História Eu sempre a terei - Capítulo 13


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Categorias Originais
Tags Amor, Carinho, Drama, Lesbicas, Lgbt, Romance
Exibições 33
Palavras 915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Ta sendo difícil conviver com a distancia.


Fazia duas semanas desde que aquilo aconteceu. Ela me ligava pontualmente às 22hs todos os dias, ela sempre queria saber todos os detalhes do meu dia, sempre, e eu perguntava coisas do dia dela. Acho que nunca tínhamos conversado tanto, mas como ela falava “a gente tem que continuar tentando”.

Eu e minha colega de quarto começamos a conversar mais também. Ela namorava um menino de muito longe, e quando se tratava de saudade, a gente sempre se entendia. Ela falava muito das coisas da vida dela e com isso, tomei confiança nela. Foi ai que comecei a contar tudo pra ela e em dois dias eu já tinha contado toda história dos meus nove meses de namoro. Ela sempre escutava atenta a cada detalhe. No segundo dia, ela disse que era bonito o jeito que eu falava dela “é como se até tua alma sorrisse quando você ta falando dela, sério”. Em uma das noites quando estava em ligação, eu disse isso a ela e ela começou a rir de envergonhada, mas ficou feliz que eu falasse muito dela “assim as pessoas vêem que você tem uma namorada” disse ela num tom de autoridade, mas sem saber manter o personagem, caiu no riso. A noite sempre era a melhor parte do meu dia, pois ela sempre me fazia rir e me alegrava contando coisas bobas e sem muito sentido do dia dela.

Um dia veio um pessoal da faculdade aqui no ap. Era pra comemorarmos uma prova que todo mundo do nosso grupo de amigos tinha se saído muito bem. Eram poucas pessoas, mas já estava fazendo uma bela de uma bagunça. Já tinham reclamado duas vezes do barulho, mas sempre que tentávamos falar mais baixo, alguém dizia algo sem sentido e a bagunça voltava. Era mais ou menos meia noite quando meu celular vibrou. Tinha chegado mensagem de um numero estranho. Quando abri a conversa, a pessoa tinha me mandado uma foto. Antes de baixá-la eu olhei pra minha colega de quarto e a sorte que ela entendeu meu olhar de “acho que deu merda”. Ela sabia do que tinha acontecido a duas semanas e meia, então eu sabia que ela iria entender. Depois que a foto baixou, eu vi que tinha realmente dado merda, era uma foto minha com um dos meninos daquele dia. Repousei o celular lentamente no braço do sofá que eu tava sentada. Ela já entendeu o que era a foto e veio pra meu lado. Ela viu que eu tinha começado a ter um ataque de pânico, então começou a tentar me acalmar. Eu sabia que quando eu me fechava nessas horas, quase ninguém conseguia me trazer de volta, mas ela tentava “cara, não cai nisso de novo, deixa que eu vou tentar resolver isso aqui por ti, okay? Agora eu só quero que tu olhe pra mim, só pra eu saber se você entendeu o que eu disse” levantei a cabeça e disse que sim. Ela se afastou de mim e começar a mandar áudio com o meu celular. O pessoal que estava ali, não tava entendendo muita coisa, mas estavam procurando entender o que era. Eu não queria falar com ninguém, a não ser minha namorada.

Depois de uma meia hora, minha colega de ap voltou com o celular dela. Ela tinha ligado pra minha namorada e tinha explicado o que aconteceu. “Amor, ta tudo bem? Tua amiga me falou que não fizesse nada, o que me deixa muito aliviada, mas eu quero saber de ti, chegasse a pensar em algo?” “oi, não, eu não pensei. Eu te usei como refúgio, eu tava pensando em ti, eu só queria te escutar. Tu sempre sabe o que fazer nessas horas” minha voz ficou completamente estranha por conta do choro, eu chegava a soluçar de tanto tempo que eu estava chorando. “Presta atenção em mim, okay? A tua amiga ta tentando resolver aquilo, então eu quero que tu respire, pode fazer isso pra mim? Respira bem fundo pelo nariz e solta pela boca” nisso eu comecei a rir “amor, eu não consigo respirar pelo nariz” “catarrenta, vai lá assoar o nariz e depois faz isso, pode ser?” “ta bom”. Depois de uns minutos voltei e ela ainda tava me esperando. “Você ta mais calma?” “acho que sim” “então a gente precisa falar sério agora, tu consegue fazer isso sem ficar mal de novo?” “não sei, mas posso tentar”. Nisso eu fiquei em silencio enquanto ela falava o que íamos fazer, ela e a minha amiga já tinham conversado e falado que íamos levar pra delegacia, pois além de eu ter quase sido abusada, eles estavam fazendo chantagem com a foto. “Chantagem?” “pois é, amor. Infelizmente eles tão falando que vão postar a foto se não fizermos algo em troca” comecei a ficar mal de novo, mas consegui controlar. Ela explicou que não tinha como levar aquilo adiante, eu ia acabar voltando pra depressão e tendo que novamente ir pro psicólogo e ela não queria aquilo pra mim.

Daqui uma semana ela não teria aula na segunda e na terça-feira, então ela viria pra fazer tudo isso comigo. Eu não gostava de depender tanto assim dela, me sentia horrível quanto a isso, mas a quem eu podia enganar, aquela mulher tem sido meu apoio há muito tempo. Depois de quase duas horas de ligação, eu acabei dormindo no sofá. Sabia que o dia seguinte ia ser uma merda e estava naquela vontade de dormir até tudo aquilo ter acabado.



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