História You'll Never Stand Alone - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jessica Sherawat, Jill Valentine, Kevin Ryman, Personagens Originais, Rebecca Chambers
Tags Chris, Claire, Desaparecimento, Jill, Mistério, Policial, Romance, Valenfield
Visualizações 15
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Mutilação, Necrofilia, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei um pouquinho, mas trouxe mais um capitulozinho. Por enquanto, apenas serão lembranças de Jill com Chris. Mas agora, algumas coisas podem mudar. Uma palavra e tudo poderá mudar para sempre mais uma vez na vida da nossa tão amada Jill Valentine!
Beijão! <3

Capítulo 2 - A Song For You


Fanfic / Fanfiction You'll Never Stand Alone - Capítulo 2 - A Song For You

É inevitável não sair com o coração partido ao ver a mãe de Chris daquela maneira, mas prometi a ela que encontraria algo e é isso que vou fazer.
Saio dali apressadamente e vou para casa tomar um banho e descansar algumas horas para encarar mais um dia de trabalho no Quartel.
Eu era considerada por muitos a melhor soldada, e por essa razão tornei-me capitã. Pensei que sendo capitã as coisas se tornariam fáceis, mas o General Kenwith fazia questão de exigir muito de mim. Ele dizia que uma pessoa com um currículo como o meu deveria dar o máximo para ensinar os demais.
Depois de um banho quente, fui até o quarto enrolada numa toalha escolher uma camisola quando vejo uma pequena caixa ao fundo do guarda roupas. Pego ela e a abro. Várias recordações surgem. Minha primeira boneca quando criança, minha boina dos S.T.A.R.S. bem ao fundo e algumas fotografias dos meus melhores momentos, com colegas de trabalho, inclusive, fotos com o Chris. A que mais me chamou a atenção foi a do aniversário de casamento do Barry. Como esquecer aquele dia maravilhoso onde todos os nossos amigos se encontravam presentes? Onde eles estão agora? Exatamente, mortos. E eu não pude fazer nada para impedir que isso acontecesse. Me sinto culpada. A última vez que vi Barry e sua família foi quando ingressei no Quartel. Isso já faz mais de um ano.
-- Que sorriso lindo você tinha, Chris... – acaricio seu rosto na fotografia e sinto uma lágrima em meus olhos.
-- Se me visse chorando com certeza estaria abraçado em mim e me passando aquela confiança que só você conseguia. – sorrio abaixando a cabeça.
Foi nessa festa do Barry, que tive a plena certeza de que estava apaixonada por Chris Redfield. Foi a primeira vez em que surtei com crises de ciúmes. Muitas coisas conspiravam contra nosso relacionamento.

Flashback On
Baile de máscaras dos 15 anos de casados: Barry e Kathy, 1998


-- Minha Nossa! Barry realmente caprichou na decoração. – falo maravilhada com o belo cenário que via em minha frente.
-- Quando casarmos será assim para melhor. – Chris afirmava segurando uma de minhas mãos e sorrindo.
-- Chris seja discreto! Ninguém sabe sobre a gente, apenas o Barry. – o repreendo e ele ri do meu jeito.
-- Eu já sei. ‘’Estou apenas te acompanhando’’. Ok, já entendi. – ele falava um pouco desanimado agora.
-- Você sabe que é melhor assim. Pelo menos por enquanto Chris.
Chris estava lindo com uma máscara simples e preta cobrindo apenas os olhos. Como ele conseguia ficar mais encantador e sedutor do que já era?
-- Tudo bem, eu sei. – ele sorri novamente com aquele brilho nos olhos fazendo o verde intenso se destacar ainda mais.
-- Chris! Jill! – Forest grita ao nos ver chegando.
-- Olá Forest. – respondo educadamente e recebo um abraço super apertado dele.
-- Chris está na sua noite de sorte. Uma mulher dessas como companhia deixa qualquer homem louco. – Forest comentava me olhando.
-- Poupe seus comentários Forest. – falo séria, mas Chris interrompe rindo.
-- Só tem uma mulher dessas quem merece Forest. Você não se encaixa nesse ‘’quem merece’’. – Chris bate de leve no ombro do amigo.
-- Claro que me encaixo. Olha lá aquela mulher que está do outro lado do salão. A de vermelho.
-- A sobrinha do Barry? – Chris questiona.
-- Ela parece ser muito boa.
-- Bela descrição sobre uma mulher Forest! – finalizo indo sentar com os demais.
-- Uau Jill! Está deslumbrante! – Joseph como sempre não poupava elogios quanto a minha pessoa. Ele estava com um terno branco, gravata borboleta. Muito elegante.
-- Obrigada Joseph e olá pessoal!
-- Olá Jill! – todos ali presentes respondem; cada um com sua máscara. A minha era num tom preto e os detalhes brilhantes dela eram bem desenhados tornando-a encantadora e simples.
Chris chega logo atrás de mim acompanhado de Forest que, como sempre, carregava uma taça de champanhe em mãos.
Ali, junto de nós, estava Melanne. Ela era uma das secretárias do Chefe Irons e não gostava muito de mim. Creio que seja ciúmes por eu ser a única mulher da equipe e ter os rapazes sempre próximos de mim. Percebi rapidamente que ela fechou a cara quando me aproximei, mas isso não estragará minha noite.
-- Pessoal! Que bom que vieram!– Barry surge com um sorriso largo nos lábios.
-- Jill você está linda esta noite! Aposto que já teve muitas pessoas te dizendo isso. – ele olha diretamente para o Chris que disfarça bebendo um pouco de champanhe.
-- Não. Você é o primeiro que me disse isso Barry. – encaro o Chris que sorria de canto escutando o assunto sabendo que falávamos dele.
-- Daqui a pouco começará a dança entre casais. Então sugiro que já preparem seus pares. –Barry falava enquanto batia no ombro de Forest.
-- Se sua sobrinha aceitar... – Forest ri.
-- A Jéssica? Ah, ela com certeza irá aceitar. – Barry ri e olha para onde sua sobrinha estava fazendo um sinal para que a mesma viesse até a nossa mesa.
-- Sua chance agora Forest. –Joseph debocha do rapaz.
-- Só eu que não arrumo ninguém para dançar. – Brad se exclamava entristecido.
Brad era o foco de piadinhas dos rapazes. Ele era considerado um ‘’fracote’’ por eles. O único motivo de estar nos S.T.A.R.S. era sua habilidade de pilotar. Mas era só olhar atravessado pra ele que se borrava todo.
-- Talvez aquelas senhoras ali queiram dançar com você Brad. – Chris se manifesta fazendo todos caírem na gargalhada.
-- Olá rapazes. – Jéssica surge agindo como se eu e Melanne não existisse na mesa.
-- Olá! – todos respondem sem muita importância, exceto Forest.
-- Querida, esse é Forest. Ele quer dançar com você. – Barry apresentava ambos.
-- É mesmo tio? – ela falava com um sorriso sedutor ignorando completamente o Forest e olhando para o Chris.
Naquele momento, eu a fuzilei com o olhar e sei que Chris percebeu minha reação e colocou a mão sobre minha perna.
-- Aceito dançar com você Frank, mas você tem que me apresentar seu amigo aqui.
-- Meu nome é Forest. – ele falava intrigado olhando para a moça que não tirava os olhos de Chris e logo surgiram risinhos vindos de Joseph e Brad.
Barry percebeu o clima tenso que estava surgindo apesar do divertimento dos rapazes com a cena, e sugeriu que Forest saísse para caminhar e conhecer melhor sua sobrinha.
A noite estava maravilhosa, tirando as olhadas da oferecida da Jéssica pra cima do Chris. Rebecca chegou um pouco depois. Ela estava deslumbrante com um vestido longo verde e em seu cabelo curto estavam vários enfeites brilhantes que mais pareciam diamantes à medida que ela se aproximava.
-- Jill, como você está linda com esse vestido azul claro. – Rebecca me olhava de cima a baixo sorrindo.
-- Parece que não fui só eu quem caprichou no visual Rebecca. – sorrio piscando pra ela que me olha envergonhada.
Ficamos ali conversando sobre vários assuntos aleatórios. Falamos da delegacia, do capitão Wesker que não comparecia a nenhum evento festivo fora do trabalho, dos vários relatórios que tínhamos para fazer...
De repente, o homem que anunciava as músicas avisou que começariam as danças de casais e a primeira música seria em homenagem a Kathy: I Will Always Love You de sua cantora preferida. Joseph estava se aprontando para acompanhar Melanne até o meio do salão e Forest ainda não havia aparecido com a Jéssica. Brad ficou sentado apenas bebendo seu champanhe que estava chegando ao fim. Ao ver sua desilusão, Rebecca convida Brad para dançar. Ela ficou com pena do rapaz. Ficamos apenas Chris e eu na mesa enquanto a música estava prestes a começar e todos se reuniam ao centro do grande salão.
-- E então... Esse nosso encontro dá direito a tudo? – Chris falava com um sorriso sedutor nos lábios, bebendo agora sua bebida preferida: vinho.
O encaro um pouco confusa e sorrio. Ele percebe minha reação e ri descontraído.
-- Ah, Jill... Só estou te convidando pra dançar. Me concede a honra?
-- Que clichê Chris! – debocho do cavalheirismo dele.
Ele sorri e se levanta vindo em minha direção dando o braço para que eu entrelaçasse o meu. Largo minha bolsa, e caminhamos para junto dos demais.
Logo a música começa e Chris me puxa para perto. Com a cabeça em seu peito, eu pude escutar as batidas do seu coração e sorri como uma boba apaixonada. Quando tocou o refrão da música, comecei a rir e ele me olhou com uma expressão séria.
-- O que foi?
-- Nada. – falo rindo mais.
-- O que foi Jill? – ele me encara sério.
-- Essa música... Ela nos põe pra baixo. Já prestou atenção na letra dela?
-- É... Ela é uma daquelas músicas que alguém sempre deixa alguém. – ele fala sorrindo olhando em meus olhos.
-- Isso foi uma indireta ou direta mesmo? – pergunto surpresa.
-- Nenhuma das duas, por que eu não vou te deixar. – ele afirmou depositando um beijo em minha testa me fazendo sorrir novamente.
Eu não liguei para os outros que provavelmente estariam olhando para nós surpresos com o que viam, porque nada se comparava com o que eu estava sentindo naquele exato momento. Um sentimento de proteção, o carinho que ele me passava... Era algo inexplicável, e eu não queria perder aquilo por nada.
-- Atrapalho? –Jéssica surge estragando todo o momento.
-- Claro... Que não. –falo séria me afastando do peito do Chris, que assim como eu, a encarava.
-- Dança comigo a próxima música? –ela falou tentando se garantir.
Chris me olhou, ele sabia que eu estava igual a um vulcão em erupção por dentro, mas mantive uma expressão de indiferença, afinal, ninguém poderia ver o surto que eu queria ter no meio daquilo e provavelmente estragar a comemoração do Barry e da esposa. Então, melhor ficar quieta.
-- Tudo bem. –Chris responde à garota que abriu um sorriso de vitória.
Viro as costas sem dizer mais nada e vou em direção a mesa onde estava antes.
-- O que houve Jill? – Rebecca me olhou preocupada.
Sim, a Rebecca tinha facilidade de identificar quando eu estava com problemas. Acho que é por isso que confio tanto nela e nos demos bem desde o primeiro treino na delegacia.
-- Vamos retocar a maquiagem? – desvio o assunto para que os demais não percebessem.
-- Vamos. – ela se levanta e eu a acompanho.
-- Onde está o Chris? – ela pergunta curiosa.
-- Conhecendo a nova amiga dele! – respondo da forma mais sínica possível entrando no banheiro.
-- Que amiga? – ela se espanta entrando junto comigo.
-- A sobrinha do Barry. – falo encarando minha aparência no espelho, sentindo toda a raiva do mundo.
-- Não dê atenção Jill. Chris gosta de você. – Rebecca põe as mãos em meu ombro.
Nesse momento, respiro fundo e concordo com ela.
-- Vou sair um pouco lá pra fora. Não quero ver a cena maravilhosa do Chris e da Jéssica. Que romântico, não? – ironizo.
-- Tudo bem, mas se Chris perguntar por você, vou falar onde está.
-- Certo. – saio do banheiro e vou pra fora do salão.
Lá fora, fico por um tempo. A noite estava linda, mas meu coração estava apertado. Às vezes acho que eu deveria falar sobre a gente para evitar esse tipo de coisa, mas penso no meu trabalho e no dele. Não quero prejudicar nossas carreiras.
-- Jill? O que está fazendo aqui fora? – Chris surge me pegando de surpresa.
-- Só estou desfrutando do ar puro pra não esganar sua amiga. – sorrio sinicamente.
-- Você está com ciúmes? – ele fala rindo alto me pegando pelo braço puxando minha atenção pra si.
-- Não estou. Por que eu estaria? – faço uma expressão indiferente dando com os ombros.
-- Vá lá continuar a dança com ela. – viro as costas.
-- Não precisa ter ciúmes pequena. – ele me abraça por trás beijando meus cabelos.
-- Nem vem Chris! Você aceitou dançar com ela! – altero a voz e algumas pessoas que estavam ali fora nos olham.
-- Queria que eu fosse mal educado?
-- Pois é. Essa sua educação com certas pessoas abrem expectativas nelas! – o encaro furiosa.
-- O que eu posso fazer então Jill? – ele altera o tom da voz.
-- Realmente nada! – volto para o salão e sinto ele se aproximar.
-- Vai ficar assim por causa de uma dança? Acha que gosto quando os caras dão em cima de você?
-- O que? Não mude de assunto Redfield! – altero mais ainda meu tom de indignação.
-- Jill...
Ele diminui a voz, parecendo se acalmar e eu paro de caminhar me virando para olhá-lo.
-- ... Não faz assim. – ele se aproxima de mim, passando o polegar em meu queixo.
-- Não aceite mais nenhuma dança então. – falo cabisbaixa.
-- Você sabe que gosto de você desde o momento em que te vi e nada e nenhuma garota vai mudar isso.
Olho sem resposta para ele que parecia entristecido, mas logo sorri ao ver que eu o encarava.
Fomos para o meio do salão novamente onde Barry e Kathy trocavam juras de amor. Era um momento lindo! Suas duas filhas estavam ali presenciando aquilo.
-- Ainda te verei assim Jill. – Rebecca surge falando em meu ouvido e apontando para o Chris que olhava a cena de Barry e a esposa.
-- Será? – sorrio com o que ela havia me dito.
-- O que foi? –Chris nos olha querendo saber o assunto.
-- Nada Chris. – encosto minha cabeça em seu ombro.


Flashback Off

-- Pois é Chris... As coisas são difíceis para todos. Mas sinto que você ainda esteja vivo. Infelizmente, a única coisa que posso me segurar no momento é nas lembranças que você deixou; dos momentos que me marcou.
Levanto do chão onde estava sentada com a caixa sobre as pernas e ponho o uniforme militar, guardando a mesma de volta no guarda roupas.
Ao chegar no quartel, percebo o alvoroço de alguns militares e então procuro pelo General Kenwith, que ao me ver demonstra uma expressão preocupada.
-- Está tudo bem General? – pergunto fechando a porta de sua sala.
-- Precisamos conversar Valentine. – ele fala entrelaçando os dedos enquanto permanecia em sua cadeira.









 


Notas Finais


CONTINUA *-*


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