História Eu Nunca Fui Absoluto - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi
Tags Kuroko No Basuke
Exibições 59
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A verdadeira história de Seijuro Akashi, da "Geração dos Milagres", e as razões por ele ter enlouquecido a ponto de desenvolver uma segunda personalidade.


Bem, obrigada por ler ^^

Capítulo 1 - A causa do ódio


Fanfic / Fanfiction Eu Nunca Fui Absoluto - Capítulo 1 - A causa do ódio

     Àquela manhã, a chuva caía forte e o vento soprava firme, invadindo a sala pelas janelas e fazendo as cortinas dançarem violentamente.

    — Tragam as enfermeiras — disse Seijuro Ren quando percebeu que sua esposa grávida estava prestes a dar à luz. — Venha por aqui, querida.

    Ren conduziu Hana, sua esposa, até o quarto lentamente. Ela reclamava de dores.

    — Já escolheu o nome, querida? — Perguntou Ren, tentando disfarçar seu desinteresse pelo sofrimento de sua mulher. Hana não o respondeu. Estava impossibilitada.

    — Senhor, a enfermeira chegou — disse o empregado algum tempo depois. Ren agradeceu e se afastou do quarto.

    Não demorou muito. Alguns minutos depois, Ren ouviu um choro doce de bebê e adentrou o quarto. Hana respirava fundo, segurando o filho recém-nascido nos braços. Ren se aproximou dela e observou a criança, que tinha cabelos bem curtos e avermelhados, e mantinha os olhos bem fechados, chorando baixinho. Ren abriu um sorriso maldoso.

   — Senhor, é um menino! — anunciou a enfermeira.

   — Mas isso é óbvio — zombou Ren. — Vocês — ele apontou para a enfermeira e suas ajudantes. — Já fizeram seu trabalho, vão embora.

Elas não protestaram. Apenas engoliram em seco e saíram do quarto. Hana, com sua voz rouca e baixa, agradeceu enquanto teve tempo.

    — Já escolheu o nome, querida? — perguntou novamente a ela depois que as enfermeiras saíram.

    — Ainda não... — respondeu Hana, sorrindo ao olhar seu filho.

    — Tsc — Ren revirou os olhos. — Então, eu mesmo escolho.

Hana não protestou. Ninguém ousava questionar a palavra do Senhor Seijuro, o chefe da casa e da empresa há mais de vinte anos. Quando contrariado, suas medidas podiam variar de drásticas a horríveis. Ele observou seu filho recém-nascido, que esbanjava inocência e se encolhia nos braços da mãe. Ele era mais parecido com ela, tinha cabelos bem vermelhos e traços finos.

    — Seijuro... — Ren pensou um pouco. — Akashi.

 ***

    — Mãe, por que não tenho um irmãozinho? — perguntou o pequeno Akashi, agora com cinco anos de idade. Ele estava no jardim com sua mãe, brincando com as bolas de vôlei, futebol e basquete, aproveitando que seu pai dera uma saída à trabalho. Hana sorriu e o ergueu em seu colo.

    — Porque papai não quis, Akashin.

    — Ahh — ele olhou em volta. — E por que não posso fazer amigos, mãe?

Hana desviou o olhar. Ela pareceu triste por um momento, mas Akashi pensou que fosse apenas impressão.

    — Ahn... Você terá muitos amigos em breve, querido — ela passou a mão nos cabelos dele e sorriu gentilmente.

    — Hmm... — ele confundiu a bola de vôlei com a de futebol, e acabou chutando-a em um dos empregados que estavam cuidando do jardim. Hana riu. — E por que só posso ficar com você quando o papai está fora?

Hana fechou seu sorriso e pousou as mãos nos pequenos ombros de Akashi.

    — Não acha que faz perguntas demais, querido? — ela sorriu gentilmente. — Algum dia... Você vai entender tudo, eu prometo.

    — Hmm... — ele sorriu. — Tudo bem!

E saiu correndo atrás de alguns passarinhos pela grama verde. Hana estava feliz pela primeira vez em muito tempo. Mas não durou muito; Logo, Akashi sumiu do campo de visão dela e se afastou bastante.

   — Akashin? — ela chamou quando percebeu que ele não estava mais por perto. — Akashin?

Ela se levantou e correu os olhos por todo o jardim.

    — Akashi?! — Hana começou a correr pela procura de seu filho. — Seijuro Akashi?!

    — Ahhh — ela ouviu um grito fino, seguido de choro. Hana, desesperada, começou a correr pelo jardim com pressa.

    Depois de vários minutos procurando, encontrou o pequeno Akashi caído numa poça de lama, com a camisa branca suja e o rosto manchado de barro, chorando e segurando o pulso.

    — A-Akashi! — Ela o pegou no colo. — O que aconteceu?!

    — Eu estava correndo... — ele choramingava. — E acabei tropeçando e caindo nesse buraco...

Hana percebeu que seu pulso estava um pouco estranho e avermelhado. Ele chorava bastante.

    — Minha nossa... — Ela começou a se preocupar. Ren certamente ficaria zangado se soubesse que, além de se machucar, Akashi sujara sua roupa nova tão cara quanto os carros na garagem da mansão dos Seijuro.

     Hana correu para a enfermaria. Eles tinham serviço médico dentro de casa. Ren era podre de rico, um empresário de sucesso. Embora tenha se casado com Hana por obrigação, resolveu ter um filho para que pudesse ter um herdeiro, mas enojava Akashi por ele ser mais parecido com sua mãe.

     — Ajuda — Hana deixou Akashi em uma das macas das enfermeiras. Elas nem perguntaram, foram direto analisar o garoto. Hana ficou esperando no sofá, roendo as unhas.

    Algum tempo depois, a enfermeira voltou com Akashi. Ele tinha o pulso enfaixado.

   — Então, senhora... — a enfermeira desviou o olhar. Hana engoliu em seco. — Akashi deslocou o pulso. Vai levar, em média, cinco meses para recuperar cem por cento.

Hana gelou.

    — Olá — Ren chegou no pior momento possível. Ele logo fechou o sorriso quando viu sua esposa paralisada no sofá e Akashi com o pulso enfaixado.

    — Papai! — exclamou, sem entender o que acontecia. Ren lançou um olhar maligno sobre Hana, que apenas olhou na outra direção e engoliu em seco novamente. Akashi correu em sua direção para abraçá-lo, mas Ren desviou e chegou perto de Hana.

    — O que aconteceu aqui? — perguntou ele, ignorando Akashi e a enfermeira.

    — L-Laura, saia daqui — disse Hana para a enfermeira, que não protestou e saiu sem dizer nada.

    — Papai — Akashi voltou para perto de Ren, confuso. — Por que o senhor está brabo?

Ren apenas fuzilou a criança com o olhar e pegou Hana pelo braço com violência.

    — Saia daqui, pirralho — disse para Akashi enquanto arrastava Hana para cima.

     “O que é um pirralho?” pensou Akashi. Ele esperou seus pais entrarem no quarto e depois correu atrás deles, mas encontrou a porta trancada.

    Akashi se encolheu atrás da porta blindada e tentou escutar o que seus pais diziam, mas não conseguiu ouvir nada, apenas gritos desgovernados e sons estranhos de objetos caindo ou sendo quebrados. Ele permaneceu atrás da porta por, pelo menos, uma hora, ouvindo aqueles sons ininteligíveis e tentando entender a situação. Seu pulso deslocado ainda doía.

    De repente, seu pai abriu a porta com força, quase acertando Akashi. Ele estava descabelado, e com a camisa fora do lugar. Akashi franziu o cenho, não entendia nada.

    — Tsc — Ren olhou seu filho com desdém e arrumou sua gravata. Depois, saiu sem dizer nada. Akashi o observou ir em direção do quintal e depois adentrou o quarto onde sua mãe estava.

    Ele a encontrou caída aos pés da cama, chorando desconsolada e com as roupas rasgadas. Também tinha marcas roxas no rosto e seu nariz estava sangrando um pouco.

    — M-mamãe? — gaguejou Akashi ao ver aquela cena. Hana apenas o olhou e o abraçou forte, sem dizer mais nada.

    — Aka... Shin — sussurrou ela, depois de algum tempo.

    — O que foi?

    — Me promete uma coisa?

Akashi engoliu em seco.

    — O quê?

    — Quando você crescer... Quando entender tudo isso e se tornar forte a ponto de enfrentar seu pai...

Sua voz vacilante ficou firme de repente.

    —... você vai me vingar. Vai nos vingar.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


:D


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