História "Eu irei proteger-te, Hinami..." - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Ayato Kirishima, Hinami Fueguchi
Tags Ayahina, Ayato, Ayato Kirishima, Ecchi, Hentai, Hinami, Hinami Fueguchi, Romance, Shoujo, Tokyo Ghoul, Touken
Visualizações 33
Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei minna-san!!
Um capítulo bem mais pequeno que os anteriores, mas muito importante para o desenvolver da fic.
Será que Hinami será salva?
Ayato irá à loucura?

Boa leitura🎶💕

Capítulo 12 - Uma aliança?


Fanfic / Fanfiction "Eu irei proteger-te, Hinami..." - Capítulo 12 - Uma aliança?

Ayato Kirishima

Encaro os cadáveres no chão. Uma noite, uma manhã, e agora o sol está a desaparecer no horizonte. Tantas horas e a única que arranquei daqueles desperdícios de vida foram gritos e súplicas. Nem sequer um nome, morada, referência, nada. Frustração é pouco para descrever o que estou a sentir. Uma dor no peito a cada hora que passa, o pensamento de que nunca mais verei Hinami está a pôr-me louco!O que o Kaneki fará quando descobrir?

Certamente irá me matar...

Passo as mãos pelos meus cabelos, nervoso. Tento respirar fundo, no intuito de me acalmar. Tentativa falha. Sinto a raiva me consumir a cada segundo que passa. Respiração ofegante, olhos abertos que agora encaravam o corpo ainda vivo debaixo dos meus pés, as mãos que apertavam os meus cabelos quase que os arrancando.

Chuto o corpo para o outro lado do armazém em que me encontro, ouvindo gemidos de dor e súplicas em forma de sussurros para que eu parasse. Caminho até ele em passos pesados e acelerados, enterro a minha mão no seu pescoço, o erguendo à minha frente. Encaro-o com raiva, recebendo um olhar aterrorizado como resposta. Aperto o seu pescoço e o rapaz tenta desesperadamente tirar a minha mão do seu pescoço.

— Por favor... pára...— pede ele com a voz fraca e falha. Eu simplesmente rio, apertando firmemente o pescoço dele, vendo-o contorcer-se de dor.

— Para onde vocês levaram a Hinami?— pergunto mais uma vez, contendo-me para não o matar tal como fiz com os seus outros amigos.

— Eu não...posso dizer.— responde falho, tossindo sangue pelo meio.

— Fala desperdício de esperma!— ordeno furioso, continuando a apertar cada vez mais o pescoço dele.

— Não!— negou novamente, voltando a expelir sangue pela sua boca.

— Olha aqui, seu inútil.— quase esmagando o seu pescoço, bato a sua cabeça contra a parede.— Se não me disseres AGORA onde esconderam a Hinami, vais ter o mesmo final que os teus amiguinhos.— ameaço, olhando-o bem de perto.— Então volto a perguntar-te: Onde esconderam a Fueguchi?!

Ele engole em seco, agora olhando para o teto, como se estivesse a falar com o céu. Lágrimas caiam pelo seu rosto, junto com o sangue que escorria de sua testa. Os seus olhos voltaram novamente a encarar-me, agora com um certo sentimento de rendição. O rapaz abria a boca, mas nenhum som saía dela, apenas sangue. As minhas mãos encharcadas do sangue dele misturado aos restos já coagulados dos outros. Uma cor castanha avermelhada cobria-as, juntamente ao líquido vermelho que pingava delas para o chão.

— Vais falar? Ou queres outro incentivo?— digo já sem paciência, interiormente desesperado por uma resposta afirmativa finalmente.

— A...minha boca é um túmulo.— disse por fim, agora com a voz quase inaudível.

— Resposta errada, seu bosta.— proferi após alguns segundos, deixando transparecer toda a minha raiva.

Concentro toda a minha força na mão que segura o seu pescoço. Esmago-o, vendo o imbecil se contorcer em tentativas desesperadas de se livrar da minha mão. O sangue saía como se ele fosse uma fonte viva. Faço mais força, agora vendo os seus olhos revirar completamente e o seu peito deixar de se mexer. O infeliz não respirava mais, os olhos já não apresentavam a córnea castanha que possuía, apenas o branco em meio aos riscos vermelhos que se sobressaíam. A boca aberta, ainda com sangue dentro, as mãos que seguravam os meus pulsos agora estavam frias, geladas. O corpo já não apresentava sinais de vida.

Mais uma morte em vão.

Liberto o corpo, deixando-o cair no gelado e duro piso de cimento. Afasto-me, tendo uma visão ampla de todos os cadáveres que se encontram espalhados pelo armazém. Consigo contar cerca de oito corpos, dois deles completamente desmembrados, sem os braços e as pernas juntas ao corpo. Três cobertos de cortes e lâminas provinientes da minha kagune e outros três apenas mortos, sem qualquer sinal de luta, mortos pela minha mão.

Olho para as minhas mãos, para as  minhas roupas, para os braços, as pernas, todo o meu corpo. Sangue. Sangue, sangue e mais sangue. O líquido vermelho vivo, as marcas castanhas avermelhadas, o cheiro que impregnava as minhas vestes e todo eu. Os ferimentos a regenerar-se aos poucos. Já não sei qual é o meu sangue ou dos corpos aos quais tirei a vida. O cheiro quase impossível de se suportar.

Tudo isto...porquê?

Para salvar alguém que não significa nada para mim?

Não, eu é que estou a tentar convencer-me disso.

Ela significa SIM algo para mim. Seria talvez a minha teimosia  a dizer-me o contrário, ou então o meu orgulho. Eu ignorava o efeito que ela causava em mim. Ignorava o quanto eu me sentia completo a seu lado, o tanto que a sua risada me fazia rir também,, o desejo de provar o sabor de sua boca, a vontade de tocar o seu corpo.  Eu ignorava tudo isso, pois achava que eram idiotices de tolos apaixonados. Agora a dor que ocupa o eu peito destrói-me por dentro. O receio, o desespero, todas estas pragas corroíam o meu interior.

E o desespero volta. As mãos voltam a puxar fortemente os meus cabelos, a respiração novamente descompassada. Deixo o meu corpo se encostar a uma parede. Encaro o chão, coberto pelo sangue já coagulado, a tentar encontrar uma alternativa para encontrar Hinami.

Nada.

Nada me vem à mente. Nenhum plano ou ideia. Nada. Apenas me resta pedir a uma força imaginária que me ajude, pedir ao tão adorado ser que vive nos céus para que me acuda. É engraçado pensar em quantas vezes eu simplesmente caguei para a existência Dele e agora aqui estou eu, a cogitar na hipótese de Ele me ajudar. As pessoas falam, dizem que não importa o quanto errámos para chegar onde estamos, pois Ele sempre nos ajudará. Eu próprio já pensei dessa maneira.

O que mudou?

Ele falhou-me, Ele faltou-me quando mais necessitei da sua ajuda. Mas eu não o condeno por isso, até agradeço se for necessário, pois quando ele me faltou, eu consegui concluir algo que me acompanha até aos dias de hoje.

Eu preciso de ser independente dessas ajudas, preciso de ser o meu próprio ajudador, a minha própria força para as situações problemáticas. Não preciso de ajuda quando eu consigo solucionar o problema pelas minhas próprias mãos.

— Uau! Se eu soubesse que esta seria a tua reação teria vindo mais cedo.— uma voz despreocupada e indiferente ecoa pelo espaço. A curiosidade faz-me levantar o olhar para descobrir quem foi o infeliz que proferiu aquelas palavras.

E eu não podia ficar mais surpreso ao encontrar um dos ghouls que eu e Hinami seguimos na manhã passada. Se me lembro bem, é o Tanaka, o ghoul de cabelos vermelhos e olhos negros, que agora me encarava um tanto indiferente, encostado à ombreira da porta de entrada para o armazém.

— Tu queres morrer, seu imbecil?— a raiva consumia-me, junta à frustração e ao cansaço. Não importa quantos mais terei que matar, eu vou encontrar a Fueguchi.

A bem... ou a mal.

— Pensou que te sou mais útil vivo, Kirishima-kun.— disse ele, agora passeando o olhar pelos cadáveres no chão.

— O que queres insinuar com isso, Tanaka? — Pergunto, intrigado, olhando-o atentamente.

— Tu sabes o que eu quis dizer.— ele sorri sarcástico, voltando o seu olhar para mim.

— Fala, porra!— ordeno num grito. A impaciência controlava-me. Não estou afim destes jogos psicológicos.

— Quanta educação, estou até emocionado.— Tanaka revira os olhos, aproximando-se de mim em passos lentos.

— Não ouses testar a minha paciência.— respiro fundo, controlando as minhas mãos de atacar o seu pescoço.

— Tem calma contigo, estressadinho.— ele volta a revirar os olhos, parando à minha frente.— Não queres que nada aconteça à tua queridinha, não é?— e um sorriso irônico aparece em seu rosto.

E um basta foi declarado. As minhas mãos encontraram o colarinho da sua camisa, puxando-a com força, quase que rasgando o tecido de flanela. O meu olhar transparecia novamente raiva. A minha respiração pesada e quase que ofegante. Movi o seu corpo e choquei-o contra a parede onde me encontrava encostado.

— Fala logo o que queres, antes que te mate aqui e agora.— volto a ameaçar, apertando rudemente o colarinho de sua camisa.

— Não vais querer matar-me quando te disser que posso te ajudar a libertar a morena.— a sua voz saía um tanto trêmula, mas mesmo assim firme.

— Vai direto ai ponto, Tanaka.— peço, agora escutando as suas palavras.

— Eu quero te propor uma aliança, Kirishima-kun.— ele revela por fim.

Encaro-o incrédulo. Estaria ele a falar a sério? Uma aliança?

— Por acaso és idiota?— pergunto descrente, largando a sua camisa.

— Não, idiota é o Yukine, por isso é que sou eu que aqui estou.— Tanaka revira os olhos, ajeitando o seu colarinho, agora amassado pelas minhas mãos.

— Porque motivo eu me aliaria a ti?— pergunto, ainda descrente.— Eu nem confio em ti, muito menos sabendo que estás do lado do inimigo.

— Aí é que te enganas, Kirishima-kun.— ele encara-me com um olhar sério.— Eu não estou do lado deles, mas também não estou propriamente do teu lado.

— Que queres dizer com isso?— indago confuso, arqueando uma sobrancelha.

— É como um prisma.— explica ele, prosseguindo:— Três lados opostos, no entanto, ligados entre si.

— Pára de divagar e explica logo o motivo para que eu queira me aliar a ti.— a curiosidade palpitava dentro de mim. Qual o motivo?

— Eu sei onde está a morena. Tu queres salvá-la. Junta-se o útil ao agradável.— tão simples, não creio que seja apenas isto.

— Uma aliança tem que dar vantagens para os dois lados.— Começo.— Isso seria o que que eu ganharia com essa aliança. Que partidos estariam a teu favor?

— Não esperava menos de um desconfiado igual a ti, Kirishima-kun.— reviro os olhos com a sua afirmação.— O que eu ganharia seria nada menos que um favor.

— Um favor?

— Sim, um favor.— diz ele.— Eu iria ajudar-te, assim ficarás em dívida para comigo. E então eu cobraria essa dívida num futuro próximo.

— Junta-se o útil ao agradável.— recito as suas palavras anteriores.— Sábio da tua parte.

— Então? Temos aliança?

— Porque pensas que irei aceitar?— pergunto.

— Quem disse que penso isso?— ele retruca, sorrindo desafiador.

— E se eu aceitar?— suponho.

— Ambos os lados ganham.

— E se eu não aceitar?— volto a supor.

— Tens paciência para mais algumas horas de tortura?— ele é perspicaz.

— Não muita.— confesso

— Aliança?— ele estende a mão para mim.

— Ganhaste.— Aperto a sua mão, oficializando esta aliança.

Estou a caminho, Fueguchi...


Notas Finais


Então?
Gostaram da participação do Tanaka?
Que favor ele irá pedir ao nosso Ayato?
Qual será a forma como salvarão?

Comentem as vossas teorias 😌💕

LEITORES FANTASMA, MANIFESTEM-SE

CHEGAMOS AOS 29 CORAÇÕEZINHOS💕🎶🙌✨
ARIGATO LEITORES
RUMO AOS 30 ✨🎶💕😌

E É AQUI QUE A AUTORA-CHAN SE DESPEDE!!
SAYONARA!


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