História Eu Nunca Fui Absoluto - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi
Tags Kuroko No Basuke
Exibições 42
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Tetsu


Fanfic / Fanfiction Eu Nunca Fui Absoluto - Capítulo 6 - Tetsu

 

     — Akashi-kun? — perguntou Akemi. — Já vai?

     Mês passado, depois que meu pai terminou sua bronca, não fui capaz de dizer nada. Apenas o deixei sozinho outra vez, e me retirei de sua presença. Dormi pensando em suas palavras, tentando descobrir o que ele quis dizer com a frase: “então vai ser por mal”. Eu simplesmente não queria acreditar que chegamos àquele ponto.

     E, mais uma vez, por um mês, os dias se passaram silenciosos. O estranho era que meu pai, depois da bronca daquele dia, não falou mais comigo. Ele apenas me observava e esperava que eu fosse ao encontro dele, mas eu nunca ia. Preferia não ir. Mas sentia que, de alguma forma, ele estava me observando de perto e pretendia fazer alguma coisa.

     Acordei cedo àquele dia, que era uma quarta de fevereiro. Eu precisava sair de casa logo, ou enlouqueceria. Não aguentava mais ser apenas vigiado por ele e ter de passar as manhãs e tardes o encarando durante o café da manhã e o jantar. Antes mesmo do velho acordar, peguei minhas coisas e comecei a sair sem comer nada.

     — Já sim — respondi, a voz ainda estava trêmula. — Avise-o, por favor.

Akemi ficou em silêncio, apenas me observando. Estranhei.

     —... Tchau — fui em direção à porta sem dizer mais nada. Vi Laura saindo na direção do jardim, e foi nesse momento que Akemi me alcançou e me puxou pelo braço.

     — Akashin — disse, bem baixinho, para que só eu ouvisse. — O que o seu pai queria? — ela se referia à noite no mês passado, quando ele disse que eu seria um bom filho mesmo que fosse por mal.

    Fiquei um pouco irritado com a pergunta.

     — N-nada — eu disse. Ela se pôs na minha frente quando tentei sair, me encarando de um jeito estranho.

     — Você está com marcas vermelhas nos ombros — disse. Arregalei os olhos.

     — E onde você viu meus ombros?!

Ela sorriu.

     — Tenho meus métodos, criança — disse como se fosse muito mais velha do que eu. Agora que estava vestindo roupas e não um lençol preto e com os cabelos arrumados, podia ver o quanto ela era bonita. — Akashin, sua mãe pediu pra você fugir de casa no momento em que ela morresse... Por que você continua aqui?!

Engoli em seco. Como ela podia saber tanto da minha vida sem nunca ter me visto?!

     — Olha, — falei, tentando não parecer grosso. — sinto muito, mas estou atrasado.

E desviei dela.

     Saí sem olhar para trás, porque sabia que, se olhasse, ela encontraria um jeito de me prender em casa. Laura me encarou como se eu fosse uma aberração quando passei em sua frente, e o mesmo aconteceu com o jardineiro. Eu já não entendia mais nada a respeito da minha própria vida, só pretendia cumprir minha promessa de uma vez e sair de casa sem dizer nada. E agora, além de tudo, tinha uma garota estranha no meu pé toda hora e meu pai resolvera me ignorar. Pelo menos eu tinha certa liberdade para sair de casa quando bem entendesse.

**

    — Akashi-kun, essas são as estatísticas do time e os nossos próximos jogos... — o capitão do time estava falando comigo, mas eu estava meio aéreo àquela manhã. — Akashi?

    — Ah, sim — tentei me concentrar um pouco nele. — Então nosso próximo oponente será a Meiko...

    — Aham — ele começou a me mostrar fotos dos outros times e a dizer as escalações e etc., mas eu não conseguia prestar atenção em nada. — Akashi, você tem um potencial muito alto, acredito que podemos ter uma boa relação dentro do time.

    — Ah, claro — tentei parecer interessado. Ele meio que tinha me adotado como vice capitão do time, mas não queria admitir.

    — Aomine tem sido um excelente jogador, continuará sendo titular. Midorima e Murasakibara também. Você é espetacular, e nosso quinto jogador, claro, é o capitão, que no caso sou eu. — Ele me olhou e percebeu que eu não estava ouvindo-o. — Aconteceu alguma coisa, Akashi-kun?

    — Não, não é nada — respirei fundo. Parei de pensar em meu pai e comecei a me concentrar no motivo pelo qual eu tinha saído de casa àquela manhã. — E o banco?

    — Continua o mesmo. Mas Akashi... — ele estreitou os olhos. — Você não acha que falta algo em nosso time?

Pensei um pouco.

     — Sinceramente, não. Nós temos ganhado os jogos ultimamente, todos no time se entendem bem... — pensei mais um pouco. — Acho que não falta nada, apenas uma carta na manga.

Ele ficou confuso.

     — Como assim?

     — Pense comigo — eu disse. — Nós adotamos um padrão de jogo só nosso. Até o momento, tem funcionado perfeitamente. Estamos indo bem, mas vai chegar a hora em que encontraremos um adversário a altura, ou talvez até melhor, e precisaremos de um sexto elemento que possa mudar o jogo, você me entende?

Ele ergueu as sobrancelhas.

     — Tem razão, ainda não tinha pensado nisso — o capitão sorriu de modo estranho. — Posso te encarregar de encontrar esse sexto elemento, certo?

Sorri.

    — O problema é que... Não faço a mínima ideia de que elemento é esse.

    — Um jogador com habilidades diferentes, talvez?

Pensei a respeito.

    — Claro, mas que habilidades? — ficamos em silêncio por um minuto, caminhando até o clube. — Inclusive, você já reparou o quanto Daiki se destaca?

Ele assentiu.

    — Talvez Aomine seja nossa carta na manga, certo? — disse. — Ele se sobressai em tudo, e é visivelmente melhor do que os outros.

    — Sinceramente — admiti. — Daiki é sim um jogador excepcional, mas não tem a habilidade que precisaremos se um dia estivermos à beira da derrota. O sexto jogador da Teiko precisa ser... Alguém mais diferenciado, com uma habilidade diferente, e não um jogador simples que sabe driblar e enterrar. Até um macaco pode fazer isso.

O capitão riu.

    — Akashi, você é mal às vezes, sabia?

    — Só fui sincero.

Entramos no clube. Todos estavam lá, treinando intensamente. O capitão me deixou por uns instantes e foi dar as ordens ao resto do time.

    — Vamos fazer um pequeno jogo agora — anunciou o treinador. — Primeiro time contra segundo time!

E começamos a jogar.

**

     Quando deu sete horas da noite, o treinador dispensou a todos. Peguei minhas coisas e saí da quadra, sem pressa nenhuma para voltar para casa, mas tive a ideia de passar na biblioteca antes de voltar. Perdi muito tempo procurando livros sobre diversos assuntos, conversando com a bibliotecária e jogando shogi com alguns estudantes que encontrei lá. Estava divertido, até eu me dar conta de que já eram quase nove horas. Meu pai deveria estar querendo me comer vivo.

     Saí correndo da biblioteca, pensando na bronca que o velho me daria e em como ele devia estar tratando Akemi, coisas do tipo. Me veio a mente também minha nova obrigação, de achar um sexto homem para o time de basquete. Eu nem sabia como iria fazer isso, mas estava animado pela primeira vez em muito tempo. Gostava da ideia de ser vice capitão do time, mesmo que não fosse oficial. O técnico e o oficial do time também me tratavam como se eu fosse superior, e os outros jogadores jamais discutiam comigo e nem me desrespeitavam. Eu não era nada de especial até o momento, mas sentia como se fosse.

     Quando passei à frente do clube de basquete, ouvi sons de passos na quadra e vozes. Parei de caminhar e pensei se deveria ir até lá verificar. A princípio, não quis. Mas depois me lembrei de meu pai.

    — Daiki? — perguntei quando adentrei a quadra. Ele estava lá, jogando sozinho. — O que faz aqui até essa hora?

    — Akashi — Aomine sorriu. — O treinador disse que podemos usar a quadra até tarde, se deixarmos tudo em ordem. Venho aqui jogar com o Tetsu sempre...

    — Tetsu?

    — Olá — disse um garoto ao lado de Aomine. Gelei da cabeça aos pés. Não tinha percebido que estava de pé ali, na minha frente.

   

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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