História Eu nunca poderia amar assim - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~L_Henri-Kun

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Ban, Diane, Elaine, Elizabeth Liones, King, Personagens Originais
Tags Ban, Diane, Elizabeth, King, Meliodas
Exibições 46
Palavras 6.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiii
Voltei, e to postando no domingo haha espero continuar assim :)
Espero que gostem desse cap pq eu demorei pra fz, horas de dedicação e etc pq vcs merecem :D
Enfim meus leitores, boa leitura <3
UM BEIJO e um QUEIJO :3

Capítulo 11 - Eu lembro de você


♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Uncover - tradução

Ninguém vê, ninguém sabe

Nós somos um segredo

Que não pode ser revelado

É desse jeito, é assim que acontece

Longe dos outros, pertos um do outro

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

 

Ban On

Depois do que houve no terraço, eu e Elaine simplesmente seguimos nosso caminho para a aula. Com certeza vou levar uma bronca por ter chegado atrasado, e ela também. Nem deu para ouvir o sinal lá de cima.

(inner pervertido: Ainda bem que não)

Eu acho que ela ficou um pouco envergonhada depois disso tudo, porque ela me ignorou a manhã toda. Será que eu fiz algo de errado? Vou tentar conversar com ela mais tarde, primeiro vou ter que ir à sala do Diretor, porque chamaram uma galera, inclusive eu e o Meliodas.

Bati à porta, e adentrei a sala do Diretor.

- Me chamou? – perguntei.

- Sim, você e seus colegas. Precisamos conversar a respeito do time de lacrosse.

Na sala estava eu, o diretor, Meliodas, e mais alguns moleques da nossa sala. Só eu e Meliodas estávamos em pé, provavelmente porque ele chegou atrasado igual a mim.

O Diretor falou como vai ser o time, como vai se dividir, e também falou do nosso técnico. Teremos campeonatos, e contou um pouco da história do lacrosse aqui na escola, e de como vai voltar com tudo esse ano.

Meliodas me disse que já tinha jogado, e também que já tiveram uma rixa com os caras de outra escola, e de como ficaram parados, sem jogar.

Depois que acabamos de conversar sobre o time e tudo mais, o sinal da saída toca. Chego perto de Meliodas, ele estava meio estranho.

- O que foi baixinho? – pergunto, pondo o braço em seu ombro.

- Eu estou preocupado com a Elizabeth, ela e a amiga vão brigar por minha causa.  – disse meio incomodado.

- A Elaine?- perguntou meio espantado.

- Não idiota, a Diane.

-Ué, por quê?

Então ele me contou o que houve, enquanto pegávamos nossas mochilas para ir embora.

- Garanhão...  – brinco com ele.

- É sério, Ban! – disse irritado.

- Relaxa, amanhã elas já fazem as pazes...

- Espero...  Mas então... – ele muda de assunto. – Por que demorou mais que eu para chegar na sala?  – me olha com uma cara maliciosa.

- Pois é... Eu e Elaine conversamos no terraço, mas não fala pra ninguém sobre isso. – digo.

- Então, você e ela... King vai te matar... – ele diz, rindo.

- Caguei – digo, e ele ri de novo.

Estávamos quase saindo da escola, até que reparei na Elaine, sendo cercada por um bando de meninas patricinhas. Logo tirei meu braço dos ombros dele, e encarei aquilo, sério.

- Ban... – Meliodas me chama atenção. Por alguma razão, achei que ele estava me repreendendo para não fazer besteira.

Vi que ela poderia estar correndo perigo, e então rapidamente tentei ir até lá, mas Meliodas puxa o meu braço.

- Isso é coisa de família... – ele diz, e então olha para uma direção, querendo que eu visse também.

Era King, indo em direção a elas.

- Como assim coisa de família? Quem são elas? – perguntei, devidamente preocupado.

- São as meninas que faziam bullying com a Elaine quando ela era pequena.

- A Elaine sofria bullying? – perguntei espantado.

- Sim... E o irmão não a ajudava, e se arrepende até hoje.

Não sabia que alguém como ela, linda, simpática, já sofreu algo assim...

- Ela pode não aparentar, mas ela é uma pessoa forte. Diferente do irmão, ela não tinha tantos amigos que se preocupavam com ela. Ela teve que passar por tudo sozinha, com exceção da mãe, que a ajudou bastante, e o pai, que do modo dele, a ajudou também. Mas como se tudo isso não bastasse, a mãe dela acaba morrendo... – Meliodas disse, triste.

- A mãe dela... Morreu? – perguntei, não acreditando no que estava ouvindo.

- Sim, de câncer...

- Como você sabe de tudo isso? – perguntei.

- Bom, eu e King nos conhecemos desde pequenos. Eu também conhecia Elaine, sabia que era irmão dele, porque já fui à casa dele várias vezes, mas acho que ele não nos apresentávamos direito porque eu tinha uma certa fama na escola. Mas agora ele mudou...

Estava ouvindo cada palavra atentamente. Me partiu o coração saber que ela sofreu tanto.

King falava com as garotas de uma forma valente. Ele ficou em frente à irmã, e pelo o que vi, ele estava a defendendo.

- Não sei se vou ficar aqui parado e ignorar o que está acontecendo... – digo.

- Você que sabe... – disse Meliodas. – Boa sorte aí. – ele bateu nas minhas costas e foi embora, e eu apenas acenei.

Não. Acho melhor eu esperar um pouco, até King defendê-la o suficiente, acho que isso é importante para ambos.

Não demorou muito, então as garotas foram embora, e logo depois eles se abraçam. A Elaine não aparentava ter chorado.

 Eu ía até lá, mas eles já estavam indo embora, o motorista deles estava esperando. Melhor conversar com ela depois.

Cheguei em casa, tomei um banho, e não parava de pensar em Elaine. Eu ainda sentia o gosto daquele beijo, daqueles lábios que me deixavam louco. E só de pensar que ela sofreu tudo isso, me parte o coração.

Certamente se eu tivesse conhecido meus pais e eles morressem, ia ficar muito mal, mas como não os conheci, para mim tanto faz, a única família que tenho é Tamotsu e meus amigos, os que eu posso contar com os dedos. São poucos os que realmente se importam, a maioria são tudo curiosos.

Às vezes eu me pego pensando... Como será que está Zhivago? Será que ele ainda vive do roubo? E o filho dele? Será que estão vivos ainda?

 Estava pensando em passar na casa da Elaine, eu sinto que devo ficar com ela, abraçá-la, a reconfortar. O ruim vai ser o irmão dela, mas não me importo.

Ban Off

~xXx~

Elaine estava mal. Tudo que ela passou, voltou à tona. Tudo que ela queria esquecer, as pessoas... Tudo voltou à sua mente, mas ela não chorava.

Ela chegou em casa com seu irmão, eles estavam abraçados. King também se sentia mal pela irmã, passou anos tentando esquecer tudo aquilo, mas de um dia para o outro, volta para si.

 Mas Elaine não é fraca, não vai ficar depressiva de novo, e não vai deixar aquelas meninas atrapalharem o seu caminho, não dessa vez.

~xXx~

Elaine On

Aquelas idiotas...

Não acredito que as infelizes vieram infernizar minha vida de novo. Disseram elas que chegaram mais tarde porque viajaram. E eu com isso? Dane-se se elas viajaram, dane-se se elas se divertiram, dane-se... Só de pensar naquelas vadias eu fico com raiva.

(inner do mal: deu pra perceber, fale mais, adoro treta)

Eu estava indo esperar o motorista para levar eu e meu irmão para casa, e de repente aparece essas idiotas tentando me ofender, mas não havia muitos motivos dessa vez. Bom, o fato deu ser baixinha não dá para mudar.

Eu não estou tão mal, e não me permito me sentir assim, não quero dar gosto a elas, tanto que nem chorei. Deu vontade, confesso, mas não chorei.

Eu só queria que Ban estivesse aqui, que papai estivesse aqui, que mamãe estivesse aqui...

Só poderei ter companhia de um agora, Ban... Então decidi ligar para ele.

Quando fui pegar meu celular na mochila, que estava no sofá, ouço a campainha. Era Hijikata.

Ele estava bem arrumado, com uma blusa preta, calça jeans, e um óculos de sol. Senti seu perfume de longe, um cheiro nem tão doce e nem tão amargo, suave, semelhante aos que minha mãe usava, perfumes suaves.

Ele trazia uma caixa nas mãos.

- Oi – disse ele, com um grande sorriso.

- Oi Hijikata, entre. – digo, com um sorriso também.

Ele tira os óculos e põe em sua camisa. Pude ver que ele ficou meio sem graça, claro, é a primeira vez na minha casa.

- Sente-se – aponto para o sofá. – Quer algo para beber?

O seu jeito tímido é muito fofo. Ele realmente estava envergonhado.

- Quero nada, obrigado. Ah, trouxe isso. – ele me dá a caixa.

- O que é? – pergunto, evidentemente curiosa.

- É uma torta que minha tia fez, de amora, é a especialidade dela. – ele dizia tudo com um sorriso e um brilho nos olhos.

- Hm, vou adorar experimentar, torta é um dos meus doces preferidos, obrigada! – digo sorrindo.

E então fui pôr a torta na geladeira. Quando voltei, ele já estava sentado no sofá.

- Sua casa é muito bonita, e grande. – diz ele, dando pequenos sorrisos tímidos.

- Obrigada. Mas então... – digo sentando ao lado dele. - Tudo bem?

- Isso que eu ia te perguntar. Precisa de um amigo?  – ele olha fixo nos meus olhos.

Acho que ele percebeu meu olhar.

- Sim...

Ele não fala mais nada, apenas abre os braços, então assenti, dando o um abraço.

Então foi aí que percebi. Eu estava mal sim, mesmo negando para mim mesma. Mas não só por causa das garotas que me bolinavam, mas sim da época em si em que isso ocorria. A época em que mesmo eu passando por aflições, exclusões, minha mãe estava viva. E isso tudo me remeteu ao passado.

Contei para ele o que aconteceu, e o que eu tinha passado.

- Você é uma pessoa forte, linda, inteligente. Nunca deixe te dizerem o contrário, Elaine. – diz ele, com um olhar carinhoso.

Eu apenas sorrio, me senti muito melhor ouvindo suas palavras. De repente, escuto uma porta batendo lá de cima, e alguém descendo as escadas. Claro, King.

- Quem é esse, Elaine? – pergunta King, um pouco incomodado com a situação.

Hijikata rapidamente se levanta, e eu também.

- Ele é um amigo meu que conheci no aeroporto,e saí para o cinema. King, esse é  Hijikata – digo apontando para meu amigo. – E Hijikata, esse é King. – digo apontando para meu irmão.

- Você veio ver minha irmã? – pergunta King.

- Sim. – diz Hijikata, em uma pose ereta.

- Você trabalha? – King começava com suas perguntas.

- Trabalho, no aeroporto, e pretendo ser piloto de avião.

- Que legal, boa sorte. Bom, você quer ficar para o jantar? – pergunta King.

- Adoraria – ele responde com um sorriso.

- Ótimo. – então meu irmão foi para cozinha, mas não antes de fazer um olhar assustador para Hijikata, o deixando sem graça.

Eu começo a rir da cara dos dois.

- Qual é a graça? – pergunta Hijikata.

- A sua cara. – rio de novo. – Desculpa pelo meu irmão.

- Ah, de boa. Não é a primeira vez que passo por isso. – ele dá um sorriso sem jeito.

- Hijikata, pode me contar essa história...  – faço o sentar no sofá.

- Por onde começo... Bom, eu... Tinha uma namorada antes de vir morar com meus tios.

- Ai meu Deus, como ela era? – perguntei, encantada.

- Ela era linda, gentil, carinhosa... – ele dizia com uma certa tristeza no olhar.

- Qual era o nome dela? – perguntei.

- Hirai, Hirai Momo. Ela é coreana, e veio aqui para o Japão. Eu a conheci no aeroporto também.

- Nossa, que legal, mas por quê você está falando desse jeito, meio triste? Olha, se você não quiser falar, não precisa, eu – fui interrompida por ele.

- Não, tudo bem, você é minha amiga, a única, e eu confio em você.

Ele disse sério, mas ao mesmo tempo carinhoso comigo. Eu estava com medo de perguntar algo que ele não se sentia bem em falar, odiei ter que vê-lo dessa forma.

- Bom... – continuou ele. – Nos conhecemos, aí começamos a namorar um pouco depois. Ela sempre dizia que me amava e eu, sempre dizia que a amava. Fomos a vários lugares, eu a apresentei o Japão, os restaurantes, e alguns lugares que conheço para se divertir... Conheci a família dela, que veio junto para cá, e nesse mesmo dia passei o mesmo que passei hoje, mas foi pior, porque a família dela sabia que ela estava namorando comigo, já nós somos apenas amigos. Enfim, foi um jantar complicado e embaraçoso. – ele dizia com um sorriso no rosto. – Mas tudo deu certo afinal, e nos despedimos dessa noite com nosso primeiro beijo. Eu estava muito feliz. – de repente, sua feição ficou triste. – Mas então...

A cada parada de frase, era um espeto em meu coração. Está passando muitas coisas pela minha cabeça, e só de imaginá-las, eu me sinto mal.

- Ela partiu meu coração... – ele disse, olhando para baixo.

- Hijikata...

Eu pude ver a tristeza em seu olhar.  

- Ela me traiu, e eu soube da pior forma possível, eu vi, Elaine. Eu a vi beijando outro.

Eu nunca tinha visto Hijikata dessa maneira, realmente me senti mal por ele.

- Eu sinto muito. – eu não agüentei vê-lo desse jeito, então o abracei.

O abracei forte. Tudo que eu queria nesse momento era reconfortá-lo, eu sei como é essa dor...

 

Há alguns anos atrás

 

Lá estava eu, uma nerd, esquelética e sem sal, cursando o ensino médio nos Estados Unidos da América.

Eu não me adaptei tão rápido quanto esperava, mas tinha uma amiga, única amiga. Mas não me sentia feliz, afinal, estava longe da minha família. E depois de pouco tempo aqui, perco a minha mãe.

Me sentia incompleta, infeliz, sentia tanta saudade de casa, da minha família. E só de pensar que vou sair daqui só quando terminar os anos, já fico desmotivada.  Mas então um homem aparece em minha vida, que por sinal, era o cara mais popular do colégio. Nunca imaginei que ele... Olharia para mim.

E muito menos, nunca imaginei que ele fizesse o que fez.

~

Eu tive aula de química, quando ele veio falar comigo pela primeira vez. Seu cabelo loiro mediano reluzia pela sala, seu porte físico deixava todas as garotas doidas por ele, e o seu jeito sério de encarar as pessoas e ao mesmo tempo carinhoso, o deixava encantador. Definitivamente era o mais desejado da escola.

- Tem alguém sentado aqui? – ele pergunta dando um leve sorriso para mim, apontando para a cadeira ao meu lado.

Eu apenas acenei com a cabeça, levemente corada – mentira - e ele sentou.

- Tudo bem? – ele pergunta, se inclinando para mim.

- Tu... tudo, e você? – pergunto, cada vez mais vermelha.

- Tudo, mas para falar a verdade, está bom até demais. – ele diz, apoiando o braço na mesa descansando a cabeça, olhando para mim.

O que me deixou muito mais envergonhada.

- Eu também tenho aula de química. Vamos nos ver bastante, Elaine. – ele sorri novamente.

 

Dias atuais

 

Acho que papai não virá jantar hoje.

Às vezes penso que ele deve estar sobrecarregado com o trabalho, igual à mamãe, e o que eu menos quero é que ele se torne igual, se bem que praticamente já se tornou, ela pelo menos parava um pouco em casa e dava atenção para seus filhos.  Ele não para em casa. Será que papai só trabalha o dia inteiro mesmo, ou faz outras coisas também?

- Elaine, tudo bem? – pergunta Hijikata, me olhando e acenando a mão na minha frente.

- Ah, tudo sim, é que eu estava pensando em algumas coisas, desculpa.

- Tudo bem, não precisa pedir desculpas. – ele sorri para mim.

Depois de um tempo, o jantar já estava pronto. Papai não veio mesmo jantar, ele deve estar ocupado com o trabalho.

Hijikata jantou com a gente, e apesar de tudo que passou, ele continuava sorrindo. Igual a mim.

Elaine Off

~xXx~

Ban já estava indo para casa de Elaine. Ele preferiu comer na rua já que não tinha nada em casa. Um rámen com tudo o que tinha direito, e logo depois dangos (bolinho doce feito de mochiko - Farinha de Arroz - espetado em um palito) no seu restaurante preferido, pois lá não tinha apenas macarrão japonês, além de ter saquê tinha cerveja. Ele bebia os dois, mas preferiu tomar nada hoje, para não ficar com o cheiro da bebida.

Já estava em frente à casa de Elaine, ele sorri ao saber que iria abraçá-la, mesmo com receio de acontecer algo. Mas, seu sorriso logo desaparece ao perceber que havia um carro a mais na frente da casa, então, teria que vê-la outro dia, pois poderia ser uma visita importante, e não queria se intrometer, além de estar tarde.

~

Já de manhã, ele acorda com o despertador como sempre, e faz a rotina matinal como todo santo dia.

Ele se perguntava quando tudo isso iria acabar. Já estava cansado das mesmas coisas todos os dias.

Foi para escola mais cedo, para esperar Elaine chegar e conversar com ela, tudo que ele ansiava fazer, bom, quase tudo.

Não demorou muito até que ela chega com seu irmão. Eles caminhavam sorridentes e felizes, como se tudo que aconteceu ontem não fosse nada para abalar eles, e realmente, não era nada.

Ele sorri ao vê-la, sendo retribuído do mesmo jeito por ela.

Já King, apenas o ignora, mas entende que Elaine fica feliz ao vê-lo, então apenas deu um beijo de despedida em sua irmã e seguiu seu caminho para a aula.

- Oi Elaine. – ele dá um sorriso enorme.

Eles caminham para dentro do colégio enquanto conversavam.

- Oi Ban. Chegou cedo hoje, por quê? – indagou Elaine, sorridente, e ao mesmo tempo curiosa.

- Eu queria te ver chegar.

No momento que ele proferiu essas palavras, o coração de Elaine acelera.

- Você está bem? Eu soube o que aconteceu ontem, fiquei preocupado.

- Ah, está tudo bem, não foi nada. – ela mentia para si mesma, mesmo já estando bem agora, ela não queria preocupá-lo. – Mas, obrigada por se preocupar. – dá um pequeno sorriso.

- Claro que ia me preocupar, você é importante para mim.

Elaine, que até então olhava para o chão, sobe os seus olhos fixamente até os olhos de Ban, levemente corada, então eles param de caminhar.

Os olhares dos dois se encontraram em uma perfeita sincronia.

Ele dizia com facilidade o que pensava dela, e descaradamente. Elaine não sabia se ele fazia de propósito para deixá-la corada, ou se era sem querer.

- Elaine, você quer sair comigo amanhã? – pergunta Ban.

- Po... pode ser. – ela não sabia o porquê de estar gaguejando, e se odiava por isso.

- Ótimo. – diz com um sorriso.

- Ótimo. – ela também diz com um sorriso.

- Amanhã então. – diz, com as mãos no bolso.

- Amanhã. – sorria, mexendo suas mechas loiras.

Elaine caminhou até a sala, deixando Ban ainda parado no meio do pátio da escola, e o mesmo, comemora dando socos no ar.

~xXx~

Há alguns anos atrás

 

- Por que você não quer sair comigo? – perguntava o loiro.

- Porque não. – disse Elaine.

Elaine não queria ter nada com o cara mais popular da escola. Não porque ela não achasse ele lindo, inteligente, forte, mas porque muitas já ficaram com ele, e ela não queria ser mais uma para sua coleção de corações partidos.

- Ah, vamos! Vai ser legal! – ele ainda tentava convencê-la.

Eles estavam andando pelo corredor da escola. Elaine com os livros abraçados em sua barriga, e ele todo sorridente. O que tirava atenção dos outros na escola.

O garoto não se incomodava com os olhares, afinal, já tinha se acostumado já que é o mais popular e o mais desejado pelas garotas. Já Elaine, se incomodava, e esse era um dos motivos para não sair com ele, ela não gostava de ser o centro das atenções.

A cada dia, ele persistia em sair com ela. Sempre era gentil, comprava café para ela toda tarde, era simplesmente o melhor amigo que Elaine tinha, mas ele queria mais que amizade.

Por mais que ela odiasse admitir, ele foi uma das pessoas mais importantes na vida dela, mas também uma das pessoas que mais a machucaram.

- Dá para parar de me seguir? – indagou Elaine, que imediatamente parou, e olhou para o garoto.

- Não até você aceitar sair comigo. – disse sorridente.

Elaine apenas revirou os olhos, bufou, respirou fundo, e pergunta:

- O que você vê em mim?

Ele imediatamente parou, a olhou nos olhos, e fez uma expressão interrogativa tombando a cabeça para o lado.

- Você é diferente de todas daqui. Não está comigo por interesse, e você é linda de um jeito que nenhuma é.

E isso fez com que o coração de Elaine acelerasse.

Depois de alguns dias ela acaba aceitando seu convite. Foram para um parque de diversão.

Ele comprou alguns doces, andaram na maioria dos brinquedos, e se divertiram.

No final da noite já estavam indo embora. Mas Elaine viu algo que chamou sua atenção, um ursinho de pelúcia. Ele vê que ela encarava a barraca de jogos, que se você acertasse o alvo, ganhava uma pelúcia, então pensou em ganhar.

- Você quer? – diz apontando para as pelúcias.

- Hã? – ela olha para onde ele aponta. – Ah, não precisa. – diz com um sorriso.

- Vem cá. – ele diz, segurando a mão da garota a levando para perto da barraca. – Uma ficha, por favor. – ele paga para o homem.

Ele pega a arma, mira o alvo por alguns instantes, mas acaba errando.

- Não precisa, vamos. – disse Elaine, segurando em seu braço.

- Ainda tenho mais duas chances. - ele sorri, e volta a se concentrar.

Ele se concentra, respira fundo, mas acaba errando de novo.

- Mais uma...

Dessa vez a sua feição estava mais séria.

Ele atira. Acaba acertando.

- Isso! – dá um soco no ar.

Elaine sorri ao vê-lo feliz, e ele a abraça.

Ela ficou em choque, foi tão de repente, mas ao mesmo tempo muito bom.

Ele pegou o bichinho de pelúcia e deu para Elaine, sorrindo.

Foi aos poucos que ela se apaixonava por ele. Nos pequenos gestos, nas pequenas coisas, e principalmente, nos pequenos sorrisos sinceros e espontâneos.

 

Dias atuais

 

Finalmente iam jogar lacrosse.

Ban estava nervoso, nunca jogou antes na vida, mas daria tudo de si.

Eles já estavam a caminho do campo, segurando o taco e os equipamentos para jogar como atacante, quando Meliodas chega e bate em suas costas.

- Tente ao máximo não ficar no banco essa temporada, Ban. Confio em você, vamos lá! – disse, e logo correu para o campo.

- Não esquenta, baixinho! – gritou.

Ele sorri, olha para trás, e lá estava Elaine com suas amigas. Ela sorri para ele, tirando sua atenção.

- Ban!

Ele escuta uma voz masculina, e rapidamente se vira. Era o treinador.

- Oi. – diz, ainda meio lerdo.

- Você vai para o gol! – disse o treinador, jogando um taco, que o fez derrubar os equipamentos que estava apoiado em suas costas, e depois lançou um capacete.

- Mas, eu nunca joguei. – disse, ainda incrédulo.

- Eu sei. Deixa a galera marcar uns gols para aumentar a confiança, é o começo do ano ainda. – bate em seus ombros. - Energiza a rapaziada, eu quero ver ein! – balança a mão esquerda para o alto.

- E quanto a mim?

- Tenta não levar uma bola na cara. – dá um leve tapa no rosto de Ban. – Vamos lá gente! Aquecendo! – grita.

Elaine o olhava, queria que ele não se machucasse. As amigas não paravam de falar.

- Gente, eu sei que vocês fizeram as pazes, ótimo! Mas vocês não param de falar. – advertiu Elaine.

- Desculpa amiga. – diz Elizabeth.

- Ai, parece uma velha. – disse Diane. – É que ela quer prestar atenção no novato tesão, por isso quer ficar concentrada. Não é, Elaine?

Diane e Elizabeth riram, e Elaine ri nasalada.

- Ah, falando nisso, o que aconteceu naquele dia? – indagou Elizabeth.

- Bom...

Então Elaine conta o que aconteceu para elas.  

- Nossa amiga. Eu soube por causa das fofoqueiras de plantão que têm aqui na escola. Mas foi muito sério? – pergunta Diane.

- Não, agora está tudo bem. – Elaine dá um pequeno sorriso.

- Desculpa por não estar com você Elaine. Eu e a Diane brigamos e não estávamos pensando em outra coisa. Sinto muito. – diz Elizabeth, a abraçando.

- Eu também sinto muito, mas agora estamos aqui. – a abraça também.

- Obrigada gente.

- Mas então... Foi só isso que aconteceu? – pergunta Diane.

- Como assim?

- Foi só isso? Vocês foram para a casa, e não aconteceu mais nada?

- Bom, aconteceu.

- O quê? – pergunta Elizabeth.

- Hijikata jantou lá em casa.

Elas se espantaram com o que Elaine disse.

- E aí? – Diane estava muito curiosa.

- Ele jantou, conversamos, ele me abraçou e só...

Ela não estava segura se podia falar para elas o que Hijikata disse na noite passada. Afinal, ele confiou nela e não nas amigas.

- Ai meu Deus! – Diane grita, com as mãos no rosto.

- Eu acho que devo contar para o Ban.

- Deve mesmo amiga, senão vai acontecer o mesmo que naquele dia. – disse Elizabeth.

- É verdade. – disse Diane, que voltou sua atenção para o campo.

Elaine faz o mesmo, junto com Elizabeth. Elas pararam de falar um pouco, olhando para o campo.

- Você não ia jogar, Diane? – pergunta Elizabeth.

- Hoje não.

- Gente, alguém sabe onde está o meu irmão? – pergunta Elaine.

Elizabeth, apontando um pouco para baixo, pouco distante da arquibancada, diz:

- No banco.

Todos os garotos que serviam de atacante,fizeram uma fila para cada um atirar no gol, cujo era defendido por Ban.

Ele ainda admirava Elaine, hipnotizado.  E de repente, o árbitro apita. Rapidamente, um atacante corre.

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Cobrastyle – TeddyBears

E jogou a bola em direção ao gol.

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Quando Ban percebe, já tinha levado uma bola na cara.

O time, principalmente o técnico se acabaram de rir, com exceção de Elaine e Elizabeth.

- Boa defesa com a cara, ein Ban! – um dos jogadores grita.

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Ele levanta indignado, olha para Meliodas, que faz uma expressão divertida e ao mesmo tempo decepcionado.

Ban se concentra, relaxa os ombros, alonga o pescoço, e olha fixamente para os jogadores.

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Novamente, um atacante corre, jogando a bola para o gol.

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 Dessa vez, Ban defende.

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Ele mal acredita que conseguiu, sorri junto a Meliodas e deixa os jogadores pasmos, principalmente o técnico.

Mi press trigger mi nuh press people button

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Nuh bodda chat come face mi wid somethin

Like how mi have twenty two inna mi somethin

Segura firme no taco, e se concentra, mais confiante.

Bang

Nuh bodda chat come face mi wid somethin

Defende novamente. Meliodas sorri.

Ten haffi use so mi get di next dozen, fool

Press trigger mi nuh press people button

Ban deixava o técnico cada vez mais impressionado.

E ele defende. E de novo.

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Nuh bodda chat come face mi wid somethin

E de novo

Like how mi have twenty two inna mi somethin

E de novo.

Ten haffi use so mi get di next dozen (fool)

E de novo

Anytime they ready punahussy start war

- Parece que ele é bom. – diz Elaine, sorrindo.

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

- É mesmo. – disse Diane.

Ten haffi use so mi get di next dozen (fool)

Anytime they ready punahussy start war

Meliodas, tentando testar o amigo, avança a fila, barra com o seu taco o jogador que estava na sua frente, e encara Ban, com um olhar desafiador.

See who now fi spread it out more pon di tar

"My style is di bom digi bom di deng di deng digigi uu uuu …

- Vamos lá, baixinho! – disse Ban, para si mesmo.

carubuano

Ele corre rápido. O técnico estava ansioso para o que poderia acontecer, vibrado no jogo, e não era o único. Elaine e as amigas o encaravam. King apenas sorria, esperando Ban se dar mal.

Meliodas pula, mirando para o gol. Seria uma jogada excelente para ele...

"My style is di bom digi bom di deng di deng digigi uu uuu …

carubuano peer with di bom digi bom di deng di deng digigi uu uuu…"

 Se Ban não tivesse defendido tão bem.

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Diane se exalta, fica em pé e grita, junto com a galera. Elaine sorri, estava feliz que deu tudo certo.

"My style is di bom digi bom di deng di deng digigi uu uuu …

carubuano peer with di bom digi

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Ban sorri de canto, olhando para a torcida. O treinador o olhava, fazendo um “uau” com a boca, impressionado. Ele vira de costas, jogando a bola no taco do árbitro - que estava longe­­­- e arrebitou o nariz, sorrindo de canto.

bom di deng di deng digigi uu uuu…"

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

~xXx~

- Não sei te explicar, eu apenas segui meus instintos.

Ban dizia, enquanto tomava um gole de cerveja.

- Você não quer praticar artes marciais? Pelo o que me falaram, você tem ótimos reflexos. – disse Tamotsu, tomando um gole de cerveja também.

Eles estavam sentados no terraço da casa de Ban, observando a lua.

- Eu sei muito bem me defender. Mas até que essa ideia não é ruim. – toma mais um gole. – Eu passei por uma academia esses dias, mas não tive tempo de ir até lá.

- Quando você tiver tempo, vá. Pode estar desperdiçando um talento. – bate nas costas de Ban.

- É, você tem razão. – ele olhava para o céu, cheio de estrelas.

Acaba lembrando de Elaine. Sentia falta de estar perto dela, de sentir seu perfume, do sorriso.

Tamotsu fala algo, mas Ban não ouve, estava pensando em Elaine ainda, com um sorriso no rosto.

- Ei Ban! – ele o chama atenção.

- Ah, desculpa. O que foi? – volta a atenção para Tamotsu.

- Você está pensando em quê?

- Nada, por quê?

- Não me responde e ainda fica com essa cara de retardado.

- Mas essa é minha única cara.

- Então está explicado.  – Tamotsu se levanta.

- O que tá explicado? – indagou Ban, se levantando também.

- Nada Ban, nada. – dá um pequeno sorriso. - Vou indo, não quer que eu traga nada amanhã?

- Bom...

Ban iria pedir para que Tamotsu deixasse o carro com ele, para levar Elaine a algum lugar, mas hoje ele percebeu que Tamotsu não estava muito bem, as suas piadas pareciam forçadas, por isso nem comentou por medo de Tamotsu achar ruim, achou melhor não tocar nesse assunto.

- Dirija com cuidado. – ele dá um sorriso.

Tamotsu apenas assentiu e desceu as escadas.

Ele não queria dizer a Ban que quase foi demitido hoje em seu trabalho.

 

Flashback On 

Tamotsu é um homem importante no cargo em que ele ocupa. O salário é bom, e faz o que ele gosta, deixando o trabalho mais produtivo para ele e para quem se beneficia.

Os funcionários da empresa em que ele trabalha conhecia a vida que ele levava fora do trabalho, sabiam que ele cuidava de um garoto de rua, e às vezes olhavam para ele com cara feia. Tamotsu não ligava, contanto que não ofenda a ele e a Ban.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Ele estava sentado em sua cadeira, como fazia todos os dias em seu escritório. Um de seus colegas de trabalho – que por sinal era o subchefe – bate à porta e adentra a sala se aproximando dele, com uma caneca na mão.

- Oi Tamotsu, tudo bem?

Ele sabia que seu subchefe queria algo, ou simplesmente atormentá-lo. Ele era falso com Tamotsu, e com quase todos, e já que ele ocuparia o cargo de subchefe ano que vem, faria de tudo para que isso não ocorra, inclusive arrumar um jeito dele ser demitido.

Ele odiava ter que obedecê-lo.

- Tudo, e você? – Tamotsu respondia com tédio, mas respondia, porque querendo ou não ele era subordinado.

- Tudo ótimo. – toma um gole de café, e senta na cadeira.  – Como está a vida?  Ainda cuida daquele moleque...

- Ban. – Tamotsu termina a frase.

- Isso. – estala os dedos pelo acerto.

- A vida está ótima, e ainda cuido dele sim, por quê?

- Nada, só queria saber... Até quando você vai cuidar de um inútil feito ele.

- O que você disse? – Tamotsu rapidamente levanta da cadeira.

- Quer dizer, se os próprios pais o largaram na rua, por que você iria cuidar dele? – ele acaba levantando também. – Até quando você vai sustentar um vagabundo?

- Seu... – Tamotsu rapidamente atravessa a sala e dá um soco bem no meio do rosto de seu subchefe que acaba caindo no chão. – Você não sabe o que ele passou até hoje! – pega o braço de seu superior que até então permanecia no chão, o levanta, e em seguida pega em seu colarinho. – Não me venha com esse papo de novo ou então a próxima vez, vai ser muito pior.

Tamotsu estava com sangue nos olhos, e seu subchefe assustado pelo o que acabou de acontecer. Ele soltou as mãos dele que ainda seguravam seu colarinho, arruma a gravata respirando fundo e sai.

Minutos depois ele é chamado na sala do chefe, já estava preparado para o que ia acontecer, ou pelo menos queria acreditar nisso.

Ele bate à porta.

- Entre. – a voz ríspida de seu chefe ecoou pelo escritório.

- Com licença. – fecha a porta, atravessando a sala, cabisbaixo.

- Sente-se.

Dito isso, ele se sentou.

- Por que você bateu no seu subchefe?

- Ele me disse coisas indesejáveis e eu acabei perdendo a paciência. Peço perdão.

- Gritou com seu chefe, bateu. Deveria pedir perdão a ele e não a mim.

- Desculpe pela inconveniência.

O Chefe bufou, se inclinando na mesa.

- Eu sei que você não é disso, Tamotsu. Sei que você passou por muitas coisas e continua passando. Mas às vezes a solução para seus problemas não é bater neles. É ser melhor que eles.

Ele levanta a cabeça, e olha para seu chefe. Entendeu muito bem a frase e apreciava, pois sabia que era verdade.

- Não quero mais ouvir reclamações de você. Quero que você apenas ignore. Se ele continuar assim, não vai durar muito mais tempo aqui também. Seja melhor que ele, ou então, terá o mesmo fim. Pode sair agora.

- Sim, senhor. – faz uma pequena reverência, e rapidamente sai da sala.

Por pouco Tamotsu quase perde o emprego. Sabe que agiu errado, mas não suportou ouvir falar asneiras de Ban. O considerava como filho, o seu segundo filho.

Flashback Off

 

Dia seguinte

 

Elaine estava animada. Mesmo tendo empregadas para limpar a casa, ela decide se ocupar em alguma coisa. Como elas não limpavam o porão, ela decide o fazer.

Pôs uma roupa leve, fez um coque, pegou tudo que era para limpeza mesmo não sabendo ao certo o que era cada um, já que nunca o fizera com tanta freqüência. Acabou comendo dois pedaços de torta, estava com uma tremenda vontade de comer algo doce, então lembrou da torta que Hijikata trouxe, e que estava definitivamente deliciosa. A cada garfada do doce, um suspiro. Depois, pega seu mp3 selecionando algumas músicas para tocar, e então:

Fighting

Ela pega uma lanterna, iluminando o caminho na escada até achar um interruptor.

Começa a varrer aqui e ali, seguindo o ritmo da música dançando. Levantava muita poeira, então ela começava a tossir. Rapidamente teve a ideia de usar sua blusa, abafando a boca para não respirar aquele pó.

Depois de alguns minutos limpando, já estava suando, mas sua energia não tinha acabado. De repente, ela encontra uma caixa de tamanho médio, misteriosa e lembra já ter visto antes.

Ela abriu, e tinha várias coisas de sua infância. Álbum de fotos de quando era menor, alguns brinquedos, e um retrato de sua mãe. Ela sorri ao vê-lo, limpa com um pano e abraça. E passou alguns instantes abraçada ao retrato, até que algo lhe chama atenção.

Era uma pulseira com quatro pingentes, separando a frase “Amar é nunca ter que pedir desculpas” em cada um deles.

“Oi, me chamo Elaine.”

“Por que você está machucado?”

Lembranças do passado vieram em sua mente. O passado em que sua mãe ainda estava viva.

- Então... – pasma, com as mãos na boca, segurava aquela pulseira. - É ele, Ban...

~

Depois dessa descoberta, Elaine quis espairecer a cabeça.Almoçou, e decidiu caminhar um pouco.

Esse tempo todo estava com o menino que já havia se encontrado quando era criança. Bem que ele já tinha desconfiado ter a conhecido, mas ela não se recordava pois já havia se passado muitos anos, mas mesmo assim ele lembrou. Deve ser porque essa pulseira tem um grande valor sentimental.

Ela anda pela calçada e então decide sentar em um banco da praça, já que estava perto. Sentou ali, ao som dos pássaros cantando, o vento batendo suavemente, fazendo as pétalas rosas da árvore sakura, caírem ao chão.

Ela estava tão pensativa, que não sente alguém se aproximando. E esse alguém chega por trás e a envolveu em seus braços.

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

Pela musculatura dos braços, o perfume masculino que exalava pelo ar, e também pela respiração que já ouvira tão perto antes, Elaine sabia quem era.

- Oi. – disse Ban, em um tom manso.

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

O abraço dele a reconfortava, a deixava tão bem que ela nunca queria sair do calor de seus braços. Queria parar no tempo, só para que aquele momento nunca acabasse.

- Ban... – ela disse, ainda sentindo aquele perfume e aquele momento, com os olhos fechados.

- E aí? – ele desfaz o abraço, pula em cima do banco e senta, com os braços em volta dela.

- Agora... – ela abre os olhos, levanta o braço deixando a pulseira à mostra. – Eu sei que já nos encontramos antes.

~xXx~

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

No way – Urban Zakapa (Doctor Crush)

Loving you hansungan-e nun-i meol-eossdeon 
meon geunal-ui geu nunbich-eul ajig gieoghani 
nae gieog-e mom-eul matgin neoui moseub-eun 
neomunado nun-i busyeo sum-i maghyeossji 

You are everything in my life 
ije neoleul dugoseo 
geu nugudo salang hal su eobs-eo 

mianhada malhajima No way 
nae gyeot-eseo tteonajima No way 
naege jwossdeon geu sumgyeollo dasi 
Lonely Lonely nal an-ajwo 
nal nohchijima No way 
never never never never No way 
neoleul seontaeghan geu nal geu nalbuteo 
nae an-e niga sal-asumswinda 

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫

(Tradução)

Amando você

Cego em um momento

Pelos olhos daquele dia distante

Você ainda se lembra?

Sua imagem na minha memória

É tão deslumbrante

Eu não conseguia respirar

Você é tudo na minha vida

Agora eu não consigo amar ninguém além de você

Não me diga que sente muito

De jeito nenhum

Não me deixe

De jeito nenhum

Com a respiração que você me deu

Solitário, solitário

Me abrace, não me deixe ir

De jeito nenhum

Nunca, nunca, nunca, nunca

De jeito nenhum

No dia que eu escolhi você

Você estava viva e respirando em mim

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫


Notas Finais


Vortei
Espero que tenham gostado desse cap, eu realmente espero kkk Obrigada pelos favoritos, isso me deixa mt feliz e motivada pra continuar a estória <3
E outra coisa, quando tiver isso: ♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫, é pq a música já está começando, e SIM EU ASSISTO DORAMA -,principalmente de médicos - E EU DEDICO HORAS DA MINHA VIDA VENDO HAHAHAHA vou parar com isso...

Aqui está o link das músicas:

> https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fyoutu.be%2FZtJdTfFu1tk&h=FAQGECzYc

> https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fyoutu.be%2FmfBi3sulhQ4&h=FAQGECzYc

> https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fyoutu.be%2FFTL1RbaZOd4&h=FAQGECzYc

♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫WONHAE MANHI MANHI ♫ ♬ ♫ ♩ ♬ ♩ ♫ ♩ ♫ ♬ ♬ ♫ ♩ ♩ ♫ ♬ ♫
Tá, já to indo...

BEIJOOOOOS


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