História Eu sou o mal - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Personagens Originais, Simón
Tags Amor, Badboy, Declaração, Drama, Gastina, Lutteo, Proibido, Romance, Sou Luna, Soy Luna, Vilão
Exibições 554
Palavras 2.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem a demora, mas irei recompensar.. Esse capitulo marca o começo de uma lenta mudança
LEIAM AS NOTA FINAIS MUITO MUITO IMPORTANTE

Capítulo 10 - A nova garota de Matteo Balsano


- Por favor, olha pra você... acha mesmo que me importo com uma garota tão.. tão... – Matteo tentava formular as palavras exatas, porém, ainda estava chocado com tudo o que a morena jogou em sua cara. Luna Valente conseguiu o deixar sem reação, algo que nunca aconteceu.

- Não fale sem pensar Matteo, você pode me machucar e se arrepender muito por isso. – Ela sussurrou segurando as lagrimas, naquele momento se arrependia de ter falado tudo aquilo, sabia que escutaria o que não desejava. – Porque ficou tão nervoso... acho que não gosta de ouvir a verdade.

- Foi só a porra de um beijo, que nem foi bom – Matteo estava pensando e não conseguia evitar a grosseria. Ele havia chegado longe demais, e não poderia permitir que a garota continuasse o confrontando, precisava assumir o controle. – Luna, você não é nada, nunca foi.

- Você tem medo de amar demais... – Matteo sentiu o efeito daquela afirmação, viu novamente sua barreira ser balançada por ela, viu seu mundo desabar com palavras ditas por alguém que mal o conhecia. – Quem te magoou? Quem te transformou nisso? Você quer ser mal, mas não é.

- Você não me conhece Luna. Não diga coisas que...

- Não importa, eu vejo nos seus olhos... – O moreno não conseguia mais sentir nem raiva. Percebia que não estava conseguindo evitar que Luna chegasse no que queria esconder. Ela descobriria. – O amor é pra viver Mauricinho.

- Eu não sinto nada por você.

- Nós sabemos que isso não é verdade – E ela continuaria insistindo. Luna começava a acreditar nas palavras dele, porém, sabia que Matteo sentia algo e lutaria por ele, até se convencer do contrário.

- Eu sei que sou demais, sou cara que qualquer garota quer, mas você não precisa. Acredite Luna, se afaste enquanto a tempo... a única que sairá perdendo é você, princesinha.

- Você mente muito bem.... no fim, tem muito mais a perder do que eu.

- Eu te odeio. – Matteo bufou e Luna, naquele momento, soube que estava chegando perto dos segredos do Balsano.

~ Luna

Eu me vejo perdida em meio a algo que não há chances de terminar bem. Matteo não quer mudar e nem receber ajuda, ele simplesmente quer continuar sendo isso que acabo de descobrir. Afinal, ele se acha “o cara”.

Depois de ganhar a corrida, Matteo nem ficou para receber o dinheiro da oposta e simplesmente dirigiu até a minha casa, falando coisas que me magoaram profundamente, mas toda vez que pensava em falar algo, ele soltava um “cala a boca”. Até finalmente me deixar em frente a mansão, desaparecendo sem dar a resposta que pedi.

Ele é estranho, ás vezes me quer por perto e outras faz questão de me manter longe. Não conseguia o entender. Acho que nem Matteo sabe o que quer. Quela raiva toda, provava que eu consegui afetar o seu ego.

O teto do meu quarto parecia extremamente consolador, foi olhando para cima, que acabei dormindo sob a visão do quão ferrada estava.

- Luna, Luninha.... princesinha – Podia ouvir uma voz conhecida, porém, certamente estava me recuperando de algum sonho que não me recordo. Abri meus olhos lentamente, e vi a forma de um garoto se formar diante de mim. – Saudades?

- Simón? – Me sentei rapidamente, antes de me jogar em seus braços. Não podia acreditar que ele estava aqui, me acordando como sempre fazia nos dias que acordava atrasada. – Não acredito.

- Pois acredite, princesa – Ao falar “princesa” me lembrou o modo que Matteo falava comigo enquanto com todas as outras, ele sussurrava um “linda” ao cumprimenta-las, ou até o seu típico “gostosinhas” quando passava por um número maior de fãs, estava tão acostumada com as suas manias que nem percebi que estava o comparando com o meu amigo.

Simón tinha sua voz carregada de carinho, enquanto Matteo exibia um sarcasmo quase surreal.

- Mas me conte tudinho – Pela primeira vez não consegui prestar atenção em nada que Simón falava, apesar de estar muito feliz por o ter comigo, não conseguia esquecer o modo que Matteo ficou estranho na noite passada.

- E aí, um desses meus amigos me convidou para fazer parte de uma banda com eles. Vou dividir um apartamento com os integrantes e... – Percebi que ele parou de falar e me encarou diminuindo o seu sorriso. – É esse cara né? Que tanto pensa?

Esse cara... mais uma vez, suas palavras me lembraram a ele. Não por ser de Matteo que ele se referia, e sim pelo simples e magnifico bordão... “eu sou o cara”.

- É... ele mesmo – Meu amigo me encarou perplexo e pegou em minhas mãos assentindo.

Poderia esconder os detalhes sórdidos, contudo, Simón era meu melhor amigo e não havia segredo entre nós. Quer dizer, por algum tempo existiu um, mas isso não importava mais.

Contei tudo, desde como descobri que Matteo era muito pior do que imaginava, até o fato de saber que ele não era tão ruim assim, era apenas alguém que precisava se encontrar. E que vivia mudando de atitudes.

- Que idiota – Resmungo me fazendo assentir. Sim, Matteo era um idiota, cretino, manipulador. Porém, era o meu idiota, cretino e manipulador, era o garoto por quem me apaixonei e faria de tudo para ajudá-lo.

- Eu tenho muitas esperanças, acho que ele gosta de mim e isso pode ser a minha chance de ajuda-lo. – Simón estava vermelho e a raiva pairava em seus olhos, nunca o vi dessa maneira.

- Ele não precisa de ajuda. Você tem que se afastar. – Arqueei uma sobrancelha e cruzei os braços. – Esse Matteo não namora aquela loira da mansão do México? Que seria a afilhada da Senhora Sheron?

- Obrigada por me lembrar desse detalhe – Respirei fundo. Eu realmente tinha me esquecido disso, de que Matteo tinha a garota perfeita ao eu lado. – Mas acho que ela o trai.

- Não a julgo. – Neguei com a cabeça e Simón voltou a segurar as minhas mãos, agora olhando fixamente os meus olhos, respirou fundo e tocou o meu rosto. – Eu tenho que te falar... esse garoto não presta e você só vai sofrer.

- Simón, você poderia me apoiar né?

- Não posso ver a garota que amo sofrendo por outro. – E naquelas palavras, vi meu mundo parar de girar.

~ Matteo

Traição... essa é uma coisa que apenas eu tenho o direito. Ámbar pagaria caro por isso.

- Espelho, espelho meu... existe alguém mais foda do que eu? – Eu realmente sou a perfeição em pessoa. Ouvi a risada de Gastón e me virei para encara-lo, que tipo de amigo aparece em uma manhã de Sábado e acorda o rei? Alguém que não preze a vida.

- O que aconteceu ontem? – Muitas coisas para falar a verdade, mas não estava disposto o dizer, não gostava nem de lembrar das palavras da morena. Maldita Luna Valente.

Como odeio seu modo de jogar a verdade na minha cara.

- Só a Luna que ainda não percebeu.

- Percebeu o que? – Gastón cruzou os braços e me encarou abrindo um sorriso debochado, mostrando que não cairiam em uma das minhas desculpas.

- Que eu nasci para ser vilão. Se quisesse poderia tomar o lugar de Darth Vader – Respondi e ouvi a alta gargalhada dele, revirei os olhos e voltei a encarar o meu amigo. Porém, agora me olhava assustado, acho que nenhum de nós gosta de Star Wars.  – Alguém mais real? Que tal Adolf Hitler?

- Ah! Você não é tão mal assim. Sorte a nossa.  – Debochou. É... talvez eu não seja um assassino ou algo parecido, mas isso não tira o fato de Luna estar extremamente enganada se acha que vai me dominar, só porque me importo com ela mais do que deveria.

Muito mais do que deveria.

- O Diabo me adora – Gastón tem uma estranha mania de rir de tudo o que eu falo, ás vezes acho que ele é tão retardado que nasceu rindo.

- Eu sou o cara – Me imitou enquanto voltava a pegar o celular. Revirei os olhos e suspirei alto. Estava com raiva, mas não me sentia tão desesperado, sabia que teria que resolver tudo e ter certeza para agir da melhor forma. – O que vai fazer?

- Ninguém me trai Gastón. – Disse e acabei sorrindo. Se o que ele havia escutado da boca de Jazmín, em seus vários momentos de burrice, fosse verdade. Ámbar sofreria eternamente por isso. - Se isso se confirmar, eu acabaria com o Sebastian e deixaria a loira sem o que ela mais ama.

- Esse é o meu amigo. – Exclamou saindo pela porta. O segui e logo pude ver meus pais e minha irmã na mesa, me encararam e sorriram brevemente.

A ideia de uma família feliz me deixa extremamente irritado, eles não são um casal feliz, nunca foram e agora parecem querer deixar o passado de lado e seguir uma vida perfeita.

- Vamos sair – Não fiquei para escutar a reclamação de sempre. Você não fica em casa, vive na rua. Mal sabem o que costumo fazer na rua. O motorista estava me esperando, então simplesmente entrei sendo seguido pelo meu amigo. – Primeiro na mansão Benson.

- Tem certeza que vai enfrentar a fera agora? – Neguei e sorri. A ideia já vinha se passando em minha mente desde mais cedo, quando ele me falou que Jazmín havia soltado o possível envolvimento de Ámbar e Sebastian.

Não poderia deixar que ela me humilhasse.

- A Luna insiste em sofrer – Gastón me encarou sem saber onde eu queria chegar. – Quem sou eu para negar uma morena gostosa? E possivelmente virgem...

- É, eu também poderia ter uma, mas você não deixa. – O encarei e ele negou rapidamente. Odiava quando ele falava assim. - Ta dizendo o que eu acho que está dizendo? – Assenti – Vai usar a Luna pra se vingar da Ámbar?

- Na verdade, não aguento mais a Ámbar, de qualquer jeito é isso que acontecerá. Mas se ela estiver me traindo, eu tenho algo que acabará com aquela vidinha perfeita. – Disse sorrindo. Luna não era a minha vingança, não totalmente.

 Na verdade... claro que essa era a razão, por qual outro motivo iria querer aguentar uma baixinha irritante e o oposto de mim?

Luna... Luna. Depois de passar a madrugada inteira revirando na cama, eu realmente me convenci que apesar de saber que o melhor era manter uma distância razoavelmente segura, precisava ter ela.

Não sei os motivos, não tenho um porquê e nem vou dizer que quero um relacionamento longo e fiel, mas no momento, eu só quero ela.

Não iria prometer uma fidelidade que não aconteceria, nem dizer que mudaria, porque isso não vai acontecer. Ao menos eu espero isso... não posso estar me transformando em um bobo.

Não vou ser perfeito, nunca vou ser digno de algo bom e, possivelmente, Luna era a única que sairia magoada em tudo isso, mas o que posso fazer?

Foi ela que me fez voltar. Eu não tive culpa. Tentava me convencer de algo que sabia não ser verdadeiro.

- Sinceramente? Eu acho que está arrumando motivos para ficar com ela... essas suas decisões não me enganam. Você pensa em fazer algo e depois desiste. Típico de quem não quer sentir o que sente, mas não consegue evitar. – Ele me encarou e sorriu vendo que não falei nada. Gastón adorava bancar o psicólogo. Ás vezes pensava que ele sentia o memo. – Está apaixonado, Matteo?

- Claro que não. – Disse e ele se calou pelo resto do caminho, mas não deixava de me olhar e rir altamente. Preferi não o responder.

- Não esquece de me ligar dizendo o que aconteceu. – Gastón me lembrou enquanto eu descia do carro. Assenti e fui em direção aos portões, tendo livre acesso. Pensei em subir e falar com Ámbar, mas meu modo de agir é um pouco mais cruel.

- Monica -  A mulher me encarou sorrindo. – Será que eu posso falar com a Luna? É sobre um trabalho do Blake?

- Claro. Eu vou chamar ela. – Revirei os olhos assim que ela se virou. Alguns pobres perdem tudo, menos a simpatia. Isso me enjoa.

- Matteo? – Ela estava com os olhos marejados, porém, abriu um grande sorriso ao me encarar. Poderia ter dito algo mais sutil, mas tudo o que saiu foi um breve e irônico comunicado.

- Parabéns Menina Delivery. Você foi promovida a “nova garota de Matteo Balsano”. – Seus olhos se arregalaram, enquanto tentava esclarecer essa notícia. Negou com a cabeça como se não estivesse acreditando na minha ousadia, porém, não deixou aquele sorriso que entregava os seus sentimentos. Tão ingênua...

- É ele? – Olhei um garoto mais feio que o Freddy Krueger e tive a certeza que tinha um novo concorrente.

E isso é uma das únicas coisas que gosto nesse mundo cruel... feito para mim.


Notas Finais


Matteo finalmente está começando a aceitar,, mas o Simón apareceu... prevejo treta haha
Bem, eu demorei e sei que vocês estão quereno matar o Matteo, mas não queiram... tudo tem um porque, ninguém se torna tão auto defensivo por nada. . Por isso, estarei postando todos os dias, até o capitulo 14 onde, possivelmente, a Luna descobrirá a história dele.
altas revelações estão por vim uhhhh
O que acham disso?
E mais uma coisinha.... estarei fazendo uma pesquisa em todas as minhas fanfic, só respondam uma vez, ok?
Halloween está chegando e logico que eu estarei escrevendo uma fic em homenagem a essa data.
Escolham o personagem que lhe dariam mais medo.
1- Palhaço
2- Espantalho.
Beijinhos


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