História Eu apenas queria ver ser rosto irado. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima, Yodogiri Jinnai
Tags Shizaya, Shizou X Izaya
Exibições 57
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus mores, eu sei que eu demorei mas posso explicar. Eu entrei em semana de provas e ainda por cima fiquei doente, nada que eu não esteja acostumada. Eu e minha saúde não somos muito amigas.
Enfim, capitulo novo ae gente, espero que gostem <3

Capítulo 2 - Acidente de trabalho.


O ar gélido da noite anterior era espantado aos poucos pelo o calor do sol que surgia gradativamente no céu acinzentado de Ikebukuro, mas isso não impedia que essa manhã ainda fria eriçasse os pelos de Izaya, nem mesmo seu casaco se mostrava tão útil, o moreno olhava inquieto a movimentação dos carros na avenida na esperança de vislumbrar a moto negra da Dullahan, ela não tardou muito, como o de costume, logo se ouvia o relinchar de um cavalo anunciando sua breve chegada, ela surgiu rapidamente da estrada ao lado do informante (sim, foi exatamente o que aconteceu), freou bruscamente parando questão de centímetros dos pés dele, se a intenção era o assustar não deu muito certo, ele mesmo não se moveu nem um passo para trás, apenas sorriu e acenou com uma mão.

                A Celty virou o pescoço para um lado, levando também seu capacete, que dava a impressão que virava sua “cabeça” em sinal de perplexidade. Se tivesse sobrancelhas teria franzido elas, o Izaya que via não era o mesmo que a empregava para entregar contrabando, aquele sorriso era caloroso como se dissesse “Bem vinda”, ela afirmava isso com certeza pois era boa em ler expressões corporais, não que aquele sorriso precisasse de uma leitura aprofundada, estava ali, diante de seus olhos ou como queiram chamar, o “Bem vinda” escrito em letras grandes, ela insistia em procurar qualquer  traço de cinismo para provar que não tinha errado o endereço. O moreno caminhou pulando até a entregadora sem tirar o sorriso saudoso do rosto. Deus sabe o quanto estava sendo difícil manter o disfarce.

­- Preciso tratar de assuntos pessoais com você - Interrompe a própria fala olhando para os lados – Mas vamos para um lugar discreto.

                Celty assentiu com sua cabeça-capacete e bateu no assento vago na moto a oferendo para Orihara, ele se sentou sem demora, arranjando uma forma de se segurar na moto para não cair com a arrancada. A motorista deu a partida e o som animalesco veio substituindo o ronco do motor.

                Após alguns minutos trafegando por entre as ruas da cidade sempre movimentada a motoqueira estacionou em frente um Café que ela costumava a ir com Shinra quando estava com humor para sair. O lugar parecia ser bastante agradável e calmo, com grandes janelas na entrada que deixavam o sol matinal iluminar o interior. As mesas estavam dispostas tanto na calçada como dentro da loja. O cheiro de café inundava as narinas de Izaya, que se lembrava ao mesmo tempo que seu estômago doía que não comia direito desde a noite anterior.  Nem precisou do convite silencioso de Celty pra entrar e se sentar para informante empurrar a porta fazendo um sininho tocar. Uma mulher sorridente apareceu atrás do balcão desejando bom dia para seus primeiros clientes, ela sabia que Celty não responderia e estava acostumada com aquele capacete com orelhas de gato, porém não imaginava que ouviria Izaya respondendo de tão bom grado.

                Depois que ambos estavam sentados em uma mesa um pouco afastada das janelas que davam para rua e Izaya ter feito seu pedido, a Dullahan o fitou claramente ansiosa para que dissesse logo o que tinha para falar e não aparentava ser algo simples já que ele tinha a contratado tão cedo e agora estavam sentados, um de frente para outro em um Café vazio. A entregadora estava nervosa, não deixava de passar pela cabeça dela, bem é modo de falar, a possibilidade de Orihara se declarar para ela naquele momento, se ele soubesse que ela tinha receio disso acontecer provavelmente estaria rindo em plenos pulmões de seu ingênuo pensamento. Todavia a motoqueira julgou que mesmo que vivesse a eternidade, provavelmente viveria, não iria passar nem perto de situação semelhante, por isso não se surpreenderia com qualquer outra coisa naquele dia que começou tão estranho quanto o possível.  O informante limpou a garganta e se remexeu na cadeira, Celty fez o mesmo se mexendo desconfortável na cadeira acolchoada, imaginava que estava preparada para o quê iria ouvir.

- Não irei mais te contratar, eu não vou mais exercer trabalhos em que eu precise de seus serviços. – Disse dando de ombros como se tivesse dito que prefere churrasco em vez de sushi.

                Se ela tivesse uma boca teria aberto formando um “o” de tão surpresa que estava, tinha se enganado quando achou que nada mais a surpreenderia hoje, milhares de perguntas surgiram, ela pegou seu PDA e começou a escrever avidamente, poderia escrever qualquer pergunta, mas sua mente estava a mil a fazendo apagar e reescrever várias vezes, quando terminou levou o celular até a altura dos olhos de Izaya para que ele pudesse ler mas foi bloqueada pela a garçonete que levou a bandeja para que pudesse deixar os pedidos na mesa, a motoqueira negra recolheu o braço dando passagem para o colocar o prato e uma xícara cheia de café, depois que ela saiu levantou novamente a tela deixando o informante ler, que estreitou os olhos para enxergar o que estava escrito. Apenas duas palavras “Como assim?”

-Foi exatamente o que você ouviu, não vou trabalhar com essas coisas desonestas e sujas – Ele disse bebericando o seu café – Tem hora que você cansa de fazer com que todos lhe detestem, sabe?

                Isso apenas contribui para deixar sua companhia de desjejum ainda mais confusa, não conseguia formar nenhum argumento lógico para comprovar que o quê tinha acabado de ouvir era pronunciado realmente por Orihara Izaya, tinha lindo sobre os boatos nos chats dos Dólares, porém não tinha chegado a acreditar e agora o próprio estava confirmando tudo que lera. O som do moreno terminando de comer foi a única coisa que se seguiu, de vez em quando Celty virava sua cabeça-capacete para a janela  perdida em seus pensamentos. O moreno deixou os talheres no prato produzindo um tilintar chamando tirando Celty de seus devaneios. 

- Queria te pedir uma última coisa - Ela se virou mostrando que estava o ouvindo. - Me leve até o Sushi Russo.

Mais uma vez a motoqueira fantasma tombou seu pescoço para o lado levando o capacete junto, Izaya não deixou esse gesto passar despercebido e se explicou.

-Bem, vou precisar e um novo emprego.

 

Em outro canto da cidade, não tão cedo assim, com o dia totalmente agradável e quente, os últimos dias quentes antes do inverno se instalar na cidade, o dia estava ensolarado, quase sem nuvens no céu, a brisa fresca bagunçava os cabelos de quem andava nas pela rua, era um daqueles dias que você não tem preguiça de sair de casa ou de levar o cachorro para passear, qualquer pessoa que tivesse o mínimo de estresse provavelmente o perderia se caminhasse no parque em um dia como esse, mas isso não vale para uma pessoa que chega a ser perto de um poço cheio de estresse e raiva.

Shizou caminhava atrás de Tom de passos firmes enquanto fumava seu quinto cigarro do dia, estava aborrecido com os devedores que se esconderam quando os viram chegar para cobrar as dívidas, ele não suportava ver alguém se escondendo ou fugindo de uma briga com ele e suportava muito menos ter que controlar sua força e não estravasar toda sua raiva. Afinal mortos não pagam dívidas. Fazia uma semana que não descontava sua irritação em alguém, ou seja, fazia uma semana que não via Izaya, ele era o único que Shizou poderia bater e socar o quanto quisesse sem sentir nenhum remorso, então o moreno tinha pontos no quesito: Preciso de você para não acabar enchendo um hospital com feridos. Tom havia percebido a um tempo o constante enraivecimento do loiro e quase instantaneamente percebeu a causa também e não conseguiu deixar de comentar sobre o rumor que soubera.

- Então aquela pulga realmente deixou os negócios? - Perguntou mais para ele mesmo que para o seu guarda costas, sabia que sua resposta seria apenas um rugido irritado, quando se tratava do informante suas respostas se detinham a isso.  O loiro sabia do que Tom estava falando, quem daquela cidade ainda não sabia da mais nova fofoca? Porém ele se recusava a acreditar que isso não passava de mais um dos planos infernais daquela maldita pulga, afinal ele adorava fazer esse joguinhos com as pessoas, sentia com todas suas forças que era só mais um truque bem armado do maldito.

As horas foram se passando e mal humor de Heiwajima aumentava proporcionalmente, o dia não estava sendo produtivo, nenhum dos devedores estavam com o dinheiro e nenhum deles aguentaria levar um soco de sem desmaiar, agora eles voltavam de mais um dia de trabalho sem dinheiro e sem nenhum cigarro restante na carteira. Shizou apenas bufava e pisava duro seguindo seu chefe, nunca faria algo para machucar Tom mesmo assim ele não se agradava nem um pouco ter o homem mais forte de Ikebukuro enfurecido logo atrás dele.

- Vamos no Sushi Russo, estou querendo comer sushi hoje, - Só precisou falar isso para mudarem o caminho rumo ao restaurante.

Quanto mais se aproximavam do restaurante mais o cheiro de Izaya ficava forte, o loiro já tinha cerrado os punhos e olhava em todas as direções, ignorava todos os pedidos de Tom para ele se acalmar, pelo contrário, cerrava ainda mais os punhos e o maxilar, estava disposto a quebrar quantos ossos os necessário para livrar Ikebukuro de vez do moreno. Não relaxou um segundo, o caminho inteiro farejava e examinava todo os lugares que a pulga podia se esconder, aguardava o momento que ele apareceria o chamando de "Shizo-chan" da forma mais irritante possível, contudo, esse momento não veio, finalmente chegaram ao seu destino sem nenhuma pertubação e inconveniência. Entrando pela porta Shizou sentiu o ar impregnado com o cheiro de Izaya, isso foi o suficiente para seu sangue começar a ferver e seu corpo de mexer involuntariamente procurando o moreno nesse lugar, levantou umas duas mesas antes de Simon chegar e o parar. Tom o acalmou, ou pelo menos tentou, e foram se sentar em uma mesa esperar o pedido que haviam feito, Shizou se sentou a contragosto pois estava aos nervos e tudo o que menos queria era ficar sentado esperando, mesmo que não fosse demorar muito pois o lugar estava praticamente vazio.

Em um dia comum eles iriam comer, pagar a conta, sair e voltar cada um para sua casa  descansar para outro dia de trabalho, de certo modo o dia para Tom e Shizou estava sendo comum, mesmo que improdutivo, tirando aquele cheiro estava tudo nos conformes, o loiro estava usando sua típica roupa de barman e tinha deixado somente dois devedores hospitalizados, era um mais dia costumeiro, pelo menos se esperava que fosse.

Então o cheiro de Izaya foi se aproximando, cada vez mais, Shizou ficou em alerta olhando a porta aguardando a entrada dele no restaurante, o cheiro estava se aproximando cada vez mais rápido, o loiro varria a rua com os olhos procurando qualquer traço do informante, mas não encontrava, estava a achando estranho demais, nem sequer cruzou com a pulga na rua e seu cheiro continuava a se aproximar, cogitou a possibilidade de ser obra da sua imaginação devido a desconfiança que tinha criado com aquele boato, mas aquele odor era quase palpável de tão intenso, tinha desistido de tentar entender quando sentiu o cheiro quase do seu lado, definitivamente estava ficando louco.

- Boa tarde, aqui estão seus pedidos! - Disse o garçom sorridente segurando uma bandeja com a comida.

Essa voz, esse cheiro, Shizou conhecia muito bem o dono deles, virou o corpo e o olhou apenas para confirmar suas suspeitas, seu punho já estava erguido e sua boca se moveu quase automaticamente. 

- I - ZA - YAAA. - Rugiu alto suficiente para quem passava na rua escutar.

O moreno sabia o que viria em seguida, olhou o punho fechado em sua direção, poderia facilmente desviar, poderia girar seu corpo para o lado e puxar seu canivete, porém, ele permaneceu imóvel, fechou os olhos e aceitou sua sentença. Era necessário.

Esperou,

Esperou.

E esperou.

O soco que não veio.

 


Notas Finais


Adivinha quem não revisou o texto e está postando mesmo assim?


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