História Eu sou um erro. [GumLee] - Capítulo 8


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Marshall Lee, Personagens Originais, Principe Chiclete, Príncipe de Fogo
Exibições 74
Palavras 1.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Descoberta do sangue jovem.


Fanfic / Fanfiction Eu sou um erro. [GumLee] - Capítulo 8 - Descoberta do sangue jovem.

-Você tem tinta?

Marshall perguntou, entrelaçando o dedo indicador na ponta de uma mecha de cabelo de Gumball.

Ele se referia à tinta para parede, e, haviam algumas latas guardadas na dispensa, que Gumball havia roubado com maestria, pegando todas as latas de sua mãe.

-Ah, sim... Só não sei se são suficientes... - O rosado se levantou do sofá, logo seguido de Marshall.

Os dois caminharam até a cozinha, arrumada, organizada e alinhada de forma invejável, isso porque, ao contrário de sua mente, a casa de Gumball era realmente arrumada, tudo em seu devido lugar, para que nada jamais se perdesse.

O menor ia em direção à lavanderia, um espaço realmente pequeno, com uma máquina de lavar roupa, um tanque, um varal e algumas caixas perto de um armário branco e estreito.

Abriu uma das caixas de papelão, meio empoeirada, o fazendo soltar alguns espirros.

Lá haviam algumas latas de tinta, novas, sem uso.

-De quais cores vamos precisar? - O rosado perguntava, olhando algumas latas de tinta nas mãos.

-Hmm... Preto, azul claro, azul escuro, roxo, rosa, vermelho e branco. O que acha? - Marshall se agachou ao lado de Gumball.

Gumball, concentrado, escolhia as tintas, e, por uma grande sorte, haviam ali todas as cores que Marshall havia dito. Além disso, pegou uma bandeja para tinta e alguns rolos

Como planejavam fazer uma galáxia, pegou alguns pedaços grandes de espuma de colchão, separando tudo para o que fariam logo a seguir.

Seguiram rápidos para o quarto, a parede branca, totalmente livre, que logo receberia diversas camadas de tinta, estava como uma vítima de cena de crime.

-Não tem problema se sujar as roupas, né...? - Gumball perguntou, tímido.

-Ah, não... Caso eu ou você sujarmos as roupas, resolvemos depois.

Então assentiu, dispondo a tinta preta, com odor forte sobre a bandeja e mergulhando dois rolos grandes no líquido escurecido, os manchando completamente.

E com cuidado, os dois levaram seus respectivos rolos até a parede, a pintando, começando pelo meio, e usando pincéis menores nas extremidades.

Até que, em um momento, Marshall mergulhou o dedo indicador na tinta preta, e então, passou pelo nariz pequeno como um botão, de Gumball.

O rosado sorriu, fazendo que não, mergulhando o dedo na tinta também e fazendo caracóis nas bochechas de Marshall.

-Que garotinho vingativo... - O moreno riu. -Venha, suba nas minhas costas e pinte tudo em cima.

Gumball se sentiu um pouco medroso mas logo aceitou, quando Marshall se abaixava ao chão e o menor lhe subia nas omoplatas, sentando-se sem deixar muito peso.

Podia sentir com clareza o cheiro gostoso dos cabelos negros de Marshall, um cheiro leve de shampoo de bebê, porém, com um toque maduro, os fios bagunçados.

Ele estava realmente no alto e Marshall lhe segurava as cochas, enquanto o rosado pintava todo o resto da parede com o preto, assim, preenchendo tudo.

E nesse momento, quando Gumball desceu de Marshall, não se demorou à agachar e organizar as latas de tintas coloridas, deixando dois pedaços de espuma para cada lata.

Primeiro começaram com os dois tons de azul, sobrepondo o mais escuro em algumas partes do mais claro, entrelaçando e criando nebulosas, fumaças sem formato certo, mas com uma beleza incrível.

Depois, pegaram o roxo, passando a cor, cruzando as outras, dando um toque especial e belo, uma autenticidade, delicado, suave porém notável.

Então, continuaram com o branco, fazendo pequeninas estrelas, pingos com um pincel minúsculo.

E então, rosa e vermelho, que eram como Gumball e Marshall, se cruzando e unindo, com uma doce diversão, se destacando dentre tudo.

E então, Marshall, usando tinta rosa e vermelha, desenhou duas estrelas maiores, no centro, uma de cada cor.

-Eu e você. - Marshall disse. -Assim, você nunca vai esquecer que nós estávamos aqui, pintando essa parede. - sorriu, finalmente.

-Não vou me esquecer. - O rosado sorriu. -Eu gostei bastante, foi muito bom... Fazer isso.

Marshall largou os pincéis no chão, aproximando de Gumball e segurando em suas mãos, com os troncos praticamente colados.

Levou a mão até a cabeça de Gumball, fazendo com que esta se recostasse sobre o peito de Marshall.

E se movimentaram lentamente, como se dançassem, sem música, sem som algum. Sendo levados pelo silêncio interminável.

E por um momento, Gumball sentiu que podia ter algum pequeno momento de felicidade, sendo ele mesmo. Esquecendo um pouco sua prótese, sua perna, seu medo.

Concentrando-se naquele momento. Vivendo a felicidade naquele momento.

Afinal, não tem mal algum deixar de ser você mesmo por alguns momentos.

Mas algo assustador lhe ocorreu, algo tenebroso, agoniante e que lhe deixava sem saber o que fazer. Gumball estava medroso, paralisado. Porém, talvez, gostasse daquilo.

Marshall o beijou, nos lábios.

Apenas recostou seus lábios nos lábios do rosado.

Mas aquilo era de fato assustador para Gumball, que nunca havia nem mesmo beijado nos lábios de uma boneca.

A sensação era de calor, proximidade, intimidade, doçura. Sentia-se como o grande cúmplice de Marshall. Sentia-se em união, de certa forma, e suas mãos nervosas lhe apertavam os ombros com força.

Seu cérebro queria apenas fugir daquilo mas seu cotação o paralisou completamente.

Mas conseguiu, finalmente, sair daquele beijo.

Parecia-se mais com um rato assustado do que com o garoto estranho e tímido que sempre era.

E quando caiu ao chão, sentiu que sua prótese lhe havia desencaixado do joelho.

Um desespero lhe subiu a espinha e tudo que pôde fazer foi chorar, baixo. Chorava de medo, sem mostrar.

-Nossa... - Marshall parecia arrependido. -Me perdoa, não sei o que deu em mim... - Ao que ele se abaixava, via o desencaixe no joelho de Gumball. -Caralho! Seu joelho! Tá doendo...?

Gumball não teve nem um segundo para parar Marshall e impedir que ele chegasse mais perto, tudo rodou como câmera lenta, cada segundo.

Marshall tocou com determinada força na prótese de Gumball, e, essa que já se encontrava desencaixada, apenas deixou-se cair por completo, revelando o maior segredo da vida de Gumball.

E agora tudo estaria acabado.

Gumball que estava realmente gostando de Marshall, agora perdeu tudo por um descuido imbecil.

Agora Marshall sabia que Gumball não tinha uma perna, e, logo, toda a cidade iria saber também.


Reflexão gostosinha <3

A verdade sempre é mais fácil, por mais que seja mais dolorosa. E se Marshall já soubesse de Gumball, quão diferente a história dos dois seria, desde o início?

No entanto, algumas vezes é difícil viver sendo nós mesmos, e, apesar de que não podemos mudar quem somos, dá pra esquecer que somos nós mesmos e viver alguns momentos felizes.

Mas o fundamental é sabermos aproveitar a vida do jeito que somos.

E agora será um momento decisivo para a vida de Gumball: Marshall irá aceitá-lo?

Só posso dizer alguma coisa: o amor verdadeiro aceita tudo, suporta tudo.



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