História Eu te amo, Jung Hoseok. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hobi, Hope, J-hope, Jung Hoseok, Kpop, Triste
Visualizações 773
Palavras 1.687
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, pessoal.
Desculpem a capa ser uma simples foto, acho que depois irei fazer uma coisinha bonitinha.
Essa historinha é diferente de todas que eu já escrevi aqui no Spirit por causa do final, mas mesmo assim, espero que gostem de verdade.

Obs: Nas notas finais tem fics que eu já fiz com o J-hope.

Boa leitura!!!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Eu te amo, Jung Hoseok. - Capítulo 1 - Capítulo Único

Fevereiro estava mais frio do que o normal em Seul e eu estava esgotada nos bastidores do estúdio do M Countdown, esgotada de tanto ficar acordada até tarde da noite de todos os meus últimos dez dias. O Bangtan estava performando Spring Day pela décima primeira vez naquele mês, mas eu ainda não tinha enjoado, aliás, eu nunca consegui enjoar de nenhuma de suas músicas. Bebia minha segunda garrafa de soju sozinha para tentar, inutilmente, afastar o frio e a tristeza. A iluminação do camarim estava baixa, tinha apenas um abajur ligado já que os staffs reclamavam se eu insistisse em “chamar atenção”, como elas costumavam dizer.

Jung Hoseok era, sem dúvida nenhuma, o amor da minha vida, ele era a minha alma gêmea. Nós tínhamos tanto em comum, mas também tantas diferenças que ficávamos encantados e cada vez mais apaixonados ao aprender coisas novas um com o outro. Nossas brigas nunca duravam mais do que cinco minutos, eu juro; aliás, eram brigas tão estúpidas que poderiam virar sketchs para séries de televisão de comédia. Hobi, Hope, J-hope... Meu homem de tantos nomes, mas que para mim só tinha um: amor. Ele me provocava sentimentos tão fortes e alegres que eu sentia medo que logo aquilo acabasse, mas veio durando desde 2014 e juntos, tínhamos muitas histórias para contar e recontar.

...                                                                                         

- (S/N).

- Hum? – Grunhi abrindo os olhos ao sentir mãos úmidas tocarem minha mão. Olhei ao redor e vi que os rapazes estavam conversando em um tom muito alto, rindo e trocando a parte de cima do figurino, mas não davam atenção a mim. – Onde está Hoseok?

- Ele decidiu ir para casa logo. – Taehyung abaixou o olhar, com certeza estava com pena de minha cena deprimente. Tae me ajudou a levantar, e então, encostei minhas costas na cadeira. Sentia o gosto amargo do soju e borbulhava os pensamentos ao pensar na raiva que estava sentindo de Jung.

Esperei sentada enquanto todos os rapazes ficavam prontos para irem embora e quando finalmente estávamos de saída, a staff que cuidava dos eventos do grupo se pôs em nossa frente.

- Você vai dormir no dormitório de novo, (S/N)?

- Vou, senhorita Lee. – Se fosse em outra ocasião e ela me constrangesse na frente dos meninos daquela forma, eu com certeza morreria de vergonha e diria que não, mas aquela noite eu precisava conversar com Hoseok.

Ela revirou os olhos e reclamou algo que eu não entendi.

Jimin passou o braço por cima de meu ombro e deu um beijo em meu rosto, tentando me confortar após o teatro constrangedor da senhorita Lee.

...

- Você gostou da apresentação? – Taehyung puxava conversa comigo que com certeza demonstrava uma cara péssima.

- Eu não pude ver.

Ele abaixou o olhar. Tae sabia o quão desconfortável era minha situação com os empregados da Big Hit de uns meses para cá. Eu nunca havia feito nada de errado, apenas agia como uma pessoa normal e sempre buscava ao máximo seguir a cultura deles, mas em alguns poucos deslizes – sim, eu reconheço que agi exatamente como agiria em meu país em algumas situações – eu ia sendo crucificada. As conversas durante photoshoots – os quais eu poderia acompanhar –, fansigns e shows começaram a tomar um rumo depreciativo. Eu era a piada. Eu e o meu país fazíamos todas aquelas pessoas rirem. As perguntas sobre a economia, o governo, a população sempre vinham com tom de deboche e eu sempre estava lá para responder com toda a minha educação, educação esta que eu nem sabia que tinha.

- Quantas garrafas de soju bebeu hoje?

- Só duas. Eu apaguei porque estava realmente cansada, me desculpe te causar esse desconforto.

- Não é desconforto. Só estou preocupado contigo. – Tae sorriu meigo e bateu carinhosamente sobre meu joelho. – Mas... Você quer ver? – Me perguntava com um sorriso no rosto enquanto mostrava-me a tela de seu celular.

Assenti e então, fomos assistindo a apresentação de agora a pouco. Os meninos estavam deslumbrantes, mas Hoseok estava muito mais. Ele sempre conseguia ser extra em tudo o que fazia.

...

- Boa noite. – Me curvei e acenei fracamente para todos os seis rapazes. Eles fizeram o mesmo e então, fomos para nossos respectivos quartos. Como estava dormindo com Jung há alguns dias, fui até seu quarto e me deparei com um homem sem blusa, vestindo apenas uma calça preta e o colar usado na coreografia de spring day, Hope segurava duas garrafas de soju e estava sorrindo esplendorosamente. O coração acelerou e um frio percorreu a espinha. Quis chorar tanto quando o vi assim. Céus. Ele é minha fonte de energia, tenho certeza, mas há algo de errado comigo, porque simplesmente acho que não posso mais me recarregar de Jung Hoseok. A dor chegou mais forte do que o amor que eu sentia e martelou meu corpo inteiro com radiações intensas, o corpo gelou e mordi com força o maxilar para segurar as lágrimas. Hoseok não poderia me ver chorando ou então, iríamos ter problemas, aliás, ele iria ter problemas. Eu não quero que nem em um milhão de anos ele sacrifique o sonho de ser um cantor bem sucedido por causa de mim e se por acaso ele querer tirar satisfações com qualquer funcionário da Big Hit que seja, irá perder tudo o que conquistou ao lado de seus amigos. Isso eu não quero, não! Então, decidi esquecer o porquê dele ter me deixado sozinha nos estúdios deitada na cadeira devido ao cansaço, pois claramente, era para fazer uma surpresa. Quanta gentileza cabia naquele coração? Pergunto-me todos os dias o que ele havia visto em mim. Sério, não há nada em mim que chegue minimamente a uma de suas qualidades, nada. Eu não o mereço. Hoseok merece ter a vida que sempre sonhou e merece continuar trilhando seus sonhos. Engoli em seco e sorri timidamente. – Você parece um lindo cachorrinho com esse colar, Hope.

- Au au. – Ele fez uma péssima imitação, levantou-se da cama e veio me dar um abraço. Um abraço tão bom que se eu fechasse os olhos talvez dormisse ali mesmo. – Você tá com frio, amor. Vem, vamos nos aquecer. – Entregou-me uma garrafa de soju. Analisei aquele vidro esverdeado e tomei um gole, forte e amargo, exatamente como eu precisava ser. Hope me puxou pela mão e me trouxe até a cama, ele tirou meu sobretudo e nós sentamos. Não havia expressão alguma em meu rosto, enquanto no seu havia felicidade, como sempre. – Você gostou de hoje? Acha que fui bem?

- Você foi ótimo, você sabe. – Tomei outro gole, desta vez mais longo. Doía-me ver aquele rosto tão alegre e feliz porque eu sabia que teria de fazê-lo chorar. Mas, eu iria fazer isso para que ele passasse o resto de sua vida sorrindo. – Por que não me esperou? – Sinceramente, saber disso àquela altura já não me importava mais, já que eu tinha visto que ele tinha duas garrafas de soju consigo.

- Eu fui comprar isso para nós dois. – Fez sua cara de “É óbvio” e eu não tive como não rir.

- Não tinha nenhum staff com você?

- Não. E mesmo se tivesse, eu daria um jeito. Eu diria que tinha que comprar fraldas descartáveis porque estava com diarreia.

Neguei a cabeça e ele gargalhou de sua própria ideia, que apenas ele achou maquiavélica.

- Sabe, Hope. Eu estive conversando com minha mãe e... – Falava encarando a janela ao lado de Hoseok enquanto tomava alguns goles do líquido alcoólico. – Eu preciso voltar por um tempo, ela está precisando de mim.

- O que aconteceu, amor? Ela está bem? Você não pode esperar as promoções de Spring Day terminar e então posso te acompanhar... Hum, o que acha? – Ele se levantou preocupado, andou até a mesinha em que ficava seu computador, deixou a garrafa de soju lá e voltou, sentando-se novamente. – O manager vai entender se eu conversar direitinho com ele e nós explicarmos o que aconteceu. – Desde sua primeira palavra, eu neguei. Neguei, neguei e neguei minha cabeça repetidas vezes. Ele estava fazendo o que eu não queria que fizesse. – O que foi? – Segurou meu rosto, me olhando sério.

- Você deve ficar. Eu prometo que volto logo. Não irá demorar. – Não conseguia lhe encarar. Bebia o soju com pressa, pausando apenas pare jogar mentiras na cara do mais velho. – Além do mais, vocês logo vão fazer uma turnê e... Você precisa se preparar bastante.

- Olha pra mim, amor. – Neguei pela centésima vez naquela noite e continuei bebendo o soju. Meu rosto já queimava, meus olhos já transbordavam as lágrimas e minha boca queria apenas desfalecer e respeitar o choro que queria desabar. Hoseok segurou meu rosto com as duas mãos e me forçou a encará-lo. A garrafa caiu no chão e espatifou-se e eu apenas chorei. – O que aconteceu, (S/N)? Você está chorando porque não te esperei? – Ele me puxou e afundei o rosto na pele quentinha e aconchegante de seu pescoço. Podia sentir seu carinho em meus cabelos e seu riso, pois ele achava que aquela era a razão. – Eu queria comprar soju para nós dois, amor. Não fique triste, por favor. Olha, me desculpa. – Ele posicionara meu rosto para lhe encarar.

- Não se preocupe, eu só estou triste porque vou te deixar.

- Eu posso ir com você.

- Não Hoseok. Você deve ficar. – Acariciei seu cabelo. – Só vão ser alguns meses, eu te juro, meu amor.

- Mas o que aconteceu com sua mãe?

- Não se preocupe, eu já disse. Tudo vai ficar bem. – Forcei um sorriso sincero e ele me retribuiu, deixando um beijinho na ponta de meu nariz.

- Eu vou sentir sua falta. – Jung deitou-se na cama e me puxou para deitar-se com ele.

Permiti-me o abraça-lo mais uma vez e então dormi com o conforto dos braços de quem eu mais amava, mas que não poderia viver junto.

Pessoas dizem que tudo aquilo que você mais teme acontece. Mas o que fazer para bloquear os pensamentos daquilo que mais temos medo? Eu não sei. Então, aquilo realmente iria acontecer.

Talvez se eu não tivesse temido tanto.

Talvez...


Notas Finais




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