História Eu Acredito Nela - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, 9º Doctor, Donna Noble, Jackie Tyler, Rose Tyler
Tags Doctor Who, Nine, Rose Tyler, Ten
Exibições 16
Palavras 928
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Sci-Fi, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Feliz dezembro!

Tive essa ideia pra uma fic há muito tempo quando li na internet uma teoria de um certo Senhor ser o Papai Noel. Agora é dezembro, então posso postá-la.

Dedico à minha amiga Isabela, a Rose Tyler da vida real. Eu acredito em você!

=***

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Eu Acredito Nela - Capítulo 1 - Capítulo Único

Rose Tyler odiava o natal. Era uma época em que todas as outras crianças conseguiam o que queriam menos ela. Desde o começo sua mãe havia dito que Papai Noel não existia e que se quisermos algo nessa vida temos que trabalhar duro, mas Rose ainda assim acreditava em Papai Noel.

 

Ele nunca lhe dava os presentes que ela pedia. A Barbie princesa Rapunzel, os brincos em formato de estrela que vira numa loja, uma linda bicicleta vermelha e mais importante...

 

Querido Papai Noel,

 

Sei que você nunca me dá nada, mas esse ano prometo que fui uma boa garota. Obedeci minha mãe, escovei os dentes antes de dormir, comi meus vegetais. Por favor, você poderia trazer meu pai de volta? Eu quero conhecer ele. Por favor, Papai Noel.

 

Eu sempre acreditei em você.

 

Rose Tyler.

 

Papai Noel não recebera suas outras cartas, mas daquela vez seria diferente. Ela não podia colocar na mesa, sua mãe veria e jogaria fora, tinha que escolher outro lugar. Um lugar visível para o Papai Noel, mas não para sua mãe. Rose procurou por um lugar assim em toda parte da casa. No jarro de plantas, na cesta de roupas sujas, na beirada da janela... Rose abriu a janela e imediatamente seu quarto ficou frio. Alguns flocos de neve caíram em seu rosto.

 

Embaixo do parapeito de sua janela ela viu uma caixa azul enorme. Dizia “polícia” e Rose não sabia direito o que era. Uma cabine telefônica ou algo do tipo.

 

-Rose! Você deixou a janela aberta?- gritou sua mãe, o frio já atingia outras partes da casa.

 

-Eu vou fechar!

 

Rose rapidamente colocou sua carta em cima da caixa azul, rezando para que aquilo desse certo, e fechou a janela. Deitou-se em sua cama muito agitada, mas conseguiu dormir. Se não dormisse Papai Noel não apareceria e ela queria fazer tudo certo dessa vez.

 

Na manhã seguinte Rose acordou primeiro que sua mãe e saiu correndo do quarto. Em frente à árvore de natal, uma surpresa.

 

-O que é isso?- perguntou Jackie Tyler, chegando na sala e deparando-se com sua filha abrindo um presente.

 

-Mamãe, é uma bicicleta!- disse.- Papai Noel trouxe!

 

Rose sentou-se em cima da bicicleta vermelha e pedalou pela casa sem se importar se quebraria algo ou não.

 

-Mas... mas...

 

-Ah, mamãe, deixa eu ficar com ela, por favor!- implorou, sentindo-se deprimida só em pensar que ficaria sem seu presente.- Eu nunca ganho nada!

 

Jackie ainda estava muito confusa. Não podia ser... que espécie de louco...? Ela viu um papel no chão que Rose ignorara em seu entusiasmo.

 

Rose,

 

Você não é uma boa garota. É uma garota fantástica!

 

Eu também acredito em você.

 

Papai Noel.

 

Jackie não sabia o que fazer com aquilo, mas Rose estava tão feliz... tanto que se esquecera, por um minuto, que não foi isso que ela pedira naquele ano.

 

********

“Como cheguei aqui?”, Rose se perguntava. Ao contrário da maioria das pessoas ela detestava natal, fim de ano e essas coisas. Ficava deprimida pois olhava para sua vida, para o seu ano, e não encontrava nada. Era apenas uma vendedora em uma loja. Uma garota sem futuro. Presa num lugar sem graça.

 

Tentava falar com Mickey ou com sua mãe sobre isso, mas eles não a entendiam. Estavam satisfeitos com sua vidinha pacata. Rose queria algo mais. Qualquer coisa. O ano de 2005 começara e ela prometeu a si mesma que aquele seria diferente... mas sabia, em seu íntimo, que não seria.

 

-Ei!- chamou um estranho na rua.- Qual é a data de hoje?

 

Rose franziu a testa. Achou graça na pergunta.

 

-Nossa, quanto você bebeu? É o dia primeiro de janeiro de 2005.

 

-2005?- o estranho sorriu formando covinhas em seu rosto.- Vou lhe dizer o seguinte... aposto que você vai ter um ótimo ano!

 

“É, tá bom...”, Rose pensou. Mas o estranho era até simpático... e bonito. Ela sorriu de volta. Não gostava de conversar com bêbados, mas era fofo aquele.

 

*******

Rose sabia que ele consertaria. Aquele não podia ser o fim do universo. Ela andou carregando a pesada arma. “Será que ele vai me reprovar?”, pensou. O Doutor nunca gostou de armas. Sempre fora ele. Sempre fora o Doutor.

 

Estava lá desde o começo, salvando-a. Gostaria de poder salvá-lo. De lhe agradecer. De ficar com ele até o fim dos tempos.

 

********

-Por que não pergunta a ela você mesmo?- disse Donna com um sorriso.

 

Olhei para trás. Não podia ser... mas era! Rose Tyler em carne e osso. Minha Rose. Rosa, amarela e todas as cores possíveis. Ela estava de volta! Sempre foi ela. Desde o começo. O Momento. A garota que curou esses dois velhos corações dilacerados pela guerra.

 

Ela me salvou de tantas formas. Gostaria de poder dizer a ela. De lhe agradecer. Gostaria que ela soubesse o quão é grande e maravilhosa. Corri até seus braços, não mais satisfeito em apenas vê-la. Ela também corria até mim, tinha lágrimas nos olhos. Eu provavelmente também tinha.

 

Então o dalek me achou e fui atingido. Cai no chão de concreto sentindo a dor daquele tiro laser. Será que nunca me davam um tempo? Rose veio prontamente me ajudar, como sempre. Ajoelhou-se do meu lado.

 

-Peguei você, Doutor... está tudo bem...

 

-Rose...- disse fracamente.- … faz tempo que não nos vemos...

 

Ela sorriu.

 

-É... estive ocupada, sabe...

 

Dor? Que dor? Não havia dor. Naqueles quase novecentos anos de tempo e espaço, pela primeira vez, não havia dor. Havia uma rosa crescendo no concreto. Sempre soube que ela voltaria, lá no fundo, eu sabia. Sempre acreditei nela.



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