História Eu tenho medo ( Dahmo ) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Dahyun, Momo
Tags Dahmo, Dahyun, Momo, Twice
Visualizações 99
Palavras 1.784
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, Ohana!
Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Eu não estava planejando fazer uma continuação dessa fic, mas como me pediram, me esforcei bastante para fazer uma continuação.

Então, espero que gostem...

Boa leitura!

Capítulo 2 - Everything will be fine


Fanfic / Fanfiction Eu tenho medo ( Dahmo ) - Capítulo 2 - Everything will be fine

Dahyun já se mantinha acordada após sentir os beijos sendo depositados em seu pescoço, porém continuou com seus olhos fechados. Kim foi sempre bastante difícil de acordar cedo, o que não dava outra escolha para a mais velha, a não ser usar um pouco mais de "brutalidade".

- Vamos, DaHyun! - Momo sacudiu a mais nova com mais força.

- Aish, por que essa agressividade? - DaHyun questionou com a voz sonolenta, se sentando na cama de frente para Momo.

- Você não acordava.

- É que eu queria continuar sentindo seus beijos, mas não imaginava que me acordaria de forma tão bruta. - Momo sorriu boba com o primeiro comentário de sua namorada, mas logo riu com a careta que a mesma fez. - Vamos na casa dos meus pais hoje?

- Você tem mesmo certeza de que quer fazer isso?

- Eu disse umas cem vezes nos últimos três dias, mas eu digo de novo. - Kim se aproximou de Momo, dando um belo sorriso para confortar a garota que estava com seus cabelos recém pintados de castanho claro. - Eu amo você, e quero passar o resto da minha vida inteira com você, sem nenhum medo ou receio. - Momo sorriu, e deu um beijo demorado em DaHyun.

 

***

 

Ao chegarem em frente a porta da casa dos pais de DaHyun, a mesma notou a inquietude da mais velha ao seu lado. Momo estava bastante nervosa, e isso estava perceptível, o caminho todo DaHyun havia percebido isso; Momo parecia tentar mentalmente manter a calma, suspirava tentando acalmar seu coração que batia rapidamente em seu peito, seus olhos percorriam todos os lugares que podia por conta da ansiedade. Momo por mais que tentasse não conseguia deixar seu medo de lado.

- Está tudo bem, Moguri. - DaHyun segurou a mão de Momo, na intenção de acalmá-la; o que deu certo, por míseros segundos, pois logo DaHyun bateu na porta soltando a mão de Momo.

Não demorou muito para que uma mulher que aparentava ter seus quarenta e poucos anos, abrir a porta, com um grande e belo sorriso no rosto, enquanto encarava as duas meninas a sua frente.

- Olá, minha filha. - A mulher abraçou sua filha forte. - Olá, Momo, a quanto tempo, não é mesmo? - Momo se sentiu envergonhada ao ver os braços da mulher a envolverem em um abraço forte.

- Me perdoe, senhora Kim. Prometo vir mais vezes. - A mais velha sorriu para Momo.

- Mãe, eu preciso falar algo muito importante. O pai está em casa? - A mais nova das três ali presentes disse, sentindo seu coração disparar de nervosismo.

- Está sim, ele teve uma folga hoje. - A mulher deu passagem para duas visitantes, pedindo com gestos para que as mesmas entrassem, e assim elas fizeram. Indo até a sala, a senhora Kim parou e voltou a encarar as meninas com um sorriso enorme em seu rosto, deixando a namorada mais velha ainda mais nervosa. - Esperem só minuto, irei chamá-lo. - As duas assentiram e se sentaram no sofá no grande sofá.

Momo sentiu um grande medo a invadir, o sorriso da mãe de DaHyun mal cabia em seu rosto de tão grande. A japonesa não saberia o que fazer se os pais de DaHyun deixassem de "amá-la" por conta do caso das duas. Momo jamais se perdoaria por isso.

- DaHyun, ainda dá tempo de mudar de ideia. - Momo disse de repente, surpreendo a mais nova com tais palavras repentinas.

- Como assim, Momo? - DaHyun segurou o rosto da japonesa em um pedido mudo para que mesma a olhasse.

- Eu estou com uma sensação ruim, não quero que sofra, ainda mais por minha culpa. - Momo abaixou a cabeça no mesmo momento em que sussurrou sua última frase.

- Momo, - Momo olhou para a mais nova. - eu-

- Olá, minha pequena. - O pai de Kim chegou dando um grande abraço de urso em sua filha que sorriu. - Que saudade eu estava de você.

- Olá, pai.

- Momo. - O homem a cumprimentou contra-gosto, Momo já estava acostuma com o tratamento que o homem lhe dava, depois que ele descobriu sobre a sexualidade de Momo nunca nem deu a mão para cumprimentar a mesma. 

DaHyun já sabia que seria difícil lidar com seu pai, no instante que revelaria seu segredo, mas estava cansada de guardar isso por cinco anos, e ainda por cima, escondendo o amor que sente por Hirai Momo.

- Mãe, pai, podem se sentar? - DaHyun pediu se sentando ao lado de sua namorada, que voltou a ficar inquieta.

- O que tem para nós contar, DaHyun? - A mulher ao lado do marido perguntou, notando a ansiedade de Momo surgir de repente.

- Mãe, eu tenho um segredo há cinco anos, e não quero mais guardar isso de vocês.

- Diga logo, DaHyun. Pare de enrolar. 

- Querido, não a pressione. - A mulher repreendeu o marido.

- Eu sou lésbica, - Momo não olhava para nenhum dos mais velhos a sua frente, lhe poupando de olhar para os olhos ardentes em fúria do homem, e a expressão indecifrável da mulher. - e eu namoro a Momo já faz quatro anos.

- Sua cretina, - A japonesa olhou para o homem que se levantou completamente furioso de seu sofá, avançando em Momo. - Você transformou minha filha nisso, não foi? - Perguntou pegando Momo pela gola de sua camiseta e a prensando na parede com força.

- Pai, pare com isso!/Solte ela! - DaHyun e sua mãe pediam tentando desesperadamente fazer o homem soltar a garota.

- Por que tinha que destruir minha filha!? - Momo apenas olhava para o homem que tinha seus olhos completamente encharcados, assim como os da japonesa.

- Solta ela, pai! - DaHyun em um grande grito implorou para seu pai, que em fúria deu um forte tapa no rosto de sua filha, que caiu atordoada.

- DaHyun. - Momo foi até sua namorada, a ajudando a levantar. - Você está bem? - Momo perguntou tentando olhar para o rosto de DaHyun que evitava ao máximo fazer tal ato.

- O que houve com você!? - Perguntou a mãe de DaHyun completamente furiosa.

- Você não é minha filha, - DaHyun sentiu como se cada palavra fosse espinhos em sua coração, uma dor tão grande que fez sua vista embaçar por conta de suas lágrimas. - a partir de hoje, quero você bem longe dessa casa e principalmente de mim. - Foram as últimas palavras do homem antes de subir as escadas, deixando o clima ainda mais tenso e cabisbaixo.

- Minha filha, você está bem? - A mulher peguntou vendo que sua filha apenas assentiu ainda sem olhar para nenhuma das duas mais velhas.

- Me desculpe por tudo isso. - Momo pediu, a mulher apenas lhe mandou um sorriso entristecido.

- Não é sua culpa, querida. - A mulher disse acariciando o rosto de Momo que se sentiu mais aliviada com as palavras da mais velha. - Eu irei conversar com ele. Ele sempre foi muito explosivo, me perdoem por isso.

- Vamos embora, Momo? - DaHyun pediu com a voz enfraquecida.

- Tudo bem. - Momo disse fazendo caricias nas costas da mais nova. A mulher levou as duas meninas até a porta e se despediu das mesmas. - Está mesmo tudo bem, Hyun? - Momo segurou os ombros de DaHyun, fazendo a mesma ficar de frente para si, vendo o misero corte no lábio superior da mais nova, acompanhado de lágrimas insistentes que caiam do pálido rosto que continha uma marca vermelha.

- Não. - DaHyun respondeu rapidamente, sendo puxada por Momo para um abraço, DaHyun abraçou Momo forte, como se dependesse daquele abraço, deixando suas lágrimas molharem a blusa de Hirai.

 

***

 

- Ainda doí? - A mais velha perguntou, olhando para o pequeno corte no lábio da mais nova, a mesma somente assentiu se virando de costas para a mais velha, deixando que a água do chuveiro caísse sobre seu corpo. DaHyun estava extremamente quieta, desde o ocorrido, a mais nova não dizia nem sequer uma palavra, o que cortava o coração de Momo em mil pedaços. - Fala alguma, meu amor. - Momo pediu abraçando DaHyun por trás, deixando que a água caísse sobre o corpo de ambas as garotas. - Não aguento ver você desse jeito.

- Eu estou bem, Momo. - DaHyun finalmente havia se pronunciado, demonstrando o quão cansada mentalmente estava. 

- Lembra do que eu havia dito, não é? - Hirai perguntou olhando para o rosto da mais nova. - Não importa o que aconteça, ficaremos sempre juntas. - DaHyun não conteve seu sorriso com tais palavras.

- Vou guardar essas palavras para sempre comigo. - Momo sorriu, abraçando ainda mais forte sua amada.

Após o banho, as duas garotas se deitaram na cama, a mais velha odiava ver sua namorada naquele estado. A garota completamente brincalhona e que encontrava o lado positivo em tudo, estava deprimida e sem chão; DaHyun nunca foi uma garota de se prender ao lado negativo das coisas, mas a mesma não conseguia ver um lado bom naquela situação.

- Não está arrependida? - Momo perguntou após alguns minutos no silêncio, sabia que a garota não havia dormido, e a pergunta corroía sua mente, a deixando imensamente agoniada.

- Não, não estou. - DaHyun respondeu sem nem pensar duas vezes. - Eu já sabia que iria enfrentar isso, mas - A japonesa ouviu a mais nova fungando. - eu não imaginava que seria tão difícil. - DaHyun não segurou suas lágrimas, deixou apenas que elas caíssem, querendo que a dor fosse embora logo.

- Não chore, por favor. - DaHyun sentiu os braços de Momo a envolverem em um braço forte e reconfortante, fazendo a mais nova se virar se aconchegando ainda mais nos braços da mais velha. - Eu não sei, como será com seu pai daqui para frente. - Momo disse segurando o rosto de DaHyun. - Mas vamos superar isso juntas, tá bom? - Momo sorriu na tentativa de confortar. - Vamos ter um monte de filhos e... tenho esperança de que seu pai irá brincar muito com eles. - DaHyun sorriu de forma sincera, mostrando seus olhinhos bem pequenos com o grande sorriso. O sorriso que Momo tanto amava.

- Você acha isso?

- Eu tenho certeza. - DaHyun se aninhou em Momo, sorrindo com a afirmação da mais velha, dita com tanta confiança e certeza.

- Eu te amo, Hirai Momo.

- Eu também te amo, Kim DaHyun. - DaHyun fechou seus olhos, sentindo o gracioso beijo sendo depositado em sua testa.


Notas Finais


Ninguém, repito, ninguém procura o meu endereço para me bater, ou me matar, imploro!
Não queria trazer esse segundo capítulo por conta da atmosfera muito triste dele. Mas foi exatamente assim que imaginei se DaHyun se assume-se, nem tudo é como queremos, e quis passar isso para cá.
De novo, ninguém me mata, please!

Agora deixo a imaginação de vocês fluírem, pois não planejo fazer mais nenhuma continuação.

Até o próximo, bye!


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