História Eu me Lembro - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Kookv, Taegguk, Taekook, Vkook
Exibições 18
Palavras 1.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoas! (Ou aliens, vai saber...)
Então, essa é uma fanfic mó nada a ver que eu acabei escrevendo e deu vontade de postar, então deu no que deu e saiu isso.
Ela serve pra qualquer casal, mas decidi fazê-la Taekook.
Só pra não ficar muito confuso, é o Jungkook que escreve (falando isso só porque eu não citei nome em momento algum da fic, então ia ficar confuso mesmo)
Desculpa qualquer erro.
Enjoy it!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Sempre se lembre...


Talvez você não se lembre de mim, mas eu me lembro de você.

Você era aquele menino que todos diziam ser um exemplo, aquele que os pais ficavam orgulhosos por ter como filho, aquele que era cobiçado por toda a vizinhança como amigo e aquele por quem eu me apaixonei.

Você era aquele menino com quem eu sempre brincava quando era mais novo, aquele em quem eu confiava e aquele a quem eu dei todo o meu amor, sem saber que estava cometendo o maior – e melhor – erro da minha vida. E não me arrependo um dia sequer disso.

Talvez, no início, fosse realmente difícil saber que tudo iria dar errado, mas quem é que pode prever o futuro?

Éramos como carne e unha, nunca nós separávamos, e todos achavam nossa amizade bonitinha, até que um dia nós crescemos e começamos a perceber que aquilo não se tratava apenas de uma simples amizade, mas sim de amor, e foi aí que tudo começou a desandar.

Envolvemo-nos secretamente, escondendo nossa relação de todos. Imagina se alguém descobrisse que nós, dois garotos, os “perfeitinhos”, estávamos tendo algo? Seria o fim para tudo o que tínhamos conquistado e para tudo o que poderíamos conquistar. Afinal, em uma cidade pequena como a nossa, um casal gay era algo impossível de acreditar e de aceitar, talvez até mesmo impossível de entender.

Levávamos uma vida normal, agindo como melhores amigos bem próximos, já que era o mais perto do que podíamos agir em público, e todos acreditavam nessa mentira.

Doía ter que fingir que não te amava, ter que sorrir para garotas que eu nem mesmo sabia o nome, e doía ainda mais te ver fazendo essas mesmas coisas que eu era obrigado a fazer.

As melhores partes da minha vida eu passei com você. Tenho certeza disso, mesmo que pareça um exagero. Mesmo que pareça um exagero, eu te amava de verdade.

Lembro-me ainda das nossas visitas à noite ao parque deserto, só para podermos observar as estrelas e os inúmeros mistérios do Universo. De como apelidávamos um ao outro de uma estrela ou astro qualquer que nos parecesse legal, e de como essas conversas totalmente internas nos rendiam vários sorrisos bobos e troca de olhares que ninguém conseguia identificar o significado.

Lembro-me de como éramos felizes naquela época, de como achávamos que tudo daria certo, mesmo no fundo sabendo que isso não era bem verdade. De como eu esperava sua mensagem ou sua ligação de manhã, ansioso, como se meu dia só começasse de verdade ou, ao menos, só começasse a ser feliz, depois disso. De como eu amava com todas as forças os seus cafunés, as suas palavras bonitas e os sentimentos que você demonstrava. Tudo em você era perfeito para mim, até das suas falhas eu gostava, até da sua respiração calma e reconfortante, do seu abraço acolhedor e quente e dos seus “eu te amo” que me faziam quase saltitar de felicidade.

Lembro-me também de como planejávamos, felizes, nosso futuro, como se nada fosse mais importante do que isso, e ainda de como o mundo parecia parar quando estávamos juntos, quase um sussurro do Universo para que nossa relação durasse para sempre.

Mas nada é tão feliz ao ponto de que não possa ficar triste.

Do dia pra noite nossa vida mudou completamente, virou de cabeça para baixo, como se o Mundo, com M maiúsculo, estivesse descontando toda sua raiva em nós.

Por causa de uma pessoa sem coração, uma pessoa sem princípios morais e éticos, que não sabe o que é o amor e o que ele significa, nossa relação foi descoberta por nossos pais, assim, de repente.

O escândalo que se prosseguiu provavelmente acordou toda a vizinhança, tão grande foi.

Estávamos na minha casa, já que nossos pais se conheciam e eram amigos, e na noite em questão estavam jantando juntos para comemorar alguma coisa que acabou ficando esquecida pelo que se sucedeu.

Como sempre, subimos para o meu quarto para ficarmos juntos, já que nossos pais não achavam isso estranho, pois, para eles, éramos só amigos, então sempre que podíamos, aproveitávamos.

Deitamos na minha cama, juntinhos, eu em cima do seu peito e você me abraçando de lado, como sempre fazíamos, e aproveitamos aquela posição extremamente confortável, trocando carinhos e risadinhas cúmplices o máximo possível, e eu me senti muito grato e feliz por te ter ao meu lado, por estar nos braços da pessoa que eu mais amava.

Até que a porta foi aberta bruscamente, e eu me xinguei por dentro por não tê-la trancado. Pulamos da cama no mesmo instante e olhamos para ver o que estava acontecendo.

O que se seguiu foram os rostos dos nossos pais mudando de confusão para surpresa e depois para desgosto, o que me causou um enjoo repentino, uma dor no peito que aumentava cada vez mais ao ver a expressão de nojo que todos eles faziam.

Tudo o que eu queria fazer naquele momento era correr para longe e me esconder para poder chorar em paz, ir e nunca mais voltar, ir e te levar comigo, ficar com você para sempre, mas me acalmei um pouco ao sentir sua mão macia pegar a minha e apertá-la, transmitindo conforto, mesmo você também precisando ser confortado, e isso me fez te amar ainda mais.

Nossos pais nos olharam com raiva e começaram a brigar; com a gente, com eles mesmos, e sempre se perguntavam onde tinham errado, sendo que na minha mente a resposta foi: “Erraram quando decidiram continuar com o mesmo pensamento preconceituoso de séculos atrás.”, mas, naquele momento, o máximo que eu conseguia fazer era pensar vagamente. Eu estava paralisado e mudo, sem saber o que fazer.

Começamos, finalmente, a discutir com eles também, falando que amor não tinha gênero, que amor era somente amor, afinal de contas, mas como bons – ou maus – preconceituosos, eles não quiseram nos ouvir, e quando menos percebi você foi tirado de mim, assim, sem mais nem menos, apenas pelas vontades dos nossos pais, pelo pensamento atrasado que eles tinham, e eu senti que uma parte de mim tinha sido arrancada quando sua mão foi se soltando da minha lentamente, relutante em soltá-la.

Fomos proibidos de ir às aulas até que nossos pais decidissem o que fazer, já que qualquer contato entre nós estava estritamente proibido, e ficamos enclausurados dentro dos nossos próprios quartos, chorando e olhando para o teto, sem nada melhor para fazer, já que, obviamente, o celular e qualquer outro meio, eletrônico ou não, que pudesse contactar alguém de algum jeito, foram também proibidos.

Ficamos pensando em como nossas vidas seriam dali para frente e em um jeito de ficarmos juntos, mesmo a contragosto dos nossos pais, e a resposta para sair de toda essa situação era realmente difícil.

Quando finalmente algo foi decidido, uma semana após o ocorrido, ficamos sabendo que íamos nos mudar, já que nossos pais não aguentariam a “vergonha” de ter um filho gay. Cada um ia para uma cidade diferente e, é claro, eu não sabia para qual cidade você ia e nem você sabia para qual cidade eu ia; a única coisa que sabíamos era que elas eram bem longes uma da outra.

Chorei ainda mais quando soube disso, e com você provavelmente não foi o contrário, e quando a hora de partir chegou, senti meu peito se encolher até parecer que não havia nada além de vácuo nele, um vácuo amargo e triste, e uma lágrima solitária desceu pelo meu rosto, representando todo o sentimento e as memórias que eu estava deixando para trás, mas que esperava conseguir recuperar o mais rápido possível.

Agora, um ano após tudo isso, eu ainda sinto que posso recuperar tudo o que nós perdemos.

Tudo o que nós vivemos e tudo o que nós poderíamos viver, vou me esforçar ao máximo para recuperar esse tempo perdido.

Só espero que você não tenha se esquecido de mim, assim como eu não me esqueci de você.

E, por favor, sempre se lembre:

Eu te amo.


Notas Finais


Olá de novo!
Se você achou confuso e repetitivo... Realmente é um pouco confuso e repetitivo, mas as repetições foram propositais, então tá de boa.
Queria ser mais animada e postar as fics que eu já escrevi / tô escrevendo / vou escrever, mas nem sempre a disposição ajuda.
Então... Até a próxima (ou não)!


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