História Eu Ainda Sinto Sua Falta - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Adolescentes, Amigos, Amizade, Amor, One-shot, Saudade, Vida
Visualizações 9
Palavras 700
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único - Eu Ainda Sinto Sua Falta


 

Era dia de festa, alguém estava soprando mais uma velinha e no meu pensamento passava flashes de momentos.

Me atiro em minha cama, fecho os olhos, e começa a vir todas as lembranças... As horas e horas conversando, as madrugadas que mais pareciam não ter fim, fruto de uma mera amizade, pelo destino talvez, ou só por coincidência.

Enquanto me vinham as lembranças, mais me deixava levar como se estivesse vivendo-as novamente. De certa forma me fazia bem aquilo, muito bem, podia sentir meu corpo frio se aquecer com turbilhões de sentimentos, conseguia ouvir as palavras ditas em uma ligação de duas horas e meia por telefone em uma madrugada de sexta-feira.

E algo estava ocorrendo naquele momento, eu não conseguia abrir meus olhos, ouvia minha respiração lenta e calma, e senti gotículas mornas escorrendo pelas minhas bochechas que queimavam, pareciam s-ser...

“Lágrimas?!”

E era, não sabia dizer o que representava aquela lágrima, só podia continuar relembrando mais e mais memórias, todas muito boas por sinal. Me lembrava dos versos das canções, que mais soavam como cantigas de ninar em uma voz mansa e passiva, também lembro perfeitamente que no momento que ouvia aqueles versos naquela bela madrugada, eu não era capaz de dizer nada; Só ouvir, ouvir e ouvir, me trazia paz cada palavra cantada.

“Buddy, you’re a boy, make a big noise Playing in the street, gonna be a big man some day You got mud on your face, you big disgrace Kicking your can all over the place

We will,we will rock you We will,we will rock you ...”

Ainda com meus olhos fechados, me recordo das suas frases e dos seus incríveis textos que eu lia e relia, cada um me trazia emoções diferentes e eu ficava admirada com tamanha imaginação, como era possível tantas emoções em tão poucas linhas? Meus olhos brilhavam em cada vez que ia ler um dos seus textos, pois tinha certeza que iriam me deixar cada vez mais admirada.

Eu queria sempre conversar com ele, sempre tínhamos assunto e fotos zuadas para compartilhar, era uma coisa nossa, que fazia bem para ambas as partes. Nossos apelidos eram de outro mundo, Do Nosso Mundo Maluco! Onde tudo era permitido, onde a imaginação não tinha limites, e a loucura reinava, parecíamos aberrações, ninguém nós compreendia, só existia nós dois no nosso mundo, e os carneirinhos com que a gente sonhava toda madrugada. Amávamos a madrugada, principalmente a hora morta, era a melhor hora, a concorrência sempre era menor. Tínhamos gostos em comum, isso nos tornava mais próximos e incomodava algumas pessoas.

Logo mais uma lembrança me vem à mente, as vezes que ele me esperava sentado em uma cadeira de madeira no corredor largo de sua casa quando voltava da escola, eu sempre dava um sorriso e acenava e ele respondia fazendo o mesmo. Nas vezes que eu estava viajando ele dizia as horas, minutos e segundos que havia passado sem falar comigo, são pequenos gestos mas que nos momentos que foram feitos ficaram marcados.

Quando finalmente abro os olhos, viro o rosto e vejo de imediato a escultura que havia ganhado dele, se tratava de uma cabeça de zumbi com os respingos de sangue que fora feito com massinha verde. Olho um pouco mais para o lado e vejo o livro que ele também havia me dado, se trata de um livro que conta várias batalhas, lembro-me que no dia que eu recebi o folheei e encontrei outro texto, que contava a história de um homem que saia à noite para atropelar pessoas. Todas as vezes que eu olhava para esse livro e essa cabeça de zumbi eu lembrava dele, como também todas as vezes que ouvia um rock, e como lembro diariamente, afinal, posso dizer que ele é praticamente meu vizinho, conheço os pais dele, não quanto conheço ele mas pouco o suficiente para saber que são ótimas pessoas.

Ainda com os olhos direcionados ao livro dou um leve sorriso, agora sim saberia dizer o que representava aquela lágrima rolada em meu rosto, representava felicidade, felicidade por saber que tinha sua amizade. Meu querido Cherry Pie fora um grande amigo e continuará sendo de muito valor e grande importância.

(feito 23/07)


Notas Finais




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