisava mesmo disso, não é, Sans?- Perguntei sem afastá-lo do abraço. Passei a acariciar seu crânio com uma das mãos- Não esta tudo bem Sans, mas eu prometo que vai ficar

-Eu sei que vai garota. Graças a você, todos foram salvos, e eu sei que você fará isso de novo- Falava repetindo meu gesto e passando a acariciar o topo de minha cabeça cuidadosamente para que fios de meu cabelo não se prendessem entre as juntas de seus ossos

Eu logo me afastei relutante de seus braços. Aquilo provavelmente não faria muita diferença, mas ele precisava saber

-Eu não salvei a todos Sans. Mesmo quando eu tirei vocês do subsolo, eu não havia conseguido salvar a todos

-Então quem faltava garota?- Ele pergunta ainda hesitando vendo a serenidade em meu olhar

Asriel Dremurr, o príncipe do subsolo. Eu nunca consegui salva-lo

-Do que você esta falando Frisk?- Ele perguntava confuso- Asriel morreu com sua irmã adotiva antes mesmo de você chegar aqui. Mesmo com toda a sua determinação, seria impossível salva-lo

-Mas eu podia ter salvo Flowey- Afirmei cabisbaixa, confundindo ainda mais ao Sans- Flowey é um corpo sem emoções que serve como recipiente para as memórias de Asriel

Vi seus olhos se arregalarem e sua boca se entre abrir enquanto puxava o ar de alguma forma

-O que exatamente aconteceu Frisk?- Ele perguntou automaticamente

-Encurtando a história: O pó do falecido Asriel havia sido espalhado por Botões de Ouro, uma espécie de flor do jardim de Asgore. Algum tempo depois, Alphys injetou determinação nessas mesmas flores para testes em sua pesquisa. Ela já deve ter te contado isso

Olhei para Sans esperando por sua resposta. Ela apenas veio como um simples aceno positivo de cabeça

-Mas o que ela não sabe, são os resultados desse experimento. Não muito tempo depois, Asriel despertou. Mas ele estava diferente- Reparei o olhar intrigado e atento de Sans- Não somente estava no corpo de uma flor, como também não era capaz de sentir qualquer emoção

-Então aquele que matou Asgore e Tori, era o próprio filho deles?- Perguntou parecendo abismadamente decepcionado

-Não exatamente- Rapidamente me corrigi- Flowey carrega as memórias de Asriel, mas não os seus sentimentos. Inclusive, quando ele apareceu por um tempo novamente como Asriel, eu pude conversar com ele. Ele me disse que podia se lembrar de tudo que fez como Flowey e de como ele se arrependia de tudo aquilo

Decidi me silenciar por um tempo para que Sans pudesse assimilar toda a informação repentina. Ele aparentava estar confuso e um pouco descrente com tudo aquilo

-Flowey também me dizia para não resetar as coisas depois que ele quebrou a barreira, que eu devia deixar todo mundo viver seu final feliz. E eu, como a idiota que eu era, não dei ouvidos a ele- Vi seu olhar confuso sobre mim- É, não fui eu que quebrei a barreira, foi Flowey

-Isso com certeza não era esperado, garota- Ele parecia estar suando e nervoso, não sabendo exatamente como reagir- Eu já tive que conhecer Flowey tantas vezes, e ele nunca deu nenhum indicio disso, apenas de que podia resetar e de como me odiava por ter ciência disso

-Também fiquei surpresa quando descobri- Admite derrotada- Mas eu já vi que Flowey pode ser melhor se ele ao menos tentar

A alegria contagiante do bar logo me atingiu quando pude ouvir novamente a música alta tocar e conversas entre amigos voltarem. Olhei em todas as direções e vi que todos os monstros continuavam o que faziam antes sem nem notar que o tempo havia parado por alguns minutos

-Então acho que já falamos o que tínhamos pra falar- Disse Sans sem se mover

Eu vou indo, Papy já deve estar me esperando- Disse já saindo do banco e indo a direção da saída quando senti a mão de Sans segurando meu braço. Olhei surpresa para ele antes que o mesmo apenas falasse:

-Sabe Frisk? Você já conheceu todo mundo tantas vezes, já deve saber tudo sobre cada um de nós. O que você achou de todos nós? Como foi nos conhecer tantas vezes?

Aquele pergunta me pegou de surpresa, mas eu já tinha a resposta para ela há muito tempo. Quando Sans me soltou, apenas sentei-me novamente no banco e olhei sorridente todo o movimento do bar

-Asgore é o melhor rei que já existiu, se vendo obrigado a fazer coisas horríveis pelo bem de seu povo

-Mettaton é a estrela que os humanos nunca tiveram, tentando por diversas vezes acabar com uma ameaça aos monstros

-Alphys é a mais brilhante cientista que conheci, mesmo faltando com auto-estima, ela era é capaz de coisas incríveis

-Undyne é a mais valente guerreira de todas, fazendo de tudo para me deter e para libertar aos monstros

-Toriel é a mãe que eu nunca tive, fazendo de tudo para me proteger dos perigos que subsolo apresentava

-Papyrus o melhor cozinheiro de espaguete de todos, de uma gentileza e bondade que nunca vi na minha vida. Via bondade em mim mesmo quando eu mesma não consegui fazer isso

-E você Sans ... Você é o melhor amigo que eu um dia poderia sonhar em ter, determinado em me parar quando foi preciso, mesmo sabendo que isso poderia ser inútil. Foi minha maior fonte determinação em continuar minha jornada para libertar os monstros

Sans apenas me olhou com os olhos comovidos e um sorriso de deboche

-Vai ser difícil ultrapossar esse discurso Frisk, mas um dia talvez eu consiga- Falou acariciando novamente o topo de minha cabeça, sorrindo para mim- Agora pode ir encontrar o Papy, não esquenta, eu pago a conta

Sorri confiante para ele antes de descer do banco e ir em direção a saída para me encontrar com Papyrus. Parado a alguns metros de Sans, eu disse sem olhar para trás

-E Sans... Obrigado... Por me parar


Notas Finais


Então ta ai o capítulo, espero que tenham gostado porque eu adorei escrever ele
O próximo capítulo não vai demorar tanto, mas não vou dar nenhuma data pra não correr o risco de me atrasar
Sem muito o que falar agora, tenho que dormir logo que amanha tem aula, nos vemos depois


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