História You'll Never Stand Alone - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jessica Sherawat, Jill Valentine, Kevin Ryman, Personagens Originais, Rebecca Chambers
Tags Chris, Claire, Desaparecimento, Jill, Mistério, Policial, Romance, Valenfield
Visualizações 11
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Mutilação, Necrofilia, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um personagem novo que eu mesma criei. Espero que gostem! Beijão! <3

Capítulo 3 - A Proposta


Fanfic / Fanfiction You'll Never Stand Alone - Capítulo 3 - A Proposta

-- Tudo bem General. O que deseja falar comigo? –pergunto percebendo que não consegue manter- se calmo.
-- Você passou por vários incidentes...
-- Aonde quer chegar General?
-- Você sabe que nosso Quartel é responsável por supervisionar o trabalho dos cientistas do subsolo, certo?
-- Sim, eu sei. – respondo o encarando.
-- Notei algumas atividades suspeitas vindas do Doutor Drinkard.
-- Suspeitas? – sei aonde ele quer chegar.
-- Sim, e por isso preciso de você Valentine. – ele fala pondo os braços sobre a mesa.
-- No que posso ajudar General? – me prontifico.
-- Quero que investigue para mim. – ele finalmente atinge seu objetivo na conversa.
-- E por onde quer que eu comece?
-- Me acompanhe Valentine. –ele se levanta e eu o sigo até uma grande sala que apesar de estar a um ano no Quartel, eu ainda não conhecia.
A sala possuía uma enorme mesa de vidro ao centro e um monitor ao fundo.
-- Quero lhe mostrar algumas coisas. – ele fala apontando para o monitor.
-- Certo. – olho atenta para o mesmo.
-- Há seis anos, os experimentos da Umbrella Corporation não deram muito certos e acabou resultando no incidente da Mansão Spencer. Você, Jill Valentine, foi uma sobrevivente.
Eu realmente não conseguia formular uma resposta para aquilo, apenas concordava com o que ele me dizia. Desde esse pesadelo, eu não consegui dormir e com a morte do Chris tudo piorou.
Passo as mãos em meu rosto a medida que o General mostrava imagens, informações daquelas criaturas horríveis que levaram quase todos que conheci.
Uma lágrima percorre meu rosto, mas passo a mão antes que mais delas caiam.
-- É por isso que quero que você investigue isso Jill. Não queremos isso de novo não é?
Concordo com a cabeça e mantenho meus olhos nas imagens.
-- Olhe só! – o General põe uma pasta em minha frente sobre a mesa.
-- Peço para que a leia atentamente em casa e me dê sua resposta definitiva amanhã pela tarde.
Encaro a pasta, sinto medo do que possa estar ali. Sinto medo de que tudo se repita, de que mais pessoas morram.
-- Entendido General! – faço a posição de sentido.
-- Ótimo Valentine! Está dispensada.
Saio apressada da sala e vou em direção ao campo de treinamento com a pasta em mãos.
-- Tudo bem Capitã? – um jovem soldado percebe minha preocupação.
-- Está tudo bem soldado. Volte ao trabalho! – sorrio para o mesmo que começa a correr com os demais.
Fico ali parada esperando para que todos terminassem a corrida e então começaríamos as séries de flexões.
-- E... Acabou! – aviso olhando o relógio em meu pulso.
-- Rapazes comecem os exercícios! – ordeno, mas meu pensamento estava em outro lugar. Sim, no que o General me disse mais cedo.
O dia foi produtivo para os rapazes, tirando minha falta de atenção nas atividades dos mesmos. Finalmente, meu horário chega ao fim e vou para casa.
Ao entrar no apartamento sinto um completo vazio em meu peito, um aperto. Vou até o banheiro tomar um banho quente para tentar relaxar. Ponho um pijama azul claro e prendo meus cabelos. Preparo algumas torradas e um café bem forte.
Sento no tapete da sala e pego a pasta que Kenwith me entregou.

‘’Julho de 1998
O Quartel Militar recebeu a informação de que a Equipe Alpha está sobrevoando a zona florestal, localizada à noroeste de Raccoon City. Não há confirmação exata sobre o paradeiro a Equipe Bravo do Esquadrão Tático de Resgate Especial (S.T.A.R.S.). Eles desapareceram em missão nos arredores.
Aguardamos informações. ’’
Este foi o primeiro depoimento de Edward Elliot, responsável pela comunicação militar com os demais.

Flashback On
Julho de 1998, arredores de Raccoon City-S.T.A.R.S.


-- Olhe Chris! – aponto para o helicóptero em meio à mata.
Pousamos depois de algum tempo tentando encontrar algum lugar seguro para pousar. O helicóptero da Equipe Bravo havia sido abandonado. Somente o corpo de Kevin estava ali.
Continuamos nossa busca pelos outros membros. A mata era escura e a pouca iluminação que tínhamos eram das lanternas.
Chris ia mais a frente com Wesker e Barry enquanto eu caminhava com cautela mais atrás. Estávamos com medo. Depois de encontrarmos o corpo de Kevin com os olhos ‘’arrancados’’, tudo ali soava de forma ameaçadora. Em meio a todo aquele silêncio ouvimos os gritos do Joseph. Com a arma em punho, fiquei sem reação ao ver um bando de cães o devorando. Sim, devorando Joseph. Quando um deles percebeu minha presença e avançou contra mim, Chris surgiu acertando-o.
-- Vamos Jill. – ele puxou meu braço me fazendo levantar.
Saímos correndo desesperadamente e ao olhar para trás vejo que haviam três deles nos perseguindo.
-- Ei, Brad! – Chris grita ao perceber que nosso helicóptero estava nos deixando.
-- Onde diabos ele está indo? – Chris estava desesperado, mas continuava a correr.
Um dos cães alcança Chris e antes de avançar para fazer o mesmo que fez com Joseph, o capitão Wesker atinge o maldito.
-- Chris, por aqui! – Wesker ordenou e Chris me pegou pelo braço.
Wesker e Barry continuavam a atirar nas criaturas que insistiam em nos perseguir.
-- Corram para a mansão! – Chris gritou atirando.
Quanto mais eu corria, mais distante a mansão estava. O caminho pela mata escura dificultava ainda mais. Se eu ousasse diminuir minha velocidade, teria o mesmo fim que meu amigo Joseph.
Só restaram três dos S.T.A.R.S. Capitão Wesker, Barry e eu. Não sabemos onde Chris está.
A mansão possuía uma decoração intrigante. Uma escada era localizada bem ao centro de frente para a porta de entrada.
-- Que lugar é esse? –Barry pergunta olhando ao redor.
-- Com certeza não é o tipo de lugar que costumamos entrar. – Wesker responde.
-- Wesker, onde está o Chris? – vou até a porta correndo com a intenção de voltar para encontrá-lo.
-- Jill, não! – Wesker repreende me fazendo parar de frente para a porta.
-- Você não vai querer voltar até lá. – Wesker me encara.
-- Mas precisamos encontrar... – sou interrompida por barulhos de tiros.
-- O que foi isso? – Barry questiona olhando para uma porta localizada ao lado esquerdo da escada.
-- Chris? – Wesker supõe.
-- Jill vá investigar. – Wesker ordena.
-- Vou com ela. Chris e eu somos velhos amigos. – Barry completa.
-- Certo. Vocês dois vão. Vou proteger essa área. – Wesker afirma.
Concordamos e viramos as costas correndo em direção a porta.
-- Fiquem atentos! – Wesker orienta.
Barry se posiciona com sua arma em mãos enquanto eu abro a porta dupla.
Ao entrarmos, percebemos uma grande sala de jantar com um mesa no centro. Caminhamos em volta daquela mesa até chegarmos do outro lado da sala.
-- Acho melhor você ver isto! – Barry me chama.
-- O que é isso? – falo me aproximando.
-- Parece sangue... – Barry responde.
Céus! Espero que não seja do Chris. Meu coração se contorce em meu peito só de imaginar o homem da minha vida andando sozinho por aquela imensa mansão.
-- Vê se consegue encontrar mais alguma coisa Jill. Vou analisar melhor isso.
-- Ok. – caminho até uma porta ao lado de onde estávamos.
Entrando na porta há um corredor. Sigo para o lado esquerdo e vejo algo que nunca mais sairá dos meus pensamentos. Um pesadelo. Um homem de casaco verde, sem cabelo estava agachado devorando um cadáver. Ele se vira ao perceber minha presença mostrando sua boca repleta de sangue. Ele caminha lentamente na minha direção, mas com sucesso corro voltando até a sala de jantar.
-- Barry! – corro assustada.
-- O que foi? – ele pergunta se levantando.
-- Cuidado! É um monstro. – grito apontando para o homem que me seguia.
-- Deixe-me cuidar disso! – Barry atinge a criatura que cai inconsciente no chão depois de três tiros.
-- Que coisa é essa? – Barry fala indignado olhando a criatura.
-- Encontrei o Kenneth sendo devorado por isso. Vamos reportar isso ao Wesker.
Barry concorda e seguimos para o hall principal onde Wesker havia ficado.
-- Wesker? – Barry o chama.
-- Onde ele está? – pergunto olhando para os lados.
-- É melhor irmos procurá-lo aqui mesmo no hall.
-- Tudo bem, Barry.
Olhamos atentamente cada centímetro daquela sala e nada do capitão. Os trovões atravessavam as janelas de vidro e clareavam aquela enorme sala.
-- Barry...
-- Alguma sorte Jill?
-- Não. Nenhuma.
-- Não entendo o que está acontecendo aqui. Primeiro o Chris e agora o Wesker. – começo a me preocupar andando de um lado para o outro.
-- Não entendo também Jill. Mas o que nos resta é procurarmos separadamente. Vou investigar a sala de jantar de novo.
-- Certo. Ficarei com o segundo piso.
-- Tome cuidado Jill. – Barry se afasta.
-- Você também Barry. – subo as escadas.
-- Jill espere! - Barry chama me fazendo voltar até ele.
-- Pegue isso. É um destravador de portas. – ele me entrega.
-- Obrigada Barry! - volto e subo as escadas de acesso ao segundo piso.

Flashback Off
Cada enigma que resolvi, cada aberração que encontrei serviram para me mostrar o quanto há pessoas doentes nesse mundo.
Vejamos só... Robert Drinkard. Cientista consagrado, um gênio no mundo dos experimentos. O que você está aprontando?
Folheio os papéis daquela pasta.
Parece que esse tal Dr. Drinkard esteve em Raccoon City e na mansão.
Atualmente, ele está à procura de uma cura para doenças fatais. Muito interessante...
Mais adiante, uma foto de Robert com Clive O’Brian e para minha surpresa Wesker... WESKER. O maldito mentiroso que acobertou tudo e nos usou como cobaias humanas! MISERÁVEL!
Sinto meu corpo queimar de raiva.
O General Kenwith disse que suspeitava desse doutor e agora quem suspeita sou eu. Ele com o Wesker? Há algo de muito estranho por aí.
Nunca mais vi esse desgraçado desde o incidente da mansão. Meu sonho era vê-lo pagar. Chris e eu estávamos tentando descobrir o paradeiro dele. De alguma forma, posso chegar até Wesker, e mesmo não tendo Chris comigo, considero parte de minha missão cumprida acabando com ele. Vou aceitar a proposta do General. Ah, eu vou!
-- Não pense que me esqueci de você Albert Wesker...
Guardo a pasta e deito em minha cama. Logo adormeço.
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...