História Eu odeio alfas! - ABO - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Beta, Jikook, Jikook Abo, Lemon, Namjin, Namjin Abo, Ômega, Taeseok, Vhope, Vhope Abo, Vmin, Yaoi Bts, Yoomin, Yoomin Abo, Yoominkook
Exibições 368
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteiiiii. Me desculpem pela demora, e pelo capítulo curto desse jeito.
Eu não sou muito boa quando saio do timing; a única coisa que me ajuda é ler mais. E no caso, eu pego bastante inspiração quando leio algum livro da Seleção (no caso, estou na metade do 3º) mas isso não é importante. E o capítulo não está tão criativo.

Aproveitem e boa leitura!

Capítulo 13 - Culpa - (Jimin)


Acordei com uma enxaqueca de quebrar os ossos.
Meus olhos estão molhados, alguns soluços roucos e baixos ainda saem da minha boca. Não parei de chorar nem enquanto dormia.  O ar frio do quarto iluminado preenche meu nariz e me causa desconforto.
Me sinto angustiado, despedaçado. Tão frágil que qualquer palavra mal dita pode me quebrar por inteiro, como se meu corpo fosse feito de porcelana.
Lembro-me da merda que fiz; e Deus... como me arrependo com todas as minhas forças!
Sou um traidor da pior espécie. Trai meu amor, a razão da minha vida; meu doce e amado Jeon Jungkook.

Desesperado, olho para o espelho em minha frente.
Ele reflete uma pessoa magra, pálida e com lágrimas derramadas pela face. Os lábios estão arroxeados e as olheiras escuras marcam presença no rosto de aparência doentia; seu cabelo preto está desarrumado e os olhos castanhos se veem sem vida.
Com um susto já esperado, me dou conta que essa coisa horrível sou eu.

Encosto a cabeça de lado no travesseiro, fraco e abandonado.
A cama, os lençóis; tudo tem um cheiro agradável e perfeito. É o cheiro do Kookie, sei disso. E eu adoro seu cheiro gostoso de alfa.

O ar-condicionado está ligado, são nove e meia da manhã pelo relógio e alguns feixes de luz branca escapam pela janela entreaberta do cômodo.

Mas que porra eu fiz da minha vida?

Cedi a uma porcaria de vontade corporal. Paguei de puta durante três dias. Fiz um escândalo no hall de entrada de um prédio grande e famoso, repleto de pessoas. E quebrei milhares de promessas doces de amor que matinha até então com o homem de minha vida; o garoto que me trazia felicidade e alegrava a desgraça total que eram meus dias antes de conhecê-lo.
Taehyung era ingênuo. Para ele, o fim do mundo era ser tomado à força por alguém desagradável; ser corrompido sem ter a mera chance de defesa. Mas da minha parte, eu havia feito atos muito mais sujos e horríveis do que isso.
Tenho certeza que o loiro me dará um forte tapa na cara e me dirá uns bons xingamentos quando revelar o que fiz com meu corpo. Minha consciência; meu juízo... o que significava se eu não tivera nem a capacidade de usa-lo na hora mais precisa?

Minha mente continua a procurar desculpas esfarrapadas para o que fiz.
Eu sou um ômega; mas se usasse completamente minha força de vontade, poderia ter corrido às pressas para fora daquela sala abafada.
E por que não fiz isso? Eu não sei...
Me entreguei a Yoongi, e, no fundo, sei que sempre nutri algum tipo de sentimento raro sobre ele; algo a mais do que a amizade espontânea de sempre.

Ao mesmo tempo em que quero concertar tudo, quero parar de me importar.
Distrair-me da preocupação, da culpa insuportável e do medo que está grudada em meu coração.  
Disse para mim inúmeras vezes que tudo estava bem nos momentos difíceis. No final, essa era só uma das minhas mentiras idiotas que acabavam se realizando mais cedo ou mais tarde.

Qual tipo de cara será que Jungkook me faria? Com quais olhos, qual expressão ele exibiria em seu rosto quando me visse ali, acordado em seu quarto, acomodado e ocupando espaço indignamente em sua cama.

Eu ouvia barulhos fracos e metálicos vindos da cozinha. Torcia para que o moreno tivesse saído de casa, fazendo compras ou coisa parecida.
Passei a mão pelos lençóis brancos, gelados e macios, me dando conta de que brevemente iria abandonar aquele colchão, saindo de lá para nunca mais retornar, talvez?
Meus dedos claros eram gordinhos e infantis; como mãos de criança. Isso me irritava profundamente. Já que, estupidamente, eu via uma beleza descomunal nos punhos magros e longos de Jungkook. Suas veias e suas unhas perfeitas me chamavam muito a atenção.

Estava pronto para fechar os olhos novamente.
O interior de meu peito parecia vazio, mas minha cabeça pesava, repleta de sentimentos confusos e excruciantes quais eu não queria parar para retomar.
Desejava remediar aquele futuro próximo para sempre. Dormindo, eu perderia a consciência mesmo que apenas por alguns minutos.
Era egoísmo meu querer fechar os olhos e me fazer de doente quando eu sabia que iria ser expulso dali com toda minha vergonha e constrangimento entregues de bandeja para a rua da amargura.

Porém, antes que minhas pálpebras descessem, um barulho repentino fez-me voltar a cabeça na direção da porta escancarada.
E lá estava ele.

O cabelo castanho jazia molhado, deixando gotas de água darem um aspecto diferente à seu pescoço. Seus olhos me fitavam interessados, solidários e cheios de um tipo inesquecível de sofrimento silencioso.
Carregava uma vasilha pequena de alumínio, branca, decorada com florezinhas bregas e um tanto antigas para a época. O recipiente posto em uma bandeja ampla de madeira vernizada com alguns talheres prata-reluzentes soltava um vapor esbranquiçado.

Engoli até minha alma em seco. Surpreendentemente me senti oitenta vezes pior com sua presença repleta de dignidade e comoção; como se eu fosse um cachorro abandonado e ferido que precisasse de atenção e cuidados de um dono carinhoso.

- Jimin... – suas orbes escuras pareciam perfurar cada centímetro de mim com as palavras que saiam de sua boca – Hyung. – se autocorrigiu, aproximando-se com preocupação.

Depositou a bandeja sob o criado mudo da cama e puxou um banquinho de canto para se sentar.
Fiquei imobilizado pela fragilidade que me atingiu no instante seguinte; como se o buraco que abria-se aos poucos em meu peito, tivesse dado um giro de 360 graus e se expandido mais ainda.
Queria puxar as cobertas e esconder meu rosto. Enfiar-me debaixo da cama como o rato de esgoto que eu era não parecia uma má ideia. No entanto, só conseguia mirar sua face com uma culpa tão grande capaz de fazer minha garganta seca latejar e meus olhos queimarem.

- Como está se sentindo? – pronunciou minuciosamente cada palavra. Mexi-me desconfortável, sentindo uma falta imensa do “meu amor” no final de suas frases costumeiras.

Não consegui responder direito. Agarrei o colarinho de minha blusa com os braços trêmulos; mesmo sendo folgado, parecia me sufocar demais.
Ah, sim...
Kookie havia me dado um banho. Não tinha percebido, mas minhas roupas novas não fediam mais ao cheiro adocicado e enjoativo.
De repente, a vergonha alheia me deu outro soco firme, direto na cara.
Ele vira; vira todas as malditas marcas que ocupavam espaço entre meu meus braços magros, em meu pescoço avermelhado...
O pânico cruzou minha cabeça. Além de ter sido traído daquela forma por mim, seus cuidados ainda o permitiram machucar-se muito mais.
Podia imaginar suas lágrimas sofridas, seu descontentamento ao olhar-me nu, com a pele antes impecável marcada pelos dedos e pelos dentes afiados de Min Yoongi.
Ainda assim ele se empenhara tanto... aguentara a humilhação, me tratando com gentileza depois de minhas ações ruins e cruéis consigo próprio.

Droga! Que vergonha de mim!                                                                                                 
Sou a pior pessoa do mundo, e o que me realmente me corta é preferir ser tratado como o lixo que sou ao invés de possuir a cumplicidade sincera e dolorosa de Jungkook.
Um nó enorme se formou em meu estômago e me senti incapaz de respirar normalmente quando as lágrimas salgadas brotaram de meus olhos.

Soluços roucos e desafinados escaparam rapidamente de meus lábios sem cor. 
Comecei a sussurrar pedidos frenéticos e repetidos de desculpas, implorando por seu perdão impossível de conceder.
O garoto arregalou de volta os olhos.
- Jimin... não. Por que está chorando? – perguntou confuso, parecendo mais magoado ainda; e só aumentei o volume do choro agudo – Jimin, não chore desse jeito... por favor!

Seus braços quentes envolveram meu busto, dando-me a tentação de provar seu toque real novamente.
Funguei em seu ombro, sentindo o perfume delicioso de Jungkook preencher meus pulmões.
Eu não queria perder aquilo – de jeito nenhum. Não queria me desvencilhar dele nunca mais.
Não poderia aceitar abandona-lo tão facilmente. Perder meu futuro tão precioso sem ao menos resistir.
Mesmo com toda a tolice que fiz, sou incapaz de deixar de ama-lo; de querê-lo cada vez mais.
 


Notas Finais


E aí? O que acharam? Muito ruim? Bonzinho?
O próximo infelizmente não vai ser na visão do Jimin; mas na do Tae, ou na do Namjoon. Eu estou com um probleminhas de inspiração e tal...
Comentem e favoritem muito: se gostarem.

Muitos kissus com açúcar para vocês.
Até a próxima.
~Yusui


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