História Eu, menina? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags calcinha, Cueca, Gay, Hetero, Homofobia, Sutiã, Transexual, Travesti, Virei Menina
Exibições 17
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olha quem está de volta.. Pois é... Voltei... Desculpem a demora... Mas trouxe o capítulo.
Fiz pelo telefone, então relevem os erros. Quando entrar pelo computador, corrijo.
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Eu não vou usar isso!


Fanfic / Fanfiction Eu, menina? - Capítulo 2 - Eu não vou usar isso!

Estou com minha mãe no aeroporto. Minhas outras malas já estão sendo transportadas para o avião, estou apenas com uma pequena mala que possui as roupas que precisarei trocar - as de garota.
  Por incrível que pareça, minha maior preocupação não é essa mais. Meus pensamentos estão em meu amigos, ou melhor, ex amigos. Desde que souberam o que eu estava prestes a fazer, alguns se afastaram e outros riram de mim. Ninguém parecia se importar comigo mais. Eu não tinha quem me apoiasse. Quem dissesse pra mim que ia dar certo e logo esse inferno acabaria. Eu estava sozinho.
  Afastei os pensamentos e comecei a reparar em minha mãe. Ela parecia super ansiosa. Sorria de orelha a orelha. Imagino que esteja pensando: " Haha, agora eu termino de arruinar a vida do meu filho".
  Mesmo com a raiva que sentia por conta de ter que passar por isso tudo por causa da minha mãe,  que inventou esse castigo bobo, não conseguia ficar bravo especificamente com ela. Eu sabia que no fundo, bem no fundo mesmo, ela queria me fazer aprender uma lição valiosa. E eu reconheço, dessa vez eu extrapolei. Mas, cara, aquele gay me fez de trouxa.
  Meus devaneios são cortados pelo som dos alto-falantes anunciando que o vôo de Nova Iorque com destino a Manchester sairia em 40 minutos, o que me dava tempo suficiente para chegar ao avião com calma.
  Sinto braços me envolvendo. Abraço minha mãe bem forte.
  _ Vai dar tudo certo, filha _ fala próximo ao meu ouvido. Encaro ela ao ouvir 'filha' ao invés de 'filho' _ Que foi? É isso que você vai ser daqui a pouco _ ela deu-me um sorriso e despediu-se de mim. Fiz o mesmo e dei um beijo na bochecha dela. Acenei uma última vez e corro para o avião.
  Lá dentro era super confortável, claro, era primeira classe. Pelo menos a mamãe tinha me ajudado nisso. Classe econômica seria horrível. Meu voo estava programado para ter duração de 12 horas, ou seja, tinha tempo para dormir e tudo mais.
  Sentado em minha poltrona, pensei no quão rápida minha mãe foi com o voo e tudo mais. Acho que ela já tinha programado essa viagem a muito tempo, só estava esperando um deslize meu para ter uma desculpa perfeita.
  E ela "me preparou" direitinho para poder parecer uma verdadeira mulher.
  Hoje eu passei 2h na depilação para tirar todos os pelinhos do meu corpo, principalmente os do rosto. Sorte que meus hormônios ainda não tinham "atacado". Eu só tinha um pouco de barba (alguns pelinhos espalhados), mas elas não perdoaram. Cera no rosto inteiro (exagerei). E isso arde pra caramba. Só de pensar que tenho que fazer isso de vez em quando, dá vontade de voltar pra casa e sofrer todas as consequências. Minha sorte é que minha mãe me deu gillettes para emergências. Mas também deixou cera, que disse que era para usar no buço, para não correr o risco de nascer bigode. Ou para outros lugares também. Aaaii...
  Outra coisa que fui obrigado a fazer, era a sobrancelha. Eu não sei como as mulheres conseguem ficar tirando sempre, dói demais. Mas vou assumir, ficaram lindas.
  A manicure tentou acertar minhas unhas da mão e do pé, mas como ainds ficaram com aparência masculina, 'tacaram' unha postiça nelas. Eatavam pequenas, mas bem afeminadas.
  Eu acho que não contei para vocês, mas meu cabelo é grande, chegando um pouco abaixo do ombro, o que me fez ficar livre de uma peruca. Só que estou sendo obrigado a trazer um secador e chapinha. Mãe disse que era para usar de vez em quando.
  Resumindo, estou todo dolorido de onten e hoje.  Mas pelo menos estou livre dos pelos. Eles incomodavam.
  A primeira classe está vazia, o que é ótimo, pois quando for trocar de roupa, ninguém vai reparar tanto.
  Fiquei olhando pela janela as nuvens. Eu estava deixando Manhattan e indo çara Manchester, começar uma nova vida. Tudo por causa de dinheiro...
  Meus olhos foram pesando até fecharem. Já era 22h30. Dormi ali.
  Sonhei com roupas e maquiagens. Sapatos e unhas. Muito gay, coisa que eu não sou.
  Acordei assustado e possivelmente corado. Olho meu relógio no pulso: 05h AM. Quase na hora do café. Já que eu tinha ignorado a hora do jantar ontem, minha barriga roncava. Achei melhor aproveitar agora que todos dormiam para trocar a roupa. Era melhor já ir treinando.
  Para minha sorte, tinha dois banheonte e não era especificado Masculino ou Feminino. Ótimo! Entrei em uma das portas e me coloquei ao trabalho.

Tirei minha roupa e permaneci de cueca.
    Fiquei olhando meu reflexo no espelho. Em meu peitoral já estava marcado com maquiagem o lugar onde ficaria o seio. Assim eu poderia usar decote e ninguém suspeitaria. Obra da minha mãe. Ela disse que era para colocar o sutiã que cola e depois um normal. Depois era só retocar a maquiagem e pronto. Ficaria parecendo real. E, por incrível que pareça, eu estava atento a cada palavra.
  Resolvi andar rápido com isso, para evitar suspeitas naquele avião. O café seria servido às 06h30.
  Quando abri a bolsa, vi aquele monte de roupa feminina ali. Tudo que eu iria precisar ali. Resolvi começar com a maquiagem. Não sei por que, mas gostava de começar por lá. Passei base no rosto, corretivo, pó, passei um blush meio alaranjado nas minhas maçãzinhas. Optei por não usar sombra e passei direto para o lápis, depois rímel. Não precisei de curvador, pois já tinha os cílios do jeitinho que gosto. As meninas tem inveja deles. Usei um batom vermelho sangue, que é o meu preferido. Fiquei irreconhecível naquela maquiagem. Estava linda. É! Sou bom nisso.
  Depois de dar um jeito no cabelo, veio a hora dominhaido. Ele era preto, ia até o um pouco acima do joelho, colado no corpo um pouco, sem mangas e com um decote em V enorme. A minha mãe estava de palhaçada. Nunca me senti tão exposto.
  Coloquei ele de canto e peguei o sutiã e juntei, formando uma pequena elevação. Coloquei meu sutiã 'normal' e enchi com um pouco de silicone, para fazer o formato correto.
  Mas havia uma peça a mais ali na bolsa. Mas, o que estava faltando? Pego a peça e meus olhos só podem estar me enganando. Não, isso não. Minha mãe tinha colocado uma calcinha dentro da bolsa. Ela era rosa e tinha um lacinho na frente. Era um pouco tranparente e o pior de tudo, era fio dental. Aquilo não ia entrar em mim. Não ia caber tudo. Tá de sacanagem. Eu não vou vestir isso.
  Peguei o vestido e coloquei. Teria ficado perfeito se não fosse um detalhe. Minha cueca estava marcando. Todo mundo veria e descobririam a minha verdadeira identidade, aí adeus dinheiro e vida boa. Não acredito nisso.
  Com relutância, troquei a cueca pela calcinha. Ela incomodava demais, mais que o sutiã. Estava prendendo meu membro muito forte. E ela ficava entrando na minha bunda. Não entendo como as mulheres aguentam. Porém deu o resultado esperado.
  Guardo minhas outras coisas na bolsa e dou uma leve mexida no cabelo, ajeitando-o no lugar. Perfeito.
  Saio do banheiro, e, por sorte, ninguém está na porta esperando. Decido que voltar para o meu lugar daria bandeira. Alguém poderia desconfiar. Então, aproveitando que o avião está vazio, mudo para um outro assento mais isolado.
  Sinto um cara encarando-me. Coro. Viro o rosto para a janela, na intenção de esconder o rubor de minhas bochechas.
  Tirando aquele cara, todos me ignoram, o que é ótimo. Pego meu telefone e vejo que minha mãe me fez uma chamada de vídeo. Retorno.
   _ Oi filha _ ela fala quando atende.
  _Mãe! Precisa mesmo disso? _ pergunto levemente estressado.
   _ Ah filha _ ela insiste _ a gente tem que se acostumar. A propósito, está linda _ ela solta um risinho.
   _ Você ligou só pra isso?
  _ Queria ver como meu bebê ficou após a 'transformação' _ela dá ênfase na última palavra.
  _Affe mãe! Tchau.
  _ Tchau Nicole _desligo no momento que a aeromoça chega e oferece café da manhã. Aceito de bom grado com um sorriso doce. Por sorte, a aeromoça não pareceu notar a 'mudança'.
  Olhei no relógio (que agora era um de ouro, super feminino) e calculei que teria mais ou menos 5h de voo, já que o café atrasou.
  Em meu telefone, fico olhando alguns vídeos de como ser uma mulher. Já que tinha que fazer esse papel, queria fazer direito. Acabei pegando no sono.
  Acordo com o piloto anunciando que iríamos pousar. A aeromoça vem dar alguns avisos. Desligo o telefone e coloco o cinto. O avião balança um pouco mas pousamos em segurança.
  Já no salão de desembarque, vejo um cara com uma plaquinha com meu nome. Brega! Vou até ele.
  Bem vinda a sua nova vida, Nicole.


Notas Finais


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