História Eu escolho você - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte
Personagens Lucas "LubaTV", Personagens Originais
Tags Gabbiefadel, Kabbie, Karenbachini, Youtube
Visualizações 101
Palavras 1.180
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Capítulo 18


P.O.V Gabbie

Faz mais de duas horas que a dor de cabeça não passa. Assim que acordei não pude deixar de sentir o enjôo e a forte dor de cabeça que veio com a ressaca. Não recordava direito o que tinha acontecido noite passada. Só sei que corria perigo, e levando em conta às mensagens de voz que Karen havia deixado para mim na caixa postal, parecia ser sério e ela estava bem preocupada. Me sinto aliviada por estar bem, mas também agoniada por não saber certamente o que aconteceu, mas a dor de cabeça é de mais para eu me preocupar com isso. Então vou para sala, fecho todos os meios que transmitem luz, e me enrolo na coberta, apenas escutando o som da TV, pois a luz que ela transmitia me deixava mal.

- Acho que ela está dormindo ainda. - Escuto vozes do corredor, essa eu reconheço, é do Faru. Não sei com que está falando, mais não parece bravo, está calmo, do jeito que vivemos nesses dois anos. A conversa está acontecendo em inglês, então provavelmente não é alguém de que eu seja próxima. - Se ela estiver nós vamos no mercado comprar cervejas e coisas para fazer o almoço.

- E eu vou ver o hotel pra mim e o Janosh. - Karen diz antes de abrir a porta, e eu não consigo acreditar que ela estava ali. Como é possível alguém conseguir um voo tão rápido? Queria conseguir também, mas com o meu azar, se eu conseguisse voo de imediato, ele provavelmente atrasaria horas para sair, ou o avião caia no meio do voo.

Fingo que estou dormindo afim de que saiam e eu tenha mais um tempo só, pois não estou com cabeça para lidar com milhares de perguntas sobre noite passada, porque provavelmente eu não ia saber responder.

- Ela já esteve acordada desde que sai de casa para pegá-los no aeroporto. - Faru diz, e consigo sentir todos me encarando.

Karen senta do meu lado e segura minha mão. Nossos dedos se tocando me faz sentir vontade de acordar só para poder passar horas conversando com ela, como todas as nossas conversas, ela acabaria tendo que me consolar por um motivo idiota, porque eu sempre choro, e isso incomoda a mim, mas nunca incomoda ela.

Ela aperta nossas mãos, e com distribui carinhos pelo meu rosto.

- Aí amiga, eu fiquei tão preocupada com você. - Pelo sei tom, sei que está atenta a cada detalhe em mim, procurando caso alguma coisa esteja fora do lugar, como sempre faz. Amo seu jeito de cuidar de mim, sempre tão delicada.

- Janosh e eu vamos ao mercado comprar as coisas. Melhor que fique aí caso ela acorde de novo. - A parte a seguir ele fala em português, para que Janosh não entenda. - E tente não pegar mi há noiva novamente, meu chifre já está muito grande. - Ele diz irônico para Karen, sei que está muito mais irritado do que deixa transparecer pelo tom de voz.

- Faz dois anos essa merda, vocês vão casar, eu estou namorando, vê se supera, caralho.

Janosh segue Faru, que sai batendo a porta, enquanto Janosh diz.

- Eu odeio quando vocês começam a falar em português para que eu não entenda.

- Desculpa amor! - Karen tenta gritar, mas Janosh, assim como Faru, já está longe. - Tá, já pode para de fingir que está dormindo agora.

- Porra, mas tu me conhece mesmo em piranha. - Digo, dando-lhe um abraço. - Nossa, como eu estava com suadade de você.

- É! E não precisa fazer uma loucura dessas para que eu venha, é só pedir.

- Você não viria tão rápido se eu apenas pedisse. - Revido.

- Bom argumento. Mas isso não é verdade.

- Você sabe que é.

- Talvez, mas não porque eu não queira vir rápido, mas porquê não teria uma boa desculpa para o Janosh. E essa sua brincadeira vai fazer eu ter que pagar um mês de hotel.

- Um mês?

- É, não vai compensar ir embora e ter que voltar para o casamento.

- Pelo menos eu vou ter alguém para me ajudar com os preparativos.

- Por que estou sentindo que o seu "ajudar" significa "fazer quase tudo para mim"?

- Não seja boba, você vai é fazer tudo mesmo.

- Mas é o seu casamento.

- Mas somos parecidas, sei que você vai saber o que fazer.

- Quem diria que um atitude idiota que tivemos a dois anos atrás faria com que você fosse quase estuprada. - Ela diz, seguida de um suspiro.

Como assim quase estuprada? O que eu não estou sabendo?

- Desculpa, mas, você se arrepende?

- Como assim?

- O jeito que você falou, "atitude idiota". Eu não me arrependo de nada, e você?

- Não, claro que não. Você sabe que não. Mas você não parou para pensar que poderia ter evitado tudo isso, se no passado não tivéssemos tido um caso?

- Tido um caso? Eu era completamente apaixonada por você. E não, não deixaria de ter vivido o que vivi com você para evitar isso.

- Não?

- Se eu não tivesse me apaixonado por você, você teria sido só a menina que fez com que eu mudasse de vida para ir pro exterior. Em vez disso eu ganhei uma melhor amiga, se estou com problemas você é a primeira pessoa que eu chamo, e não, não abriria mão disso por nada.

Ela me encara por muitos segundos, depois desvia o olhar, e quando volta novamente me pergunta.

- Por que está me contando tudo isso? - Ela me encara, esperando ansiosamente pela resposta, mas é minha vez de refletir sobre o assunto.

- Eu só queria que você soubesse. Você lembra, que naquela época você me disse, "Eu não quero que daqui a um tempo você veja uma suposta família do Faru e pense que podia ter sido você se não fosse a Karen"? A verdade é que não maioria das vezes eu me pego pensando no que teria acontecido se eu tivesse ficado.

- Eu já pensei nisso muitas vezes também, mas seria egoísmo da minha parte pedir para ficar, e olhe, agora está tudo bem.

- Na primeira vez que te pedi para vir me visitar, eu estava disposta a voltar com você. A verdade é que ele trabalha de mais, quase não tem tempo para mim. Aprendi a conviver com isso. Mas quando penso em passar o resto da minha vida como vivi na maior parte desse dois anos, eu não me vejo feliz.

- Amiga. - Ela me encara, com pena. - Eu sei que vocês conseguem, já passaram por muita coisa, se você conversar com ele, vocês vão se resolver. Eu sei que ele tenta de tudo para lhe fazer a mulher mais feliz de todas. Isso é só pressão por estar muito perto dessa data especial, e pelos acontecimentos de ontem.

Prefiro não insistir no assunto, então só digo "É, você deve estar certa" e terminamos a conversa em um abraço. 



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