História Eu cuido de você - Seokjin - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Infinite
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Mark, Myungsoo (L), Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 34
Palavras 4.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Quanto tempo, não? :)
Desculpa por demorar tanto para postar esse capítulo, eu estava pensando em excluir esta fic, eu estava me sentindo meio mal e tals...
Mas já passou! Ficou simples para um último capítulo, mas espero que gostem!
Beijos de Jinssi 😘
(QUEREM UM BÔNUS?)

BOA LEITURA!!💗💗

Capítulo 34 - Perdão


Fanfic / Fanfiction Eu cuido de você - Seokjin - Capítulo 34 - Perdão

Omma: S/n, você quer frango frito, cozido, ou assado? — omma diz ao entrar no meu quarto.

S/n: Frito! — digo lambendo os beiços imaginando a carne suculenta entrar na minha boca.

Omma: Ok! — Ela sorriu e fechou a porta do meu quarto.

Minha omma me trata muito bem, desde que voltei para o Brasil ela vive me mimando, meu pai também me trata super bem, o que é bem o contrário do que eu pensava sobre ele tempos atrás. Já faz três anos que voltei a morar com eles, aproximadamente três anos que meus avós amados partiram. E faz três anos que estou longe de Camily, dos meus amigos da Coréia... E do meu Jin. 

[...]

Fui até a cozinha, onde meu pai e minha mãe estavam sentados em volta da mesa redonda de vidro, que estava lotada de coisas deliciosas. Mesmo tendo condições, omma prefere cozinhar ela mesma do que pagar alguém para fazer isso, acho que cozinhar era o passa-tempo preferido dela. E posso dizer sem dúvida alguma que ela ama cozinhar, só de ver o esforço que ela faz para nos deixar satisfeitos é possível perceber isso.

Sento em uma das 4 cadeiras que estavam desocupadas, pego um prato e me sirvo.

Omma: Está do jeito que você gosta? — ela pergunta ao me ver mastigar o frango frito bem devagar apreciando o sabor que só ela sabia fazer.

S/n: Está ótimo como sempre omma! Não se preocupe. — digo após engolir.

Omma: Que bom! — ela sorriu para mim pela segunda vez no dia, eu amo ver ela sorrindo.

Olho para o frango frito e me lembro de alguém muito especial, que me ajudou muito na Coréia, alguém que amo muito. Sem perceber acabo sorrindo que nem boba, meu pai percebe e decide chamar minha atenção.

Appa: S/n... Tá pensando nele denovo? — pergunta franzindo uma de suas sobrancelhas.

S/n: Ele gosta de frango frito — mantenho o meu sorriso apaixonado.

Appa: E daí que ele gosta? Vocês fazem chamada de vídeo quase todos os dias e mesmo assim você não para de falar dele!

S/n: Eu não fico falando dele o tempo o todo! — me defendo.

Appa: Fica sim!... "Ui o Jin aquilo, o Jin isso, o Jin é fofo, Kyaah eu amo o Jin!"  — Meu pai diz tentando imitar minha voz fazendo movimentos femininos com as mãos, fazendo omma rir.

S/n: Aish me deixa!

Appa: Por que você não fala isso pro Jin?

S/n: Ô!!

Omma: Ignore filha, ele apenas está com ciúmes

Olho para Appa sorrindo mostrando que concordo com a omma, ele me olha estranho e depois volta a comer. Meu celular começa a tocar, era Jin me ligando, meu coração já começa a dançar de alegria.

Appa: Em horário de comer não! Desliga! — Diz ele vendo a foto de Jin que aparecia na tela do meu celular.

Omma: Só dessa vez querido, a s/n ama muito o genro Jin.

Appa: Genro... — resmunga.

S/n: Serei rápida! — pego meu prato e vou em direção ao meu quarto.

Appa: Rápida... Fica duas horas falando com ele toda semana.

Omma: Querido... — o repreende

[...]

Volto para meu quarto, fecho a porta e sento na cama. Atendo Jin e logo o posso ver, ele está vestindo uma camiseta azul, usando óculos, sua franja cobria um pouco seus olhos. Estava deitado de lado e lindo como sempre.

S/n: OI JIIN! 

Jin: Gaemi... Não precisa gritar — Jin disse e logo riu.

S/n: Nhaa é que estou muito feliz de falar com você!

Jin: Também estou feliz de conversar com você minha formiguinha amada. Demorou pra atender.

S/n: Desculpinhas, eu estava na cozinha

Jin: Uh? Cozinha? — mostro o prato para ele — Ah s/n! Você devia ter desligado! Eu não sabia que você estava jantando!

S/n: Tudo ok

Jin: Tudo ok nada, você devia comer bem.

S/n: Mas eu estou comendo bem! Aliás estou comendo melhor vendo seu rosto. Olha é frango frito — Mostro meu prato para Jin, depois volto a mirar a câmera frontal em mim.

Jin: Está com uma cara tão boa... Eu gosto de frango frito. — Jin faz uma cara muito fofa de criança que quer comer lanche.

S/n: Se você estivesse aqui poderia comer, mas você não vem me ver... Nunca veio!

Jin: Desculpe, eu estava econômizando pra ir ao Brasil te ver, mas eu tive que gastar com outra coisa.

S/n: Eu sou mais importante.

Jin: Que convencida — Jin riu mais uma vez, não importa o quão diferente sua risada seja, eu amo ouvir ele rindo.

S/n: Ué mas é verdade... Quero te ver do meu lado Gilin!

Jin: E vou estar. Só tenha paciência.

S/n: Aprendi ter paciência quando vim pra cá, há três anos! Três! Sabe que não posso voltar pra Coréia ainda não é?

Jin: Sim eu sei — vejo Jin bocejar.

S/n: Jin, que horas são aí na Coréia?

Jin: 6:20 da manhã — ele diz e coça os olhos.

S/n: Acordou cedo assim só pra falar comigo?

Jin: É que eu te amo muito. — o sorriso de Jin em sua carinha de sono era encantador.

S/n: Eu também te amo muito! Mas você tem que dormir e descansar. Camily sempre me diz que você anda trabalhando demais.

Jin: Tá, mas não hoje. Te liguei cedo porque tenho algo pra resolver mais tarde e por isso só dava pra te ligar agora.

S/n: Entendi — deixei o prato em um cantinho da cama e deitei.

Ficamos um bom tempo conversando, quando ele me liga o tempo passa muito depressa, quando me dou conta já se passaram vários minutos ou até horas falando com ele, isso é algo que não dá pra evitar.

Jin: S/n eu preciso ir agora, já deu o horário.

S/n: Ah não!

Jin: Te ligo amanhã, te amo.

S/n: Bobão... Te amo mil vezes mais.

Jin desliga e logo a tristeza me invadi, eu realmente sinto a falta dele, já chorei muitas vezes na frente câmera pela chamada de vídeo, Jin dizia que eu não devia chorar, pois essa distância não duraria para sempre, ele diz que a distância impede o toque mas não o sentimento. E quanto maior o sentimento, mais motivos temos para seguir em frente, mesmo que seja difícil. Eu nos considero muito fortes pelo fato da gente namorar à distância por três anos.

Pego o meu prato novamente, faço careta quando percebo que o arroz já está frio. Esse Gilin... Ele é o único que pode me atrapalhar na hora de comer.

          |3 MESES DEPOIS|

Maeli: S/n... Eu quero esse! — Minha prima de nove anos escolhe o doce da vitrine.

S/n: Tudo bem, tudo bem. 

Maeli e eu caminhamos pelas ruas movimentadas de São Paulo enquanto ela degustava o doce que tanto queria, o doce caro pra xuxu que zerou minha carteira.

Paramos na calçada no momento em que o farol deu sinal para os veículos prosseguirem, não resta nada a não ser aguardar a vez dos pedestres.

S/n: Está gostoso? — pergunto a vendo comer o doce alegre.

Ma: Muito bom! Quer um pedaço? — ela estende o doce rosa.

S/n: Quero! 

Ma: Então volta lá e compra mais outro — diz e enfia o último pedacinho em sua boca.

S/n: Ora sua... S-sua... Sua peste! Demônio! Eu comprei essa porcaria com MEU dinheiro! 

Ma: Nesse momento, a demônio aqui está digerindo a porcaria que você comprou com a sua grana. Já foi e já era, não adianta chorar pelo leite derramado.

S/n: Eu vou te jogar na frente dos carros!

Ma: Você iria queimar no fogo do inferno se fizesse isso prima... Oh, olhe, já podemos ir. — Maeli aponta para o farol e segue adiante.

Encaro suas costas incrédula, ela só tem nove anos! Como pode ser tão cruel e horrível assim? 

Ma: Hum? Você vem, ou está esperando um doce cair do céu? — disse ela do outro lado.

Não a respondi, apenas bufei contando até três para não voar na cara dela, as vezes ela me tira do sério. Quando estou quase do lado de Maeli, uma moto passa bem perto de mim me fazendo dar um pulo acompanhado por um grito desafinado.

Ma: Quantos anos você tem ein garota? Sou bem mais nova e sei atravessar a rua melhor que você! — Maeli diz quando me aproximo com a mão no peito pelo susto.

S/n: Obrigada pela informação que nem te pediu.

Ma: Aish...

S/n: Vamos logo!

Ainda falta um pouco para chegarmos em minha casa, eu e Maeli fomos ao mercado que minha tia considera de boa qualidade. Hoje haveria almoço em família, por isso Maeli está do meu lado sendo uma chata como de costume, segundo nossas mães, devemos ser sempre unidas, acontece que ela complica tudo.

Mais alguns passos até meu celular tocar, paramos de andar e vejo que alguém estava me ligando, era o Jin! 

Ma: Pronto... Agora é a parte que você só dá atenção pra ele e fingi que não existo.

S/n: Alô! — Não ouvi Maeli, eu estava ocupada fingindo que ela não existe.

Jin: Hum... Oi meu amorzinho.

S/n: Aconteceu alguma coisa?

Jin: Por que pergunta?

S/n: Sua voz soa estranha.

Jin: É que... Aish merda!

S/n: Jin o que foi? — pergunto já preocupada.

Jin: Era pra ser uma surpresa mas deu merda! Merda merda merda merda! — ele parecia irritado.

S/n: Me fala o que deu merda.

Jin: Eu... — ele não termina de falar.

S/n: Você o que, Kim Seokjin?

Ma: Eu não estou entendendo nada, eu não sei coreano! Ei prima o que vocês estão falando?

S/n: Jin? Me falaaaa! — Maeli ainda é inesistente para mim. Ela revira os olhos quando percebe que está sendo ignorada.

Jin: E-eu estou aqui.

S/n: Aqui onde criatura?

Jin: Aqui... No Brasil.

Eu não sabia como reagir, Jin estava mesmo perto de mim após tanto tempo? Apenas fico um pouco em silêncio tentando entender o que ele disse.

S/n: O QUE?! VOCÊ ESTÁ AQUI NO BRASIL?? — grito atraindo olhares desagradáveis de pessoas desconhecidas que passavam por perto.

Ma: Que menina louca, Alguém conhece ela? — Maeli fingi não me conhecer e se distancia de mim.

Jin: Sim estou aqui! No aeroporto... — ele ia dizendo mas o interrompo

S/n: Jin como assim você está no Brasil? Isso é algum tipo de brincadeira?

Jin: Não, eu...— o corto novamente.

S/n: Pare de zombar com a minha cara!!

Jin: Eu não estou zombando de você! Era pra ser uma surpresa mas quando saí do avião eu não sei pra onde ir! Por favor vem me buscar, eu quero te ver! — Jin choramingava como uma criança.

S/n: Eu não estou conseguindo acreditar nisso! — digo incrédula mas ao mesmo tempo sorrio largo.

Jin: Por favor acredite! Tem pessoas me olhando e sorrindo do nada, isso é estranho! Eu não quero mais ficar aqui, vem me salvar!

S/n: Estou indo aí agora mesmo! Não saia desse local meu amor, sua heroína está à caminho!

Jin: Rápido, quero muito te abraçar!

S/n: Já estou indo! 

Desligo e começo a andar depressa com as sacolas cheias de alimentos que seriam usados no almoço, Maeli grita e vem correndo atrás de mim reclamando que a deixei sozinha.

Ma: Tá me tratando assim por causa de um doce? Cresceeee!

S/n: Eu não posso perder tempo! Meu Jin está bem perto de mim e eu preciso vê-lo! 

Saí correndo e Maeli bufa com raiva vindo atrás de mim.

[...]

S/n: Appaaaaa! — grito quando entro em casa.

Omma: Ele está no banheiro. 

Saio disparada em direção ao banheiro, mas logo paro quando ouço minha mãe.

Omma: Hey! As compras!

S/n: Ah sim — Jogo as sacolas na mesa.

Omma: Aish que delicada.

S/n: Appaaaaa! — grito mais uma vez.

Appa: O que foi? — Diz ele de dentro do banheiro.

S/n: Pai! Jin está aqui no Brasil e ele precisa de minha ajuda! — digo encostando na porta do banheiro.

Appa: O que!? — ele derruba algo no chão— Ele não estava na Coréia?

S/n: Mas agora ele está aqui, por favor me leve até ele!

Appa: Nem pensar! Que ele se vire!

S/n: Eu nunca mais vou falar com você se não me levar!

Appa: Droga... Espere um minuto. 

S/n: Rápido rápido rápido!

A cada segundo que passava parecia uma eternidade.

Appa: Calma! — ouço o barulho da descarga e depois da torneira ser aberta.

S/n: Pai!

Appa: Pronto pronto! — ele sai do banheiro — Perdeu o braço por esperar?

[...] 

Finalmente chegamos ao aeroporto onde Jin estava, o aeroporto é imenso e por isso liguei para ele para saber onde exatamente ele estava. Jin me descreveu o local, acho que já sei onde é, agora é só ir atrás dele.

Cheguei onde Jin disse que estava, comecei a olhar para todo canto ofegante por ter corrido muito rápido, eu não estava o achando e meu coração acelerava almejando ver Jin. Decido ligar para ele novamente... E pra minha surpresa um celular toca bem próximo de mim.

Jin: Gaemi...

Ouço sua voz e me viro para trás imediatamente, e assim vejo seu rosto sorridente, que há tanto tempo não vejo. Já eu não tinha reação alguma, eu estava paralisada o vendo com os olhos lacrimejando, sentindo as borboletas no estômago como senti no nosso primeiro beijo.

S/n: Jin — digo com a voz um pouco trêmula enquanto uma lágrima escorre pela minha bochecha.

Jin: Estou aqui! — ele me abraça forte, agora não consigo mais conter o choro de alegria — Eu não disse? A distância é só um detalhe, o que sentimos pelo outro é o importante.

S/n: Jin... — eu não conseguia dizer mais nada além de seu nome.

Appa: Vamos parar com essa melação? — Appa estraga o clima.

Jin: Quem é esse? — Jin afrocha o abraço mas não me larga.

S/n: Meu pai.

Jin: Ah! O sogro! — Jin me solta na hora e faço bico cruzando os braços.

Appa: Ele é mais bonito nas fotos! 

Jin: O que ele disse? — Jin não o entende pois meu pai falou em português — Acho que ele não gostou de mim.

Appa: E não gostei mesmo! — Agora ele fala em coreano.

Jin: Hum? Fala coreano?

Appa: Falei inglês por acaso?

S/n: Appa! Mais respeito, sim?

Jin: Não s/n, ele está certo. Que pergunta boba a minha — Jin ri sem graça

Appa: Meus pais eram coreanos, os coreanos são um dos meus clientes mais satisfeitos com a minha empresa. Então é meio óbvio que sei falar coreano.

Jin: Claro... — diz sem expressar emoção alguma.

Appa: Isso por acaso foi um deboche?

Jin: N-não senhor! 

Appa: Pois pra mim está parecendo um deboche! — Appa o fuzila com os olhos.

S/n: Ei já chega! Vamos pra casa papis.

Appa: Ok, mas ele vai na frente e você atrás!

Jin: Como?

Appa: No carro.

Jin: Ah sim... Obrigado.

S/n: Você deve estar cansado não é? — pergunto para o Gilin.

Jin: Um pouco.

S/n: Então vamos lá, você tem que descansar

Jin: Espera, tem um pouco de lágrima em seu rosto — Jin aproxima seu rosto do meu, e seca as lágrimas que ficaram com seus polegares.

Encaro a boca carnuda e rosada de Jin, eu queria beija-lo, mas provavelmente um senhor com a cara amarrada iria nos matar.

Meu pai ajuda Jin a colocar suas malas no porta-malas, pelo menos ele não disse algo grosseiro outra vez. Entramos no carro, Jin foi na frente ao lado de meu appa e eu fui atrás como planejado, de vez em quando o appa fazia perguntas estranhas para o Jin, como o time que ele torce, a idade dele, o que ele faz da vida, ou até mesmo o dorama preferido dele.

Avisei a minha mãe que Jin iria almoçar conosco, ela ficou surpresa óbvio, mas adorou a notícia e disse que ia fazer frango frito pra ele. O contrário de certo alguém, ela tratava bem o meu namorado.

[...]

S/n: Chegamos! — eu disse animada ao entrar em casa de mãos dadas com o Jin.

Appa: Ligação negada! — separa nossas mãos — Ligação bloqueada com sucesso! 

Omma: Como você é chato! OH!! É O JIN CERTO? — Jin olha confuso para mim, omma falou em português.

S/n: Sim! — acho que minha felicidade vai durar mais um pouco, só acho.

Omma: Como ele é lindo! Ah é mesmo preciso falar em coreano — ela prepara sua voz e começa a falar coreano — Olá, sou a mãe da s/n, é um grande prazer conhecê-lo, fique a vontade e saiba que você é muito bem vindo em minha casa!

Jin: O prazer é todo meu! S/n me disse que você é uma cozinheira de mão cheia.

Omma: Não que eu esteja me gabando mas sou sim! — está se gabando sim senhora. — Ela me disse que você também não é nada mal na cozinha.

S/n: O Jin cozinha muito bem! 

Jin: Aposto que a sua comida é mais saborosa.

Omma: Oh, que isso! Vamos trocar receitas mais tarde!

Jin: Combinado!

Os dois riem juntos, acabo rindo também mas logo perde a graça quando vejo a cara de tacho do senhor meu pai.

Logo o almoço está pronto, Jin se sentou do meu lado. Mais parentes estavam surgindo e Jin começou a ficar nervoso.

Jin: Talvez eu devesse ter vindo amanhã — Cochicha enquanto o pessoal se serve.

S/n: Nada disso! Todo mundo gostou de você... Meu pai foi o único que não foi com a sua cara.

Jin: Eu me sinto como um intruso.

S/n: Não pensa assim! Você não é um intruso, você é meu namorado e eles entende isso.

[...]

Horário: 22:47

Omma: Genro Jin, você pode ir dormir no quarto da s/n.

Appa: Ficou doida mulher? Mas nem pensar que minha filha inocente vai dormir no mesmo cômodo que esse coreano.

Omma: O quarto de hóspedes já está cheio pelos nossos familiares. S/n vai dormir no colchão do chão e Jin irá dormir na cama.

Appa: Não! 

Omma: Eu já falei pra deixar de ser chato! Quando é que você vai parar de atacar o pobre Jin sem o conhecer direito? Isso se chama julgamento, você é um empresário e não um juíz! — Diz em português, provavelmente pra não assustar o Jin.

Appa: Eu só quero proteger a s/n!

Omma: Proteger do que? Apenas durma e deixe os dois em paz ora! 

Appa: Ok ok! Só não tire a virgindade da minha s/n! — aponta para Jin.

Os dois finalmente saíram restando apenas Jin e eu na frente do meu quarto. Jin me olha querendo dizer algo enquanto segurava um cobertor e um travesseiro com as duas mãos.

S/n: Segurou, não foi? — pergunto.

Jin: O que? Segurei o que?

S/n: Segurou as risadas quando meu pai disse pra não tirar minha virgindade.

Jin: Se ele soubesse que já tirei há muito tempo — Dessa vez ele ri baixo.

S/n: Jin! — dou-lhe um soco no braço.

Jin: Aí! 

S/n: Pra aprender a não falar coisas assim.

Jin: Eu falei alguma mentira? Virgindade? Que virgindade? — riu novamente.

S/n: Vamos dormir logo, antes que eu te dê um outro soco.

Entramos no quarto, Jin passa na minha frente e deita no colchão do chão, então começa a arrumar o cobertor e o travesseiro.

S/n: Você não ouviu? É pra dormir na cama!

Jin: Não, eu durmo no chão e você na cama. 

S/n: Jin você deve estar cansado, durma na cama.

Jin: Não, boa noite— ele apaga a luz do abajur e se cobre.

Deito na cama e encaro Jin, que está de costas pra mim, fico assim um bom tempo até que ele se vira.

Jin: Ainda acordada?

S/n: Sim. E você, não vai dormir?

Jin: Bem que eu queria mas está difícil, deve ser porque estou acostumado com o horário da Coréia.

S/n: É... Jin — o chamo.

Jin: Estou bem aqui s/n, não se preocupe, durma bem ok?

Olho o seu rostinho por mais alguns segundos, até que me levanto e deito do seu lado abraçando suas costas.

Jin: Se seus pais nos pegarem assim, estamos mortos.

S/n: Eles não vão vir. Eu só quero poder te sentir um pouco.

Jin: Só um pouco? — Jin se vira pra mim e me abraça.

S/n: Não, muito. Me deixe aqui o tempo que eu quiser ok? — Encaixo minha cabeça em seu pescoço, podendo sentir o seu cheiro que tanto gostava.

Jin: Ok.

O tempo passa e é possível ouvir algumas gotas de chuva cair sobre a janela. Foi o suficiente para quebrar o silêncio daquele quarto.

Jin: Bem que suspeitei que ia chover hoje. Tinha visto umas nuvens estranhas.

S/n: Eu gosto de chuva.

Jin: Eu sei — riu baixinho — Já te vi várias vezes brincar na chuva parecendo uma criança.

S/n: É divertido.

      |UMA SEMANA DEPOIS|

Horário: 20:45

Jin: S/n desça já daí! — Jin grita.

S/n: Aish o que foi? 

Jin: Você subiu em cima de uma árvore!... De uma árvore!

S/n: Não é o fim do mundo também né?

Desço da árvore e limpo as mãos em meu vestido vermelho. Todos que passavam em frente do restaurante onde eu e Jin jantamos nunca imaginariam o motivo de eu ter subido naquela árvore. Eu queria colocar o ninho de passarinho que tinha caído com um filhote. Pode ser estranho mas eu realmente tenho muita dó de filhotinhos de passarinho.

Jin: Céus que vergonha! Você está de vestido s/n! E se alguém tivesse visto sua calcinha cor de rosa? 

S/n: Assim como você? — Digo corada.

Jin: Eu posso ver, os outros não.

S/n: Você... Aish, esquece. 

Eu sabia muito bem que Jin aproveitou a situação para ver minha calcinha, mas preferi deixar quieto, já estou acostumada com o lado safado dele.

Ouvimos o trovão, pulei um pouco com o susto olhando para o céu.

Jin: Vai chover, temos que voltar pra sua casa.

S/n: É, mas acho que não vai chover exatamente agora. — começa a chover — merda.

Jin: E agora? Não trouxemos guarda-chuva.

S/n: Vamos sem guarda-chuva mesmo — Fecho os olhos sentindo as gotas caírem sobre meu corpo.

Jin: E se a gente ficar doente?

S/n: Cuidamos um do outro. Como sempre fizemos.

Jin: Então tudo bem, só que eu vou ficar triste se você ficar doente.

S/n: Tão fofo, nem parece que adorou ver minha calcinha.

Jin: Já vi muito mais que isso.

S/n: Ai Jin — ponho as mãos no rosto com vergonha.

Jin: Ei estou brincando — ele retira minhas mãos de meu rosto — sabe que eu te amo muito e vou te respeitar, não é?

Faço que sim com a cabeça, com um sorriso nos lábios. 

Jin: Que bom! — Jin sorria, mas desfez o sorriso quando passou a reparar minha boca.

Jin segura meu rosto com suas duas mãos, em seguida sela nossos lábios em um beijo calmo, romântico e longo, um beijo na chuva como nos filmes... Não... Era ainda melhor que os filmes. 

Jin: Eu não aguento mais — Jin diz um pouco ofegante após separar nossos lábios, ainda segurando meu rosto.

S/n: O que? — pergunto.

Jin: S/n eu... Temos que ir! — Jin segura minha mão e sai correndo me puxando.

Pelo caminho que tomamos estimo que estamos indo pra minha casa, já faz uma semana que Jin está dormindo lá, já viemos a esse restaurante três vezes, então ele já deve ter decorado o caminho por ser perto de minha moradia.

Quando chegamos Jin abre a porta, onde meus pais estão sentados no sofá, nos olham surpresos quando percebem que estamos molhadíssimos de mãos dadas.

Omma: Deus! Vou pegar toalhas! — Omma saiu do local nos deixando a sós com o Appa.

Appa: Vão tomar um banho quente, em chuveiros diferentes, óbvio.

Jin: Sogro quero dizer algo muito importante! — Direciono meu olhar para Jin sem saber o que está acontecendo.

Appa: Seja breve por favor.

Jin: Desde que cheguei ao Brasil, o senhor está com vontade de me dar um pé na bunda, ou de socar minha cara.

Appa: É verdade! — Appa ri

Jin: E eu entendo, s/n é sua filha e por isso você tem um certo receio em entregar ela para um homem que mal conhece. Mas, eu quero te dizer que amo muito a s/n, não teria coragem de fazer mal algum para ela, talvez eu nunca consiga te provar isso, e mesmo assim eu só te peço uma chance.

Appa: Uma chance para o que?

Jin: De fazer a s/n feliz assim como ela me faz, eu sei o quanto ela sofreu, e o senhor também deve saber. Eu não quero mais vê-la triste, quero vê-la sorrindo! Se três anos separados ela me fez bem, imagina a eternidade do meu lado! Eu não quero nada além de retribuir esse bem que ela me faz. Eu quero ser bom o bastante para ela, eu quero ser o melhor marido do mundo! Porém pra isso acontecer eu preciso de sua autorização.

Appa: Isso quer dizer que...

Jin: Por favor me conceda a mão de s/n em casamento.

Arregalho os olhos ao ouvir isso, eu não estava esperando esse tipo de coisa. Como eu não tinha o que dizer fiquei quieta, assim como meu pai.

Omma: Oh meu Deus! — Ela surge na sala com toalhas, uma azul e outra verde. Sorria largo.

Appa: Jin —  meu pai o chama e gelo por alguns instantes.

Jin: Sim?

Appa: A s/n não cozinha muito bem.

Jin: Eu sei.

Appa: Ela é muito preguiçosa.

Jin: Eu sei.

Appa: Come demais.

Jin: Eu sei.

Appa: É desorganizada e quando está de TPM sua vida é um inferno.

Jin: Eu sei.

Appa: Mas ela é carinhosa, alegre, cheia de amor pra dar. A filha que sempre quis.

Jin: Eu sei —  Jin sorriu apertando minha mão.

Appa: Eu apoio a união de vocês, meu genro.

Jin sorriu mais uma vez olhando dentro dos meus olhos, omma deu um leve grito jogando as toalhas longe vindo nos abraçar. Ela estava tão feliz, até parecia que foi pedida em casamento no meu lugar. Se bem que Jin não me pediu, e sim para meu pai. Mas tudo bem, porque agora eu estarei ao lado de Jin para todo sempre!

[...]

Acabei de tomar meu banho, me vesti no banheiro e fui até meu quarto onde Jin já estava deitado no colchão do chão.

Jin: Venha aqui minha noiva, tenho uma surpresa pra você.

S/n: Eu não me surpreendo com mais nada depois daquilo — rio.

Fui até Jin me sentando em frente a ele.

Jin: Bem, agora você é minha noiva.

S/n: Certo. 

Jin: E o que as noivas tem?

S/n: Um noivo?

Jin: Além disso.

S/n: Aliança!

Jin: Isso! — Jin retira uma caixinha de sua mala.

S/n: Isso é o que estou pensando?

Jin: S/n, quer realmente se casar comigo? 

S/n: Depois de tudo que a gente passou você ainda me pergunta isso? Está mais que óbvio que quero!

Jin: Achei que você ia mudar de ideia quando eu concordei com os defeitos que seu pai apontou em você. — Jin ria enquanto colocava a aliança em mim.

S/n: Você é um boboca — Rio junto. — Por acaso foi isso o motivo de você ter demorado para vir?

Jin: Sim, foi caro mas valeu a pena esperar um pouco mais, não?

S/n: É, só não precisava ter se importado em comprar um caro.

Jin: Você é o meu maior tesouro!

S/n: Onde aprendeu a ser tão romântico?

Jin: Google.

S/n: Aish.

Jin: Estou brincando!

S/n: Idiota

              |2 ANOS DEPOIS|

Jin: Hey amor, vou passear com o Jong Hyuk e com o Tae.

S/n: Tem certeza que vão cuidar bem de Jong Hyuk? Ele só tem 6 meses!

Jin: Ele vai ficar comigo. Não sou louco de deixar meu filho sozinho com o Tae. — Jin pega nosso filho de meu colo.

Tae: Pra sua informação eu cuido muito bem do Minkyung! Com o Jong Hyuk não seria diferente.

Ca: Só derrubou ele umas dez vezes, mas tudo bem. 

Minkyung: Appa! — Minkyung desce do colo de Camily e vai até Taehyung o abraçando. Ele tinha erdado o sorriso quadrado de Tae.

Jin sai com Jong Hyuk no colo, Taehyung sai andando devagar de mãos dadas com Minkyung, que já tinha quase 6 aninhos.

Quem vê meu estado agora nem imagina pelo que passei, mas prefiro deixar o passado de lado, pois agora sou casada com Jin, temos um lindo filho,moramos na Coréia bem pertinho de meus pais, eu não poderia estar mais feliz.

Ca: Você podia ter tido uma menina, já chega de homens no mundo — Camily riu com seu próprio comentário.

S/n: Jin queria uma menina, eu queria um menino, apostamos 8000 wons para ver qual era o sexo.

Ca: Vocês apostaram o sexo do própio filho?

S/n: Eu ganhei haaa!

Rimos juntas até que uma criança que aparenta ter 8 anos  se aproxima com uma linda flor nas mãos.

xxx: Moça, um homem me pediu para lhe dar essa flor.

S/n: Pra mim?

xxx: Sim!

S/n: E quem é esse homem?

xxx: Eu não sei — o menino coça a cabeça confuso — Ele disse que esqueceu de te dizer que a Tulipa branca significa perdão.

Ca: Mas hein?

xxx: Toma — ele estende a Tulipa e eu pego.

O garoto sai de lá dando pulinhos, sem se importar com o que acabou de fazer.

Ca: Quem será esse doido que deu uma flor para uma mulher casada? 

De longe avisto alguém encostado em uma árvore, vestido com uma capa preta, um chapéu também preto, que nos olhava com atenção. Vendo seu rosto sorridente, reconheço o rosto de Myung Soo, sim, era ele. Myung abaixa um pouco o seu chapéu escondendo seus olhos e caminha com sua capa balançando pelo vento.

S/n: Eu não faço a mínima ideia, minha melhor amiga — respondo Camily olhando para a Tulipa em minhas mãos, que eu segurava forte.




FIM!





Notas Finais


BÔNUS?? QUEREM BÔNUS?

Obrigada a todos que suportaram minha escrita horrível hsuahsuahsua
Obrigada pelos favoritos também.
Amo vocêeeees! 💗

(Estou escrevendo outra fic do Jin, chama Lembranças de um diário, se quiser dar uma olhada é só ir no meu perfil 😉)


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