História Eu, ele e o mar - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Namjin, Sugamin, Taegguk, Taekook, Vkook, Yoonmin
Exibições 64
Palavras 2.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu achei esse capítulo tão monótono </3
Mas espero que gostem e não me matem bjs
Boa leitura

Capítulo 9 - Os piores dias chuvosos


Fanfic / Fanfiction Eu, ele e o mar - Capítulo 9 - Os piores dias chuvosos

✶ JIMIN POV ✶

Eu ainda não acredito que já se faziam duas semanas que eu estava namorando com meu crush, bem perto da terceira semana. Nesse meio tempo, saímos para jantar (para comemorar seu aniversário), fomos num parque aquático – que, por acaso, fomos expulsos por causa de Taehyung e Jeongguk –, em um festival local – comprei um anel de compromisso –, mas na maioria das vezes decidimos ficar em casa – sim, em casa. Passei tantos dias lá que comecei a chamá-la assim – para ele trabalhar. Não queria me tornar um incomodo na vida dele de forma alguma. É como um sonho estar com ele e, definitivamente, não tem nada melhor do que estar com quem se gosta. Namorar entra para minha lista de recomendações, mas como vocês nunca terão um Yoongi na vida...

 

Tinha acabado de acordar na casa do meu namorado e precisaria voltar logo para a casa de Namjoon, pois teria que resolver umas coisas mais tarde e Yoongi também. Deixei uma mensagem na cômoda de seu quarto e saí, depositando um beijo em sua pele gelada. Yoongi havia me dado uma cópia de sua chave e então não precisaria me preocupar de acordá-lo para fechar a porta. Me incomodava ter que sair naquela manhã chuvosa, mas Jin hyung tinha me mandado uma mensagem falando que era dia de faxina.

 

 

No momento eu estava ajudando Jin e Namjoon a organizar a casa, tudo ‘tava revirado por conta do jantar de ontem. Brincamos de Twister e quem ganhasse poderia mandar todo mundo fazer o que quisesse. Jeongguk ganhou. Já tem ideia da bagunça, né? O dia seria cheio e talvez eu nem pudesse ver meu moreno novamente hoje. Ah! Recuperei meu celular também, assim nos comunicaríamos melhor quando estivéssemos longe.

Varri a sala, lavei a louça e logo depois de todo o trabalho, fomos descansar.

 

— Vida difícil. – Namjoon se jogou no sofá.

 

— ‘Pra casar comigo tem que ser assim. – Jin ligou a tv.

 

Retirei o aparelho do bolso e verifiquei as horas. 14h10. Marquei de me encontrar com Taeyeon – caso não lembrem, é a moça mãe de santo que Hoseok pedira para conversar – às 15 horas. Os pesadelos ainda me atormentavam, não na mesma intensidade de antigamente, mas, ainda assim, tiravam meu tempo de descanso.

 

— Nam hyung, sei que você ‘tá cansado, mas poderia me dar uma carona? – guardei meu celular no bolso e me escorei no sofá. Ele virou-se para mim.

 

— Onde você vai?

 

— Num terreiro de macumba.

 

— Oi? – Jin hyung pareceu assustado.

 

— ‘Tô brincando. Só vou me consultar com uma moça que interpreta sonhos e essas coisas.

 

— Então você realmente vai num terreiro de macumba? – Nam falou.

 

— Para, hyung. É só ‘pra ver o que ela acha da situação e se tem alguma “solução”. – fiz as aspas com as mãos.

 

— Ah... tudo bem. Vai sair que horas? – ele se deitou no colo de Jin. — Se tiver contato com o outro mundo, pede ‘pra Deus me mostrar uma boa igreja ‘pra casamento.

 

— Eu não sei se acho fofo ou fico com medo, mas pode deixar que eu aviso ‘pra ele. – me retirei da sala e subi as escadas, em busca do meu quarto. Esse hyung realmente não tem jeito. Tomei um banho, vesti minha regata branca e uma calça jeans escura. Gostoso e maravilhoso como sempre. Analisando melhor o endereço do local, Yoongi estaria numa empresa próxima dali hoje, talvez eu pudesse passar por lá quando a “sessão” estivesse encerrada.

Voltei para a sala passar o tempo conversando com Jin hyung.

 

— Como é a relação entre você e o Yoongi-ah? – ele perguntou.

 

— A gente não conta o que se faz entre quatro paredes. – segurei o riso.

 

✶ YOONGI POV ✶

Finalmente eu havia conseguido fechar contrato com uma produtora que tinha se interessado pelo mixtape (que lancei ano passado). Já conseguia ver meu grande futuro como rapper profissional, tendo uma vida normal ao lado de Jimin. Estava bem longe, eu sei, mas faria de tudo para lutar duro por isso. Hoje eu ficaria na empresa até quatro horas e depois levaria o Park para jantar.

Um funcionário me guiou pelo local, mostrando os diversos estúdios e me apresentando outras pessoas que trabalhavam no edifício também. Ele não parecia estar com muita paciência e ficar ao seu lado me deixou desconfortável, pois parecia que ele não me queria ali – não que eu me importasse com isso. Depois de muitos minutos rodando por ali, descemos para o andar de baixo tomar um café.

 

— Você compõe muito bem. Cria arranjos também? – ele deu um gole do líquido quente.

 

— Sim. – dei um gole no café e depositei a xícara na mesa. — Também toco piano.

 

— Hum... você sabe que não é fácil viver no ramo musical, não é?

 

— Sei. Mas isso não significa que irei desistir.

 

— Boa sorte então. – deixou as pratas na mesa — Não sabia que filho de bandido tinha tanta oportunidade assim.

 

Meu dia estava suportável até ter que ouvir aquela frase.

Aí eu não me aguentei e desferi um soco em sua face.

 

— Por acaso você acha que eu estou nessa família fodida porque eu quero? – o soquei novamente. Seu nariz já estava escorrendo sangue e as pessoas que descansavam por ali nos olhavam assustadas. — Você nunca vai entender.

 

Um segurança se aproximou e me segurou. — O que você acha que ‘tá fazendo? – apertou meu pulso.

 

— Leve esse bastardo ao chefe, senhor Kim. Irei na enfermaria. – limpou o nariz e se retirou. Ah, filho da puta.

 

— Me solta, não irei fugir. – larguei de seus braços. Ele me olhava bravo, mas fez o que pedi, andando atrás de mim. Ótimo, Yoongi. Adentrei o elevador e fomos direto ao andar onde meu superior se encontrava. Não importa em qual empresa da cidade eu fosse, sempre me veriam como se fosse o maior traficante do mundo, se nem ao menos culpa eu tenho por ser da linhagem da máfia. O segurança me empurrou para dentro da sala e trancou a porta, se escorando ali. O meu chefe me olhava incrédulo e lançou a pergunta esperada.

 

— O que houve, Yoongi? Sente-se. – apontou para o estofado a frente de sua mesa e apoiou seus braços nesta, ficando com o queixo por cima de suas mãos. Ele aparentava ter por volta de cinquenta anos; cabelos brancos, algumas rugas que marcava sua expressão cansada.

 

— Senhor Park, este homem desferiu um soco em Jinyoung-ssi. – o segurança falou e eu revirei os olhos.

 

— Eu tive motivos.

 

— Não existem motivos para agir com violência. Não acredito que nem passou um dia e já está trazendo confusões à nossa empresa. – suas mãos agora massageavam as têmporas.

 

— Desculpe. Ele realmente feriu meu orgulho.

 

— Entenda por favor, não posso deixar que essas coisas aconteçam por aqui. Eu sei que a sua família é... – não, eu não sou obrigado a ouvir essa mesma ladainha. Meu sonho foi para o fundo do poço de novo.

 

— Eu não volto mais aqui. Com licença. – me levantei do estofado e olhei para o segurança que me deu passagem

 

— Senhor, volte aqui. – o meu ex superior falou.

 

Mostrei o dedo do meio de ambas as mãos e entrei no elevador.

 

✶ JIMIN POV ✶

Chegamos à casa da Taeyeon. Se é que aquele lugar poderia ser chamado de casa. Um prédio antigo com dois andares e uma placa média escrito “Cabaré do Park” escrito em neon e uma silhueta de uma mulher.

 

— Hyung, será que estamos no lugar certo? – olhei para Namjoon que tinha estacionado o carro em frente ao local.

 

— Tenta ligar ‘pra ela. Você tem o número?

 

— Sim. – retirei meu celular da calça e procurei por ela nos meus contatos. — Vou ligar. – o celular tocou algumas vezes, até que a loira atendeu.

 

— Alô?

 

— Taeyeon? É o Jimin. Você poderia sair da sua... casa? Estou aqui.

 

— Ah! Tudo bem. – riu — Não se assuste com o lugar, por favor. Espere um pouco.

 

­— É aqui mesmo, hyung. Obrigado pela carona. – abri a porta do carro.

 

— Tome cuidado, Jimin-ah. Se acontecer alguma coisa, não se esqueça de me ligar. E quando terminar tudo, me mande uma mensagem que venho te buscar. – fechei a porta e assenti. Ele deu partida e Taeyeon saiu da “casa”.

 

Ela vestia uma longa saia estampada com flores tropicais e uma blusa branca. Seus longos cabelos loiros estavam presos a um rabo de cavalo. Quem não conhecesse, pensaria que era uma modelo. Não duvido que não seria. — Bem-vindo. Estava perdendo as esperanças que você viria. Desculpe pelo local... é que me mudei recentemente para essa área da cidade. Aqui funciona como um cabaré sim, mas apenas a noite. – sorriu, parecia estar envergonhada — Vamos entrar?

 

Eu sentia um medo esquisito percorrer minha epiderme. Não estava preparado para o que lá ela fosse me perguntar ou dizer sobre mim, mas eu precisava de uma solução imediata para o problema. Segui em sua direção de braços cruzados, como um animalzinho acuado.

No andar de baixo, tinha várias mesas, um barzinho e um palco. Ela foi em direção às escadas e eu a segui silencioso. No andar de cima tinha uma sala com vários objetos antigos. Era bem iluminado por conta das diversas janelas. Na parede, tinha quadros com paisagens diversas e um filtro de sonhos. Parecia muito rústico e me arrepiava por estar ali. O piso era de madeira e as paredes tinham um tom marrom claro. Ela se sentou no sofá.

 

— Poderia sentar aqui? – fiz o que ela pediu. — Desde aquele dia que Yoongi foi alugar o quiosque, eu senti uma energia sobrecarregada de você. Até que seu amigo... Hoseok, não é? – assenti – Veio conversar comigo e eu pensei que poderia te ajudar. Eu herdei esse “sexto sentido” da minha mãe, mas ainda não sei decifrar muita coisa. Mas prometo fazer o possível. Poderia me explicar melhor os sonhos que vem tendo?

 

Me aconcheguei no sofá e procurei relaxar para falar sobre. — Obrigado por ter me dado a oportunidade. Eu estou confiando no seu potencial. – sorri –  Há meses eu venho tendo esses pesadelos. Antes eram mais sombrios, onde eu via um corpo morto na rua onde Namjoon hyung. Mas eu nunca tinha vindo nessa casa antes entende? – olhei para a janela.

 

— Hum. Como eles são agora?

 

— O mesmo sonho vem se repetindo desde que comecei a namorar com Yoongi hyung. Um lugar branco, aparentemente um hospital, e eu conseguia ver meu outro eu com ele deitado em uma maca. É tão sombrio... é como se o outro eu quisesse me avisar algo. – me arrepiei com a lembrança. Ela pareceu estar pensando por longos minutos.

 

— Jimin, por acaso você pensa que aquele mesmo corpo que estava deitado na calçada do Namjoon poderia ser o Yoongi?

 

Paralisei.

Não seria possível.

 

— Não... você acha que algo pode acontecer com Yoongi? E esses sonhos... são como avisos? – abracei meu corpo.

 

— Eu não posso dizer com certeza. Mas não entendo isso...

 

Passei algumas horas ouvindo instruções e detalhando mais sobre os sonhos. A loira me deu um filtro dos sonhos e alguns itens – juro que estou com muito medo de usar, vai que é magia negra e eu acabe invocando o satã ou algo assim – para guardar. Ela ainda tentou fazer uma espécie de hipnose comigo, mas não me contou muitas coisas de quando eu estava desacordado. Aquilo tudo me assustou tanto, eu não sou acostumado com a experiência paranormal. Agora estávamos tomando chá e falando sobre nossas vidas. Mandei uma mensagem para Namjoon hyung, avisando que tinha terminado e saímos da casa.

 

✶ YOONGI POV ✶

Guardei todas as minhas caixas na caminhonete novamente. Estava totalmente frustrado com o acontecimento de uma hora atrás. Talvez pedisse para Jimin cuidar de mim hoje. Ou pelo menos esse era o plano de hoje...

Estava no caminho de volta para casa naquele fim de tarde chuvoso, quando meu coração quase parou. Eu não esperava que aquilo voltasse a acontecer comigo.

 

Minha ex namorada – a mesma que me traiu com meu pai – estava beijando meu namorado. Ah não. Sorriu para mim e piscou. Não quis nem olhar, acelerei o veículo e senti as lágrimas pesarem meus olhos. Mais uma vez isso estaria acontecendo comigo?

 

✶ JIMIN POV ✶

Eu não fazia a mínima ideia do porque de Taeyeon ter me agarrado assim do nada. Só sei que fiquei perplexo com tal ato e revoltado.

 

— Por que você fez isso? ‘Tá louca? Eu não gosto da sua fruta não, filha! ‘Tá me estranhando? – limpei a boca.

 

— Desculpa Jimin, mas eu precisava fazer isso. Quando você estava sob hipnose, você tinha me dito que Yoongi iria morrer por sua causa. E eu quero evitar que meu ex namorado passe por mais problemas do que já fiz ele passar.

 

— Se você me beijou aqui então... Eu não acredito. – não. Não. Não. Ele não poderia ter visto aquilo. Mas ele viria brigar comigo, não? E como se estivesse lendo meus pensamentos, a sujeita falou

 

— Ele passou de carro, provavelmente ainda não mudou o jeito de enfrentar as coisas calado. Me desculpe mesmo. – correu para dentro da casa.

 

Piranha.

Gritei de ódio e bati no muro de sua casa. Retirei meu celular do bolso da calça e tentei ligar para Yoongi, mas só chamava e caía na caixa postal. Eu precisava ligar para ele, Yoongi não poderia entender errado. Por que aquilo estava acontecendo justo comigo?

 

— VOCÊ ME PAGA, TAEYEON! – gritei. Tentei ligar várias vezes para Yoongi. Estava chovendo e eu estava com tanto frio. O moreno atendeu.

 

— Y-Yoongi hyung, f-fala comigo... por favor. – me tremia de frio e soluçava por conta do choro.

 

— Eu realmente não esperava isso de você, Jimin... Namjoon falou tantas coisas boas sobre você, mas não sabia que era só mais um que fodia com meu coração. Eu já passei por tanta coisa entende? Por favor, me deixe em paz. – ele parecia tão triste ao telefone. Depois de lançar aquelas palavras, desligou.

 

Meu coração apertou tanto. Só queria que ele entendesse que a culpa não foi minha, eu jamais ficaria com alguém que não fosse ele. O céu chorava comigo e tudo que eu mais queria era que aquelas gotas levassem a minha tristeza também.


Notas Finais


Se os anjos permitirem, bem provável que postarei quinta ou sexta
beijos >3<
~não me matem~


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