História Eu sou o mal - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Personagens Originais, Simón
Tags Amor, Badboy, Declaração, Drama, Gastina, Lutteo, Proibido, Romance, Sou Luna, Soy Luna, Vilão
Exibições 346
Palavras 1.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido aqui estou eu...
Boa leitura

Capítulo 9 - Deixa eu te ajudar?


~ Luna

Matteo segura meu braço com força, praticamente me arrastando para o seu carro. Eu queria estar com medo, mas não conseguia, desejava o odiar, mas tudo o que sentia era a necessidade de cuidar dele, de ficar ao seu lado. Mesmo sabendo a pessoa terrível que Matteo não mostrava ser, mas era.

- Eu vou mandar uma mensagem para a Nina. – Ele assentiu assim que me fez entrar no carro e logo dirigiu. Tentei escrever algo coerente e logo venho a resposta de que o garoto tinha sido levado para o hospital com um dos seus amigos e a fez prometer que não falaria quem o machucou.

- Ele não vai falar Luna, acredite... seria muito pior. – Matteo sorriu brevemente, o que me fez o olhar incrédula. Não era possível. – E a sua amiga também não vai falar nada. Mas o porquê manteremos em segredo.

- Você não tem medo? – Ele riu alto. Olhei o meu celular e respondi as perguntas de Nina, ela estava apavorada com a minha coragem de sair ao lado do moreno. Como se ele tivesse me dado escolhas, na verdade deu, porém, segui a mais irracional.

- Só tenho medo de eu mesmo. – Respondeu simplesmente com um sorriso de lado, como se fosse a homem todo poderoso e todos cairiam aos seus pés. – Você chegou a pouco tempo Luna, não conhece nada daqui. Deveria ter mais cuidado.

Falando isso ele acelerou um pouco, me fazendo fechar os olhos e respirar pesadamente. Eu disse que era a pessoa mais medrosa que existia nesse mundo, e agora, Matteo pareceu perceber isso e sorriu ainda mais.

- Você vai adorar o lugar onde vou te levar – Disse me deixando confusa. – Eu estava disposto a te deixar em paz, mas pela segunda vez... você atrapalhou os meus planos.

- Quem é você Matteo? – A pergunta saiu como um sussurro e evitei olhar em sua direção. Não sabia quem ele era de verdade ou quem gostaria de ser, tudo o que via era um garoto extremamente metido a mauricinho com a vida perfeita, contudo, isso era apenas uma máscara e a ideia de saber o que se esconde por trás dela, me assusta.

- Eu sou o que você viu Luna. – Me respondeu enquanto entrava em uma rua escura, o encarei apavorada e ele apenas mordeu os lábios.

- Eu quero voltar, por favor.

- Não se preocupe Menina Delivery, não vou te machucar. Só quero dar as respostas pras suas perguntas. – Me calei sabendo que não adiantava discutir. Logo pude ouvir os sons altos de diversas músicas tocando ao mesmo tempo. – Esse é o meu mundo.

Havia vários carros, garotas praticamente nuas e um bando de homens fumando e bebendo, enquanto as músicas se misturavam ridiculamente. Percebi que era um lugar afastado e as ruas estavam trancadas.

- Você corre? – Perguntei assim que minha mente projetou a solução para as perguntas. Matteo deu de ombros e assentiu saindo do carro, eu não sairia... não me misturaria com pessoas daquele estilo.

- Vamos Luna. – A porta foi aberta e senti a mão de Matteo me puxar para fora. Seu braço segurou minha cintura possessivamente e por mais que tentasse não sentir nada, arfei com aquele simples gestou.

Estou louca, sinto nojo de mim mesma.

- O rei da pista. – Um homem grande gritou em cima de uma caminhonete, atraindo os olhares para Matteo que levantou a mão, enquanto recebia algumas palmas.

Sabia que ele era o “rei da pista”, mas tenho certeza que a pista de que o homem falava, não era a mesma que eu acreditava.

- Sorria princesa, não são todas que tem o prazer de me acompanhar. – Sussurrou perto do meu ouvido. Aquelas pessoas me encaravam como se eu fosse uma religiosa no meio de uma porção de satanistas. Espera... é exatamente isso que parece.

- Mudou de garota, Balsano? – O homem desceu da caminhonete e me olhou da cabaça aos pés, mostrei a língua e o vi gargalhar. Aquilo era para ser uma grande ofensa.

- Não Gregori, sabe como é – Matteo piscou me fazendo querer vomitar o meu almoço.

- Quero ir pra casa – Falei e ele revirou os olhos me empurrando para onde os seus amigos estavam. Meus olhos arderam ao pensar no que eles fizeram para alguém indefeso, e se fizessem o mesmo comigo? Só uma perguntava rondava a minha consciência... O que eu estava fazendo ali?

~ Matteo

- Luna? – Jim perguntou com os olhos arregalados. Na verdade, todos estavam do mesmo jeito... olhando ela como se a garota fosse da polícia.

- E aí, beleza? – Encarei a morena incrédulo e todos fizeram o mesmo. Luna levantou o dedo mindinho e o indicador, formando o símbolo do rock, ou o que ela achava ser. Pela primeira vez naquele dia, senti vontade de rir. Extremamente ridículo.

- Então tá né... – Yam resmungou virando os olhos para a amiga que apenas riu da cara de idiota que Luna tinha estampada no rosto. No fim, ela estava morrendo de medo e tentava se enturmar. Como se fosse possível.

- Cês tão bem mano? – Minha vontade era de enfiar uma rolha na boca da morena. Nada poderia ter soado tão desastroso.

- Então Luna, qual é a sua princesa preferida? – Nico conseguia ser ridículo quando estava disposto a ser. Eles riram e Luna abaixou a cabeça confusa e depois olhou ele, respondendo.

- Ah! Eu gosto da Cinderela. Mas o Matteo me conheceu quando estava vestida de Rapunzel. – Explicou e novamente odiei a inocência ou burrice dela.

O silencio chegava a me deixar surdo, me lavando ao arrependido total por ter a trazido. Porém, entendia que Luna não parecia ter medo de qualquer coisa e seria péssimo se ela contasse o que viu.

- Não importa como nos conhecemos. – Minha grosseria não passou despercebida e Luna me encarou com os olhos arregalados. Vi eles marejarem, possivelmente se dando conta de tudo o que aconteceu a poucas horas atrás. – Luna venho correr comigo.

- Eu? – Voltei a puxar, para um dos meus outros carros que havia deixado com Gastón, sem dar mais explicações. Dirigi até a linha de partida, enquanto todos se arrumavam. – Eu não quero Matteo.

- Não tem querer.

- Porque tá fazendo isso comigo? – Olhei para os seus olhos e tinha lagrimas descendo lentamente. Acabo de descobrir outro terrível defeito da garota, odeio choro, odeio resmungos... simplesmente odeio tudo o que ela é. A querer por perto mesmo assim, era ridículo e nojento. – Eu não posso ter me enganado tanto com você.

- Eu te disse o que era, você que insistiu em ficar perto. Foi você que me aceitou, mesmo com todos os avisos. – Luna me encarou e deixou sua cabeça cair levemente para o lado.

- Você se importa comigo. – Não sei o que ela encontrou nos meus olhos, porém, abriu um pequeno sorriso e tocou o meu rosto. Neguei rapidamente, depois de tudo o que falei a ela, Luna age como se não tivesse ouvido e chorado. Bondade... como essa palavra parecia a definir completamente, mal sabe o quanto isso pode a destruir. – Talvez você seja mais o Mauricinho, do que esse vilão que acabei de conhecer.

- Luna, eu te falei coisas horríveis depois de te iludir, fiz meus amigos baterem em um nerd que não tinha como se defender, te ameacei, te trouxe a um lugar onde “mauricinhos” nem sonhariam em estar... como pode pensar isso? – Ela sorriu e encarou a garota que anunciava a partida, não liguei para o seu olhar desesperado.

- Isso tudo era pra se afastar de mim? – Perguntou pausadamente, com os olhos fechados e as mãos segurando o banco. Uma raiva inevitável se apossou de mim enquanto acelerava, mesmo sabendo que não precisava de tudo isso para ganhar a corrida. – Eu vi nos seus olhos, você sente algo por mim, talvez um carinho ou algo fraternal. Sabia que não podia ter me enganado tanto... sei que não é uma pessoa ruim, não totalmente.

- Cala a boca.

- Você tá assustado. Sabe que não sou como os seus amigos e quer me afastar. – Continuei acelerando mesmo já sabendo que não iria mais veloz que isso. – Você se importa e isso mostra o quanto pode ser bom.

- Eu mandei você calar essa boca. – Bati fortemente no volante e Luna gemeu chorando ainda mais. Respirei fundo e senti sua mão em minha perna. Só podia ser brincadeira.

- Não tô dizendo que está apaixonado Matteo, mas eu sei que se importa comigo e te agradeço, porque eu também me importo com você – Maldita Luna Valente, maldita hora que entrei naquele hospital... – Deixa eu te ajudar?


Notas Finais


Luna sempre boazinha?
Quem está com saudades do Simón? Nó próximo ela dará as caras u.u
Amanhã voltarei com The Secret... beijinhos


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