História Eu bebo o veneno em seus lábios - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~byunloey

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Addictinyou!au, Amor Proibido, Baekyeol, Chanbaek, Lostgrl, Tipos De Amor, Vicio
Visualizações 312
Palavras 1.055
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal!
Estão vendo essa conta como co-autor?
Então é minha conta secundária!
Eu vou começar a postar lá essas fics curtinhas, que eu faço do nada, sabe???
Pq o que acontece, eu escrevo muitas qdo tô triste e ver essas fics aqui, acaba me deixando meio para baixo, e para não ficar apagando todas as fics que eu não quero mais ficar relembrando, vou deixar elas lá nesse outro perfil, ok?
Eu já apaguei algumas e vou apagar outras, acho... Mas tudo que não tiver aqui, vou repostar depois no ~Byunloey

Essa é meio que uma fic de transição sauhauhas

Boa leitura!

Capítulo 1 - Clap, clap, clap


 

Clap, clap, clap…

Meus sapatos desgastados fazem barulho no chão molhado, enquanto ando desgovernado pelas ruas da madrugada.

 

Pego o cigarro; acendo; olho a ponta queimar, a chama avermelhada por um segundo antes de se tornar cinza; coloco o veneno entre os lábios e trago devagar.

 

É assim com você também, sabia?

Sinto a fumaça em minha boca, e todos os problemas se esvaem, mesmo que eu esteja matando-me aos poucos, um passo mais perto de todas aquelas doenças que vem ilustradas atrás da caixinha que está no meu bolso.

Prefiro sempre o feto, eu não vou ter filhos mesmo.

 

Toc, toc, toc…

Eu bato em sua porta. São duas da manhã, mas assim como o maldito cigarro queimando entre meus dedos, meu teimoso coração precisa queimar por você.

Ouço passos, e depois de um momento a porta abre. Você está com cara de sono, mas sustenta o maldito sorriso presunçoso. Sabe que eu não sei viver sem seu cheiro, seu gosto, seu corpo, seu amor distorcido.

Está vestindo um casaco velho meu, os fios bagunçados pois acabei de te acordar, e o rosto inchado já que provavelmente passou a noite estudando. A semana de provas na faculdade está chegando, e eu sou um filho da puta viciado por aparecer aqui duas da manhã, mas você gosta.

 

Eu entro; puxo-o pela cintura; olho o seu maldito rosto bonito, os lábios finos, os olhos caidinhos, o sorriso retangular; coloco o veneno entre os lábios ao te beijar, e me entrego afoitamente.

 

Sinto seu gosto, o cheiro da sua pele se desprendendo e me embriagando, me envenenando. Você me conduz pelo apartamento apertado, chutando os livros pelo caminho enquanto seguimos para seu quarto.

Eu poderia descrevê-lo de cor.

Os posters dos Beatles, os discos empilhados junto com os livros ao lado da mesa de estudo, o armário com espelho na porta e as roupas todas organizadas. A janela grande na parede oposta ao armário e a cama de solteiro no meio do quarto.

Não vejo nada disso, eu apenas sei de tantas e tantas vezes que sucumbi ao meu vício por você, por seu corpo, seus gemidos, sua unha arranhando minha pele e me pedindo, daquela forma pecaminosa, para ir mais forte, mais fundo.

Para te foder do jeitinho que só eu sei.

Porque você também é um viciado, certo, Byun?

Eu não sou o único que arrisca tudo por estar aqui.

 

Paft, paft, paft...

É o som maldito da sua cama batendo na parede enquanto nos embolamos nos lençóis cheirosos. Porque você até pode não ter muito tempo, mas é todo organizadinho e eu acho isso adorável.

 

Deslizo minha língua sobre a sua; nos viro na cama; observo você rebolar em mim com os olhos fechados, maltratando os lábios ao tentar evitar os gemidos, mas eles saem bem baixinho, me enlouquecendo; agarro suas coxas e coloco o veneno entre os lábios ao sussurrar seu nome como uma prece.

 

Eu nunca fui religioso, Byun, mas você me faz rezar todo dias por um pouco mais do seu veneno. Um pouco mais do seu calor, do seu amor, do que você estiver disposto a me dar.

Aceito de bom grado.

 

Clap, clap, clap…

Faz o som da sua mão no meu peito, imitando os batimentos acelerados do meu coração depois de todo prazer que despejamos de nossos corpos.

Não importa qual seja o problema, eu não estou nem aí se você me expulsou do seu apartamento depois de mais uma briga por causa dessa merda de futuro. Você estava apavorado, e eu também.

Esse é lado sombrio do vício, a dependência.

 

Você me olha; agarra meus fios com força; desliza a língua atrevida em minha boca, só me dando um gostinho do céu; coloca o veneno entre os lábios ao me beijar com todo o amor do mundo.

 

O que será de mim quando seus pais, tão religiosos, vierem com uma linda donzela e um casamento arranjado para fechar um novo contrato daquela merda de empresa? Lugar que você nem queria herdar, não queria trabalhar, não queria saber.

Eu deveria ser seu professor, deveria ajudá-lo, deveria não ter caído como um tolo nos seus sorrisos bonitos quando me pediu aulas extras. E quem seria eu para negar? Seu pai é dono de toda a instituição de ensino. Inclusive da faculdade que você estuda, e eu leciono.

Nós sabemos, esse romance está destinado ao desastre, e por isso brigamos. O medo do incerto, do futuro, é muito grande.

Contudo, como o viciado de merda que eu sou, logo volto.

 

Clap, clap, clap…

Um cigarro entre os dedos, o vício percorrendo em minhas veias, o medo correndo minha mente e todo o amor tomando meu coração.

Porque eu não posso suportar muito tempo longe de você, Baekhyun. E você não consegue suportar muito tempo longe de mim.

Somos dois desgraçados, que não têm ideia do que fazer com esse futuro incerto, sabemos que é melhor nos separar, mas continuamos nesse ciclo vicioso, não é? Bigas, medo do futuro, da descoberta, um dos dois porta afora. Depois a saudade, o desejo e o vício não nos deixa dormir, não nos deixa comer, não nos deixa viver sem mais um dose.

 

Então voltamos; nos tocamos; nos olhamos profundamente até queimar na pele o tamanho de nosso desejo; colocamos o veneno entre nossos lábios ao dizer “eu te amo”.

 

Nos desmanchamos, nos entregamos, nos completamos, e temos toda a certeza que precisamos para tentar mais uma vez. Ao menos, por uma noite tudo fica bem. Às vezes dura mais tempo, às vezes no dia seguinte acontece algo que nos lembra a idiotice que estamos fazendo.

É minha reputação e todo a sua vida, afinal, se seus descobrem você perde tudo. Eu cansei de dizer que eu posso ser tudo que você precisa, mas é ambicioso demais para um simples apartamento, uma cama de casal e um maço de cigarros para dividirmos, não é?

Ou talvez seja apenas muito orgulhoso para admitir que quer isso tanto quanto eu.

Então nos enganamos, nos afogamos, nos permitimos ficar bem um nos braços do outro mais uma noite.

 

É

um

ciclo

vicioso.

 

Eu o olho; o aconchego no meu abraço; observo seu maldito rosto perfeito enquanto está fechando os olhos de forma bonitinha, prestes a dormir; então eu bebo o veneno em seus lábios mais uma vez.





 


Notas Finais


Eu até tinha postado essa fic no outro perfil, mas achei melhor postar aqui e colocar co-autor shahaussauh
É isso, quem quiser continuar acompanhando alguns dos meus outros textos menores, algumas poesias e tals, é só ficar de olho no @byunloey

Obg a todos que leram :))

Beijos


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