História Eu sempre a terei - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Amor, Carinho, Drama, Lesbicas, Lgbt, Romance
Exibições 39
Palavras 1.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Uma hora tinha que dar certo.


Aquela semana foi difícil. Minha colega de ap vinha me ajudando bastante, as vezes eu até esquecia tudo que estava acontecendo. Mas foi a chegada dela que trouxe tudo a toa novamente. Eu adorava suas chegadas, mas dessa vez ela chegou falando sobre o que aconteceu e o que tínhamos que fazer. Ela tinha chegado super cedo, depois de um tempo falando disso, notou que eu não estava gostando e mudou de assunto. Foi à tarde que o clima melhorou, fizemos pipoca, assistimos HP e tudo parecia normal de novo. Fazia dias que eu não me sentia normal assim.

O sol tava se pondo quando meus amigos chegaram. Tínhamos combinado há semanas que iríamos sair pra comer, mas eu estava cansada e acabei desistindo de ultima hora. Todo mundo foi e ficamos só eu e ela no ap, fazia bastante tempo que eu e ela não ficávamos sozinhas. Aquele silencio era horrível “tava com saudade de você” enfim disse. Ela abriu um sorriso. Estávamos sentadas cada uma em uma extremidade do sofá, mas ela foi se aproximando. Assim que seus braços encostaram no meu, não consegui me segura e me envolvi num abraço que sempre me servia de casa em momentos ruins. Ela não falou nada, apenas ficou lá, mexendo no meu cabelo. Depois de uns minutos ela enfim falou algo “eu também tava com saudade de ti” me afastei por um instante pra conseguir ver seu rosto. Ela estava com um ar de cansaço misturado com alegria. Coloquei minhas mãos no pescoço dela e comecei a me aproximar lentamente, ainda não sabia se era um bom momento, mesmo assim fui. Ela olhava pra minha boca e eu pra dela, ficamos nessa por uns minutos, a calmaria que estava, o silencio, o momento pré beijo, era tudo muito novo. Quando ela enfim encostou sua boca na minha, a sensação que tive era de fogos de artifício explodindo dentro de mim, foi exatamente a mesma sensação que eu tive quando a beijei pela primeira vez, naquela noite abafada de 21 de abril.

Ficamos conversando sentadas na sacada do ap pelo resto da noite. “A gente devia entrar, já ta bem tarde e você precisa dormir, chegou aqui cedo, então deve estar com sono” “pode ser amor”. Assim que entramos, notamos que minha amiga já tinha chegado e apagado todas as luzes, então fizemos o mínimo de barulho pra não acordá-la, já que ela estava jogada no sofá da sala. Acabamos não dormindo quando chegamos no quarto, ela queria conversar mais. Falei que ela podia me perguntar qualquer coisa e assim, ficamos até tarde conversando sobre coisas que não faziam o menor sentido. No fundo eu tava gostando daquilo, na minha cabeça isso era como se ela tivesse fazendo isso pra que eu não ficasse martelando coisas ruins e pra que eu não ficasse ruim.

Segunda feira, enfim íamos tentar resolver tudo aquilo. Minha amiga resolveu ir com a gente, pois assim como nós duas, ela também queria que aquilo acabasse. Quando chegamos à delegacia, comecei a sentir um mal estar e ter uma impressão de que algo iria dar errado. Fizemos um b.o, disseram que iriam tentar fazer algo, mas o máximo que conseguiriam agora era uma “proteção”. Aquilo não ia servir pra muita coisa, mas caso eles me procurassem de novo ou em mandassem mensagem novamente, essa “proteção” faria com que eles fossem punidos, ou algo assim. Eu tentava prestar atenção no que a mulher dizia pra gente, mas eu não conseguia.

Minha amiga acabou indo resolver outras coisas e assim, voltamos só eu e ela pro ap. Ela decidiu que ia cozinha, fazia tempo que eu não comia a comida dela, que modéstia a parte, era uma delicia. Almoçamos sentadas no chão da sala e vendo desenho. Eu coloquei um desenho que até então ela não tinha visto e aquilo me deixou a animação em pessoa. Todas as partes que eu sabia que acontecia algo a mais eu ficava olhando pra ela, pra ver qual a reação que ela teria. Em uma das vezes que fiz isso, ela olhou pra mim e sorriu e veio me dar um beijo. Depois do beijo ela se afastou com uma cara surpresa “ta tudo bem?” perguntou ela “ta sim, por que você parou?” “sei lá, eu não sabia se você queria, foi por isso que parei” eu não queria conversar, há tempos que eu não sentia aquele tesão e a vontade de transar. Então voltei a beijá-la e não demorou muito pra que ela tirasse a camisa e começasse a tirar minha calça. Ela nem hesitou em começar a me chupar, e meu deus, fazia tanto tempo que aquela sensação parecia ser nova.  Eu sentia meu corpo inteiro reagindo aos movimentos que ela fazia com a língua e é como se eu não soubesse explicar o quão bom aquilo era.

Ela começou a subir e ir lentamente pros meus peitos, parou assim que notou meu rosto. Eu tava feliz, que eu queria mais, mas ela parou e ficou me olhando “já falei que você fica linda com essa cara?” senti meu rosto ficando vermelho e meu cérebro parando de funcionar, pois eu não fazia a mínima idéia do que falar em resposta. Minha reação foi rir e inverter as posições. Comecei a beijá-la e assim que notei sua respiração mais ofegante, comecei a descer minha mão. Notei o quão molhada ela já estava e não contive o sorriso. Eu tava com tanta saudade de tocar ela que a sensação, novamente, era como se aquilo fosse a primeira vez que eu fizesse. Nunca tinha a feito gozar tão rápido, cheguei a ficar surpresa e ela também “caralho mulher, como assim? O que tu fez pra ter melhorado tanto assim?” “olha, sinceramente, não sei”. Deitei do lado dela sem entender o cansaço que eu tava sentindo, assim que fechei os olhos, a senti deitando no meu peito, a saudade que eu tava daquilo tudo era tão grande que nem mesmo aquilo tudo fez ela acabar.

Estávamos conversando quando minha amiga entrou no ap. Olhei pro lado e pensei “a gente ta sem roupa, deitada no chão da sala, MERDA” a vi ficando vermelha e segurando o riso. Minha amiga ainda não tinha nos visto, pois o sofá tava nos escondendo, mas assim que ela viu a TV ligada e não viu ninguém na sala, ela foi desligar. “MEU DEUS! Desculpa interromper, eu na sabia... Ah, vocês duas... Eu acho melhor eu ir pro meu quarto”. Nós duas esperamos até que ela entrasse no quarto pra cair na gargalhada “acho melhor a gente também ir pro quarto, ou no mínimo se vestir e dizer pra ela que ela pode vim pra cá” “vamos nos vestir então”. Aquilo tinha feito meu dia mil vezes melhor, ou até mesmo minha semana. Até que enfim ta tudo voltando ao normal.

 



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