História Eu Matei Elena - Capítulo 1


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Parte I


Fanfic / Fanfiction Eu Matei Elena - Capítulo 1 - Parte I

17 de dezembro de 2016.

Parte I; A vingança por Elena

Elena de Avaloa devia ser uma bebe bonita, pensou Katie enquanto observava uma foto de seus pais pelo celular. Ela estava mais do que entediada na poltrona do jatinho particular que a levava para Cannois. Mesmo o pensamento de se esbaldar nas águas límpidas das praias da ilha particular da sua família, enquanto é servida com todas a guloseimas que quisesse por um garçom bonitinho, serviram para afastar seu pensamento de Elena.

A bebe de apenas 6 meses era a sua mais nova prima, mas nem o laço sanguíneo faria Katie ter o mínimo de afeto por Elena. A criança podia não ter consciência, mas nascera herdeira de bilhões de dólares, e assim que completasse 18 se tornaria a chefe da família inteira. E, se Eva e Donavan, os pais da bebe, não tivessem inventado de tê-la, Katie era quem herdaria toda a fortuna e os privilégios. Afinal, ela era a neta mais velha de Otto Avaloa, o criador da família Avaloa e dono atualmente do império que a família tinha. Nascera dois meses antes de seus competidores pela fortuna – seu primo Harry aspirante a empresário e sua prima Mary que havia se tornado uma socialite casada com um sultão árabe.

Os pais de Katie tinham planejado certinho para engravidar dela e fornecer um herdeiro primeiro que os outros irmãos Avaloa. Eles tinham até feito uma tabela com os dias e meses em que sua mãe era mais fértil! E bum, numa dessas noites de tentativa, Katie foi concedida, e nove meses depois chegou. Uma garotinha de olhos azuis e cabelos loiros, a perfeita Barbie, pronta para reivindicar seu lugar de direito.

Mas então, depois de 5 gerações de netos e netas, veio ela, a bendita Elena que foi eleita a favorita para herdar todo o império, apenas porque a sua mãe era a filha favorita de Otto. Na opinião de Katie, aquilo era uma palhaçada! Uma injustiça tamanha com ela que nasceu para isso!

Qualquer um que soubesse por tudo o que ela já havia passado para se tornar a melhor herdeira possível... concordaria na hora que Elena nunca chegaria aos seus pés!

Katie se recostou na poltrona do avião e encarou as nuvens do lado de fora, contando as horas para finalmente conhecer Elena de Avaloa.

***

A grande propriedade dos Avaloa na ilha de Cannois finalmente chegou à vista de Daniel após alguns minutos da viagem de carro.  Ele havia pousado em um avião econômico que apena fez escala ali porque parte da linha área era de seu avô. Daniel era o único pobre da família, fruto de uma traição de seu pai e considerado na família só porque sua avó antes de morrer o incluo no testamento.

Até hoje Daniel agradecia a falecida senhora Hermínia por não ter deixado seu pai o abandonar ainda criança, ou por ter deixado uma pequena quantia de dinheiro que foi o suficiente para Daniel abrir seu próprio negócio em Nova York. Apesar de ter sido reconhecido legalmente pelo pai, nenhum misero tostão saia da carteira recheada para as despesas com o filho. Fazia anos que o pai e filho não se viam pessoalmente. Não que Daniel se importasse, o desprezo e a frieza de seu pai para com o filho a vida toda já não incomodavam mais.

O problema era que seu negócio montado com o pouco dinheiro deixado pela avó estava falindo, e Daniel nutria a esperança de conseguir arrancar dinheiro de seus tios beberrões naquele natal. Ele não gostava muito da ideia de comemorar a vinda de Jesus ao mundo do lado de pessoas falsas e julgadoras como seus diversos primos e tios, mas o sacrifício era preciso.

Daniel saltou do carro e deslumbrado encarou a majestosa mansão Avaloa. A grande porta de entrada feita de vidro e com maçanetas de ouro estava completamente aberta, um silencioso convite para entrar. Daniel contornou o chafariz com estatua de anjo e colocou seus pés de sapatos baratos no chão caro e limpo da casa, como não fazia há mais de 5 anos.

Daniel sempre foi o mais humilde e bondoso da família inteira – desde que tinha 8 anos e compartilhava seus carrinhos com os primos sem se importar ou brigar-, mas até mesmo ele não pode deixar de desejar possuir aquilo tudo. Talvez fossem os genes Avaloa.

A sala de entrada se abria de forma redonda e ampla, com paredes brancas de tom neve e guirlandas de natal penduradas. Um lustre de diamantes no teto estava enfeitado com bolinhas vermelhas e douradas. Do lado esquerdo, fotos da família compunham a parede, e do lado direito a escada em espiral comportava um longo tapete vermelho bordado para combinar com o clima natalino.

Daniel encarou a sala vazia e suspirou, já era de se imaginar que ele seria o primeiro Avaloa a chegar. E também era de se imaginar que não haveria ninguém ali para recebê-lo. A família Avaloa era conhecida por muitas coisas, mas não pela cordialidade.

Daniel começou a subir a escada com apenas uma mochila gasta nas costas como bagagem, e se auto xingou quando percebeu os manchados que seus sapatos sujos deixavam no tapete. Ele não tinha trocado para o taxi, então andou do centro de Nova York até o aeroporto, e agora suas pegadas causariam fúria na velha empregada Marta, que costumava cuidar dele enquanto criança.

***

Na luxuosa cozinha da majestosa mansão Avaloa, Marta cortava com uma agilidade impressionante pedaços de cenoura para a sopa que faria de jantar. A velha empregada despejou os pedaços de cenoura no caldeirão e encarou desolada a si mesma no reflexo do espelho do fogão de 8 bocas.

Marta trabalhou a vida toda para Otto Avaloa. Eles se conheciam desde que Otto era apenas um sonhador nas ruas da Florida. Ele e Marta praticamente cresceram juntos no subúrbio da cidade, chegaram a ser melhores amigos em um certo tempo. Marta era a única pessoa na face da terra que apoiava o sonhador Otto na sua ideia de virar um bilionário. Fora ela quem o vira crescer e virar homem, quem o viu de pouco em pouco realizar seus maiores sonhos, ela sempre esteve ali.

Mas ele nunca realmente esteve ali para ela.

Então quando Otto abriu sua primeira multinacional e convidou Marta para ser sua empregada, ela não teve dúvidas de que algo aconteceria entre eles. Algo como paixão. Mas ela teve o coração quebrado quando o noivado de Otto e Hermínia foi anunciado.

Como uma forma de ficar longe, mas nem tanto, Marta se candidatou para vir cuidar da mansão em Cannois e morar na ilha. Era a única forma de escapar de ter que limpar o chão e o banheiro da casa da madame Hermínia em Nova York.

Aqui, em Cannois, Marta encontrou a paz da ilha e da boa vida, todas os dias, preparava para si mesma coquetéis em abacaxis colhidos ali mesmos e sentava na colina mais alta para observar o pôr do sol e as ondas se quebrando no mar límpido. O ano todo de Marta era assim, até que o maldito mês de dezembro chegava e ela era obrigada a aturar os mimados Avaloa na residência.

O som da chaleira a desperta do topor e ela enxuga a testa suada antes de servir uma xicara de chá e colocar numa bandeja. Segurou os dois hemisférios da bandeja fria de prata e andou até a sala de entrada. Sorriu satisfeita ao ver a bonita decoração de natal feita por ela mesma ali. Desde que Hermínia havia partido dessa para melhor, era Marta a encarregada de trazer vida a aquela casa no mês de dezembro.

Enquanto subia as escadas, reparou nas manchas negras no belíssimo e caro tapete de veludo vermelho. Praguejou alto e na mesma hora soube que Daniel passará por ali. Já estava acostumada aos montes de sujeira que ele deixava aonde passava.

Andou pelos longos corredores da casa e somente entrou no escritório de Otto. Colocou cuidadosamente a bandeja sobre a mesa de madeira e sorriu antes de cuspir no chá aquecido.

“Tenha um bom chá da tarde, Otto.”

Antes de sair do escritório e voltar a seus afazeres, Marta segurou um porta-retratos de Otto e fuzilou com ódio o rosto envelhecido, mas ainda bonito. Ela iria se vingar por ter sido esquecida e humilhada.

E a vingança perfeita viajava agora mesmo para ali.


Notas Finais


Olá! Bem vindos à Eu Matei Elena, um conto de natal dividido  em cinco partes. As postagens serão feitas a cada uma semana.

A graça da história é você, leitor, tentar adivinhar quem matou Elena. Já temos alguns suspeitos nesse capítulo, vocês podem comentar quem vocês acham que realmente matou a Elena. Estou ansiosa para ver se algum de vocês vai acertar!

Então é isso, obrigado pelo leitura e não se esqueçam de votar e compartilhar a história!

Vejo vocês semana que vem 😊


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