História Eu e você. - Capítulo 7


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Categorias Como Eu Era Antes de Você
Personagens Alicia, Bernard Clark, Camilla Traynor, Katrina Clark, Louisa Clark, Nathan, Patrick, Rupert, Steve Traynor, Will Traynor
Tags Abelha, Clark, Dignitas, Drama, Lou, Louisa, Meia, Nathan, Romance, Superação, will
Exibições 62
Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Ele tem chances, Dr.Phill?


                            
 Narrador povs on:

PÉMMM PÉMMM!  PÉMMM PE...
Louisa tateou a cômoda que ficava do lado da cama. Ela apertou com força o aparelho - o mesmo caiu no chão, ficando em silêncio. 
A garota gemeu de sono e se levantou aos poucos.
Hoje era o dia em que ela levaria Will Trainor ao médico. Estava meio receosa - E se foram realmente espasmos? Will ficaria bravo com ela pelas falsas esperanças. 
Depois de ter se arrumado, saído de casa e estando no ônibus, Lou lembrou do "encontro" que teve com o paramédico. Ele a fez se sentir bem como não se sentira a tempos.

                                 ***
- Não vai ser tão ruim assim, Will. - Lou falou rolando os olhos, enquanto se deslocava até o carro.
- Não sei o motivo dessa consulta. - Ele estava emburrado. - Já fui nesse hospital 3 vezes só essa semana.
Todos decidiram manter segredo a ida ao hospital, por motivos já ditos antes.
- Eu prometo que vai ser divertido. - A garota falou sorrindo e abrindo a porta do carro para que Nathan pudesse coloca - lo lá dentro.
- E promete também que vai me dar um pirulito no final? - Ele falou com desdém, arqueando uma das sobrancelhas.
- Até que não é uma má ideia,  não é Lou? - Nathan bateu a porta e se sentou no banco do carona.
- Você prefere quais sabores? Morango, limão. ..
- Cala a boca, Clark. - Ele grunhiu.
Nathan e Louisa riram do resmungo do rapaz .
Eles seguiram até o hospital em silêncio.
Minutos depois de terem chegado no lugar, Clark recebeu uma mensagem de Treena.
" - O enterro vai ser de tarde. Você vem?
- Claro. Estarei lá. "
Fez menção de guardar o celular, mas ele apitou de novo. Talvez Treena tenha se lembrado de algo.
" - Louisa, como você está?  Pensei em te ligar ontem pra ver se tinha chegado bem em casa, mas a bateria do meu celular descarregou. S. "
As mãos da garota tremeram de susto. Ele realmente mandou mensagem.
" - Olá, Sam. Estou me sentindo melhor. Obrigada por se preocupar. L. "
- Notícias da sua mãe? - Will ajeitou a cadeira ao lado dela.
- Treena mandou uma mensagem perguntando se eu ia para o enterro. - Lou decidiu que era melhor não falar para Will o que aconteceu. Não antes dessa consulta.
- E você vai?
- Vou.
- Vai ficar tudo bem.
Will não era o típico homem fofo, que falava palavras de carinho, mas sabia ser um em momentos tristes, como aquele. E o melhor disso tudo, era que era verdadeiro. Ele queria que Louisa não se preocupasse com nada, que ela desse o seu melhor sorriso - Com direito a gargalhada mais estranha - que nem naquela vez que eles dormiram fora no final do casamento, resultando em uma grave pneumonia que quase abortou os planos de viagem dos dois.
- WilliamTrainor. - Um médico alto de cabelos pretos e incrivelmente arrumados, estava com uma pasta e lia alguma coisa com a ajuda de uma caneta. - Pode vir aqui?
Lou levantou em um pulo e seguiu na frente.
- Dr. Phill, eu queria trocar umas palavrinhas com o senhor, tudo bem?
Ele olhou primeiro para Will, depois para a garota a sua frente.
- Camilla me disse que você ia falar comigo. - Ele abriu a porta da sala e indicou com a mão para que ela pudesse entrar. - Entre, por favor.
Will olhou para Nathan, que deu de ombros - indicando que não sabia de nada.

                   LOUISA POVS ON

Estava nervosa, minhas mãos suavam e tremiam.
- Então...
- Louisa Clark.
- Louisa. - Ele repetiu o meu nome. - O que aconteceu de tão importante com o William?
- Bom, doutor. - Falei juntando as mãos.. - Não noite passada Will estava dormindo e sua mão direita abriu e fechou. No início eu pensei que eram os espasmos, mas depois ele acordou assustado e respirando com dificuldade. Ele me falou que sonhou que movimentava as mãos.
Dr. Phill me olhava atentamente - Ele parecia analisar detalhadamente cada detalhe do meu rosto. O médico tamborilou os dedos na mesa e respirou fundo e abriu uma espécie de sorriso.
- Srta. Clark, acho que podemos ter uma evolução no quadro dele. É muito difícil isso acontecer, mas os movimentos que você relatou foram resultados do seu sonho.
Os olhos de Louisa se encheram de água.
Ela levou as duas mãos até a boca e sorriu.
- O senhor tá falando sério?  Ele vai voltar a andar?
- Eu não falei isso, Louisa. - Dr. Phill arqueou uma das sobrancelhas grossas e me olhou sério.  - Não crie tantas expectativas.
A garota balançou a cabeça ainda com um sorriso no rosto.
- Posso estar com ele na consulta? Por favor,  isso vai ser importante pra ele.
Ele sorriu de canto e assentiu.
- Ele vai precisar de todo o apoio da família, amigos e namorada.
Na mesma hora 3 batidas ecoaram na sala, não deixando Louisa o contradizer.
- Pode entrar.
A secretária abriu a porta e de lá Will controlou sua cadeira se posicionando ao lado de Louisa.
- Olá,  Willian. Como está? 
- Continuo na cadeira de rodas, como o senhor pode ver.
Isso não incomodava mais o médico,  ele havia se acostumado com o jeito irônico do rapaz.
Dr. Phill, como de costume levou Will para um tipo de cadeira especial para exames. Nathan entrou para ajudar coloca - lo nela.
Primeiro o médico fez os exames habituais - Checou a sua caixa torácica, a sua coluna. Depois ele pegou um tipo de martelinho e deu três batidas leves em sua perna, mas nenhum movimento foi percebido.
Clark apertava as mãos de Nathan o mais forte que conseguia, ao perceber ela afrouxou.
O mesmo martelinho foi usado no cotovelo do rapaz. Um movimento quase imperceptível foi visto.
- Sentiu alguma coisa? 
- Uma cãibra.
O médico bateu um pouco mais forte e dessa vez o braço dele levantou.
- O meu braço moveu, doutor! Eu senti! - Os olhos de Will estavam arregalados. - Eu... Eu senti!
Louisa começou a chorar. Ela abraçou Nathan e afundou o rosto em seu peito.

                       LOUISA POVS ON

Me soltei dos braços de Nathan e ainda continuava chorando.
- Clark, eu posso senti - los! !
Will me encarava com uma felicidade que eu nunca tinha visto nele antes. Seus olhos brilhavam e estavam marejados.
Levantei sorrindo entre as lágrimas e o abracei.
- Parabéns, Will.
Ele levantou mais uma vez o braço com dificuldade. Uma gargalhada enchia aquela sala de alegria.
Eu estava tão feliz com tal acontecimento,  que me esquecera totalmente do enterro do meu avô. 

                                ***
15 :10 - Cemitério da paz - Stortford.

Apesar de só ter roupa extravagante, consegui achar um vestido preto da época em que eu me vestia "normal" - Ele era discreto e batia no meu joelho. Me olhei no espelho e vi olheiras profundas de baixo dos meus olhos. Não havia dormido direito nesses últimos dias.
Cheguei na sala, estavam todos sentados no sofá - provavelmente me esperando.
- Vamos chegar atrasados. - Meu pai falou se levantando e indo na direção da porta.
Geralmente, ele faria uma piada relacionada a mim ou ao tempo, mas devido ao lugar que iríamos a pouco tempo, essas piadas não cabiam.
Quando chegamos, vovô estava no caixão e qualquer um que chegasse podia vê - lo.  Era difícil ter que olha - lo e não poder conversar com ele.
" - Ei, Lou. Venha aqui com o vovô.  - Edmund bateu em uma das pernas, indicando para que a menina senta - se. - Não fique assim. Eu acho você mais inteligente do que Katrina. Não Não conte pra ninguem, tá?
A menina de 8 anos fungava e assentiu.
- O senhor acha mesmo?
- Claro que sim. - Ele sorriu com os olhos, por trás daqueles óculos que o  deixavam  maiores. - As vezes a sabedoria não vem da quantidade de coisas que a pessoa sabe. Vem do coração,  minha querida.  E isso você tem de sobra."
As palavras de meu avô nunca saíram da minha cabeça, mas nunca pude acreditar nelas até hoje.
Uma lágrima escorreu de um dos meus olhos quando eu vi o caixão sendo enterrado. Minha mãe chorava de soluçar e meu pai tentava segura - lá sem fazer o mesmo. Treena segurava delicadamente Thom ao seu lado, com uma cara triste, mas nenhuma lágrima desceu de seus olhos.
Will queria vir comigo, mas eu disse que não seria necessário. Ele tinha outras coisas para pensar, ou celebrar.


 



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