História Eu não sou lésbica, Soo! - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Personagens Originais, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Romance, Soosun, Yuri
Exibições 155
Palavras 1.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Bem, eu estive meio desanimada esses dias, por isso demorei. Aliás, nem respondi aos comentários, né? Eu sempre respondo, então, por favor, me desculpem.

Gostaria que soubessem o quão importantes vocês são pra mim, desde os que simplesmente lêem aos que favoritam e comentam.
Sério, muitos dos comentários me fazem dar muita risada, e isso é ótimo, porque eu tenho estado meio triste ultimamente.

Ficou gay, né?

Enfim, obrigada. Curtam o capítulo.

Capítulo 11 - Proposta.


Fanfic / Fanfiction Eu não sou lésbica, Soo! - Capítulo 11 - Proposta.

Sunny POV~

Quando o sinal do intervalo tocou, senti um arrepio percorrer minha espinha. 

Tratei de correr até o banheiro feminino mais próximo, trancando-me em uma das cabines do mesmo e sentando sobre a tampa do vaso sanitário. Suspirei de alívio.

Soo com certeza não me encontraria ali, eu finalmente estava segura. 

Encostei minhas costas na parede e olhei para cima, encarando o teto. Foi então que ouvi batidas bruscas na porta, o que fez meu coração disparar de repente. As batidas, no entanto, cessaram rapidamente. 

— Sunny? Pode sair, eu sei que você tá aí. 

Para o meu desespero, era a voz dela. 

Cacete, por que logo ela?! Podia ser até mesmo um assassino cruel, menos ela! 

Enquanto meu coração pulsava freneticamente, optei por ficar calada, sentindo meu corpo tremer sem parar; meu suor ficando frio.  

— Entendi... — riu nasalmente. — Será que não tem ninguém aí? Deixa eu ver...

SooYoung POV~

Dei um chute certeiro na tranca daquela porta, observando a mesma se quebrar como se fosse a coisa mais frágil do mundo. 

Sorri de canto, empurrando a porta com um dos pés e me deparando com uma cena um tanto cômica:

Como eu havia pensado, Sunny realmente estava ali dentro, mas completamente encolhida, encostada no cantinho da parede, parecia um filhotinho abandonado. Como sempre... fofa pra caralho! 

— Sai daqui, ou eu vou gritar! — exigiu a menor, sua voz trêmula assim como seu corpo. 

— Essas trancas velhas quebram fácil, né? — ignorei sua ordem, dando um passo para frente.

A boca alheia se abriu completamente, preparando-se para soltar um grito. 

Antes que a mesma gritasse, corri em sua direção e tapei sua boca com uma mão, juntando os pulsos da menor com a outra e segurando-os firmemente.

— Olha só, Sun... — suspirei, passando a encarar seus olhos.  — Sei que isso tudo deve estar te deixando confusa e agoniada, mas não é o fim do mundo, sabe? 

Ao terminar a frase, aconteceu algo inesperado. 

— Aaaai! — gritei. 

Sunny havia mordido minha mão, e com uma baita força. Que filha da mãe!

Afastei minha mão de seus lábios e sacudi a mesma, notando a marca da mordida que se fez presente entre a palma e o dorço. 

Sun, por sua vez, se levantou num segundo e saiu correndo para longe. Tentei segurá-la, mas ela foi muito rápida. 

Ajoelhada no chão, peguei um pedaço de papel higiênico e enrolei em minha mão, choramingando. 

Enquanto o fazia, escutei passos se aproximarem do lugar onde estava. Virei um pouco o pescoço para ver quem era. 

— Mas o que aconteceu aqui? — questionou SeoHyun, a representante de classe. 

— Huh, fodeu... — sussurrei. — Err... eu posso explicar, Seo!

— Foi você que quebrou essa tranca, não foi? Que bonito... Srta. Choi, me acompanhe até a diretoria, por favor. — exigiu a garota, não me dando nem ao menos uma chance para me explicar.

Sem poder fazer ou dizer nada, concordei, me levantando e seguindo-a, cabisbaixa.

Sunny POV~

Corri o mais rápido que podia, nem mesmo olhei para trás.

Dei uma volta na escola inteira e, ao ter certeza de que tinha despistado a mais velha, suspirei aliviada, arfando um pouco por conta do cansaço.

Mas, infelizmente, ela estava certa em uma coisa: que eu estava confusa, agoniada. 

Senti aquele aperto surgir de novo em meu peito. 

— Ai, Deus, por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? indaguei. 

— Ahá! Sabia que você não estava normal! — exclamou uma voz familiar.

— Tiff...? — me virei na direção da voz.

— Eu mesma! — disse ela, sorridente. — Agora, sua babaca inútil, pode me explicar o que tá havendo? 

Ri nervosamente, abaixando a cabeça e semicerrando os olhos.

Não dava mais pra esconder, não conseguia guardar isso só pra mim... 

Além disso, Tiff era minha melhor amiga, meio que merecia saber. 

.  .  .

Após explicar tudo, desviei o olhar para o rosto de Tiffany. 

Seus olhos estavam arregalados e sua boca entreaberta, parecia estar em estado de choque. 

Rangi os dentes, nervosa.

— AAAAAAAAH, CARALHO! AI, MEU CUUUUU! — gritou, dando vários pulos. — EU SABIA, EU SEMPRE SOUBE! SEMPRE SHIPPEI MUITO FORTE, AAAAAH! — se jogou no chão, caindo de joelhos e sorrindo alegremente. 

Assustada com a reação da maior, olhei para os lados para ver se tinha alguém pelos arredores.

— Cala a boca, Tiffany, cala a boca! — mandei, tentando tapar a boca alheia.

.  .  .

Passado algum tempo, Tiffany finalmente se acalmou. 

— Eu tô muito feliz por vocês duas, Sun! — disse, se arrastando no chão e abraçando minhas pernas. 

— Feliz? Por quê? Cacete, eu não sou lésbica! — respondi, visivelmente irritada. 

— Aham, e Hitler não odiava os judeus. — ironizou, erguendo uma das sobrancelhas e se levantando. — Foi bom? — perguntou, aproximando seu rosto do meu e me encarando seriamente. 

— N-Não! Para! — desviei o olhar, envergonhada.

— Por quê? Ela... ela te forçou? — indagou, levanto as mãos aos meus ombros e sacudindo-os. — Responde, Sun, isso é muito sério! — exigiu, parecendo estar realmente preocupada. 

Foi então que uma ideia surgiu em minha cabeça.

Poderia eu simplesmente fingir que foi um estupro? Tudo estaria resolvido, não é? Afinal, eu nunca me envolvi com nenhuma garota antes, todos acreditariam em mim. 

Porém, por mais que eu quisesse que nada daquilo estivesse acontecendo, não seria justo com a Soo, ela se envolveria numa encrenca enorme. 

"Nem sei como posso ter cogitado isso, sou tão imbecil...", pensei. 

Não, Tiff... — respondi. Um aperto enorme tomou conta do meu coração, as lágrimas simplesmente desceram e escorreram por minhas bochechas. — Ela não me forçou. Eu também quis, quis tanto quanto ela! — concluí, soluçando. 

Quando me dei conta, já estava abrindo o maior berreiro. Enquanto isso, minha melhor amiga me envolveu em um abraço forte, fazendo de tudo para me acalmar. 

— Shh, shh... isso é normal, Sun. Passou, shhh. — sussurrou próximo ao meu ouvido, batendo uma das mãos em minhas costas suavemente. 

— Eu não aguento isso! Sinto que tudo está dando errado. Eu nunca me senti assim antes, como dói! — falei alto, afundando o rosto no ombro da maior enquanto chorava sem parar. 

— Ei, calma! Eu sei como é, vai passar. — respondeu, sua voz bem calma. 

.  .  .

Estando mais calma, sentei num dos degraus da escada junto com ela. O sinal que indicava o fim do intervalo já havia tocado, mas não nos importávamos. 

— Tiff, como você descobriu que era lésbica?

— Experimentando, ué. — deu de ombros, rindo baixo. 

— TaeYeon foi sua primeira? 

— Não. Tae foi a décima quinta. 

— Ai, sua safada! — dei um leve empurrãozinho nela enquanto ríamos juntas. 

Um silêncio agoniante tomou conta do ambiente.

Abracei meus joelhos, suspirando pesadamente. 

— Eu não entendo, Tiff... nunca gostei de mulheres. 

— Talvez você só goste da Soo. — entortou os lábios, coçando a nuca. 

— Isso é possível? — ergui ambas as sobrancelhas, olhando diretamente para ela. 

— Sim, ué. — afirmou. — Soo é uma garota bonita, esperta, divertida... Além disso, ela é bem altona, meio que passa uma impressão de... segurança! — concluiu. 

— Ei! Eu vou contar isso pra TaeYeon, hein! — brinquei, um tanto enciumada.

Haha, viu só? Eu sabia, você gosta mesmo dela! — sorriu vitoriosamente.

— Talvez eu goste... — assenti, suspirando. 

— Não é o fim do mundo, relaxa. — disse, bagunçando meus cabelos. 

— Eu sei. Mas... será que eu gosto só dela? 

— Como eu disse, só experimentando pra saber.

Fiquei quieta.

"Experimentando"...?

Foi aí que outra ideia surgiu em minha mente. Uma ideia ruim, nojenta, repulsiva. 

— Volto já. — disse a ela, me levantando e descendo os poucos degraus que restavam. 

— Onde você vai? — perguntou. 

— É rapidinho. — menti, me retirando da presença alheia.

.  .  .

Passei praticamente uma hora andando por toda a escola, um embrulho surgia em meu estômago.

Depois de tanto andar, voltei àquele banheiro e dei de cara com uma garota desconhecida, que lavava o rosto em uma das pias. Seus cabelos e roupas estavam completamente bagunçados.

Não restavam dúvidas, era uma cliente da Yuri. 

— C-Com licença. — chamei a atenção dela, sem jeito. — Pode me dizer onde está a Yuri? 

A garota simplesmente apontou com o polegar para uma das cabines daquele banheiro, de onde saiu justamente a dita cuja. 

— Procurando por mim, princesinha? — questionou sarcasticamente. 

Notei que suas roupas e cabelos estavam bagunçados assim como os daquela garota. Obviamente Yuri tinha acabado de realizar um de seus "serviços sujos".

Se dirijindo àquela menina, Yul deu um breve beijo em sua bochecha. A outra, portanto, entregou algumas notas de dinheiro a ela, me olhando de maneira indiferente antes de sair do banheiro.

— Uma graça, não? E ela é rosinha lá embaixo, se é que me entende. — riu, aquele tom sarcástico ainda presente em sua voz. Yuri foi à uma das pias, passando a lavar o rosto. 

"É a hora, Sunny, nada de amarelar!"

— Yuri, eu... eu estava te procurando porque... bom, eu tenho uma proposta para te fazer. 

— Eu, você, dois filhos e um cachorro? — riu alto, se afastando da pia e secando o rosto com as mãos. — Foi mal, eu não curto crianças. — completou, passando a olhar para mim. 

"É agora. Coragem, garota."

— FAÇA SEXO COMIGO!

Ela então ficou quieta, revirando os olhos.

— Tá cheia de graça, você. É primeiro de abril e eu não tô sabendo? 

— Estou falando s-sério. — engoli seco, sentindo minha garganta dar um nó. 

— É? Prove. — pediu, colocando as mãos na cintura. 

— E-Eu n-não sei c-como, mas... — minha voz estava trêmula, o embrulho em meu estômago não sumia de jeito nenhum. — T-Te pago três mil! 

— Mostra o dinheiro, espertinha. — Yuri não parecia se convencer de jeito nenhum. 

— Não está comigo! Está em casa... eu te pago amanhã, p-prometo! 

Tinha situação mais humilhante do que aquela?

Eu, Lee Soonkyu, implorando pelos serviços da prostituta do colégio? 

Minhas pernas tremiam, não sabia como ainda estavam sustentando-me em pé.

Sem conseguir encarar Yuri nos olhos, escutei sua resposta, o que fez meu corpo gelar.

— Você é chatinha, mas fazer o quê. Cliente é cliente. — ela, mesmo sendo do jeito que era, parecia diferente. Parecia incomodada, insegura...

"Me desculpa, Soo, de verdade..."

 

 

 

 


Notas Finais


Continua...

Podem tacar pedra, eu deixo!


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