História Eu quero ser seu anjo ❤ - Capítulo 64


Escrita por: ~

Postado
Categorias Henrique & Juliano, Luan Santana
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Visualizações 286
Palavras 1.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Troquei a capa, olha bem pra esse casal e me diz se eles não merecem ficar junto???? 😚😍

Capítulo 64 - Ele não precisa de pai...


Fanfic / Fanfiction Eu quero ser seu anjo ❤ - Capítulo 64 - Ele não precisa de pai...

 —Mohana...

—Juliano pelo amor de Deus, eu não quero perder o meu filho, chama a Analu!-Ele saiu correndo gritando Analu, olhei para minhas pernas me deparando por uma poça de sangue, me desesperei, eu não posso perder o meu filho!


POV JULIANO

Aqui estou eu, em pé ao lado da porta onde Mohana está em observação. Aflito e com medo do que possa acontecer, fazem exatamente quarenta minutos que chegamos ao hospital e eles levaram ela.

—Se acontecer alguma coisa com ela ou com o meu afilhado eu nunca vou te perdoar!-Analu disse aos prantos. —Vocês homens não pensam para fazer as coisas!-Henrique a segurou, ela iria vir em minha direção.

—Deixa ela Henrique, se acontecer alguma coisa com eles eu mesmo me mato!-Falo deixando as lágrimas caírem, o coração em pedaços só de pensar que eu sou o culpado disso, que mais uma vez eu fiz as coisas sem pensar, mas dessa vez eu me superei, a vida deles estão em risco e nessa hora me sinto inútil, não posso fazer nada por eles.

—SEU FILHO DA PUTA!-Senti um peso em minhas costas, olhei para trás ainda sentindo uma forte dor. —EU VOU TE MATAR!

—Titto!-Analu grita enquanto vejo dois seguranças os apertando. —Pelo amor de Deus, fica calmo! Bater nele não vai adiantar...

—Ela tá bem?-Ele olhou para ela, seu rosto estava visivelmente com raiva e eu não tiro sua razão.

—Solta ele!-Ela pediu, Henrique veio ao meu lado perguntando se eu estava bem, a minha dor não era física, sim emocional. Só queria ouvir que está tudo bem com eles.

—Ainda não temos notícias!-Analu olhou para ele. —Mas vai ficar tudo bem, você trouxe o que eu te pedi?

—Sim!-Ele puxou a mochila e abriu a mesma pegando uma pasta vermelhas. —Ela parou de tomar as vitaminas?

—Eu não sei!-Analu abaixou a cabeça. A cada palavra dita por eles eu me sentia pior, ele participa mais da gravidez do que eu que sou o pai. —Pedro perguntou algo?

—Não, ele não estava em casa...

—Familiares da paciente Mohana?-Um senhor dos cabelos grisalhos interrompeu a conversa.

—Ela está bem?-perguntei aflito. —E o meu filho?

—Aparentemente sim, a perda de sangue intensificou a anemia. Analu?

—Sim, doutor Gustavo?

—Você trouxe os exames que eu te pedi?-Ela assentiu entregando a pasta. —A glicose dela está acima do recomendável... Ela exagerou mais uma vez não é?

—Sim!- ela bufou. —Saímos da dieta hoje.

—Mas e o bebê, Gustavo?-Felipe perguntou. —Está tudo bem com ele não é?

—Sim, foi por pouco. Devo lembrar a vocês que em hipótese alguma ela pode passar por fortes emoções, pelo menos até o quinto mês de gestação, sugiro que não a deixem comer qualquer tipo de doce até que os exames se normalizem.-Analu assentiu

—Posso vê-la?-Pergunto num fio de voz, todos os olhares se direcionaram a mim

—Ele não vai entrar na sala!-Felipe me olhou.

—É o meu filho que está naquela barriga!-Falo e vejo ele se contorcer de raiva.

—Ei, vamos parar!- Analu interviu. —Vou entrar primeiro!

—No máximo duas pessoas por vez!-O médico disse.

—Eu vou!-Eu e Felipe falamos ao mesmo tempo.

—Eu vou sozinha!-Analu disse firme. —Depois vocês resolvem quem vai ou não...


POV ANALU

—Moh!-corro até ela e a abraço, seus braços haviam algumas agulhas, ela estava com soro nas veias.

—E meu bebê?-ela se agitou.

—Calma!-Falei pegando em sua mão. —Nosso baby está bem. Amiga, você parou de tomar as vitaminas?-Ela desviou o olhar. —Mohana!

—O gosto é horrível, eu não consigo...

—Você precisa tomar amiga, pensa na vida da nossa pequena!-ela arqueou as sobrancelhas. —Que é?

—Nossa pequena?-ela disse fazendo aspas.

—Sim, vai ser uma menina... Meu instinto materno diz isso!

—E desde quando você tem instinto materno?-Ela riu e eu fiquei feliz em ver o clima amenizar.

—Desde quando eu descobri que vou ter um afilhado! -sorri confiante. —Amiga, Juliano ainda está aqui fora...-Falei receosa.

—Não quero ver ele!-Ela disse fechando a cara.

—Não seja rude!-A repreendi. —Pensa bem, ele agiu sem pensar mas você sabe que também tem culpa nisso!-Ela me olhou incrédula mas mesmo assim não disse nada. —Ele está lá fora preocupado tanto quanto nós estávamos!

—Mas a culpa de nós estarmos aqui é dele!

—Não seja infantil Mohana, pensa no filho de vocês... Vocês podem não ficar juntos mas pensa no futuro do seu filho...

—Posso criá-lo sozinha, ele não precisa de pai! -desviei o olhar dela e me levantei ficando de costas.

—Você que pensa!-Falei baixo mas sei que ela ouviu. Segurei o choro. —Diz isso porque não foi criada sem pai!

—Amiga!-Sua voz era de arrependimento, ela sabia o quanto isso me afetava. Tenho certeza que não foi por mal.

—As coisas não são fáceis, você pode achar que sim, mas você não tem noção do quão ruim é não ter um pai... Durante toda a minha infância eu cresci ouvindo que eu não tinha pai, e de fato era verdade, perdi o meu quando era muito nova...-suspirei já deixando as lágrimas caírem. —Nos dias dos pais, eu olhava cada criança fazendo seu presente na escola, com a felicidade estampada dizendo que o pai ia ficar feliz, nas apresentações escolares eu sempre não ia, por mais que minha mãe fizesse questão em ir ela não era o meu pai, cresci sem ter uma presença paterna e eu apenas ficava imaginando como era ter uma pai... Era um sonho de criança!-ela ia interromper mas eu continuei. —O primeiro contato com uma pessoa que poderia ter sido um pai, você sabe bem o que aconteceu!-Abaixei a cabeça, já não tinha mais lágrimas. Só se ouvia os meus soluços e consequentemente os dela. —Não faça isso com seu filho Mohana!-Me virei e sentei ao seu lado na poltrona. —Não deixe que ele cresça sem o pai, você pode se envolver com quem quiser mas somente o pai dele vai querer protegê-lo, você sabe que muitas mães não tem opção e são obrigadas a criar os filhos sem o auxílio do pai do bebê, mas sabemos que você tem o Juliano, ele tem que participar da vida do seu filho, e não só por obrigação, ele quer. Ele quer cuidar de vocês, quer ser presente mesmo sabendo que a rotina dele é corrida. Ele quer por que te ama e porque ama o bebê que está aí dentro, então não deixa ele se afastar... Eu sei que ainda o ama, não deixa o orgulho falar mais alto que amor de vocês! O que passou não dá para consertar, mas pode escrever o futuro.. Pensa bem, você conhece o Juliano melhor do que eu, você sabe que ele não é uma pessoa má, ele sempre quis o seu bem...Tudo bem que ele errou, mas quem não erra? Você também errou quando escondeu. Henrique errou quando me traiu e eu errei muito também, mas o que importa é o amor que a gente sente, se ele for de verdade, ele vai superar tudo isso! Vocês se amam, não tem porque ficarem separados.-falei e ela me olhou pensativa mas não disse nada.

—Licença!-Vejo Felipe entrando com um sorriso nos lábios, na porta estava Juliano com uma cara abatida, visivelmente triste.

—Vou deixar vocês a sós!-Me levantei enxugando as lágrimas. —Estarei lá fora, qualquer coisa me chama!-Eles assentiram. —Amiga, pensa no que eu te falei...

Andei até a porta e abracei Juliano, ele ficou sem reação mas logo cedeu.

—Vai ficar tudo bem, dê tempo ao tempo!-Ele assentiu. —Entra lá!-Ele olhou novamente mas negou com a cabeça. —Não seja covarde!-Falei o incentivando. —Vai deixar sua mulher e seu filho com outro homem?-Ele negou novamente. —Então vai, mostra para ele que você não vai desistir assim tão fácil. Mas por favor, não brigue, não saiam no tapa... Mohana não pode ter fortes emoções, lembra?-Ele assentiu. Deixei ele ali e fui até Henrique o abraçando e sentando em seu colo.


POV JULIANO

Parado na porta sem saber se entro ou não, observo de longe Mohana e Felipe. Seria egoísmo demais querer ser o motivo de cada sorriso que ela deu desde quando ele entrou? Talvez seja. Me dói ver que ela consegue seguir a vida dela e que possivelmente não vou ter mais uma chance. O dia foi tão maravilhoso e por um deslize meu -mais um- eu coloquei tudo a perder e voltamos a estaca zero.

E essa é a última vez que eu tento, se ela não me perdoar eu vou ter que me afastar. Não do meu filho, afinal ele também é responsabilidade minha agora, mas vou ser obrigado a ver Mohana com o Felipe e ele esfregando o tempo todo na minha cara em que ele está fazendo exatamente o que eu não fiz. Clichê isso não é? Mas é verdade, não dei valor e perdi ela e agora o que eu desejo é que ela seja feliz, independente se for comigo ou não. Só quero que ela seja feliz, e que no entanto “ele” cuide bem dela, porque com certeza não existe outra no mundo igual a ela e infelizmente eu demorei para perceber e fui incapaz de fazer ela feliz.

Saindo dos pensamentos me dirigi até a ponta da cama onde eles estavam, ambos pararam de falar e me encararam. Felipe raivoso, mas não me importa eu apenas queria decifrar a feição da Mohana, que me encarava sem dizer nada... E agora?



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