História Eu odeio alfas! - ABO - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Beta, Jikook, Jikook Abo, Lemon, Namjin, Namjin Abo, Ômega, Taeseok, Vhope, Vhope Abo, Vmin, Yaoi Bts, Yoomin, Yoomin Abo, Yoominkook
Exibições 385
Palavras 2.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ayooooooo.
Este capítulo esta um pouquinho mais cumprido que os normais. Mas é porque eu estava cheia de criatividade :3

Espero que gostem.

Boa leitura, e aproveitem!

Capítulo 14 - Beijo


O silêncio ocupava a casa.
Tinha sido assim desde que Jimin partira.

A angustia e a preocupação aguentavam a pressão dentro do meu peito; mas incrivelmente, eu estava cheio de energia naquele dia e disposto a gastá-la.

Atividade física? Não.

Compras no shopping? Não.

Então a melhor escolha era se enfiar no sofá espaçoso da sala para jogar videogame!
Eu queria me distrair. Rezava para que Jimin estivesse bem.
Ele é um ômega responsável; sabe se cuidar direito.
Quem sabe eu não estava me importando à toa? Ele podia muito bem ter ido para a casa do namorado, Jungkook, para esfriar a cabeça e retomar os ânimos. Os dois até mesmo poderiam estar – agora – rolando na cama e fazendo sexo, felizes.

Estou tão otimista que faço fantasias mentais sobre o pedido de desculpas que farei à Jimin. Fazem alguns bons dias desde que ele sumiu, e estranhamente meu humor pareceu melhorar bastante ao correr da semana.  Tanto que a culpa abatedora de antes escapuliu por entre meus dedos.
Teve um motivo, é claro. Alguém em especial...
Eu ansiava por algo que quebrava minha rotina costumeira. A proposta feita por Jung Hoseok me enchera de interesse e pura curiosidade.
Um encontro. Um encontro com ele!
Era empolgante, assustador e inacreditável. Eu nunca havia tido um único sequer encontro com uma garota na vida, nem em meus despreocupados e tranquilos anos de colegial.

Depois da noite chuvosa, ele me encheu de promessas e pedidos de desculpas jurados. Acho que fiquei tão tocado no momento em que o alfa ruivo me abraçou e selou nossos lábios que me esqueci da maior parte das burradas que eu fiz, e das quais ele mesmo fez. Na verdade... esqueci de tudo que era desinteressante e pacato no mundo. 
Quem sabe eu só precisava de um pouco de atenção? De um abraço.
Fez-me bem ter chorado na frente dele, libertado minhas mágoas insuportáveis. Eu o acusei silenciosamente, por mais que ele se sentisse horrível com tudo o que fez e preocupado por mim.
Ainda carregava rancor e amargura por suas atitudes; mas agora, cogitava a real possibilidade de que aquilo não fosse uma total e completa desgraça. 
Por mais chocante que pareça, consegui manter uma conversa amigável e decente com Hoseok durante o restante da madrugada. Exatamente; nós dois viramos a noite com o falatório. Soube de algumas coisas dele, não muito, mas o suficiente para me dar uma boa noção da situação.
E não é que o cafajeste era uma pessoa generosa?
Bom... Não sei se é considerado suborno oferecer um carro á alguém como pedido de desculpas, mas fiquei muitíssimo contente com isso! Quase aceitei. Pensei duas, três, quatro vezes antes de realmente recusar.


Hoseok não é alguém tão ruim, mas não deixa de ser um alfa.
É muito interessante, perplexo e engraçado. Quer me fazer rir a qualquer custo e por qualquer bobeira.
No entanto, não é tudo às mil maravilhas.
Ainda estou inseguro; e resisto ao impulso de me afastar cada vez mais dele, com nojo, ódio e pavor de me machucar.
Não tenho confiança em meus próprios passos. Não quero cair, sendo derrubado do ponto mais alto em que minhas mãos puderem alcançar.
Nada pode mudar a natureza dele; e como o devido nome diz: é “natural”.
Possivelmente no fundo, só aceitei a porcaria do encontro para acabar com tudo o que restava de mal feito entre nós. Eu iria cortar definitivamente nossos laços, por mais que tal ato fosse impossível.
Tenho medo de que nossas conexões cresçam absurdamente, que eu me agarre a ele desesperadamente sem ter nenhuma saída para qual fugir. E francamente? É tão fácil que me sinto espantado pela fraqueza e a quedinha que senti por Hoseok quando ele me deixou e foi embora, entrando em seu Maserati azul como o oceano profundo. Por vários momentos, preferi que ele ficasse ali, dirigindo sua atenção a mim, me reconfortando e enxugando minhas lágrimas; como algo a mais que um ombro amigo para consolo. Eu carecia de carinho; e não era moleza resistir a tentação de toca-lo estando tão próximo de mim.

A maldita marca só dificultava as coisas; eu sentia choques minúsculos, ondas moderadas de tesão invadiam minha cabeça e tomavam meu corpo. Era como um inseto que marcava presença no meu pescoço. Não chegava a incomodar tanto, mas eu sempre saberia que aquela praga estaria ali, controlando minhas vontades e desejos carnais; direcionando-as para um único alfa que acabaria com meus casos amorosos e paixonites pela eternidade seguinte.
Era uma coleira. Exatamente, uma coleira!
Como se eu fosse um cachorrinho, vigiado e preso apertadamente na coleira para não arrebentar a corrente e fugir, ser livre. Meu dono sempre teria consciência de onde eu tinha ido, do que eu estava fazendo ou do sentimento que sentia; e eu sempre estaria perto dele, sendo um tipo de escravo obediente de seus caprichos.
Mal conseguia pensar, visualizar nosso próximo cio...
Era um tanto doloroso. Até a ideia de passar por aquilo de novo mexia com meus neurônios e implantava desconforto em meu coração. Suponho que agora, meu ciclo de ômega volte ao normal, sem as pausas repetidas que o remediaram por 5 anos.
Isso me dá arrepios.




Eram quase três e quinze da tarde quando enjoei do videogame.
Estava parado, sentado na área abaixo do sofá com as pernas estendidas pelo carpete, na direção da TV, e as costas apoiadas no estofado cinza do móvel.
O sol forte cruzava o vidro das janelas de casa, enchendo os cômodos de luz; o céu azul era ocupado por algumas poucas nuvens claras e o vento lá fora quase não existia.
Após ter tomado banho – na parte da manhã – me vestira com uma simples bermuda jeans e uma camisa branca folgada com listras finas, vermelho-escuro.
Sentia uma falta imensa da companhia de Jimin, por mais que gostasse da solidão, ela me ajudava a esclarecer e esfriar a cabeça.

Levantei do chão descalço, indo para a cozinha.
Estava a ponto de abrir a geladeira quando o som melodioso da campainha ecoou pela sala. Fui correndo atender, arriscando não opinar quem poderia ser.
Não era Hoseok, dava para saber disso. Minha marca levemente formigava, sinal de que ele estava bem longe daqui.

O choque da surpresa cruzou meu rosto e me espantei absurdamente com a visão disposta à meus olhos. 
Era Jimin.

Sua boca estava arroxeada, com pequenas marcas de mordida já sumindo de seus lábios. Os olhos castanhos estavam sem brilho e aparência abatida e cansada. A face pálida fazia-o parecer um fantasma.
No instante em que me viu, lágrimas preencheram seu olhar marejado; e sem saber ao certo o que fazer, o ômega me abraçou repentinamente.
Retribui confuso, apertando seu corpo quente entre meus braços e perguntando o que houve.

Suas lágrimas molhavam o colarinho de minha camisa e seus soluços sôfregos quebravam meu coração.
Andamos lentamente até a sala, onde ele se sentou no sofá e continuou a chorar.

- Jimin... – chamei preocupado – Jimin. O que aconteceu?

O moreno encostou sua cabeça em meu ombro, fungando baixinho. Parecia que não conseguia e nem iria para com o choro tão cedo.
- S-Sou uma pessoa tão horrível, Tae... – disse com a voz rouca e as bochechas molhadas. – Pior do que lixo!

Sei que Jimin é frágil.
Ele ajuda os outros e sempre procura ser útil, mas no fundo, é só um garoto normal com problemas na vida que também precisa ser igualmente ajudado.  
Encontrei algumas marcas escuras na parte exposta de seu pescoço, mas fiquei perplexo, sem saber o que tinha feito-as com tanto força.  

- Jimin, respira. – orientei tentando manter a calma - Por favor, quero que me conte o que aconteceu para você estar assim.

O garoto fez gestos rápidos com as mãos e tentou pronunciar algumas poucas palavras, seus soluços incessantes atrapalhavam sua respiração descompassada e nervosa; por isso, não entendi completamente nada do que ele tentava explicar.
Revirei os olhos, impaciente.
Sua falta de palavras só estava me deixando mais eufórico, curioso e preocupado. Eu já começava a criar ideias que procurassem explicar o que havia ocorrido.


Será que seus machucados eram obra de Jeon Jungkook?
Algo subconscientemente me dizia que não. Jimin sempre falara bem de seu romântico e gentil namorado; certamente ele não seria capaz de tal crueldade com o adorável e fofo Park.
Em alguma parte de minha infância, vi um programa famoso na televisão onde dizia que: para acalmar as pessoas choronas, o melhor a fazer é beijá-las para que recobrem a razão e a estabilidade.
Na imprudência, agi pelas instruções da sábia e antiga TV.

Beijei Jimin, aproximando a cabeça em um movimento rápido. Ele estremeceu e arregalou os olhos quando minha boca foi de encontro com a dele.
Pouco me importei, já que era tudo para o bem de meu precioso e melhor amigo. Éramos dois ômegas, afinal.
Seus lábios delicados possuíam uma textura suave e macia. Dava para entender a fixação que muitos alfas tinham quando se tratava de Park Jimin.

Não foi o mais intenso dos beijos; passava longe de uma cena romântica de cinema. Ele não abriu a boca, nem eu; e assim, permanecemos parados, imóveis por alguns instantes atordoantes. Mordi seu lábio inferior antes de me afastar, tomado por uma pontada rebelde de audácia.
Meu afeto por ele era extremamente grande. Eu queria cuidar de Jimin, protege-lo e mantê-lo em segurança; mas nunca passaria disso.

O moreno me observou silenciosamente, ainda com os olhos arregalados. Parecia cogitar a possibilidade de que eu tivesse batido forte a cabeça em algum lugar para ter feito tal ato bruscamente.
No fim, ele colocou a mão nos lábios e riu; deixou sair uma risada gostosa que me fez suspirar em alivio. As últimas lágrimas salgadas deixaram seu rosto e um sorriso discreto e ao mesmo tempo modesto escapuliu de sua boca.

- Só você mesmo, hein TaeTae! – gargalhou, limpando as bochechas molhadas com a manga da blusa.

Em seguida, percebi que as roupas que usava não eram dele.
A blusa marrom-escuro e calças folgadas de moletom obviamente não combinavam com o estilo marcante de Jimin. Ele levava uma mochila negra que tinha largado na mesinha de vidro perto da estante.

- Acho que estou desempregado - resmungou, respirando fundo e colando as mãos uma na outra. Me olhou nos olhos, erguendo a cabeça – Perdão, Tae... eu não devia ter brigado com você da última vez. Não podia ter cedido às provocações. Você só queria ficar sozinho e eu estava lá, te aborrecendo o tempo todo.

Balancei a cabeça, apertando seus dedinhos pequenos e os acariciando.


- Não. Eu que peço desculpas, hyung. – umedeci os lábios, apressado por finalmente obter sua compreensão – Agi muito mal. Não devia ter te tratado daquele jeito medíocre. Você é muito, muito importante para mim... e quero saiba disso.

Ele fungou e abriu um sorriso minúsculo, brincando a palma de minha mão para se distrair.
-Eu sei... – confessou – Você também é realmente importante na minha vida.

- Ótimo. – me levantei, apoiando um joelho no sofá e me inclinando para beijar sua testa, em um gesto puro e inocente, demonstrando carinho. – Agora; pode me contar o que aconteceu? – perguntei e ele assentiu depois de um tempo, pensativo.


Jimin me contou sobre tudo, até os mínimos detalhes.
Depois da tarde em que brigamos, ele foi para o trabalho ocupar a mente. Deu de cara com o chefe entrando em pleno cio e não resistiu á tentação.
Após passar três dias dentro da sala, satisfazendo Yoongi sem poder sair ou se alimentar o ômega implorara para que o deixasse partir; pedido que Suga concedeu, despachando-o para fora. Ainda no hall de entrada na empresa, Jimin caiu chorando no chão, aos prantos, na frente de todas as pessoas que trabalhavam lá. Berrando e gritando alto, tomado pelo pânico e pelo nojo evidente.
Foi assim que o namorado deu de cara com ele, quando tinha ido procurar Jimin, angustiado pela falta de noticias do amado.
O moreno desmaiou com o choque e foi levado para o apartamento de Jeon; onde acordou depois de um dia inteiro dormindo, arrumado e tomado banho.
Desabafara tudo que mantinha guardado, revelando à Jungkook sobre seu arrependimento pela traição.

- Ele disse que não vai me perdoar... – choramingou Jimin do sofá, limpando o nariz com um lencinho branco de algodão – Passei tanta vergonha por ter de contar o que havia feito.

Ele olhou para mim em busca de apoio.
- Eu sou um traidor. Um maldito ex-namorado! – praguejou baixinho - Não que ele não soubesse da traição quando me viu e me deu banho. Quer dizer... eu estava fedendo à sexo e meu corpo cheio de marcas. Mas ele só soube realmente pelas minhas palavras . Antes, achou que eu tinha sido atacado pelo Yoongi e estava furioso.
O ômega riu amargamente.
- Adivinha o que o Jungkook fez para mim? Canja de galinha. – Jimin sorriu ao se lembrar do fato – Ele é um desastrado na cozinha, mas era gostoso, e comestível acima de tudo.

Assenti. Estava na cozinha picando alguns legumes, cozinhando carne e macarrão para fazer o jantar. Lá fora, o sol ardente de verão já se punha lentamente, deixando a escuridão da noite tomar conta do céu.
Eu não era tão bom na cozinha; apesar de Jimin também não cozinhar muito bem, ele era visivelmente o melhor de nós dois. Mas eu ainda sabia fazer algumas coisas, como nosso próprio jantar sozinho, é claro.

Interrompendo meu raciocínio, a voz fraca do moreno ecoou pela sala em uma pergunta duvidosa.

- Você acha que ele vai me perdoar algum dia, Tae? – a curiosidade em seu tom era mais do que clara. – Acha que eu ainda tenho chances? Porque eu não vou desistir tão rápido dele...

Prendi o fôlego, pensando na melhor resposta que eu poderia dar.
O que Jimin havia feito era no mínimo cruel e indigno. No entanto, o ômega estava arrependido do fundo do coração. Eu sabia que ele amava muito o namorado alfa, tanto a ponto de derramar rios inteiros de lágrimas por ele.
Sinceramente, não sei se eu mesmo perdoaria Jimin se estivesse na situação de Jungkook.
As coisas são muito simples para mim; se traiu, perdeu definitivamente a chance de volta. Mas não acho que funcione assim em todo o caso, principalmente quando existe amor verdadeiro por entre os acontecimentos.
Nunca gostei das pessoas ao ponto de arriscar tudo e jogar meu orgulho fora para ter o que era preciso; para ser retribuído da mesma forma.

Engoli em seco, me concentrando no que fazia.
- Francamente, Jimin? Acho que depende da intensidade do elo de vocês. – e lá vou eu, com minhas bobagens filosóficas de novo– Se vocês realmente se amam, se foram feitos um para o outro... Ele precisa reconhecer e aceitar seu perdão. Você precisa provar estar arrependido e jurar que nunca mais vai fazer isso outra vez. Não vai ser nada fácil – admiti, pessimista - e pode ser que ele te esqueça e vocês se separem para sempre. Ou a honra dele pode ser maior que o romance que vocês dois tiveram...


Parei de falar quando ouvi mais soluços agudos e discretos vindo da sala.
Jimin retornara a chorar, agoniado e sofrido por minhas palavras.

Suspirei novamente; seria uma longa e trabalhosa semana.
 


Notas Finais


E aí, pessoinhas? Gostaram?
SIM, tem um ar de Vmin nesse capítulo. Espero que tenham gostado...

Até a próxima.
Muitos kissus para vocês!
Comentem e favoritem bastante, por favor.

~Yusui


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