História Eu, Ele e o Mar - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original
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Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Maaaais um capítulo, primeiramente quero agradecer a milla por me ajudar, obrigadaaaa ❤
e também queria agradecer a todos que comentaram ou leram o primeiro capítulo, foi incrível ler tantos comentários positivos!!

Espero que gostem do capítulo!!!

(me perdoem por ele estar sem capa, estou planejando fazer um padrão)

Capítulo 2 - D o i s


Fanfic / Fanfiction Eu, Ele e o Mar - Capítulo 2 - D o i s

   As risadas no andar de baixo foi o que me fez acordar. Eu não sabia que horas eram mas senti que meu rosto estava inchado. As lembranças do dia de ontem me vieram como um tapa. Eu estava em uma nova cidade, havia chorado a noite inteira e agora estava esparramada na cama da minha mãe. E para piorar: perdi o sono.

 

         Levantei sentindo que iria cair mas permaneci firme. Os raios solares que entravam pela janela deixavam o quarto ainda mais claro ainda, e estava quente. Calor era uma palavra que eu não conhecia muito bem. As risadas no andar de baixo continuavam, quem quer que estivesse lá já estava na minha lista negra. Desci as escadas e antes que pudesse voltar me deparei com um garoto que aparentava ter a minha idade, com cabelos castanhos claros e, meu Deus, lindos olhos. Ele pareceu me analisar por alguns segundos.

 

- Olá. - Disse abrindo um sorriso. Senti meu estomago revirar, mas eu não estava com fome. O encarei com a pior expressão carrancuda que eu poderia dar e subi as escadas novamente. - Bom dia pra você também.

 

        Senti vontade de voltar e soca-lo, mas me segurei. Corri para o banheiro e me tranquei. Me encarei no espelho e vi que eu estava uma completa bagunça. Meus olhos estavam inchados e meu cabelo apontava para todos os lados, eu não podia descer assim. E o pior, eu nem sei porque estava me importando com isso agora. Respirei fundo e me fiz a pergunta que deveria ter feito antes. Quem era aquele garoto e porque ele estava na minha casa? A curiosidade me tomou. Mas eu não queria descer, quem quer que fosse não estava sozinho. Mas eu precisava.

 

        Tomei um banho rápido e escovei meus dentes. Fui até meu quarto e abri minha mala. Percebi que não tinha muitas roupas confortáveis para esse clima. Bufei. Coloquei uma regata e um short jeans e desci novamente, bom, bem na hora.

 

- OLIVIA! - Ouvi minha mãe gritar da sala de jantar. Me dirigi até lá. Tinha um casal sentado na mesa que eu lembrei de ter conhecido ontem, o garoto loiro que eu vi mais cedo e minha mãe prestes a gritar novamente.

 

- O que? - Todos os olhos se voltaram para mim e minha mãe pareceu me fuzilar.

 

- Pensei que não iria descer nunca. - Ela resmungou e apontou para o lugar que estava vazio ao lado do garoto. Você está brincando comigo? Tentei falar telepaticamente a encarando com a mesma intensidade que ela me encarava. - Sente-se.

 

- Bom dia. - Disse ao me sentar. Olhei para minha mãe e ela forçou um sorriso. Respirei fundo e sorri também. - Me desculpem pela demora.

 

- Olha só, a nervosinha fala. - O garoto ao meu lado falou baixinho, o suficiente para apenas eu ouvir.

 

- Bom dia, Olivia! Como você está? - Disse uma mulher loira que parecia ser mais velha que a minha mãe.

 

     Olhei ligeiramente para minha mãe e ela pronunciou com os lábios "Bennet", espera, então eles são os nossos vizinhos? Olhei de relance para o garoto ao meu lado. A luz do sol irradiava em seu cabelo o deixando mais claro. Era ele!

 

- Muito bem Sra.Bennet, obrigada por perguntar. E a senhora? - Ele era o garoto da janela em frente a minha!

 

- Pode me chamar de Mag. - Ela sorriu - Estou bem. Este é o meu filho Natanael.

 

Ele era tão lindo!

 

- Olá Olivia. - Ele virou o rosto para me encarar, tinha um sorriso divertido em seu rosto.

 

Mas tão idiota com esse sorrisinho no rosto, eu queria deporta-lo para outro planeta!

 

- Livie. - Disse com a mesma expressão que fiz quando o conheci. Ele continuava sorrindo, parecia se divertir com o fato de que eu não gostava dele nem um pouco.

 

- Ah é muito bom vocês se conhecerem - Mag parecia animada - Podem ir para escola juntos todos os dias!

 

- O que? - Olhei para minha mãe, ela não me encarava. Por que não me olhava? Meu coração acelerou. Eu já sabia o porquê.

 

- Você vai para o colégio esse ano Livie. - Ela me chamou mesmo de Livie? Mas que puxa saco! - Me desculpe.

 

- Colégio? - Senti que o teto ia cair em minha cabeça.

 

      Eu nunca havia estudado com outras pessoas antes, fui criada e ensinada em casa. Meus pais costumavam pagar professores particulares, diziam que seria melhor para mim não ter que passar por essa fase, primeiro: eu nunca gostei muito de pessoas, e segundo: o mundo dos adolescentes era uma loucura e os meninos só pensavam em uma única coisa, sexo. Eles queriam me poupar, e agora todo esse plano estava acabado. Eu ia passar meu segundo ano do ensino médio em um colégio! Me encostei na cadeira, senti que todo o ar dos meus pulmões estava sendo roubado.

 

- O que está acontecendo com ela? - Ouvi uma voz masculina.

 

- Ela vai ficar bem, só está nervosa. Esse vai ser o primeiro ano dela em um colégio.

 

- Olivia. - Natanael me chamou. Olhei para ele, parecia preocupado. Por que ele se preocuparia com alguém que nem conhece? - Vai ficar tudo bem, não é tão ruim.

 

       Eu sabia que ele estava mentindo. Na maioria dos livros e filmes que vi o colégio era o verdadeiro inferno. Mas por algum motivo eu queria acreditar nele. Senti que minha respiração voltava ao normal. Olhei para todos, estava um silêncio mortal.

 

- Bom, acho que já podemos comer.

 

                                                                              x

 

      O almoço em si foi uma delícia, mas me forcei a permanecer calada durante ele. Só falava quando me perguntavam sobre algo e sempre dava uma resposta breve. O fato de eu estudar em um colégio já não parecia tão ruim, mas eu era uma estranha. E se todos me odiassem? Minha mãe me chamou na cozinha para ajudá-la a servir a sobremesa.

 

- Por que não me disse antes?

 

- Você já estava muito chateada, não achei que entenderia.

 

- Bom, eu não entendo. - Ela suspirou - mas não estou chateada.

 

- Eu preciso trabalhar, fazer algo da minha vida, eu não posso continuar trancada em casa Olivia, eu preciso fazer alguma coisa. - Desabafou. Seus olhos pareciam suplicar, eu sei que se eu implorasse ela continuaria a me pagar professores, mas sempre perdia seu dia ficando comigo durante as aulas. Temos algo em comum, não confiávamos em ninguém, a diferença é que ela sabia ser simpática e esconder isso. Eu, não. E naquele momento eu percebi, a morte do meu pai não só a machucava, mas a destruía. Ela o amava.

 

- Tudo bem. Eu vou ao colégio. - Ela largou o prato com o pudim na bancada e me abraçou.

 

- Obrigada. - Ela me soltou e pegou o prato. Foi para a sala de jantar mais radiante que antes. Bufei, eu havia mesmo concordado com isso?

 

Voltei para a sala de jantar e distribui os talheres.

 

- O almoço estava uma delícia Brianna. - Minha mãe sorriu em forma de agradecimento. Me sentei ao lado de Natanael e pequei um pedaço do pudim.

 

Eles conversaram por algum tempo, mas eu não prestei atenção, estava ocupada demais saboreando a comida. Mas levei um choque quando ouvi meu nome.

 

- A Olivia é realmente bonita, aposto que todos os garotos se jogavam aos seus pés em Londres. - Mag disse me fazendo engasgar.

 

- Se jogavam de medo, no caso. - Disse rindo e minha mãe me acompanhou. - Digamos que minhas atitudes não sejam tão encantadoras assim.

 

- Eu não duvido nem um pouco. - Resmungou Natanael, fiquei satisfeita com a concordância.

 

- Nunca namorou?

 

- Na verdade não. Sempre achei esse negócio de romance, flores, e dia dos namorados uma completa bobagem. Não é pra mim.

 

- Diz isso porque nunca se apaixonou. - Natanael riu, como se o que eu dissesse fosse a coisa mais estupida do mundo.

 

- Ah é, e você já? - Ele permaneceu calado. - Do mesmo jeito que algumas pessoas não gostam do calor, ou dos Estados Unidos, eu não gosto de romance. E duvido que alguém me faça mudar de ideia.

 

Encarei seus profundos olhos azuis por um momento. Ele sorriu e voltou a comer, considerei seu silêncio uma vitória. Minha mãe trocava olhares com Mag.

 

- O que?

 

- Nada - Disse minha mãe depois de um tempo - é que você ainda é tão jovem.

 

- O que quer dizer com isso?

 

- Ah... uma hora você vai entender. - Encarei Natanael que por algum motivo parecia ter entendido, pois segurava uma risada. Reprimi a vontade de soca-lo, não acho que seria muito agradável fazer isso durante o almoço, mas pensando bem...

 

Ouvimos um toque de celular.

 

- Alô? - Minha mãe disse assim que atendeu o celular. Sua expressão havia mudado repentinamente, ela parecia alarmada. - Tudo bem, depois eu vou até ai.

 

- Quem era? - Perguntei assim que ela desligou o celular. Tentei parecer desinteressada.

 

- Algum problema?

 

- Ah, ninguém, só o cara do seguro. - Ela sorriu e deu uma garfada no pudim. A encarei por mais alguns segundos, ela estava mentindo.

 

- Por que eu não consigo acreditar em você? - Dei um suspiro, estava cansada. Das mentiras dela, da dor, de tudo, eu só queria algumas respostas, eu precisava que ela me contasse a verdade. Por alguns segundos só ouvi o barulho dos talheres, um clima estranho se espalhava e eu sabia que a culpa era minha, mas por algum motivo louco, não queria me importar.

 

- Não vamos falar sobre isso agora. - Seus ombros enrijeceram. Ela não queria criar uma cena, não na frente da sua melhor amiga de infância, mas eu não podia dizer o mesmo. Se eu não a enfrentasse, ela nunca me contaria a verdade.

 

- Ótimo! - Levantei da cadeira e fui em direção a sala ciente de que recebia flechadas em minhas costas. Podia ouvir o sangue pulsar em minhas veias. Quantas vezes eu havia perdido o controle nos últimos meses?

 

- Olivia! - Ela segurou meu braço com força suficiente para me fazer parar. Estávamos no hall de entrada e ela falava baixo.

 

- Mãe pra que tanta mentira? Qual a necessidade? Você não se cansa? - Senti o ar faltar devido a pressa em minhas palavras. Passei a mão pelos cabelos, precisava me acalmar, a dor dela é tão grande quanto a minha.

 

- Você não entende sua tola, é perigoso. - Quase não ouvi o que ela dizia de tão baixo que falava.

 

- O que há de tão perigoso? Eu sei que você não me contou toda a verdade. - Ela parecia que ia entrar em desespero, se entrasse, conseguiria o que eu queria. Antes que ela pudesse responder, ouvi alguém pigarrear atrás de mim, me virei já esperando ver os olhos azuis de Natanael. Como ele conseguia ser tão inconveniente?

 

- Me desculpe, Brianna nós já estamos indo, minha mãe pediu para avisa-la. - Suas palavras pareciam fumaça em minha cabeça, não conseguia compreende-las de tanta raiva que estava sentindo.

 

- Ah ótimo, agora além de roubar minha privacidade em meu próprio quarto você vai atrapalhar minhas conversas em minha casa? - Senti meu rosto queimar, ele não podia me ver chorar.

 

       Não ele, não o Natanael. Olhei para minha mãe uma última vez, seu rosto estava vermelho e o peso da culpa se apoderou de mim. Respirei fundo. Por que eu não era capaz de controlar minha boca uma só vez na vida? Por que eu sempre tinha que estragar tudo? Subi as escadas e corri para o meu quarto o trancando logo em seguida, precisava fazer o que seria mais seguro para todos, ficar sozinha. Mas uma pergunta martelava em minha cabeça, minha curiosidade era inevitável, será que ele ouviu a nossa conversa?


Notas Finais


Então, o que acharam da aparição surpresa do Natanael?? A Olivia foi uma babaca com a mãe, mas não a odeiem, todos erramos haha

beijos e até o próximo cap ❤


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