História Eu sei que você vai lembrar - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Doctor Who
Personagens 11º Doctor, Amelia "Amy" Pond, River Song (Melody Pond), Rory Williams
Tags Amelia Pond, Amory, Amy, Amy X Rory, Rory Williams
Visualizações 8
Palavras 2.001
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pra quem está curioso, ainda não achei o meu cachorro, mas tenho fé e sei que vou encontrá-lo, mas não posso esperar ele voltar para postar, então estou escrevendo um pouquinho por dia, Obrigada, e desculpem de não poder trazer muita coisa, de está aí o capitulo de hoje

Capítulo 4 - Parte 4


*Esta aí- me entregou a prato cheio com aqueles pedaços de peixe é um potinho com creme bom no meio do mesmo- Espero que estavam bons.

*Obrigada...- agradeci envergonhada.

Enquanto comia, ele apenas se apoiou na bancada e ficou me olhando comer. Ele não parecia me fitar, parecia apenas... Triste.

Tentei comer, porém, algo em meu coração se recusava a vê-lo ali parado, devia estar com fome, mas ele iria recusar se eu oferecesse,... Tive uma ideia.

*Senta aqui comigo- pedi evitando olha-lo.

*Eu não sou bobo Amy, ao um pouquinho, mas eu sei o que você está fazendo, e não vai conseguir dessa vez- falou com um sorriso de canto como quem diz "Dessa vez fui mais esperto".

*E o que eu estaria tentando conseguir aqui?- perguntei o enfrentando com o mesmo sorriso dele.

*Ora Amy, te conheço a muito tempo, acha que eu não sei quando você quer uma noite de sexo selvagem? E não vai conseguir dessa vez.

*Hahahaha- ri um pouco da situação- Então eu que te convencia a ir para cama e não ao contrário? Quer mesmo que eu acredite nisso?

*Como se eu tivesse muita cara de quem gosta de tipo de coisa- respondeu em retorica.

*Hahaha, tudo bem, vou fingir que eu acredito. Mas dessa vez não é isso- dei dos tapinhas na cadeira ao lado o chamando.

*Vou fingir que acredito então-  brincou também vindo e se sentando ao meu lado.

Se sentiu ao meu lado, ambos tínhamos sorrisos no rosto, mas não posso negar ter uma pontada de medo depois do que ele disse, mas me parecia não estar interessado em me levar para a cama.

Continuei comendo minha tirinhas de peixe, por algum motivo, aquele gosto me era bastante familiar, mas onde eu fui experimentar uma coisa tão idiota, apesar que... é tão boa. Quando vi que ele estava bem destrato, quase dormindo de tédio alí, achei que era hora de por minha ideia em prática.

*Então, mas esse tal de Doutor, o que ele é?- perguntei levando mais uma tirinha a boca.

*Em si, ele é uma espécie de alienígena de uma raça chamada Senhores do Tempo, não gosto muito de falar sobre ele...- falou meio constrangido.

*Então ele não é da terra?- perguntei um pouco curiosa, apesar do meu foco ser distrai-lo- Por que não gosta de falar sobre ele?

*Isso não importa, você nunca percebeu de qualquer jeito- respondeu quase saindo de perto de mim novamente.

*Tem ciúmes do Senhor do Tempo?- brinquei.

*Não posso negar tem um pouco- comentou rindo de leve- Mas não é bem essa a questão...

*E qual seria?

*Queira ou não, no fundo, creio que de alguma forma você só suportou a minha presença por que a lembro o alienígena- respondeu meio cabisbaixo.

*Eu te amava?- perguntei quase em retorica.

*Dizia você que sim...

*Então por que se preocupa com isso?- falei justamente na intenção de deixá-lo pensativo e assim que o vi distraido lhe dei uma tirinha de peixe direto na boca.

*É- parou por um instante mastigando- Acho que não tem como ter certeza, River diz que você também já correu muito por mim, mas acho que me deixaria facilmente- respondeu um pouco pensativo e chateado.

*Eu acho que não, se fomos realmente como você disse, acho que eu não te trocaria tão fácil assim- levava uma tirinha para mim, uma tirinha para ele, uma para mim, uma para ele- E essa tal de River, você disse ser minha filha.

*Sim, ela é sua filha- respondeu parecendo um pouco mais feliz com isso.

*Ela foi um acidente?- perguntei querendo pegar qualquer assunto aleatório sem parar de lhe dar as tirinhas.

*Ela não foi esperada, mas um acidente também não foi, ela só não foi planejada- foi o que conseguiu responder.

*Entendo, então ela não foi resultado de uma noite em uma boate ou uma rapidinha casual- comentei de forma descontraída.

*Hahaha, não, não foi.

*Então me diga- parei um instante para beber um pouco de água, já estava me engasgando- Eu sei quem é o pai dela.

*AHAAN, Cof cof cof- se engasgo e começou a tossir- Oi?

Sua reação me assustou um pouco, por que se assustou tanto com essa pergunta? Ela podia muito bem ser fruto de uma inseminação ou quem sabe adotada.

*Eí! Me fala, o que tem o pai dela?- o questionei preocupada- Ele me engravidou e me largou? Ele era um alienígena? Me fala! O que tem ele?

*Nada... O que te faz pensar que tem algo com ele- tentou disfarçar bebendo um pouco de água do mesmo copo que o meu.

*Anda- tirei o copo de suas mãos e o pus com tudo sobre a mesa- Responda, quem é o pai dela?

*Amy, você não vai acreditar se eu contar de qualquer jeito- disse meio nervoso quase gaguejando.

*Então acho bom você explicar direitinho- retruquei quase o ameaçando.

*Haa....- suspirou profundamente em sinal da rendição- É o seu marido, o pai dela é o homem com quem você se casou.

*E quem é o...- não tive tempo de terminar e a figura já tinha saído correndo do lugar aparentemente chorando(?).

Fiquei um pouco mal por ter o deixado daquele jeito, mas pelo menos consegui fazê-lo comer um pouco, apesar de ter perdido o apetite ao final.

Me levantei deixando as tirinhas que sobraram e fui para a sala, era até que bem grande, mas não tanto quanto a outra, a lareira não estava acesa e possuía apenas dois sofás, um de dois é um de tres lugares, ele se encontrava com os olhos levemente avermelhados e marejados sentado no sofá de dois lugares.

Sentei-me no sofá maior, não tive coragem de falar nada, apenas me sentei e fiquei ali enrolando. Estava preocupada, tanto com ele quanto com o que ele iria fazer, parecia estar mal, sabe-se lá o que um homem como ele poderia fazer nesse estado.

Não me lembro de ter dormido, só me lembro de ter acordado em uma cama beliche, na parte de cima, claro. Não sabia como tinha chegado alí, minha perna já não doía mais, realmente ele devia ser um ótimo enfermeiro, resolvi me levantar, queria falar com ele.

Desci e caminhei rumo a bela sala, mas não o vi sentado naquele sofá, estava sentado no chão, ao lado da lareira acesa vendo um álbum de fotografias.

*O que está fazendo?- perguntei parecendo o assustar um pouco com minha presença.

*N.Nada... é apenas...

*Posso ver também?- pedi.

*N.Não- gaguejou assustado pondo-o com força contra seu peito.

*Vamos, eu não mordo- brinquei.

*Morde sim... Mas isso não vem ao caso...

*Já te mordi?

*Já, mas não é hora para se falar disso...

*Sim, é hora de me mostrar o que você está vendo aí- caminhei até ele já me sentando ao seu lado sem poder lhe dar chance de resposta.

*NÃO! Quer dizer.... Você não tem por que querer ver essas fotos velas e chatas- pôs o álbum no chão.

*Acredite, eu quero sim- peguei de suas mãos já o abrindo.

*N.NÃO É O QUE VOCE ESTA PENSANDO!! EU JURO!!!- gritava nervoso tentando se justificar.

*São fotos minhas- olhava calma encantada- Desde pequena, tem fotos minhas aqui desde os....

*Desde os cinco anos. Eu sei, desculpe, mas eu não sou stalker, eu juro, eu só...- o interrompi.

*Sou eu, e a Mells e.... Quem é esse garoto?- apontei na foto um garoto louro e baixinho que parecia pular atrás de nós para aparecer na foto.

*Esse garoto, bem heeee....

*É você, esse garoto é você- foi tudo que consegui dizer já com meus olhos se enchendo de água por não me lembrar.

*Hé, sim Amy, sou eu, agora me devolver aqui.

Ignorando o que dizia fui passando as páginas.

*E aqui sou eu com seis, e você também está aí. Como isso pode ser real?- me perguntava, me lembrava de cada uma daquelas fotos, mas em nenhuma delas era para ele estar alí- Sete anos...

*Foi quando o Doutor chegou- comentou- Você adorava o seu Doutor, o Doutor esfarrapado.

*Não é atrás do Doutor que eu estou- continuei a passar as páginas.

Eu ia passando as fotos e ele ia me contando nossas histórias, me contou desde quando nos conhecemos, realmente ele devia ser um verdadeiro saco de pancadas para mim e para Mells, mas ainda continuava sempre junto a nós. Ele me contou que alguns anos atrás descobriram que Mells na verdade era nossa filha que tinha viajado no tempo e se regenerado todas essas coisas que você já deve saber, mas ele ainda me escondia sobre ele, não me disse nada, apenas disse que estaria sempre ao meu lado, estava sempre lá nas fotos, até nossos dezesseis anos, quando ele fechou o álbum de forma brusca e o pegou para si para que eu não visse mais nada.

*O que você está escondendo?- perguntei já nervosa.

*N.Nada...- gaguejou assustado.

*Então me dá isso!- mandei já me esticando pera pega-lo de volta.

*NÃO!- o puxou mais para si assustado.

*Para me dá logo iss.- congelei assim que abri o álbum dando de cara com uma foto de nós dois em um profundo beijo repleto de amor- N.Nós haa...

*Eu disse que nós já chegamos a dormir juntos e você se assusta com um beijo?- falou nervoso.

*Mas, eu pensei que fosse apenas algo qualquer, momentâneo, que fosse apenas casual quando estávamos sozinhos em um quarto escuro, não pensei que...

*Eu sei, eu sei, desculpa- escondeu o rosto virando-se para o outro lado.

*Não peça desculpas- parei pensando por um instante, até que segurei seu queixo o virando para mim- Me mostre o que foi que vi em você.

*O que quer dize..- o interrompi selando um quente e amoroso beijo.

Não posso negar ter lhe causado um grande estranhamento, parecia não acreditar no que eu fazia, nem eu acreditava no que eu fazia, até pouco tempo atrás esse... homem(?).... Era para mim um completo estranho. Sem pedir permissão EU tratei de invadir sua boca com minha língua indo a fundo desbravar e descobrir tudo que se escondia por alí. Sua primeira reação foi tentar me afastar, pois suas mãos sobre meu peito tentando me empurrar, mas levei minhas mãos a sua nuca o puxando mais para mim, ele não demorou a revirar os olhos, ceder e corresponder.

A princípio ficou perdido com suas mãos, sem saber o que fazer, até leva-las a minha cintura de maneira delicada, parecia não gostar de estar no controle, parecia gostar que eu o dominasse, então assim fiz.

O dominei, tomei as rédeas de forma a deixá-lo sem reação no primeiro momento, mas não demorou a corresponder. Logo nos perdemos em carícias e toques, chegamos a parecer um casal apaixonado. Só parei quando o ar já gritava pedindo para que nos separassemos.

*Haaa- puxou o ar tentando recuperar o fôlego.

*Vai me contar agora?

Apenas assentiu com a cabeça que sim, respirou fundo e se preparou para contar toda a história.

*Em uma noite, Mells tinha acabado de roubar um ônibus e dirigir pelo meio do jardim botânico...- me contou toda a história da noite que começamos a namorar.

*Então nós já fomos namorados?- questionei.

*Já...- respondeu envergonhado sem me olhar.

*E você continua junto a mim mesmo após nosso término?

*Não terminamos... - disse baixo, com vergonha e medo de minha reação.

*O.O que?- me assustei com sua resposta, o questionei sem acreditar.

*Não terminamos Amy- disse em um tom mais alto, mas ainda assim bem discreto.

*C.Como?

Sem dizer nada me mostrou sua mão esquerda onde em seu dedo anelar lá estava a aliançade prata perfeitamente polida e bem cuidada.

*Ai meu Deus!- foi tudo que consegui dizer em alto e bom som.

*É...

*Então, a Mell. a River, ela minha filha com o homem com quem me casei?- comecei o raciocínio.

*É.

*Então o pai dela é o meu parceiro?

*É.- era tudo que me respondia.

*E.Ent.tão...- não conseguia falar direito, as palavras pareciam não querer sair com medo de serem verdades.

*Eu sou o pai de River Song.

*A.A q.quanto t.tem..

*Mais de dez anos- respondeu ao ver que não conseguiria completar a frase- Amy, já passamos por muita coisa juntos, pode ter certeza, nós fomos muito felizes, agora quem decide se nossa história vai continuar é você, não vou te obrigar a nada, eu te amo, de todo meu coração, River foi concebida como um fruto do nosso amor, mas se quiser que ele acabe aqui, vou ter de lhe respeitar.

*E.Eu eu...

Respirei fundo e lhe dei minha longa olhada, estifei o peito, preparei as palavras para que não parassem pela metade e ....


Notas Finais


É pra continuar? Já tem duas fica na espera hen kkk
Obrigada por lerem, Beijos Mari 🍄 💓💞


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