História Eu quero ser seu anjo ❤ - Capítulo 86


Escrita por: ~

Postado
Categorias Henrique & Juliano, Luan Santana
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Visualizações 383
Palavras 2.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


TODO MUNDO VIVO AI?
PRONTAS PARA MAIS UM?
QUEREM SOFRER?

ENTÃO, eu queria ressaltar aqui que não desisti de nenhuma fic, apenas estou focando na Analu devido aos capítulos tensos, MAS assim que normalizar ( um pouco ) eu volto a fazer capítulos para as outras fics. Estamos entendidos?????? Espero que sim, eu não vou abandonar nenhuma fic pela metade, posso demorar a postar, mas finalizar sem estar completa: NUNCA!

Então... Beijo na bunda e até segunda hahahahah
Boa leitura, não me mate.

Capítulo 86 - Eu acredito em você!


Fanfic / Fanfiction Eu quero ser seu anjo ❤ - Capítulo 86 - Eu acredito em você!

—Henrique, a Analu...- o telefone dela tocou e ela arregalou os olhos e atendeu. —Ai meu Deus! Fica calma, estou indo agora mesmo!- seus olhos lacrimejaram.

—O que aconteceu?- perguntei quase sem voz.

—Troquem de roupa, precisamos ir para o hospital!- ela respondeu desesperada. —A saúde dela está em risco!

—A...Analu?- perguntei engolindo seco

—Sim meu filho, Analu está internada!- Minha mãe disse e foi aí que meu mundo desabou de vez, perdi o ar por segundos, meu coração parece ter parado por minutos. É como se eu estivesse entrado em transe, eu não conseguia falar, nem me mover, apenas sentia as lágrimas descendo ainda mais intensas que antes, eu queria correr e ir vê-la mas não tinha forças, queria levantar do chão, já que eu havia ajoelhado no mesmo até sem perceber, queria ir até ela mas eu não conseguia, meu corpo pareceu enrijecer.

—Henrique?- Ouvi a voz do meu pai. —Vamos filho. Temos que ir!- ele e Juliano me ajudou a levantar e só então que eu percebi que todos já haviam trocado de roupa.

—Veste essa blusa, tá frio!- Minha mãe me entregou um moletom, minha sorte é que já estava de calça. Fomos para o carro, eu me sentia como um robô, não conseguia agir direito. Meu pai foi dirigindo, meu irmão foi no banco do passageiro, Mohana, minha mãe e eu sentamos no banco de trás respectivamente nessa ordem.

O vento gelado batia no meu rosto e eu pouco importava, nesse momento eu já havia parado de chorar, mas foram questões de segundos para que seu rosto viesse em minha mente, e seu sorriso que eu tanto amo parecia mais distante agora. Minha mãe me abraçou e eu deitei a cabeça em seu ombro, chorei. Chorei como uma criança, sob os carinhos da minha mãe eu tentava me confortar, só pedia a Deus que não deixasse acontecer nada com a Analu. EU NÃO SUPORTARIA A VER SOFRENDO!

(…)

—Cadê ela?- Gritei desesperado enquanto entrava pelo hospital.

—Senhor, por favor! Mantenha a calma e faça silêncio...- a recepcionista pediu.

—EU SÓ QUERO SABER NOTÍCIAS DA MINHA NAMORADA!- Falei grosso.

—Gritar com ela não vai resolver, Henrique!- minha mãe me repreendeu e olhou para a mulher. —Desculpe, ele está desesperado! – ela assentiu.

—Carmen!- ouvi Mohana chamar e então vi ela se aproximar, seus olhos me encararam, haviam olheiras, sinal de que não conseguira dormir. —O que aconteceu com ela?

—Estava tudo instável, mas, ela deu febre. -Ela abraçou Mohana e as duas começaram a chorar desesperadamente, fiquei sem entender, mas vi que era algo sério. —Eles estão tentando controlar a temperatura, disseram que eu não podia ficar lá e que iriam me manter informada!- ela cumprimentou a todos que estavam por ali e se limitou a me dizer um pequeno “oi”. Isso me doeu, seu olhar de tristeza me machucou, ela estava tão abatida e não era pra menos, sua única filha estava num estado crítico e não podia fazer nada por ela...

—Carmen!- a chamei. —Será que a gente poderia conversar?- ela assentiu e se aproximou, fomos andando em silêncio até o refeitório do hospital. —Eu quero te pedir perdão!- falei segurando o choro. —Eu sei que você tem todo o direito de ter raiva de mim e me culpa pelo que está acontecendo, que na verdade nem eu mesmo sei!

—Olha Henrique, não foi fácil segurar a barra sozinha, ver minha filha sofrendo essas últimas semanas foi terrível. Você sabe bem como ela é, não queria comer, só queria ficar dentro do quarto. Chegou dia em que ela só chorava, cheguei a pensar que ela estava dando início á uma depressão. Henrique, á essa hora era para a gente está arrumando nossas malas e ir para o aeroporto. Ela havia me pedido para fazer isso pois queria sair daqui o mais rápido, presenciei tantas vezes ela vendo fotos de vocês, relendo conversas, ouvindo áudios...

—Eu me arrependo de tudo o que fiz!- falei sincero. —Eu amo sua filha, mas, na hora eu não pensei em nada. Fiquei desesperado quando soube e não consegui pensar, deixei a raiva falar mais alto e fiz o que fiz. Eu não sei o que ela tem a me dizer em relação a isso tudo, e por mais que ela confirme eu estarei disposto a esquecer o que houve.

—O problema não foi você ter terminado ou mandado ela ir embora, foi o jeito em que você fez! Você ofereceu quinhentos mil reais para ela sair da sua vida, a chamou de coisas horríveis, tratou ela como se fosse uma qualquer!- senti raiva em sua voz mas eu sabia que ela estava certa. —Me doeu tanto quando ela ficou desamparada, no momento em que ela mais precisou você a deixou. Jogou o mundo em cima dela, e foi embora!- ela limpou as lágrimas. —Eu não me importaria se você não a perdoasse, eu só queria que você tivesse escutado ela antes de tomar as decisões, deixasse ela se explicar, eu garanto que o sofrimento seria amenizado, talvez vocês não tivesse juntos mas, tenho certeza que uma boa conversa vocês resolveriam por mais que a decisão fosse nunca mais se ver e cada um ir para o seu lado.

—Desculpa! Carmen eu me sinto péssimo com tudo o que está acontecendo, eu sofri muito também por ter tomado tais decisões e hoje sabendo que ela está aqui eu fiquei pior ainda! – respirei fundo. —Me perdoa por tudo, eu estarei ao lado dela para sempre.

—Para sempre não existe Henrique!-ela disse abaixando a cabeça.

—Prometo que essa foi a última vez que eu agi sem pensar... Quero mudar, mudar por ela, pelo amor que sinto e que cresce a cada dia. Analu foi a única mulher que eu amei de verdade, tive minha decepção amorosa anos atrás mas descobri que eu não amava aquela pessoa, eu apenas era apaixonado. Analu é diferente, eu sei que é amor, eu sei porque ela foi a única mulher que me fez sentir coisas tão intensas, ela conheceu o meu pior lado e mesmo assim aguentou tudo calada. Me perdoa por tudo o que fiz com sua filha?

—Não é a mim que você tem que pedir perdão!- ela respirou fundo. —Se Analu te aceitar depois de tudo o que aconteceu, sinta-se a pessoa mais amada desse mundo... Se conseguir o perdão dela, você terá o meu também.


POV MOHANA

—Mohana, está tudo sob controle!- o doutor sorriu. —Ela já está melhor mas você sabe, a situação dela complica ainda mais!- ele se referiu a gravidez. —Amanhã cedo nós iremos fazer novos exames... Se quiserem visitar, ela está no mesmo quarto, recebendo alguns medicamentos

—Oh, claro!- sorri fraco.

—Já ia me esquecendo, ela chamou por... Heitor? Não, Henrique!

—Meu cunhado! Vou chamá-lo!- ele assentiu e saiu andando.

—Posso entrar primeiro?- Maria perguntou. —Eu preciso conversar com ela!

—Vai...- sorri. —Enquanto isso, vou chamar a Carmen e o Henrique!- ela assentiu e foi.

—Mohana, senta um pouco. – Edson disse. —Deixa que eu vou lá!- minhas pernas doíam e eu acabei me sentando.


POV ANALU

—Oi moça!- Maria alisou minha mão e beijou minha testa.

—Você, aqui?- perguntei sorrindo fraco.

—Sim, vim assim que soube!

—Desculpa!- falei baixo ela me olhou confusa. —Sei que você deve ter ficado decepcionada com tudo o que soube!- senti as lágrimas rolarem em minhas bochechas.

—Não, Analu. Não se preocupe! Mohana me explicou tudo, e eu sinto muito por Henrique ter sido tão impulsivo...

—Eu não fiz porque quis!- me lembrei. —Osmar me obrigou, tentei ir contra mas era a vida da minha mãe que estava em jogo, sei que se fosse ao contrário ele também faria isso por você!- solucei, ela passou a mão em minha bochecha.

—Não se sinta culpada, eu entendo perfeitamente o que aconteceu!

—Eu me apaixonei por ele quando o conheci de verdade, foi aí que eu tentei sair fora. Eu pedi ao Osmar que escolhesse outro homem, eu realmente estava disposta a abrir mão do sentimento que estava crescendo apenas para não magoá-lo. Porém, Osmar viu que eu me importava com o Henrique e foi aí que ele não me deixou mudar! Maria, eu nunca quis o dinheiro de vocês, eu juro!

—Eu acredito em você!- ouvir isso dela me deu uma segurança enorme, eu realmente pensei que ela fosse me repugnar, mas ela me entendeu. E isso serei eternamente grata! —Você fez meu filho feliz, tirou ele das festas e baladas... Você fez ele largar as mulheres para se dedicar apenas á você! Eu sou grata por isso e espero que você o perdoe...

—Ele não quer me ver, nem ouvir o que eu tenho a dizer...- falei triste. —Sinto tanta falta dele...

—Ele também sente sua falta e está bastante arrependido...

—Queria acreditar que fosse verdade!- desabafei. —Não quero que ele se sinta culpado, não é preciso ter pena...

—Não é pena, é amor! Ele te ama, Analu.

—E eu amo muito ele!

—Oi meu amor, desculpa interromper...-minha mãe passou pela porta. —Como se sente?

—Um pouco cansada... Mãe, o que aconteceu? Por que não posso ir para casa?- recuperei o fôlego. —Você comprou as passagens?- perguntei quase sem voz.

—Vocês vão embora?- Maria arregalou os olhos. —Não Analu... Você não pode...- seus olhos lacrimejaram e ela abaixou a cabeça.

—Não filha, não comprei.- minha mãe desviou o olhar. —Você vai ficar a semana toda aqui.

—Mas eu estou bem, já melhorei. Foi só um mal estar.- falei a encarando.

—Não, não foi só um mal estar!- a encarei confusa. —Você desenvolveu uma anemia, precisa se cuidar e além do mais teve algumas complicações!- ela disse e derramou algumas lágrimas.

—Desculpa!- sussurrei para as duas que me olhavam sem entender. —Estou dando sofrimento demais á vocês, eu não queria que tudo acabasse assim. – solucei. —Veja, estou dando despesas e eu...- fechei os olhos tentando segurar as lágrimas. —Eu não posso pagar por isso tudo e...

—Calma, Analu... Não pense nisso agora. Sua saúde em primeiro lugar!- Maria respondeu.

—Não quero o dinheiro do Henrique!- falei abaixando a cabeça.

—Não é ele que está pagando, filha. Foi a Mohana!

—Eu vou devolver tudinho!- falei a encarando. —Vou me reerguer e vou trabalhar como eu sempre fiz, vou fazer minhas economias e vou devolver esse dinheiro!

—Nada disso!- Mohana passou pela porta sorrindo. —Isso não é nada comparado ao que já fez por mim. Amiga, eu estou tão feliz que você está bem!

—Eu estou feliz em saber que vocês estão comigo!- sorri em meio á lágrimas. Ela se aproximou, coloquei a mão em sua barriga. —Neném, a dinda está recuperando para fica bem forte e cuidar de você!

—Ele chutou!- sorri empolgada, olhei para Mohana e ela não parava de chorar, não entendi o porquê. —Imagina só como a madrinha está feliz por isso?!

—Com licença, eu preciso que vocês saiam, ela precisa descansar!- uma enfermeira entrou, ela era bastante simpática.

—Só mais cinco minutinhos!- pedi fazendo elas rirem

—Amanhã a gente conversa...- Mohana beijou minha testa. —Henrique está aí, todo preocupado com você!- ela sussurrou. Engoli seco, minha mãe se despediu e Maria também saíram em seguida.

—Você acha que eu vou demorar a sair?

—Eu espero que não!- ela sorriu. —Se Deus quiser não vai dar mais febre e você vai se recuperar logo! Preciso que estique seu braço para que eu possa injetar o soro.- assim eu fiz. —Você está sentindo alguma coisa?

—Não!- sorri. —Estou bem, mas um pouco cansada...

—Daqui a pouco o seu acompanhante volta para passar a noite aqui! Caso sinta alguma dor ou mal estar, aperte esse botão...- ela mostrou o mesmo ao lado da cama. —Se quiser ir ao banheiro, pede alguém para te ajudar, caso não tenha ninguém aqui você pode apertar o botão também.

—Obrigada!- agradeci. Ela se retirou e em pouco tempo eu fechei os adormecendo em seguida.


POV HENRIQUE

Sentado na cadeira de espera, peguei meu celular e olhei nossas fotos, é claro que não tive coragem de apagar, eu não queria/conseguia esquecer Analu, nem mesmo no dia em que brigamos feio e eu a mandei ir embora.

“Eu te amo”

“Eu quero que saiba que eu vou amar você pra sempre. Jamais esqueça que você é o amor da minha vida, e que...- sua voz estava tão fraca.— Independente de qualquer coisa, serei eternamente grata por você me ter feito a mulher mais feliz do mundo. E... Que, eu quero que você seja feliz, mesmo que... -silencio. —Mesmo que não a gente não se veja mais. Saiba que onde quer que eu vá vou lembrar de você. Pois você sempre vai ser o meu anjo.”

Repetia os áudios e chorava ainda mais ao ouvir sua voz, meu Deus! Se é preciso castigar alguém que fosse eu, Analu já sofreu demais. Eu daria tudo para estar no lugar dela!

—Como ela está?- perguntei em soluços.

—Bem melhor!- Minha mãe disse.

—Queria tanto vê-la!- suspirei.

—Vou levar Mohana em casa, ela precisa descansar, vamos?- Juliano disse.

—Eu vou ficar!- falei firme. —Não saio daqui enquanto não ver ela.

—Meu filho, ela não pode receber mais visitas!

—Mãe, eu vou ficar! Carmen, se quiser ir lá pra casa... Eu posso ficar aqui.

—Eu acho melhor não, ela respondeu.

—Com licença, o acompanhante dá paciente já pode ir para o quarto...- a enfermeira disse. Olhei para Carmen com uma carinha de cachorro que caiu da mudança.

—Vamos fazer o seguinte, vou levar todo mundo e você fica Henrique!- meu pai disse.

—Também acho melhor, Carmen, você toma um banho e tenta dormir, logo pela manhã a gente volta!- Minha mãe completou.

—Tudo bem!- ela disse convencida. —Qualquer coisa você liga, por favor.

—Não se preocupe, vou manter vocês informados!- sorri. Eles saíram do hospital e eu caminhei até o quarto, parei na porta e respirei fundo sentindo meu coração bater acelerado.



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