História Eu, esquizofrênica - Capítulo 34


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Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - A descoberta


Eu adorava todas as atividades da clínica, fazia todas. Um dia, quando eu estava na terapia em grupo, acabei tendo uma grande revelação. Eu já tinha ido a muitos psicólogos, todos tinham a mesma reação quando eu contava minhas alucinações, ficavam calados , não me diziam nada e geralmente me dispensavam, psicóligos não gostam de atender esquizofrênicos. E há uma convenção entre eles que determina que você nunca pode dizer ao doente que ele tem esquizofrenia. Geralmente eles não gostam nem de conversar com o doente. Os psiquiatras também tem a mesma regra, nunca lhe dizem que você tem esquizofrenia.

Mas como ia dizendo, estava na terapia em grupo. Ouvi relatos de várias pessoas que se drogavam, e também uma menina falou que se cortava. Ela disse que qualquer faca que davam para ela, ela usava para se cortar, mesmo se fosse uma faca de plástico ela se cortava. Ela mostrou as diversas cicatrizes no braço e nas pernas.

Quando todos terminaram de falar, foi minha vez de falar. Eu disse que não me reconhecia com as histórias de vida dos outros, porque nunca tinha usado drogas, jamais usaria e também não tinha depressão, gostava muito da vida.

Quando a garota que se cortava ouviu isso, ela ficou com muita raiva de mim. Não sei bem porque, mas ela ficou com ódio. Então ela me disse em tom de raiva: mas você ouve vozes! Logo a psicóloga que comandava o grupo olhou para ela com cara feia e pediu que ela se calasse.

Eu comecei a refletir sobre o que a menina falou, e depois de um tempo eu cheguei a conclusão de que eu era esquizofrênica e todas as visões q eu tinha eram alucinações. Quando fui para casa pesquisei na internet e descobri que não existiam só alucinaçoes sonoras, mas também haviam visuais, olfativas e táteis. Fazia sentido...não era macumba, não era uma seita, era esquizofrenia.

Notem bem que demorei uns cinco anos para ter ciencia disso. Alguns esquizofrênicos passam a vida toda sem saber que são esquizofrênicos.



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