História Eu, ele e o mar - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Namjin, Sugamin, Taegguk, Taekook, Vkook, Yoonmin
Exibições 27
Palavras 3.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura! ^-^

Capítulo 10 - Surfe


Fanfic / Fanfiction Eu, ele e o mar - Capítulo 10 - Surfe

✶ JIMIN POV ✶

Quando eu cheguei em casa naquele dia, não consegui dizer nada aos meninos e corri para o meu quarto chorar. Eu me chateei comigo mesmo por ter preocupado meus amigos com o que aconteceu. Tentei ligar várias vezes para Yoongi, mas sempre dava desligado... só queria que ele entendesse todo esse mal-entendido com a maldita da Taeyeon. E os três dias que se seguiram foram quase a mesma coisa, porém, Hoseok arrombou a porta e me implorou para que saísse do quarto e socializasse mais. Foi ali que percebi que estava agindo como um idiota por esse tempo. Cadê aquele Park Jimin 100% paz e amor que eu disse que iria voltar? Agora eu estava com Hoseok comendo um bolo que Jin tinha preparado.

 

— Então foi isso que aconteceu? – levou o primeiro pedaço da grande fatia que cortara. Não posso falar nada dele, pois a minha é bem maior — Aish, Yoongi. Eu pensei que ele confiasse mais em você. – falou de boca cheia e era bem engraçado.

 

— Mas eu entendo o ponto de vista dele... já sofreu tanto no passado e pensou que passaria o mesmo comigo. – fiquei analisando a calda de chocolate da fatia tristemente.

 

— Aish, Mini. Isso não é motivo para ele não ter te procurado por esse tempo e ainda ter te dito aquelas coisas por telefone. – levou outro pedaço grande à boca — Até eu sei que ele agiu de forma infantil. Agora eu não quero te ver mais trancafiado naquele quarto, pode tratar de se arrumar porque amanhã vai ter um campeonato de surfe amador e eu quero ver meu servo torcendo por mim.

 

— Você surfa? Dessa eu não sabia...

 

— Tem muitas coisas que você ainda não sabe sobre mim, baby. – lançou um beijinho no ar – Se você se acha mil e uma utilidades, saiba que eu sou maior que o poder de luta do Kakarotto! MAIS DE OITO MIL. – levou seu prato à pia e começou a lavá-lo ao som de uma banda estrangeira, acho que é brasileira.

 

— VOCÊ JOGOU FORA O AMOR QUE EU TE DEEEEI. – fiquei com a maior cara de paisagem, deixei meu prato na pia e estava pronto para voltar a meu quarto, mas minha ação foi interrompida quando ele me entregou a bucha e o detergente — Olha a minha cara de empregada. – colocou as mãos debaixo do queixo — Você está precisando fazer uma força nessas mãos e tirar essa cara de sofredor. Ai meu Deus, eu não conheci Park Jimin assim, já pode trazer de volta. – levou as mãos ao céu.

 

— Aff, para! Respeita a tristeza de seu dongsaeng. – falei em um tom falso de tristeza – talvez não tão falso assim – e comecei a lavar a louça.

 

— Não mesmo! Eu não quero te ver assim, Jimin. Sério, você sabe que não gosto de te ver triste. – tirou o celular do bolso e colocou nossa música favorita de girlgroup — Agora quero ver você rebolar essa raba grande até o chão. – definitivamente, era raro não rir das brincadeiras do hyung e eu adorava fazer parte das suas loucuras.

 

Chegou no refrão da música e estávamos, praticamente, rebolando até o chão... até Ken chegar e sermos o trio perfeito. Nós tínhamos um estoque ilimitado de coreografias aprendidas, foi uma tarde muito agradável, comparada as outras duas passadas.

 

— Jimin, você vai participar da competição amanhã? – Ken questionou. Agora estávamos assistindo a algum programa que passava na televisão.

 

— Não, mas irei assistir vocês participarem. – sorri.

 

— E torcer por mim, pois é claro que EU vou ganhar, né?

 

— VAI PENSANDO, JUNG HOSEOK! – Namjoon, que até então estava sumido, apareceu na sala como um mágico. Sim, como um mágico. Ele literalmente estava vestido com uma capa vermelha, um chapéu enorme azul escuro e uma bermuda estrelada. ONDE FOI PARAR O SENSO DE MODA DO HYUNG? Eu não aguentei e caí na gargalhada.

 

— Me dá o celu-HAHAHAHAHAHA. – me segurava no Hobi. — ‘Pra que isso, hyung? – limpava as lágrimas que já se faziam presentes.

 

— Eu ia subir em seu quarto para te alegrar, mas acho que não é necessário. Vou trocar de roupa... – Namjoon entrou em seu quarto.

 

O restante do dia seguiu da mesma forma, eles fazendo de tudo para me ver rir e esquecer dos problemas. Jin hyung trouxe outro bolo que fizera na universidade e acabamos com ele em minutos, fazendo o hyung se chatear por não termos deixado sequer uma fatia para ele. Deixar comida na mão de Park Jimin é como deixar um osso na boca de cachorro, não devolvo e nem partilho. Vou ganhar umas caloriazinhas a mais, preciso urgentemente voltar a fazer minhas caminhadas matinais. Conversamos um pouco sobre nossas vidas na sala e contei tudo o que havia acontecido ao restante dos meninos. Eles não souberam o que dizer para mim, mas Namjoon falou que iria conversar com ele... pedi para que não fizesse isso, pois eu estava fortemente chateado por ele não confiar em mim. Jin hyung mudou de assunto, pedindo para que eu ajudasse ele a vender picolés na praia, ele estava muito empenhado com essa ideia de ganhar dinheiro para usar na organização de seu casamento, já que ele sempre fora fã de eventos grandes.

Acabei adormecendo no colo de Jin hyung, por conta do carinho que ele fizera em meus fios e acordei no dia seguinte com um lençol cobrindo minha pele no sofá. Me levantei, espreguicei e dobrei o cobertor. Já via Ken saindo da casa com uma prancha enorme entre seu braço direito.

 

— Ken! – ele voltou à casa e me olhava como se quisesse rir.  

 

— Jimin! – riu um pouco — Está perto do campeonato começar, mais tarde você aparece por lá. – riu mais.

 

— Aish... o que foi? – coloquei a mão na cintura e franzi o cenho. — O que há de errado?

— Eu preciso ir. – correu e ouvi sua gargalhada do lado de fora. Segui à cozinha e encontrei o róseo – a tintura de seu cabelo estava desbotando – colocando uma caixa de isopor sobre a mesa. As janelas me davam a visão perfeita de um céu azul vivo e com algumas nuvens por ali.

 

— Jin hyung! Eu deveria ter acordado mais cedo para te ajudar e- fui cortado por uma risada consideravelmente alta do mais velho. O que há com essas pessoas? Me tornei um comediante?

 

— Tudo be- EU NÃO CONSIGO HAHAHAHAH! Esse Hoseok! – começou a bater palmas e se segurou no balcão.

 

— Você ‘tá tirando uma com minha cara? – cruzei os braços e fingi uma cara aborrecida.

 

— Eu não, mas o HAHAHAHA Hoseok, literalmente, tirou! – colocou a mão na barriga e se abaixou.

 

— Vou tomar um banho e logo desço para irmos ao campeonato. – não esperei uma resposta de sua parte e corri para o banheiro do meu quarto.

 

— JUNG HOSEOK EU VOU TE MATAR! – gritei, olhando para o espelho. Agora entendia o que Jin hyung queria dizer. Ah, mas eu irei bater muito em Hobi. ELE ME PAGA! Na minha testa estava escrito ‘Jimin Pabo’, tinha um maldito bigodinho do Hitler e até meu canino estava pintado de preto! Ah, mas isso não vai ficar assim. Tentei deixar meu pensamento de ódio de lado e ir tomar um banho relaxado. Fora uma tentativa impossível, pois a imagem de Yoongi não saía da minha mente; me deixando triste e um pouco enraivecido...? Ou chateado...?

Passei o shampoo nas minhas mexas. Por que ele não poderia considerar a ideia de que Taeyeon fez aquilo de propósito? Ele não confiava em mim?  Enxaguei meus cabelos, tirando também os resíduos de espuma da minha pele. Ele prometeu que estaria do meu lado.... Preciso seguir a minha vida de qualquer jeito, não posso ficar nessa ‘pra sempre.

Com esses pensamentos, desliguei o chuveiro e vesti uma bermuda vermelha e uma camiseta listrada preta e branca. Verifiquei as horas no meu celular: 10h27 e desci as escadas, em busca de Jin hyung.

 

— Jimin-ah, você pode levar aquela outra caixa? – apontou para o objeto que se encontrava sob a mesa. Se abaixou e segurou uma caixa que estava nos seus pés — Eu irei levar essa aqui. Não é muito pesada.

 

— Pode deixar, hyung! Vamos conseguir vender tudo graças a minha beleza que vai atrair muitos clientes. – passei a mão em minhas mechas. Ele riu.

 

— Seokjin é o mais lindo da cidade, meu bem. Você vai ver... em minutos o estoque vai acabar. – riu e saímos com os objetos em mãos — Namjoonnie montou um guarda-sol e levou uma mesa para deixarmos essas caixas lá.

 

— Eu não entendo nada de surfe, hyung. – de fora da casa já se podia ver um grande palanque e muitas pessoas passeando pela praia.

 

— Eu não entendo de nenhum esporte aquático. – fechou a porta da casa e seguimos à praia.

 

— Mesmo morando em área litorânea?

 

— A vida não ‘tá fácil ‘pra ninguém..

 

— Faz quanto tempo que Nam hyung surfa? Ele nunca me contou. – chegamos ao nosso destino e logo achamos o guarda-sol pronto, mesmo com muitas pessoas por ali.

 

— Ele me contou que desde pequeno, quando vinha a essa casa com seus pais, ele treina nessa praia. Foram poucas vezes que o vi em cima de uma prancha, mas ele tem muita prática. – seu tom parecia orgulhoso. Colocamos a caixa na mesa.

 

Conversamos aleatoriedades por alguns minutos, até que Hoseok e Ken hyung chegaram ao guarda-sol, molhados, com as pranchas. Me levantei do banquinho e comecei a dar socos fracos no abdômen de Hobi.

 

— Jung Hoseok, eu existo na sua vida e você me agradece assim? Muito obrigado, hein? – ele ria, entendendo do que eu estava falando.

 

— A ideia foi do Ken hyung! – apontou para o mais velho.

 

— Mas quem executou foi você! – ele retrucou.

 

— NÃO INTERESSA! Vocês dois vão ver. – me sentei no banquinho, cruzei os braços e comecei a encarar o mar. Conseguia ver Namjoon hyung fazendo incríveis manobras na crista da onda, ele realmente parecia um profissional ali.

 

— Me desculpa, Jiminnie. – ele sentou no meu colo, mas eu o empurrei e ele foi ao chão.

 

— Não fale comigo e muito menos me chame assim. – retomei a pose tentando ficar bravo.

 

— Só porque eu ia dar o dinheiro da recompensa para você.

— ‘Tava brincando, hyung. Pode sentar aqui, vem cá! – bati em minhas coxas.

 

— Ah, é? – ele riu — Daqui a pouco vocês verão o líder do mar, rei das ondas em ação.

 

— Rei das piranhas, não? – Ken gargalhou e eu tirei uma da situação.

 

— Ainda bem que pelo menos você não corre o risco de se afogar, hyung. Piranhas não correm o risco. – me juntei ao mais velho e fizemos um high five. Hobi bufou e deu um tapa em nossas cabeças.

 

— Eu não me chamo Park Jimin e nem Lee Jaehwan! Vamos, daqui a pouco vamos ser chamados de novo. – arrastou Ken para onde tinha um amontoado de pessoas.

 

Passamos um bom tempo vendendo picolés de sabores variados e em pouco tempos já tínhamos vendido uma caixa. Vi Hoseok e Ken surfando e fazendo diversas manobras no mar. Corri para onde eles estavam e gritei muito pelos dois. Uma onda gigante apareceu e eles fizeram o famoso tubo. Me arrependi de não ter tirado uma foto. Eles pareciam ter muito domínio na prancha e era incrível até mesmo para mim que não me interessava pelo esporte. Do outro lado da praia eu via Tae e Jeongguk em uma prancha pequena brincando ali... pensei se tinha alguém supervisionando essas criaturinhas. Senti alguém cutucar meu ombro e me virei. Péssima ideia.

 

Lembra da travesti que tentou me assaltar antes de chegar em Pohang? A mesma.

 

— Mas olha quem ‘tá aqui! Se não é a baleia de um tempo atrás. 

 

Fiz minha maior cara de ironia, cruzei os braços e falei — Querida, ‘pra gordura tem solução, mas.... e ‘pra essa sua cara feia? Acho que nem plástica resolve. Não adianta passar esse reboco na cara, só te deixa mais estragada. – sorri.

 

— QueridÔ, você é louco? Se interna! Lugar de louco é no hospício. – mexeu nos cabelos.

 

— Então por que você não ‘tá lá?

 

Ela se aproximou do meu ouvido. — Meça suas palavras, parça. Veltinho ‘tá bem ali te esperando...

 

— Que pena... é mesmo uma pena eu ter esquecido meu inseticida em casa. Não achei que fosse encontrar um enxame logo na praia. – me afastei dela para voltar a barraca, mas ela gritou

 

— VOCÊ VAI ‘PRO INFERNO!!!

 

— NEM MORTO QUE EU ENTRO NA SUA CASA, DEMÔNIA!  – devolvi e todos que olhavam os surfistas manobrando, riram dela.

 

— É cada uma... ainda dizem que a vida de Park Jimin é fácil. – sentei no banquinho ao lado de Jin hyung.

 

— Já arrumando confusão? Ai ai. – ele riu — Jimin-ah, daqui a pouco você poderia voltar à casa para pegar mais picolés? Está quase acabando aqui.

 

✶ YOONGI POV ✶

Acordei por volta das oito horas com o barulho da companhia em minha casa. Tinha dormido muito tarde na noite passada, tentando ocupar minha cabeça na criação de novas canções, mas não conseguia parar de pensar no que havia acontecido. Não podia parar de imaginar aquele maldito sorriso que Taeyeon me lançara quando estava beijando Jimin. Ele realmente era capaz de ter feito tal coisa? Parecia tão convicto em dizer que me queria e fez tanto por mim, mesmo em pouco tempo. Eu estava começando a entrar em conflito comigo mesmo, pois nunca aceitei pensar em um acontecimento por tanto tempo.

Era Namjoon quem veio me visitar naquele momento e passamos uma hora debatendo sobre o assunto. Ele havia me explicado que fora ele quem deixara Jimin na casa da minha ex-namorada por conta daqueles pesadelos estranhos. Me senti um idiota por ter esquecido de que ela tinha me dito que herdara o “sexto sentido” da mãe. Era mais que plausível as coisas que Namjoon falou para mim. Ele também me contou que Jimin estava chateado comigo por não ter ido atrás dele e não ter confiado. Realmente fora um grande erro meu. Imagino o quanto esteja chateado... foi ali que percebi que tinha me apegado a alguém de verdade e que já não me via sem aquele sorriso.

 

— Eu errei, confesso. Não sei o que faço para que Jiminnie me perdoe. Ele deve estar muito chateado com a minha atitude. – coloquei meus braços sobre minhas coxas e coloquei minha mão sobre as coxas — Eu estava de cabeça quente e por conta disso fazemos coisas que iremos nos arrepender mais tarde. Já fui traído uma vez, entende? Pela mesma mulher que estava beijando ele.

 

— Converse com ele, tenho certeza que ele vai te entender... ou pelo menos espero. Eu preciso ir, Yoongi hyung. Apareça no campeonato, tenha certeza de que vou ganhar a competição. Bom dia. – ele se levantou e se dirigiu a saída, indo embora da minha residência.

 

Deitei no sofá e encarei o teto. Por que Taeyeon estava beijando Jiminnie de novo? Ela tentando estragar minha vida novamente? Nunca me senti tão chateado por tomar atitudes que não condiziam a minha personalidade, mas tentei tirar aqueles pensamentos da minha cabeça, indo tomar um banho. Durante esse banho veio à mente uma ideia perfeita.

 

E se eu escrevesse uma música?

 

Há algum tempo eu estava pensando em compor uma letra ‘pra Jimin e o dar um anel de compromisso, mas ele já me dera um de presente de aniversário. Me vesti rapidamente e corri para a mesa, anotando as milhares de ideias que subiam a mente. Pensar em Jimin era como nadar em uma imensidão de criatividade, pois só o seu sorriso me dava as melhores ideias para escrever e ter tanta vontade de tocar. Eu não posso perder ele, definitivamente não posso.

 

✶ JIMIN POV ✶

Voltei com as caixas e as coloquei na mesa novamente. Jin hyung não estava por ali e acabei estranhando por um momento. Em alguns minutos um cliente corria em direção aonde eu me encontrava.

 

Ele estava trajando apenas uma sunga azul escuro e estava molhado. Ele era tão bonito fisicamente, musculoso, alto e seu rosto era digno de um modelo. Mas mesmo com toda aquela beleza, não me interessava nem um pouco...

 

— Bom dia! – sorriu — É aqui que vende picolé? – sua voz era grossa.

 

— Bom dia. Sim... vendemos picolés por este preço. – devolvi o sorriso, gentileza sempre, e apontei para o adesivo nas caixas.

 

— Você tem alguma recomendação de sabor, ‘pra mim? – se aproximou mais e dei um passo atrás.

 

— Ele recomenda você sair daqui. – Yoongi apareceu, o que fez meu coração falhar uma batida e uma raiva subir minha mente.

 

— Recomendo sabor chocolate. Foi o mais vendido até agora! – sorri, ignorando a presença do meu hyung ali. O mais alto pareceu fazer o mesmo.

 

— Me dê dois.

 

— É ‘pra já! – abri a caixa e retirei os picolés que ele havia pedido. Ele me entregou pratas e me devolveu um picolé.

 

— Esse é ‘pra você.

 

— Ele não pediu. – Yoongi falou.

 

— E eu não te perguntei. – até eu senti aquela patada que o moço havia dado, conhecendo Yoongi, ele deveria estar puto, pois ele é quem tinha a fama de ser ‘bruto’. Fiquei calado e aceitei o picolé. Hora de mostrar ‘pro Yoongi que se ele não quer, tem que queira. A fila é grande, meu amor e ela anda.

 

— Muito obrigado. Tenha um bom dia, senhor...

 

— O senhor ‘tá no céu. Pode me chamar de Ravi. E você?

 

— Jimin. – ele se retirou.

 

Eu e o hyung ficamos em silêncio por alguns minutos, mas ele logo começou a falar

 

— Jiminnie, precisamos conversar.

 

— Mas já? Não era você que tinha mandado eu te deixar “em paz”? – me sentei no banquinho.

 

— Eu estava de cabeça quente.

 

— E de coração frio. Nem ‘pra me procurar, Yoongi? ‘Tá que pariu, hein?

 

— Me perdoa, Jimin, eu-

 

— Depois de ter dito aquilo ‘pra mim, que eu era só mais um, ainda vem me pedir isso? – minha mente fazia questão de lembrar de seus toques — A gente fez amor, entende? – as lágrimas começaram a cair — Mesmo depois disso, eu achei que você confiaria em mim e que tomasse vergonha na sua cara ‘pra me procurar. Mas nem isso... Eu quero alguém que não diga que sou só mais um em sua vida.

 

— Eu sei Jiminnie, foi um erro muito grande, admito isso. Por favor, entenda um pouco. – pegou em minhas mãos — Eu... eu falei por falar, fui um babaca e nunca me arrependi tanto por ter dito aquilo e-

 

— Não precisa dizer nada, hyung. – limpei as lágrimas — Eu vou pensar se é isso que realmente quero ‘pra minha vida. – eu sabia que sim, não me via com ninguém além dele na minha vida, mas não adiantava eu abrir os braços e o perdoar, pois as coisas não funcionavam assim. Mesmo que meu coração implorasse para que o perdoasse, minha mente pedia para que eu desse um tempo... esse tempo serviria para ele perceber o quanto sou importante na sua vida e que as palavras têm o poder de ferir na mesma intensidade que pode deixar alguém feliz. — Eu te amo. Muito. Mas preciso de alguém que confie em mim verdadeiramente. Preciso de um tempo para pensar nisso tudo.

 Eu vou voltar para Busan depois de amanhã.

 

Ele ficou calado por um tempo, me encarando profundamente e deixando lágrimas caírem. Se eu passasse mais um segundo ali, cederia e o perdoaria.

 

— Eu te amo tanto, Jiminnie. Eu te darei todo tempo que precisar, mas realmente me perdoe. Mas não vá embora, por favor... – em todo esse tempo que estive com ele, fora a primeira vez que o ouvi pedir “por favor”.

 

— Me ama? – sorri — Por favor, hyung, fique aqui até Jin hyung voltar e avise ‘pra ele que voltei a casa. Obrigado. – me levantei e saí. Senti seu olhar queimando sobre minhas costas, mas nada falou.

As lágrimas não cessavam por um momento e eu corri para voltar a casa de Namjoon hyung. Eu estava triste por ter que dizer aquilo, talvez eu até devesse perdoar ele e não largar nunca, mas ele precisava entender um pouco como me senti durante esses dias. Chegando na área da casa do mais velho, estava pronto para abrir a porta com minha chave reserva

 

— Queridinha... – a voz da travesti falou bem próximo ao meu ouvido.

 

— Ai que susto, piranha. – coloquei a mão no coração. Ela colocou um canivete sobre meu pescoço. Meu corpo paralisou totalmente.

 

— Se vira devagar, vai! – fiz o que ela mandou.

 

Os mesmos carinhas que estavam na festa de Hobi hyung ‘tavam ali e sorriram ‘pra mim, se aproximando com um lençol perto da minha boca.

 

— Hoje você irá conhecer um mundo novo, Jiminzinho... – tudo se tornou preto e perdi o controle de todos os meus sentidos.

 

Até quando vou viver esse inferno?


Notas Finais


Tadinho do Mini T^T
Também estou sofrendo ~~
Obrigada por lerem e até o próximo capítulo sz
~eita~


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