História Eu sempre a terei - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Carinho, Drama, Lesbicas, Lgbt, Romance, Universidade
Visualizações 23
Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente, to me esforçando pra ter pelo menos um capitulo por semana pra compensar as férias que eu só coloquei um.
Por esse motivo eu dei uma diminuída neles, estou fazendo eles com no minimo mil palavras, só pra não serem tão pequenos, mas preciso saber se esse formato é do agrado de vocês.
Obrigada desde já pelo apoio!

Capítulo 53 - Almas anonimas.


Já fazia dois dias que eu estava na Maju, o clima era super bom, os pais dela me acolheram da melhor forma possível e eram um amor. Eu me dispus a dormir com a irmã dela Eloá, pois não queria dar a impressão de que eu e Maju transaríamos todo dia e o namoro era recente né, não queria já dormir todos os dias com ela. Mas já tínhamos dormido duas vezes na salinha da TV, pois estávamos mortas e mesmo assim nos obrigamos a ficar vendo Stranger Things, que tinha sido lançado em outubro, mas ainda não tínhamos visto.

Era o terceiro sábado do mês, terceiro dia que eu estava na casa da Maju. Ainda não tinha conseguido arrumar emprego, pois ainda nem tinha feito meus currículos, mas tinha decidido com a Maju que sairíamos a tarde pra resolvermos isso. Iriamos até na clínica da mãe dela, pois lá tem impressora e assim não gastaríamos nada com impressão.

Me levantei e notei que Eloá já não estava mais no quarto, então fui em direção ao quarto da Maju. Ela ainda estava dormindo, mas entrei com o máximo de cuidado, pra que ela não acordasse. Me sentei na frente da cama dela e fiquei admirando ela dormindo, a pouca luz que entrava pela janela dela e a serenidade de quem voltou a dormir bem nas férias, fez com que eu me apaixonasse mais por ela. Levei minha mão aos cabelos dela, macios e que pareciam uma nuvenzinha. Infelizmente ela acordou com isso, mas ela já acordou sorrindo, e poxa, aquele sorriso me desmonta por inteiro.

“Bom dia Maju” “bom dia Ana, que horas são?” “olha, acho que são umas nove horas, na real nem peguei me celular antes de vir pra cá” “meus pais tão em casa?” “também não sei, mas acho que não, pois nem a Eloá não tava na cama e é meio cedo pra ela estar de pé em pleno sábado né?”. Ela só sorriu e se virou pra pegar o celular, pra confirmar que horas eram e depois o largou de novo e pediu pra que eu deitasse junto a ela na cama. Ela se aconchegou nos meus braços e eu me senti a pessoa mais importante do mundo, protegendo a pessoa mais preciosa da galáxia.

“Minha fixa ainda não caiu que você ta de fato morando aqui comigo” “mas você sabe que isso não vai durar por muito tempo né?” “eu se e também vou ficar feliz contigo se mudando, pois você vai morar aqui pelo centro certo?” “isso mesmo, até porque eu não quero ir pra longe de você de novo”. Ela acabou cochilando e nem escutou que falei, mas fiquei feliz dela ter dormido nos meus braços. Com isso eu não tive escolha a não ser fechar os olhos e dormir também, pois se tentasse sair ela acordaria.

Acordamos com a Cecilia, mãe da Maju, nos chamando pra almoçar. Foi um almoço bem rápido, pois eu e a Maju tínhamos que nos arrumar e descer ainda. Demoramos meia hora pra se arrumar e era mais vinte minutos pra descer, nisso daria mais ou menos duas horas, então daria tempo de entregar currículos e ainda ir pra algum lugar ver o pôr do sol.

Entreguei currículos em uns vinte lugares e pra minha sorte, três deles estavam precisando e me ligariam ainda semana que vem. Nós já estávamos indo pro parque quando lembrei “amor, vamos comprar campo largo?” “vamos, meu deus, ainda bem que lembrasse” passamos no bistek e depois fomos felizes da vida pro terminal, pegamos o amarelinho usando as carteirinhas de estudante dela e da irmã e fomos. Quando chegamos no parque, o clima estava perfeito! Tinha bastante gente aproveitando o final de tarde que estava bem quente. “Vamos sentar lá perto do trilho pode ser?” “pode, claro”. Assim que sentamos, um pessoal que eu não via a muito tempo nos viu e começou a gritar “NÃO ACREDITO QUE VOCÊS FINALMENTE ESTÃO JUNTAS! BERRO!”. Era o melhor grupo de rolezinho, eles tinham até camisa própria com o lema “quebremo”. Eles são os melhores seres humanos que existem, todos de humanas, amam a vida e amam maconha e eu já era amigas de alguns deles, então eles acabaram fechando a rodinha e ficaram com a gente.

O sol se pôs perto das oito horas, ao som de Arctic Monkeys no ukulele, na voz maravilhosa da Maju, que por milagre do universo se voluntariou pra cantar e poxa, ela estava maravilhosa, sua áurea brilhava mais que o normal e caralho eu to olhando pra mulher que eu vou casar, real isso! Ao final da música o pessoal fez uma euforia gigante, dizendo que a Maju tinha uma voz muito linda. Ela ficou sem graça, mas estava agradecendo, meio que sem jeito.

Eu e a Maju fomos embora depois de uma hora, pois já estava meio escuro e já estava meio perigoso pra irmos embora, mas como estávamos sem grana e não queríamos mais utilizar a carteirinha, subimos apé mesmo. O caminho inteiro falamos da faculdade, já que a Maju já vai estrar em uma daqui dois anos, mas por estudar em escola particular ela vai ter que cursar vestibular pra federal. “Eu teria que ir morar lá, então tu iria comigo?” “Maju isso é a pergunta mais idiota que você já me fez em todo esse tempo que nos conhecemos” “okay, você iria então?” “claro né, eu vou pra onde você for!”.

O caminho que fizemos pra subir era um tanto longo, porém com a conversa, pareceu ser bem rápido e assim que paramos na frente da casa dela ela parou e disse “tu promete mesmo que nunca vai ir embora e que nunca vai me deixar?” “prometo, mas só se você me disser o porquê dessa preocupação agora” “sei lá, só me bateu um medo sabe? Você tem dezoito anos, trancou uma faculdade, tem cabeça e é madura e acho que não merecia me ter sabe?” “só porque tens quinze anos e ainda ta no segundo ano do ensino médio? Olha, já te falei que idade não influencia em nada, ainda mais contigo, poxa tua cabeça é bem avançada, o problema aqui são teus amigos e você sabe disso” “eu sei, mas sei lá” nisso a abracei, não aguentava toda essa tortura psicológica, pois eu tinha o mesmo medo de perde-la, mas me recusava a demonstrar, pois queria ser forte. “Eu vou ficar aqui pra sempre, mas agora vamos entrar, pois é perigoso ficar aqui na rua” “okay, eu te amo” “eu também te amo”.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...