História Eu sou Pai - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gravidez, Hentai, Lesbicas, Originais, Romance, Sexo
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Harem, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Expulsos


Malu chorava em meus braços enquanto eu estava boquiaberto com o que havia acabado de acontecer. Ana Paula mais uma vez havia me abandonado, mas dessa vez ela havia deixado algo bem mais importante que uma calcinha com estampas de caveira.

Meu celular tocou em meu bolso, de forma desajeitada eu consegui tirar e vi o nome e ao foto de Agnes na tela.

- Fala ai papai! – ela disse quando atendi – se cansou da paternidade e quer encher a cara?

- Agnes, a Ana Paula foi embora! – eu disse aos atropelos

- Fala devagar! - ela disse em tom de reclamação

- Ana Paula foi embora de novo!

- O que? – ela gritou – aquela puta, quem ela pensa que é, e a sua filha? Esse choro é dela?

- Ela a deixou comigo! – eu disse

Houve uma pausa, ouvi a voz de alguns alunos, e ao julgar pelo horário, Agnes estaria no intervalo da aula. Ouvi sua respiração pesada, inspirando e aspirando, ela sussurrou uma contagem até dez e por fim ela disse:

- Aquela vagabunda! Eu disse a você que não se envolvesse com ela! Que vadia! Como você vai criar essa menina?

Foram incontáveis coisas ditas por minha melhor amiga, então por fim ela disse que viria até mim.

- Eu preciso de uma cadeira de recém-nascido! – eu disse.

- Ok, vou fugir da escola, ir até minha casa, pegar a da minha irmã e vou te encontrar. Enquanto isso faz essa criança se acalmar! – ela desligou o telefone, deliguei e tentei balançar de uma forma desajeitada a Malu, mas nada do que fiz tinha efeito, então eu arrisquei levantar seu vestido e puxar a beirada da fralda como vi algumas vezes na televisão, senti o cheiro e descobri que ela precisava de uma troca de fraldas.

Olhei pelos lados e tinha um supermercado não muito longe. Segui até lá com ela chorando e entrei. O choro de Malu ecoava no ambiente, algumas pessoas nos observavam, enquanto eu tentava acalma-la. Passei por longos corredores para finalmente achar o banheiro, mesmo a Malu sendo uma garota era melhor eu troca-la no banheiro masculino. Empurrei a porta, entrei procurei por alguma coisa que pudesse colocar em cima da pia de mármore. Como não achei nada usei a manta que a estava cobrindo.

Ela se encolhia de tanto chorar, eu estava apavorado sem saber por onde começar então mais uma vez liguei para Agnes.

- Estou chegando em minha casa! – ela disse quando atendeu – meu joelho está arrebentado, e cai enquanto pulava o muro da escola.

- Agnes você tem que me ajudar! – eu disse apavorado.

- Eu já arrebentei meu joelho te ajudando, o que mais quer que eu faça!

- Eu tenho que trocar a fralda da Malu!

- Quem diabos é Malu?

- É o nome da minha filha! – eu disse irritado – Maria Luiza!

- Sabia que não devia deixar você sozinho, olha que nome você deu a menina, com toda certeza ela vai mudar quando crescer!

- Deixa isso de lado! Estou no banheiro e preciso trocar ela!

- Está bem! – ouvi o barulho de uma porta sendo aberta – primeiro você tem que deitar ela.

- Já fiz isso!

- Agora tem uns adesivos na fralda, você precisa puxar assim a fralda vai afrouxar.

Segurei o telefone com o ombro, mais uma vez levantei o vestido florido dela q e puxei os adesivos, a fralda descartável afrouxou-se como Agnes havia dito.

- E agora? – eu murmurei suando devido o nervosismo e pouca ventilação do banheiro.

- Levante as perninhas dela, puxe a fralda – pelo telefone ouvi barulhos e Agnes praguejando, depois ela gritou um “Achei”.

Fiz o que ela havia dito, notei que o bumbum da Malu estava mais sujo do que imaginei que estaria.

- O que eu faço agora? Como eu limpo ela? – disse observando o rosto dela ficar vermelho de tanto que ela chorava

- Você tem lenços umedecidos? – peguei a bolsa que havia deixado no chão e encontrei uma embalagem, informei a Agnes que tinha e ela prosseguiu com as instruções. A limpei com cuidado – no processo sujou a manta -, depois de uma forma desajeitada coloquei uma nova fralda que ficou meio folgada. Minha amiga disse que me encontraria em breve com a cadeirinha.

Coloquei minha filha em meus braços e tentei consola-la, a intensidade do choro diminui, comecei a cogitar se ela estava com fome. Mas não sabia ao certo o que ela poderia comer. Sai do banheiro e fui com ela até a sessão de comidas para bebês, havia comida em creme dentro de potes de vidros, lenços umedecidos de todas as marcas.

Eu a balançava movendo meu corpo de um lado para o outro para não chamarmos mais atenção do que estávamos, algumas mães passavam e me olhavam esquisito. Nunca em toda minha vida desejei ter Agnes ali, pois com toda certeza ela perguntaria: O que vocês estão olhando?

Depois de muito tempo balançando Malu começou dormir, para isso devo ter andado o supermercado inteiro com ela. Então minha amiga louca finalmente apareceu carregando uma cadeirinha que tanto havia sido um empecilho naquele dia

- Ai estão vocês! – ela disse com a voz pesada, e seu rosto suado – tem ideia de como foi difícil achar vocês?

- Fale baixo! – reclamei – foi difícil faze-la dormir

Ela revirou os olhos, pegou um carrinho de compras com assento para bebês e colocamos Malu adormecida no lugar feito para ela.

- Não acredito que ela te largou novamente! – disse a morena ao meu lado, colocando a cadeirinha no espaço inferior do carrinho – eu não esperava que ela fizesse novamente, ainda mais deixando a Manu com você!

- Malu! – corrigi empurrando o carro – eu também não acredito, não sei o que dizer a minha mãe!

- Ela talvez se conscientize, assim como ela você foi abandonado com uma criança para criar!

Viramos o corredor e retornamos a sessão de bebês. Eu ainda não havia devolvido o cartão de credito de minha mãe, e tenho que admitir que foi útil. Com os conhecimentos de Agnes compramos tudo o que era necessário para Malu, chupetas, mamadeira, mais fraldas, comida, e etc. Quase lotamos o carrinho de compras.

- Agora tudo mudou! – eu reclamei – Agnes o que estou fazendo?

- Se afundando! – ela disse curta e grossa – esses casos hetero sempre terminam assim, bebês com pais separados. Ainda da tempo de vir para o lado colorido da força!

- Agnes! – eu ranhei – pela ultima vez, eu não vou ser gay!

- Tem coisas mais frágeis que o seu machismo? – ela disse entre gargalhadas – Mas volto a dizer que sua bunda...

- Agnes! – cortei e ela colocou a mão na boca para segurar ainda mais a risada, minha filha acordou, e o choro voltou a tomar conta do ambiente.

- Faz ela parar! – sussurrou minha amiga.

- Eu não sei como fazer!

Ela revirou os olhos e a tirou do assento do carrinho, a segurou nos braços de uma forma bem melhor do que a minha, começou a acalenta-la, mas a criança não parava de chorar.

- Ela deve estar com fome! – eu disse – Ana Paula amamentou ela há algumas horas.

- Muito bem Manu, estamos quase indo para casa! – ela disse em uma voz carinhosa e melosa, nada parecido com ela mesma – seu pai é um péssimo pai que deveria tentar mudar seus horizontes, já que sua mãe o abandou pela segunda vez.

As pessoas nos olhavam de forma estranha, Agnes saiu da loja e ficou esperando do lado de fora com minha filha, e ria da forma como eu estava sendo observado. Após finalmente passar no caixa e pagar as compras e carreguei tudo para o lado de fora. Chamamos um taxi e por fim minha casa estava mais próxima do que nunca. Sacolas e mais sacolas amontoavam o porta-malas do carro, eu olha para a nota fiscal da compra e com toda certeza demoraria séculos para que eu pudesse pagar.

Malu havia encontrado os próprios dedos e os chupava, tentei lhe dar a chupeta que havia comprado, mas minha amiga alertou que ela primeiro precisava ser higienizada. A morena enrolava seus cachos no dedo e trocava torpedos com sua ex,  pelo sorriso que ela tinha em seu lábios tudo indicava que ela iria se dar bem hoje a noite.

Finalmente na minha casa, Malu tornou a chorar, ela com toda certeza estava faminta, e após higienizar as mamadeiras, ferver o leite. Eu estava finalmente pronto para alimenta-la.

- Não está quente demais? – disse minha melhor amiga – deixe duas gostas caírem no seu pulso!

Olhei confuso para ela, então sem explicação ela arrebatou a mamadeira de minha mão, puxou meu braço e derramou o leite no meu pulso. Gritei com a ardência do leite quente quando tocou minha pele. Sem me pedir desculpas a morena foi até a pia esfriar o leite, voltou alguns minutos depois com o liquido mais frio. Mostrou-me como deveria alimentar minha filha, mas não prestei muita atenção, pois eu procurava pomadas para queimaduras.

Agnes banhou Malu na pia do banheiro, eu observava tudo sentindo uma leve pontada de inveja por não conseguir fazer nada do que ela fazia com minha filha. Ela a vestiu e a colocou para dormir na cama da minha mãe que era bem mais próxima da sala.

- Eu não vou conseguir! – eu disse a beira do desespero – eu não tenho ideia do que fazer, eu não sei ser um pai.

Minha amiga sentou-se no sofá e observou o meu surto de realidade, eu exclamava coisas sobre dinheiro, cuidados, ser desajeitado. E largar a escola pela terceira vez. Depois de uns dez minutos colocando isso para fora, e sentei ao lado dela e ela murmurou:

- E sua mãe ainda não descobriu!

Como obra de bruxaria a porta de entrada se abriu e minha mãe usando um terninho, maquiada, com um coque clássico entrou. Ela era corretora de imóveis, e sempre chegava ao final do dia, mas justamente naquele dia ela chegou antes do meio dia.

Primeiro ela tirou o paletó, o colocou no braço da poltrona, tirou seus saltos e olhou para nós dois sentados lada a lado. A vontade dizer o que aconteceu ficou presa em minha garganta.

- O que faz aqui tão cedo? – perguntou Agnes

- Eu sei que Lucas e Ana Paula não vão dar conta de uma criança sozinhos, então resolvi sair mais cedo e ver se meu apartamento ainda estava de pé!

- Como pode ver ele está! – eu disse com um sorriso amarelo, que imediatamente a fez franzir a testa.

- Onde está minha neta?

- Dormindo no seu quarto! – falei pausadamente

- E onde está a mãe dela?

Respirei fundo, não sabia qual reação ela teria então com cuidado eu disse:

- Ela se foi mãe, e não vai mais voltar.

O silêncio que se prolongou foi um dos piores de minha vida, e de todas as coisas possíveis que eu imaginei que minha mão faria, ela fez a menos possível.

- Vão embora! – ela disse em alto e bom tom – Vá embora do meu apartamento, leve sua filha e a partir de agora ela é problema seu.



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