História Eu virei O QUE?! - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Cientista Maluco, Neko, Sasunaru
Exibições 447
Palavras 3.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hi galera, olha eu aqui de novo para a felicidade de vocês \o/\o/

Uma coisa que eu esqueci de falar no Cap anterior, sabem a Sakura ( que pelo visto vocês não gostaram muito) imaginem ela com o cabelo grande, igual do classico, mas o corpo do shippuden e ao inves de rosa é um castanho claro, mais pela frente da fic, voc~es vão intender do porque disso.

Gente!!! A fic tá quase chegando a 200 favoritos!!, eu j´falei que amo vocês? pois bem, eu amo !! S2 S2 S2
Então por isso, tive uma ideia muito original que nunca niguém fez ( olha a ironia ¬¬), nos comentarios, me madem perguntas, sobre o que quiserem, desde sobre a fic, a mim, ou até a materia escolar por que aqui é cultura! Não gente, é serio, podem mandar, sabe aquela questão da lição de casa que vocês não conseguem fazer? Manda aqui que eu respondo e é logico com a ajuda do tio Google, mas me madem, quantas quiserem! E aproveitem para me mandar um desafio pra fazer na fic, como por exemplo, sei lá, Mata a Sakura da pior maneira possivel... tadinha, mal entrou na fic e já ta aassim, en fim...

Chega de enrolção, bora para o Cap....................................fui

Capítulo 16 - Ônix e azuis


A cada minuto que se passava, a temperatura caia para a infelicidade dos quatro jovens que caminhavam sem rumo pelo parque. Ino tentava a todo custo se esquentar se envolvendo em um abraço próprio, passava as mãos pelos braços a procura de adquirir um pouco de calor com aquilo, péssima ideia de sair de casa de regata, mas não tinha culpa, a moça do tempo havia falado que hoje seria caloroso, o dia mais quente daquele estranho inverno.

Sakura também não saia dessa, mas por sorte, havia pego um leve casaquinho de crochê conforme a mãe pediu para ela levar, mas não esquentava nada, era como se não estivesse usando, péssima ideia de querer sair de casa logo hoje. Porém, mesmo com essa infelicidade do tempo, uma coisa boa aconteceu e poderia continuar acontecendo, de pouquinho em pouquinho estava criando um laço com Sasuke, e aquilo poderia ser um bom começo para a vida de casados que teriam logo que completasse 18 anos.

— Ué Ino? ‘Tá com frio? Penei que ‘piriguetes não sentisse – tirar sarro da loira era uma das coisas que mais gostava de fazer, isso quando não tinha que fugir, para não apanhar a mesma, o que tinha que fazer justo agora.

— Ora sua cara de cachorro de rua! Vai se arrepender de ter dito isso!

Nada mais foi dito, apenas começaram a correr, um para salvara vida, e outra para tirar uma vida. Como se aquele parque fosse uma espécie de pista de corrida, uma marota entre aqueles dois indivíduos, se distanciando do casal de futuros noivos.

Meio envergonhada por finalmente estar sozinha com o jovem herdeiro dos Uchiha’s, a Haruno puxou uma das madeixas castanhas e ficou a enrolar os fios marrons claros no dedo indicador. Os olhos verdes miravam o chão em busca de socorro, aquele silencio que se formava entre ela e o moreno era de matar qualquer um, e piorava com o clima tenso que pesava nas cosas de ambos.

— Lindo dia, não? – “Mas que diabos foi isso Sakura! Era melhor ter ficada quieta! Bem pelo menos eu tentei”

— Hun – era sempre assim, toda a vez que tentava conversar com o Uchiha era isso que recebia como resposta, até estranha o comportamento dele no carro

— Você não é muito de falar, né? Sabe, poderia tentar se interagir melhor com as pessoas, não é bom ficar sempre sozinho, sei que você tem o Kiba como amigo, mas poderia tentar ter outros e...

— Você parece meu irmão falando.

 

Sakura, que estava um pouco mais a frente, caminhando de vagar, parou ao ouvir aquela voz grave falando. Era rara as vezes que conseguir falar com Sasuke e mais raro ainda ouvi-lo falar, nem reconhecia direito o timbre daquela máscula.

Sem se incomodar com mais nada, Sasuke sentou ao pé de uma arvore, encostando as costas no tronco se permitindo relaxar por alguns estantes.

— Vocês dois estão sempre tentam me conversar que falar com as pessoas, ter uma vida social, é bom para o meu bem-estar, mas há sempre uma coisa que vocês esquecem, se eu quero me relacionar com pessoas e eu não quero, não me sinto bem perto de gente que eu sei que não se importam verdadeiramente comigo – desabafava toda aquela angustia que armazenava no peito, nunca encontra ninguém que pudesse desabafar, nem mesmo com Itachi então por que estaria a contar essas coisas para a Haruno? Simples, ela havia tocado em seu ponto em que todos já tocaram com belos discursos de motivação e brilhantes palavras de autoestima – vocês nunca me perguntam se eu realmente quero que as pessoas se aproximem de mim. Eu gosto de viver no meu mundo sem ninguém para me atrapalhar, e não consigo enxergar uma vida melhor para mim, eu gosto desse jeito e pronto, vocês não precisam ficar se intrometendo onde não são chamadas.

— Mas Sasuke-kun, a gente só que o melhor para você!

— O meu melhor é ficar sozinho – se levantou ajeitando as roupas amassadas e tirando algumas graminhas que grudaram no tecido – fale ‘pro Kiba que eu já fui para casa – foi embora sem olhar para trás, por que as pessoas sempre acham que o melhor para ele é estar junto de pessoas que nem se importavam com sua vida? Será que ninguém intendia que estar bem do jeito que estava?

Apesar de tudo, se sentiu mal, não devia ter tratado Sakura daquele jeito. Embora não gostasse dela, podia pelo menos trata-la com respeito e não ser um velho, como Kiba o chamava.

Pensava como seria sua vida sem aquele encosto da cara de cachorro, mesmo não falando muito com ele ou não admitindo em voz alta que o Inuzuka fosse seu amigo, ele era, o único. Aquele jeito irritante dele, por mais incrível que parecesse, levantava o seu astral, esquecia dos problemas ao seu redor, esquecia do futuro que o aguardava e o passado que o atormentava, vivendo apenas o presente.

Passado... como essa simples palavra trazia antas memorias, principalmente aquela do circo quando tinha seis anos. Foi naquele dia que viu pela primeira vez a maldade humana. Lembrava nitidamente do choro da criança enquanto um dos sequestradores punha o capuz negro no rosto angelical do pequeno, o que será que havia acontecido? Pouco sabia sobre o assunto.

Sabia que aquela criança era Naruto Uzumaki Namikaze, herdeiro e filho único de Minato Namikaze e Kushina Uzumaki, donos da Hogake’s, uma empresa que seu pai queria fazer uma parceria. Sabia também que Fugaku estava ajudando nas buscas dele e financiava a ONG criada pelo casal de empresários e só, apenas isso, mas também, por que saberia de coisas que não acrescentaria em nada em sua vida?

Saiu do parque, caminhando de cabeça baixa mirando os pés calçados, sua casa não era muito longe dali, só demorou para chegar por causa de enrolação de Kiba, aquela cara de cachorro. Via as pessoas andando de um lado para o outro, alguns saindo do trabalho, outros entrando e passeando. E o legal, comum de todas aquelas pessoas era os grossos agasalhos para esquentar a pele frágil, realmente aquele dia estava estranho.

Parou em frente a faixa de pedestres esperando o sinal para os carros fechar o poder atravessar sem perigo de ser atropelado. A luz ficou amarela e os automóveis reduziam a velocidade até parearem no sinal vermelho que ostentou a luz brilhante. Várias pessoas atravessaram junto assim, todas sempre com nariz empinado e queixo erguido com o ar de superioridade, mesmo que não fossem. Por curiosidade, olhou para os carros e viu um preto que chamou sua atenção, parecia familiar, só não lembrava de onde o conhecia, mas continuou seguindo seu caminho antes que o clima piorasse – mais do que já estava – e pegasse um resfriado, bem, com certeza já tinha pego.

~O~

A chegada em casa, como podemos dizer? Foi boa?

Para os funcionários da mansão era normal sempre receber os donos em horários não determinados, as vezes era de manhã, perto da hora do almoço, outras era a tarde perto do pôr do sol, algumas à tarde da noite e até mesmo nas madrugadas geladas de Konoha, mas sempre era apenas eles dois. Raramente recebiam visitas, e quando recebiam não durava mais que meia hora e era sempre as mesmas pessoas, detetive Kakashi, Hiashi querendo saber coisas sobre a empresa e Fugaku mais Itachi trazendo alguma notícia sobre as investigações por parte deles.

Porém, quando eles viram o pequeno loirinho dos olhos azuis atravessando junto aos patrões, os olhos só faltaram saltar para fora do corpo de tamanho espanto, quem diria que o filho perdido voltarias quando menos esperavam. Todos já havia perdido as esperanças que algum dia Naruto poderia voltar, bem, ele voltou, não?

O casal acompanhava o filho em cada passo que ele dava, partindo do hall de entrada para os outros cômodos da casa, explorando tudo e lembrando de cada coisa vivida na infância.

O ar nostálgico preenchia seus pulmões a cada respiração profunda, e só de saber que passou tanto tempo longe daquela casa e das pessoas que o amava.

Ao chegar no quarto, seu antigo quarto, as memorias vieram como um balde gelado e refrescante. Foram tantas coisas vividas ali, naquele simples cômodo que continuava como antes, o papel de parede azul bebe com vários aviãozinho e navios espelhados. A cama de solteiro, até um pouco grande para a idade que tinha, era revestida com um edredom verde claro, puxando para o ciam e um closet ao lado com as pequenas roupas decorando o móvel, todas intocadas, estava tudo como a última vez que o viu. Uma escrivaninha fica mais ao canto e em cima dela, várias folhas de papel com tintas espelhadas por ela.

Comandado pelo destino, Naruto deixou a mochila na cama e caminhou para a mesa de estudos grudada a parede, apanhou uma das folhas pitadas com várias cores de tinta. Era evidente que aquela “arte” foi feita com os dedos, vários borrões de tinta espalhados por toda a folha, onde a única coisa que combinava era o nada. Uma verdadeira brincadeira de criança.

Uma lagrima solitária caiu pelo rosto angelical, como pode ter se deixado enganar por tanto tempo? Quanto os seus ais sofreram pela separação? O qual traído se sentia no momento.

Rapidamente – ou antes que seus pais percebessem – limpou a gota de água que deslizou manchando o rosto pequeno, era tanta a emoção ver simples desenhos que não sabia explicar.

— Arigato Oto-san, Kaa-san – respirou fundo para contar mais lagrimas que queriam escapar de seus olhos, mas quanto mais choraria naquele dia? – Arigato por tudo, por não desistirem de mim, mesmo depois de tanto tempo – okay, não deu, por que as lagrimas teimavam em cair? Porque era tão difícil assim manter aquela salgada água no corpo?

— Não tem o que agradecer Naruto, somos seus pais, não iriamos desistir de você – a ruiva disse caminhando até o loirinho junto ao marido e o abraçando por traz, sem qualquer outro sentindo a não ser o amor materno para com filho.

— Você é a nossa razão de viver – falou Minato acariciando alguns fios loirinhos que saia do capuz – você deve estar cansado, vamos deixar você sozinho para tomar um banho e depois você desce para comer alguma coisa e conversamos melhor, tudo bem?

Apenas assentiu enquanto observava os pais saindo pela porta do quarto e fechando a porta logo em seguida. Soltou todo o ar que prendia nos pulmões, antes que esquecesse como se respirava.

Tirou a blusa de moletom, liberando a calda que agradeceu por ser liberta, realmente, havia momentos que ela parecia ter vida própria, as orelhas e consequentemente, os sapinhos, que rapidamente pularam ao chão mirando o rapazinho de olhos azuis.

— Vem, vocês precisam de água.

Foram até o banheiro, que por sorte, tinha no quarto. Naruto, tampou o ralo com o tampão que achou no armarinho abaixo da pia. Deixou a água jorrar até uma altura considerável boa para os sapos.

Eles não tardaram a pula naquela piscina improvisada e aproveitar aquela água geladinha para os anfíbios, não se importando com o clima ou a temperatura que os humanos sentiam.

Naruto, por outro lado, deixou os dois irmãos aproveitando o frescor que a água oferecia para os animaizinhos de sangue de frio. Se despi-o sem nenhuma preocupação, Orochimaru não estava lá para atormenta seus pesadelos, abriu o box e viu a outra parte do banheiro, bem grande para falar a verdade. De um lado, uma banheira de hidromassagem e de outro um chuveiro moderno.

Sentiu uma pontada forte no coração, mas sabia que não era real, e sim algo emocional. Lembrou de tudo que viu nos livros de história e sociologia, a desigualdade social. Admirava o mundo, enquanto alguns tinham o mais luxuoso objeto, outros não tinham nem o que comer no dia seguinte, era doloroso saber aquilo e não poder fazer muita coisa, uma andorinha sozinha não faz verão. Às vezes, o próprio conhecimento era mais doloroso que a ignorância.

Tentando espantar aquele incomodo, foi ao chaveiro deixando o quente do liquido transparente lavasse aquela culpa que corroía seu coração, mesmo sabendo que não era verdadeiramente culpado. 

 Era uma droga viciante esquecer todos os problemas do mundo embaixo do chuveiro. Não precisar se preocupar com o efeito estufa, a agua acabando, o universo se desgastando, as guerras e a alienação feita pela potência mundial.

Tão pequeno e já muitos problemas para se preocupar;

Mas esse é o mundo que espera;

Cada ser humano que nasce nele já está programado para receber ordens e executa-las;

Tudo por causa de poder;

Mas não seria por esses tolos motivos que deixaria se conduzido para esquecer que vivia;

Não mais.

~O~

Ao abrir a porta da casa não espera ser recebido por seus pais e muito menos por Itachi que o envolveu em um forte abraço desesperado. Nunca teve essa afeição com a família e vice e versa, o mais próximo de si era Itachi, e olhe lá.

— Meu filho você está bem? Se machucou? Alguém te seguiu? Te roubou? Te bateu? Há meu filho – Mikoto cobria a casula de perguntas e beijos por todo o rosto, envolvendo os finos braços na cintura do filho trazendo sempre mais o corpo para junto ao seu.

— Se acame Kaa-san, eu estou bem – tirou com delicadeza os braços da morena e mirou no rosto da mesma, limpando uma lagrima que caiu dos olhos negros com o dedão, com a maior calma do mundo – mas o que aconteceu? Por que vocês estão assim?

O irmão mais velho o conduziu para o sofá onde se sentou a frete do Fugaku que mantia a costumeira expressão séria, como sempre, mas se olhasse bem, podia ver alguns leves traços de preocupação e um olhar desesperado.

— Filho, sabe aquela conversa que eu teria com você e seu irmão ao chegar em casa? – Assentiu sem intender qual rumo aquela conversa chegaria – é sobre esse mesmo motivo que se trata a nossa preocupação.

— E qual seria o assunto? – Perguntou já entendendo onde o pai queria chegar, e algo o dizia que aquela conversa estava relacionada com a possível “máfia”

— Esperava que você já soubesse Sasuke. Pensei em que tinha te educado bem, dizendo que era feio escutar conversa no telefone dos outros – malditos olhos Uchiha’s que conseguiam captar tudo!

— Então realmente é verdade.

— Sim, sou dono da máfia japonesa.

— E presumo que eu era o único que não sabia disso – e recebeu um sim como resposta.

Ótimo, pelo menos toda a família sabia e não seria o único a ficar preocupado com isso, mas o intrigante era: aquilo era bom ou ruim?

De um certo lado, era ruim, como pode presenciar agora mesmo, a vida corria risco com possível concorrência ou alguém que queria vingança por algo. Mas pelo outro, poderia ter a aventura que sempre sonhou em ter, transformar as histórias literárias em verdade.

— Um dos nossos inimigos perdeu algo que planejava a tempos e pensa que foi nós a fazer isso, então declarou “guerra” a todos que fazem parte da máfia. Ou seja, sua vida a parti de agora Sasuke, não será como antes. Você voltara a fazer as aulas de tae-kwon-do e jiu jitsu e começara um treino para manusear armas de fogo e brancas.

Manteve a expressão indiferente, embora sorrisse por dentro. A parti de agora seria “o cara”, o protagonista de uma história clichê de romance, agora só faltava a donzela em perigo – e tinha a plena certeza que não seria Sakura.

— Intendo, creio que as aulas começaram amanhã cedo como sempre, e depois da escola.

— Não nega que é um Uchiha, tem a espertava de um – antes que pudesse se levantar e rumar para o escritório e organizar tudo o que faltava, sentiu o celular tremer ao bolço e não tardou a atendê-lo, não se importando com a presença da família ali, era Minato a ligar, não tinha assuntos a esconder referente a ele – Minato-san, algum problema?

— Só notícias boas dessa vez Fugaku-san, você mais sua família poderia vir aqui agora? Tomamos um chá da tarde, o clima está bom para isso.

— Sim Minato-san, logo estaremos aí, jaa ne.

Jaa ne.

 Bloqueou o celular voltando a guarda no bolço. Des que começou a ajudar nas buscas do garoto perdido, criou um elo de amizade forte com Minato mais Kushina, sempre saiam para tomar um café e principalmente falavam dos sucessos das buscas, encontrando uma pista ou outra, porém elas sempre davam em um caminho totalmente diferente do que procuravam.

— Minato nos convidou para tomar um chá e diz ter boas notícias, vão se arrumar e já iremos ir – pronunciou sem muita ansiedade, era tanto fez tanto faz para Fugaku.

Não demorou muito para aquela família sair da mansão e parti para o seu destino e é claro, sempre olhavam discretamente para todos os lados, nunca se sabia onde o inimigo pode se esconder.

~O~

 

 Uma das empregadas havia deixado algumas mudas de roupas que talvez serviria para si, mas nem passou por sua cabeça que as roupas seriam de sua mãe! Uma blusa de mangas longas com um panda ao centro brincando com uma bola vermelha e uma calça feita com o mesmo tecido, leve de algodão.

Mesmo sendo só alguns centímetros menor que Kushina, as roupas ficaram largas, sobrando principalmente na calça. Embora pequena, sua mãe tinha as pernas compridas.

Saiu do quarto deixando os sapinhos no banheiro, eles mereciam um descanso depois de toda aventura passada. Se guiou pelo corredor, lembrando de tudo de tudo que viveu no passado. Desceu o grande lance de escadas chegando na sala onde seus pais estavam sentados e pareciam esperar alguém. A calda balançava sem para demostrando a sua felicidade, a única imagem que conseguia ter de uma família antigamente era as que imaginava – e por ironia do destino, ou não, sempre que imaginava uma família, sempre vinha a cabeça uma mulher ruiva e homem loiro – e fotos expostas nos livros de estudos. Mas agora tudo aquilo era verdade, não precisava ficar apenas imaginando o que um dia achou ser irreal.

— Como eu pensei, as roupas ficaram grandes em você – Kushina puxou o menor para os seus braços, afundando o nariz nos fios loiros que agora cheiravam a camomila e esfregando as bochechas nas orelhas felpudas – ainda não me caiu a fixa que você tem orelhas de gato um rabo.

Mas isso é ruim? – Perguntou incerto, não conhecia muito bem os sentimentos, sabia suas definições, mas senti-los em intensidade, nunca, a não ser ódio, mas aquilo com certeza já era planejado.

Escutou uma risada baixa de seu pai, pelo tom, era uma risada descontraída, sem nem um pouco de deboche.

— Claro que não pequeno – bagunçou os cabelos do filho como sempre fazia quando ele era menor, um arrepio nostálgico passou pelo corpo, mas aquilo era bom, definitivamente, era bom – te amamos do jeito que você é, não importa se você é diferente ou não, você é e sempre será o nosso Nauru.

Um leve curvar de lábios involuntários surgiu na face do pequeno loiro, não era normal daquilo acontecer, mas sabia que era bom, muito bom.

— Senhor Minato-Sama – o mordomo apareceu e se surpreendeu ao ver as orelhas felpudas grudadas na cabeça do seu mais novo pequeno amo, tinha visto quando ele chegou, mas as roupas impediam a visão para os novos membros do garotinho, mas agora, podia analisar cada detalhe, isso se uma leve tossida forçada não o tirasse de seus devaneios – a família Uchiha chegou.

— Mande-os entrar Dan, e peça para uma das cozinheiras preparar chá e biscoitos para nós.

— As suas ordens Minatos-sama – se curvou em sinal de respeito para a autoridade e rumou a saída da sala, mas parou ao ouvir uma voz doce ecoando pela sala silenciosa.

— Arigato Dan-san – era Naruto a agradecer e o pequeno fez questão de se levantar e reverenciar, esquecendo da hierarquia estabelecida entre patrão e funcionário, tratando-o como uma pessoa normal, algo que já mudou completamente o seu dia. 

O casal de empresários olhou interrogativo para o garoto que voltou a sentar como se nada de extraordinário tivesse acontecido e foi isso mesmo que aconteceu, apenas fez o que qualquer pessoa faria em uma situação como essa, ou pensava de faria.

Depois de alguns minutos, eles ouviram passos se aproximando e a família de morenos apareceram na sala. Nem preciso dizer que assim como todos os outros, os Uchiha’s ficaram impressionados ao ver ali, sentado no sofá, conversando com a mãe, estava Naruto em carne e osso.

Após vários anos de busca, ele finalmente havia aparecido.

— Kon’nichiwa, Uchiha-san, já podemos cancelar as buscas.

Então aquele é o menino desaparecido”

Pensava Sasuke que mantia os olhos fixos no garoto, isso até os azuis se encontrarem com os ônix.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e sorry qualquer erro de português, vocês sabem como eu sou, não?

Como eu sei que tem gente que não lê as notas do autor, também vou avisar aqui. Nos comentarios, me madem perguntas, sobre o que quiserem, desde sobre a fic, a mim, ou até a materia escolar por que aqui é cultura! Não gente, é serio, podem mandar, sabe aquela questão da lição de casa que vocês não conseguem fazer? Manda aqui que eu respondo e é logico com a ajuda do tio Google, mas me madem, quantas quiserem! E aproveitem para me mandar um desafio pra fazer na fic, como por exemplo, sei lá, Mata a Sakura da pior maneira possivel... ( Sim, eu copiei e colei aqui)

Para não ficar muito chato eu demorar um ano para eu postar o Cap e ser só perguntas e respostas, no mesmo dia que eu postar esse, também irei postar o da continuação da historia, então fiquem espertos hehe.

xXUM BEIJO, UM QUEIJO E UM CHOCOLATE PARA QUEM QUISERXx


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