História Eu odeio alfas! - ABO - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Beta, Jikook, Jikook Abo, Lemon, Namjin, Namjin Abo, Ômega, Taeseok, Vhope, Vhope Abo, Vmin, Yaoi Bts, Yoomin, Yoomin Abo, Yoominkook
Exibições 388
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoal!
Fiquei muito feliz, mesmo, com os mais de 200 favoritos nessa fanfic!
Agradeço ao apoio de todos vocês...

Pois bem... Vamos ao capítulo (parte um)

Aproveitem a leitura.

Capítulo 15 - Marcas de uma História de Amor - Parte 01 (Namjoon)


Eram 3:47 da manhã. E eu não conseguia pregar os olhos...
Meu vizinho arrombado tinha posto o som dele – que já era alto –  no volume máximo. O infeliz bêbado não poderia resistir a fazer arruaça, mesmo com a chuva forte e os trovões imparáveis lá fora.

Levantei-me da cama irritado, sofrendo de enxaquecas terríveis pelas noites mal dormidas.

Era um saco que amanhã fosse domingo. Ou melhor, hoje era domingo; dessa forma, eu não teria nada para fazer a não ser ficar me lamentando por não poder ir trabalhar, ocupar minha mente e ter o prazer de ver Seokjin à minha frente.
Rastejei pelo quarto escuro às cegas. Achei o interruptor e liguei-o.

Meu rosto estava horrível. As olheiras escuras marcavam presença na área abaixo de meus olhos, e meu cabelo estava torto e desarrumado na parte direita. Mesmo assim, coloquei uma roupa qualquer que achei na beirada do guarda-roupa:
Um jeans surrado, uma camisa preta e um casaco azul-escuro, quentinho e de lã.

Eu iria dar uma volta de carro para arejar a cabeça e colocar meus pensamentos no eixo certo.
Gostava das noites frescas e nubladas onde os relâmpagos cruzavam o céu.

As ruas vazias e tranquilas só facilitavam o movimento de meu Camaro preto-acinzentado pelo asfalto molhado.
Mesmo no centro, o fluxo de carros era quase inexistente por causa da tempestade e do horário noturno.
Enquanto dirigia pacientemente pelas principais avenidas da cidade, eu me fazia perguntas estúpidas sobre como os mendigos tomavam banho, o que estavam fazendo agora ou para onde iam se esconder quando a chuva caia.

Às vezes, passava as noites em claro pensando em Jin.
Visualizando em minha imaginação suas curvas sutis e delicadas, seus lábios bonitinhos e rosados; seus inocentes olhos castanhos amendoados...
Ele parecia muito mais novo para aparentar totalmente os 23 anos que tinha, podendo se passar facilmente por um garoto de recém 18.
Sua gentileza – obvia até na voz – rendia-lhe muitos elogios e bons olhares da parte da supervisão.
Realmente... não havia ninguém como Kim Seokjin neste mundo.


 


Abro a janela após um tempo, procurando deixar o ar frio entrar pelo vidro para dentro do espaço apertado de apenas dois lugares.
Meus olhos captaram os passos lentos e custosos de alguém andando pelo meio-fio sob as gotas firmes da agua da chuva.
O corpo magro estava coberto por roupas velhas e em farrapos. Logo percebi que se tratava de um garoto.
Ele puxava desanimado uma mala negra de rodinhas na mão direita.
Imediatamente me perguntei o que diabos alguém estaria fazendo ali, andando pela chuva em plena madrugada de domingo.
Focalizei seus cabelos encharcados, de um tom castanho-claro, e depois, meu queixo caiu ao perceber que as feições bonitas e delicadas de seu rosto, eram muito, muito conhecidas por mim.
Meu braços tombaram para o lado do volante e quase bati com a frente do carro no meio-fio. Teria até atropelado um banco inocente que não tinha nada a ver com a situação, se não tivesse mudado o trajeto da direção no instante em que as rodas rasparam contra a calçada.

Eu estava absolutamente em choque.

Um milhão de pensamentos cruzavam minha cabeça, aturdindo meu raciocínio.

Felizmente, minha confusão com o carro atraiu a atenção de Seokjin, que se virou bruscamente para os faróis, amedrontado; com uma expressão de puro medo estampada no rosto pálido.
Meu coração pareceu quebrar-se naquele momento, despedaçando-se pedacinho por pedacinho.

Deus, o que o menino que eu tanto amava estava fazendo, jogado nas ruas, sozinho em meio ao vento frio da noite?

Eu definitivamente estava pronto para matar quem fosse o responsável por aquilo.
Meu maxilar tremeu de raiva e cerrei os punhos, abrindo a porta do carro com força – quase estragando-a finalmente.
O moreno virou-se para mim engolindo em seco, como se fosse sair correndo a qualquer momento. Ele recua aos poucos, à passos lentos.
Suponho que com a escuridão da noite, seus olhos não captaram meu rosto claramente; a luz dos faróis também refletia em seu rosto esbranquiçado, impedindo sua visão total.

- N-Namjoon...? – o beta pergunta com a voz trêmula, duvidoso, enquanto me aproximo mais.  – É você?
 
Suas orbes negras cintilam, cheias de esperança.
Seus corpo todo parece chacoalhar fracamente sob a água gélida da chuva. Ele abre um sorriso tímido e morde os próprios lábios rosados que tanto desejei.

Puta que pariu, Seokjin consegue ser lindo até vestido com trapos de mendigo!
Isso só me causa mais ódio. Quem deixaria um garoto frágil e perfeito como ele vagar sem rumo, desolado desse jeito?
Meu coração lateja de vontade de cuidar do beta, abraça-lo e tirá-lo da tempestade feroz.

A chuva já me molhou completamente, dos cabelos até a ponta do tênis. Estou encharcado e vertendo água; mas não me importo. Não ligo de ficar com frio ou com fome... a única coisa que não quero é que Seokjin passe por isso.
Avanço para ele, agarrando seu pulso livre firmemente.
O moreno reclama, soltando um gemido débil de dor enquanto o arrasto na direção da porta do Camaro juntamente com sua mala preta.

- Ai! Namjoon. – sua expressão implora por respostas, por uma simples fala minha que explique tudo – O quê foi?

Fico em silêncio. Sei que se começar a dizer o que quero, palavras sujas vão voar pelos ares e vou metralha-lo com minhas perguntas diretas.
Estou tão furioso que quero desesperadamente socar alguma coisa. O vidro da janela do carro parece uma boa ideia, mas não quero assustar Jin com meu rancor.

- Entra e senta no banco! – ordeno com a voz de alfa, quase empurrando-o para dentro do veículo – Agora!
Ele estremece e se encolhe um pouco, obedecendo-me ao entrar calado e sentar no banco de couro; e me arrependo imediatamente de ter usado meu tom autoritário com o beta.
Seus olhos me fitam atentamente; medroso. Seu cheiro provocante está misturado ao odor da água da chuva que escorre por sua testa até o queixo.

Antes de ligar o carro e me apossar do volante, tiro meu casaco de lã e coloco sob seus ombros molhados.
- Vista-o. – digo, procurando manter o controle tanto internamente quanto externamente.

Seokjin entreabre a boca, como se fosse recusar, mas pensa por um instante e aceita o tecido quentinho. Murmura um “obrigado” baixinho, apenas movimentando e repuxando os lábios carnudos em um sorrisinho de gratidão.

- Desculpe por molhar seu banco... e seu carro. – acrescenta, desviando o rosto para a janela escura com a mala mal-ajeitada entre os braços magros.

- Não importa – rebato, sendo sincero;  reprimindo-me para não derramar minhas perguntas em suas costas.

Ligo o carro e piso no acelerador, começando a dirigir furiosamente de volta para casa.



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Ativo o interruptor e as luzes brancas iluminam boa parte dos cômodos da casa.

Guio Seokjin até o banheiro no andar de cima, silenciosamente enquanto ele arrasta sua mala com cuidado peso piso agora molhado.
Suas roupas estão um fracasso: A calça jeans está cheia de furos, rasgões e buracos no tamanho de dedos humanos; na camiseta velha e amarrotada, vermelha e xadrez faltam alguns botões essenciais.
Não percebi que ele estava descalço até manda-lo tirar as roupas sujas e tomar um banho quente na banheira de mármore cinzenta do banheiro. Na verdade, também não percebi o corte fino já cicatrizando na parte direita de seu lábio inferior, nem a leve cor arroxeada abaixo de seu olho esquerdo.

Aqueles machucados horrendos arruinavam a perfeição delicada e sempre pura do beta.
Grunhi, cerrando os dentes na imprudência ao ver os ferimentos esquecidos que cobriam algumas partes de seu corpo enquanto ele tirava a roupa, obedecendo sem reclamar minhas instruções.
Eu definitivamente vou matar o infeliz que fez isso!
Meus olhos adquirem um tom avermelhado, sinalizando minha falta de controle. Sinto meu lobo interior gritar de descontentamento por aquela visão, e solto um rugido rouco, respirando com dificuldade.
Isso atrai a atenção de Jin que se vira para mim, atordoado.

Suas costas já estavam totalmente expostas quando avancei para cima, pegando seus punhos e prendendo-os na parede gelada de cerâmica, fazendo com que nossos rostos quase se encostassem, ficando à centímetros um do outro.
Ele geme novamente, dolorido, e sinto seu hálito cálido rente à minha face.

Droga. Droga. Droga. Droga!

Resisto à puta vontade de beijar sua boca que me atinge como um caminhão em alta velocidade.  Ainda estou fervendo de raiva; tanto pela situação, tanto por não poder toma-lo aqui e agora, do jeito que sempre sonhei em fazer.
Como seu aroma doce de flores consegue me tirar do sério assim?

- Quem fez isso com você?! – exijo saber – O que aconteceu, Jin?! – pergunto alto, quase berrando.

Seokjin solta um soluço agudo, e de repente, lágrimas brotam em seus olhos marejados, escorrendo por suas bochechas pálidas.
Seu nariz arrebitado está levemente avermelhado, os fios claros de seu cabelo úmido grudam-se na testa. 
Suspira profundamente, tentando se livrar de meu aperto forçado.

Me corta o coração vê-lo assim, magoado, chorando como se fosse o fim do mundo.
E... Meu Deus, como quero beijá-lo!


 


Notas Finais


Gostaram??
Hoje eu peguei um jeito de escrever meio diferente...
:-)
Obrigada por lerem até aqui.
Comentem e favoritem, por favor.

Muitos kissus.
~Yusui


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