História Eu, Kindred - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Tags Kindred, League Of Legedens
Exibições 11
Palavras 1.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Misticismo, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Kindred é um campeão que gosto muito, sua criação e filosofia de existência é algo que me trouxe admiração desde o dia que o conheci.
Essa é uma homenagem para esse campeão.
Espero que gostem.

"-Diga-me de novo, Ovelhinha, que coisas posso tomar?
-Tudo o que existir, caro Lobo."

Capítulo 1 - A ovelha chama. O lobo ataca.


Fanfic / Fanfiction Eu, Kindred - Capítulo 1 - A ovelha chama. O lobo ataca.

 

- Olá, somos Kindred, pelo menos esse é um de nossos nomes. Nas terras do oeste eu sou Ina e meu parceiro é Ani. No leste, sou Farya e ele é Wolyo. Independente de nossos nomes eu sou sempre a Ovelha e ele sempre será o Lobo. Eu irei lhes contar um pequeno conto de nossa aventura, certo Lobo?

- Não me importo. Eu só quero caçar!

- Paciência, caro lobo.

- Aaaarrrrggg... quero morder algo que seja macio e que gema de dor.

- É claro, posso contar nossa história enquanto caçamos.

- Então vamos logo!

- Venha minha criança, deixe-me lhe contar um pequeno conto.

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“Numa cidade qualquer, o inverno castigava seus habitantes. Como se o frio não fosse castigo suficiente, uma epidemia mortal se agravava na cidade deixando mais da metade da população doente.

Muitos morreram e outros muitos esperavam pacientes pelo fim. Os hospitais precários e extremamente lotados de pessoas que proferiam palavras de maldição aos funcionários e deuses que antes tanto os prestigiavam”

- Ovelha, por não nos veem?

- Ainda não é chegado o tempo, meu caro lobo – respondi com a voz suave e gentil.

 - E aqueles que nos veem? – sua voz era grave e ameaçadora.

- Para esses é chegado à hora.

- Eu os devorarei! – o sorriso vinha de orelha a orelha.

- Como eles desejarem, caro lobo.

“Só aqueles que estão em seus últimos momentos podem nos sentir. Para muitos não somos tão visíveis. Para outros somos tão próximos como velhos amigos.

Um homem velho ergue suas mãos suplicando pelo descanso eterno. Sua doença já avançara o suficiente para não existir mais cura nem... esperança.

Eu não podia permitir que tal alma sofresse mais. Empunhei meu arco e desferi uma flecha alva em seu peito que com um sorriso caiu lentamente ao chão. Ninguém sabia seu nome e nem mais saberia”.

-Eu queria devora-lo, ovelha – disse o lobo circulando meu corpo logo depois se aproximando do corpo inerte no chão.

- Não aqueles que me aceitaram tão gentilmente, caro lobo.

“Passo a passo fui desferindo minhas flechas nos corações daqueles que me aceitavam naturalmente. Mas um jovem garoto que ainda tinha muitos sonhos não me aceitava, mesmo que lhe restasse apenas poucas horas de vida.

Quando me avistou sentiu a adrenalina que há muito tempo ele não sentia.

Vendo que o garoto não me aceitava, parei de avançar. O lobo pousou nos meus pés com olhos curiosos”.

- Escolha agora minhas flechas...

- ou meus dentes – o lobo abriu um largo sorriso deixando visíveis os dentes pontiagudos e mortais.

“Apavorado o garoto juntou suas forças para fugir daquela presença. Virou uma esquina e correu para o mais longe possível”.

- Tome pra você – concedi.

- Sim – o lobo iniciou sua perseguição comigo logo atrás.

“As forças do garoto eram limitadas, mas admito que era surpreendente. Ele correu metros de distancia de onde estava em poucos minutos. Contudo mesmo longe ele podia ouvir a voz cruel do lobo”.

- A caçada começou!

“O garoto virou uma esquina, entrou numa simplória mercearia e saiu pelas portas dos fundos indo de encontro numa ruela. Correu e correu. Corria pela sua vida. Ele não queria morrer. Não permitiria morrer.

Seu corpo estava quente por causa da corrida, o frio não o incomodava, porém seu fôlego começava a vacilar. Atrás de um caixote decidiu descansar na esperança de ter nos despistado.

O sorriso aliviado foi substituído pelo pânico. Uma luz prateada vinda de seu corpo e então a marca apareceu em seu peito”.

- Temos o seu nome... – eu disse estando a poucos metros dele.

- E o seu cheiro – completou o lobo com a voz ameaçadora.

“O garoto encolheu seu corpo e tentou espreitar por cima do caixote. Sua curiosidade só lhe confirmava o inevitável.

Eu estava parada com seus olhos azuis hipnóticos lhe encarando tentando imaginar quais seriam suas ações futuras”.

- Aí está você – disse o lobo em seu tom aterrorizante. – Nada pode se esconder...

- Embora muitos tentem – completei imparcialmente.

“Sabendo que não podia mais se esconder ali, o garoto ergueu seu corpo com dificuldade e mesmo ofegante e com as dores que sua doença lhe proporcionava ele não desistia, continuava a fugir de seu destino”.

- Corra... agora! – ordenou o lobo se divertindo. – A caçada recomeçou! – Estava empolgado.

“A visão do garoto começava a ficar turva. Sua respiração era mais pesada e dificultosa, precisava se escorar nas paredes para não cair. E com um sorriso desconformado se deparou com uma rua sem saída

E olhando de volta para onde entrara, eu bloqueava a única saída.

As poucas horas que lhe restavam se transformavam em minutos”.

- Podemos ir, caro lobo? – perguntei.

- Eu vou primeiro – seu corpo se moveu em direção a sua presa.

“Ainda com as poucas forças que tinha pegou um pedaço de madeira que estava no chão e apontou para meu parceiro que riu em resposta. O corpo dele tremia de medo e seus batimentos cardíacos estavam acelerados”

- Ele quer brincar, ovelha – disse o lobo movendo-se mais um pouco a frente. – Isso será divertido.

- Fique a vontade– eu disse enquanto ficava na retaguarda apenas observando.

“Desesperado o garoto avançou com pedaço de madeira investindo contra o lobo que agilmente esquivou-se o fazendo acertar seu corpo gasoso. Com a guarda totalmente aberta, o lobo cravou seus dentes da panturrilha do garoto que urrou de dor. A mordida rasgou a carne tingindo o chão de um vermelho belo e vivo.

O garoto sentiu o ardor percorrer sua perna e tentando suportar a dor, girou seu corpo para atingir o lobo pela frente. Mas seu meu parceiro já se encontrava atrás dele novamente mordendo seu ombro esquerdo e arrancando parte do músculo do braço.

As lágrimas caiam de seus olhos. O garoto tentou se afastar, mas com sua perna ferida vacilou e seu corpo caiu sobre o próprio sangue. Antes que pudesse se virar o lobo lhe rasgou o musculo lombar, de suas costas.

O garoto ficou inerte, não tinha mais forças para se mover nem mesmo erguer a cabeça. A visão do céu cinzento sem nenhuma estrela era terrivelmente deprimente.

Olhando-o por cima, cobri seu campo de visão obrigando-o a me encarar”.

- É esse meu fim? Que decepcionante – a voz do garoto fraquejava.

“O silêncio se manteve absoluto até o momento que o lobo mostrando seu sorriso final cravou-lhe os dentes pontiagudos no pescoço do garoto fazendo-o ter espasmos momentâneos”.

Tal qual acontece com todos que carregam nossa marca – foram às últimas palavras que o garoto ouviu de mim.

“O lobo devorava o jovem garoto enquanto eu olhava para o céu melancólico, visualizando o último cenário que nosso alvo pôde apreciar”.

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- Quem é o próximo? – perguntou o lobo faminto.

- Todo mundo – eu, a ovelha, respondi serenamente.


Notas Finais


Aqui encerro esse conto.
Rezo para que no nosso próximo encontro, tu não tenhas a marca de Kindred.
"- A caçada terminou.
- Há mais a frente, caro lobo".


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