História Eu vou voltar - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance
Exibições 190
Palavras 3.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem!
Beijos :)

Capítulo 16 - Ao seu lado


Fanfic / Fanfiction Eu vou voltar - Capítulo 16 - Ao seu lado

P.O.V Abby:                                                                     

- Demorou. Onde estava?- Falou tia Priscila assim que entrei na cozinha. Percebi que meu momento de reflexão demorou mais o que deveria, pois todos já estavam na mesa, incluindo os bebês, e a maioria já comendo.

- Eu mandei uma mensagem para a Maya...- Falei. Rapidamente forcei meu cérebro a pensar em alguma desculpa.- Temos um... Trabalho para fazer e eu quis mandar logo uma mensagem perguntando umas coisas antes que eu esquecesse.- Não só a tia Priscila, mas todos pareceram acreditar nas minhas palavras. Ufa!

Sentei-me a mesa, no último lugar vago e já peguei meu prato e me servi. Enquanto almoçávamos um assunto surgiu.

- Como não é todo dia que estamos em Los Angeles eu quero aproveitar bastante nessas próximas semanas.- Falou tia Sam.- E acho que meus filhos mais ainda...

- Com certeza! Estou louca para ir novamente ao parque da universal!- Falou Pri e em seguida encheu sua boca de comida.

- Seria bom...- Falou tia Pri.- A Abby nem teve tempo de ir ao parque desde que chegou...- Todos os olhos focaram em mim.

- Por que não?- Perguntou Carine.- Uma das maiores graças desse lugar é o parque da Universal!- Eu realmente queria muito! Mas estava sem tempo... Estudar de manhã e estudar quase a tarde inteira dava um trabalho! E eu não queria ir sozinha, meus tios andavam ocupados com as gravações do seriado, pois a temporada estava acabando, então nesse último mês eles estão se multiplicando para decorar falas, cuidar dos gêmeos e dar atenção para a Ali. Eu obviamente estou ajudando, mas mesmo assim é muita coisa! E mesmo quando eu tinha acabado de chegar eu estava ocupada demais com todos os encantos do mundo fotográfico que nem conseguia pensar nisso... Já agora não seria tão ruim, pois em menos de um mês eu possivelmente estaria em casa e ficaria chateada pensando que nos últimos momentos eu só sofri! Eu não mudei de ideia sobre minha volta e creio que também não vou mudar. Eu não desistiria se realmente não estivesse desesperada!

Eu expliquei para eles que queria ir com mais gente e que ultimamente não só a tia Pri e o tio Rô estavam ocupados, mas todo mundo estava!

- Então agora é o momento perfeito!- Falou tio Arthur.

- Ele tem razão. Companhia é o que não vai faltar!- Falou tia Sam.- Mesmo que seus tios tenham algum compromisso, eu e o Arthur não temos e vamos com você e nossos filhos também! E olha só que demais, vai ter alguém da sua idade para te fazer companhia, não é mesmo Digo?

- Com certeza!- Digo respondeu.- Ei, baixinha!- Ele falou para mim.- Lembra do nosso combinado, não lembra?- Sorri assentindo com a cabeça e levando meus pensamentos para o passado, mas não tão longe, pois esse lugar é em Los Angeles mesmo, com essas mesmas pessoas.

Anos antes, quando eu tinha apenas dez anos, eu e o Digo fomos para a “Universal city” e pela primeira vez fomos nos brinquedos bem mais divertidos, pois agora já tínhamos um pouco mais de altura e idade do que nos anos anteriores, ou seja, foi muito diversão! Depois de experimentarmos tal aventura ele me propôs um trato.

- De agora em diante, toda a vez que eu e você estivermos em Los Angeles ao mesmo tempo termos que ir juntos para a “Universal city”, não importa o que aconteça! Nós vamos dar um jeito!- Foi o que ele me falou na época.

- Está bem! Eu gostei! Mas quem, não importa o motivo, furar com essa promessa terá que dar um jeito de ir visitar o outro. O que acha?- Foi o que eu respondi. Desde aquela época eu já morria de saudade do Digo quando eu ou ele voltávamos para casa, e no fundo eu torcia muito para que em algum momento ele furasse o nosso trato para ele ter que dar um jeitinho de me visitar em Toronto... Mas infelizmente isso nunca aconteceu, mas ainda não perdi as esperanças. Quem sabe algum dia ele não TEM que aparecer na minha casa...

Voltei para o presente escutando o barulho da conversa e volto a comer antes que achem que estou doida por ficar olhando fixamente para o chão pensando em um amor que nunca vai acontecer...

***

- Olha só! Até que enfim te encontrei com uma câmera! Pode passar para cá, pois quero ver todas elas um milhão de vezes!- Digo me despertou com suas palavras. O que me fez tremer um pouco e o coração acelerar no mesmo tanto.

Antes de ele aparecer eu estava no quintal, tirando fotos, pois – por incrível que pareça – eu ainda não tinha tirado fotos lá. Eu já tinha aproveitado cada ponto da casa, principalmente do quarto dos bebês e dos próprios bebês para as minhas fotografias, mas o quintal era o último que faltava.

Acho que foi todos os elogios que o Digo me fez no carro, mas quando o almoço acabou e fui para o meu quarto olhei minha câmera, que pela confusão na escola de fotografia, tinha me deixado meio chateada em toca-la e muito menos animada para tirar fotos. Mas as palavras do Digo... Toda aquela fé que ele tinha em mim mesmo antes de ter visto qualquer fotografia, me fez ignorar tudo o que tinha passado na escola de fotografia nas últimas semanas, e pegar aquela câmera!

- Não sei não... E se você não gostar?- Falei. Eu nunca tinha passado por algo parecido. Sabe, de sentir vergonha de mostrar minhas fotos para alguém. Normalmente eu fico louca para mostrar logo tudo de vez para a pessoa dar sua opinião, dizendo se gostou ou não, perguntando (Normalmente para alguém que tinha experiência nessa área de fotografia) o que eu podia melhorar, ou coisas do gênero... Mas o Digo... Oh, Digo!

Eu não sei nem explicar! Só sei que eu morro de medo de estragar qualquer imagem positiva que ele possa ter de mim, se desmanchar com uma simples escorregada...

- Eu já disse que sei que vou gostar! Você é muita talentosa, Abby.- Ele falou a última frase parecendo meio envergonhado. Não sei se foi por eu ter ficado comovida com as palavras, ou se foi por ele ter ficado tão fofo com aquela carinha de vergonha, mas eu entreguei a câmera a ele.

Fiquei atenta no seu rosto, procurando qualquer mudança de expressão, assim eu saberia perfeitamente se ele havia gostado ou odiado. Afinal, mesmo que ele mentisse o rosto dele não faria isso.

Alguns minutos foram se passado, o que é normal, pois eu tenho uma mania irritante de demorar mil anos para passar as fotos para o computador, eu só faço isso quando recebo um aviso do cartão de memória!

Quando ele terminou me entregou a câmera e ficou com uma cara de paisagem. Isso fez meu coração apertar. Ah, não! Ele odiou! E agora vai gaguejar qualquer coisa para eu não me senti péssima!... Tarde demais.

- Viu? Eu não sou boa em tudo...- Falei mexendo no meu cabelo para não ter que encara-lo.

De repente senti mãos na minha barriga me fazendo cosquinha.

- Digo!- Gritei e pude ver que ele estava rindo. De repente ele me puxou para um abraço.

- Estou só brincando com você, pequena!- Ele falou apertando o abraço.- Suas fotos são demais! Só quis te assustar um pouco... Você tem muito talento, nunca tinha visto fotos tão bem tiradas! Você tem um dom! Fiquei muito impressionado com uma foto que você tirou de flor, você fez parecer que ela tinha um tamanho de uma árvore, por causa do prédio que devia estar bem distante.- Senti um grande alivio tomar conta de mim. Por algum motivo a opinião dele, que nunca tinha feito nenhum curso de fotografia na vida (Pelo menos não que eu soubesse), valeu bem mais do que qualquer professor tinha me dito na vida.

- Obrigada.- Falei meio envergonhada. Ainda bem que estávamos no meio de um abraço, pois se não ele logo notaria a tonalidade vermelha que minhas bochechas estão.

- Só falei a verdade.- Ele falou separando o abraço.- Gostei de todas elas, e na próxima vez que a gente se vê quero ver novas fotos, que com certeza vão estar ainda melhores, já que você faz esse curso de fotografia, então com o tempo vai acabar se tornando a melhor do mundo! Vê se não esquece dos amigos quando estiver rica e famosa, tá bom?- Ri. Até parece que em algum dia isso vai acontecer! O máximo que a vida vai me levar é para algum jornal e revista para tirar fotos, e só! Mas para mim já é mais do que o suficiente.

- O que vamos fazer agora?- Ele perguntou. O olhei surpresa.

- Você não está cansado da viagem?- Perguntei. Toda a vez que chego de viagem eu fico morta! E todas as pessoas normais que eu conheço também ficam... Mas tem lógica. O Digo não é normal. Ele é especial...

- Por incrível que pareça, não.- Ele falou.- Mas se você estive cansada...- O interrompi.

- Não!- Falei meio desesperada. Ele nunca ficava tempo suficiente em minha opinião... Eu queria que ele ficasse muito mais! E lembro que sempre queria que São Paulo e Toronto fossem apenas alguns quilômetros de distancia, ou que eu pudesse coloca-lo em uma mala e ir embora! Então cada momento tinha que ser aproveitado!- Quer dizer, não.- Falei tentando esconder o meu entusiasmo. Só porque eu sinto alguma coisa por ele, não quer dizer que isso seja reciproco.- O que quer fazer?

- Estava pensando...- Ele começou a falar.- Lembra do ano passado, um dia depois do aniversário da Ali que a gente descobriu uma sorveteria perto daqui?

- Sim, eu lembro. Até hoje não experimentei sorvete mais gostoso que aquele...- Falei.

- Eu também não.- Ele falou.- A gente podia dar uma passadinha lá, e contar as novidades... Faz tempo que a gente não se vê e muito menos se fala...- Tipo um ano...

- Tá bom.- Concordei fazendo ele sorri e em seguida pegar na minha mão para me levar para dentro de casa.

***

- E os seus desenhos? Eu lembro que você gosta de desenhar... Que até levou alguns para eu ver ano passado. Eu amei aqueles que você fez da Carine!- Falei. Já víamos conversando fazia à certo tempo, sobre muitas coisas, ele me contou suas impressões sobre o ensino médio, já que era uma coisa que eu vinha tendo um certo receio ultimamente... Conversamos também sobre a família, amigos, e ele adorou saber que eu ainda dou amiga da Maya, ele a viu somente uma vez, mas os dois se adoraram de cara! Ele adorava zoar com ela e a Maya fazia o mesmo, o que resultava em cenas bem divertidas.

- É... Não ando desenhando muito ultimamente.- Ele falou e deu uma pausa para tomar mais um pouco de sorvete.- Eu ainda faço as aulas, mas é totalmente diferente o que você faz na escola para o que você faz do lado de fora... É assim que você sabe que gosta de uma coisa de verdade, quando a faz com o coração e não por obrigação. Não que eu tenha parado de gostar, ainda amo! Mas tem ficado cada vez mais difícil, eu sempre tento e por alguma razão que eu não entendo nada sai do papel, começo a fazer um desenho mais no meio do caminho perco o gosto e desisto, e para mim é meio complicado voltar depois, se eu não fico com o desenho por horas na cabeça, na hora de voltar eu nem sei mais o que fazer! Parece que desenhar é como escrever, é uma arte, que é preciso estar inspirado para obter.- Eu dei um meio sorriso para ele.

- Sabe, você tem razão...- Falei.- E não é só em desenhar e escrever... Não é à toa que chamam isso tudo de arte! Eu já acordei, muitas vezes, sem a mínima vontade de tirar fotos e mesmo assim fui fazer isso, e o resultado não foi muito bonito, quando você quer uma coisa você se dedica olha todos os detalhes e faz o seu melhor! Por exemplo, tem dias que eu acordo morrendo de vontade de tirar fotos, e tem dias que eu acordo normal para isso, você vai ver que no dia que eu acordei animada vão ser as minhas melhores fotos! Existe sim uma certa inspiração para fotografar, quanto para desenhar, isso não é só necessário para se escrever, só que é o que parece, pois quando olham para um artista ninguém pensa que todas as suas obras originais são pensadas nos mínimos detalhes e que você precisa de um olho atento para isso, muitos pensam é só pegar o lápis e a câmera e pronto! Seria assim se fizéssemos qualquer coisa... Como na escrita, qualquer um pode escrever uma história, mas o que vai levar você do gostar para o amar vai ser o profissionalismo, o amor da pessoa em cada palavra. Nada é tão simples... Talvez o seu problema seja a força de vontade, tem alguma coisa te incomodando a ponto de fazer com que você não se sinta nada além de raiva, fazendo assim seus desenhos serem afetados? Acredite, toda a arte é reflexo do autor.

***

P.O.V Rodrigo:

A pergunta da Abby me deixou meio pensativo... Ultimamente eu tenho sentindo muita raiva! Parece que esse sentimento se apoderou do meu corpo e por mais que eu queria que ele vá embora ele continua aqui! E eu sei bem o motivo...

Ainda acho que ninguém da minha família gosta da Bia! E ainda acho que essa viagem foi inventada para me afastar dela... Mas por incrível que pareça estou feliz com isso, não por querer ficar longe da Bia, eu não quero! Mas está perto da Abby está realmente me deixando feliz por inteiro, como se São Paulo até então não existisse, e que os momentos longe dela fossem sonhos ou até coisas de outra vida...

Eu respirei fundo e deixei meus pensamentos me dominarem por alguns segundos.

Eu havia tentando desenhar novamente fazia um tempo, mas parecia que meu coração não estava nos desenhos, eu tentava, mas por algum motivo, depois que voltei as aulas eu parei... Eu desenhava no curso, mas só! Lá é como uma obrigação, em casa é que eu sabia que era aquilo que eu realmente gostava, mas agora eu não consigo mais, as ideias de desenhos, a paciência que antes eu tinha, haviam sumido sem me falar os motivos... E eu sentia tanto a falta disso, eu ficava tão feliz fazendo isso que até senti um vazio quando isso começou, eu não desenhava qualquer coisa, só desenhava o que me agradava o que eu achava bonito, mas no entanto, ultimamente nada estava muito bonito... A não ser quando eu estava com a Bia, nesses momentos eu me sentia feliz, mas longe dela eu não me sentia mais assim, é como uma felicidade momentânea, nunca eterna... E eu queria tanto ser feliz para sempre! Sei que isso pode parecer coisa que só menina fala, mas qual é? Quem não quer ser feliz para sempre?

Mesmo pensando na Bia nada saia no papel, ela me fazia feliz, mas pelo visto não era algo que me inspirasse, mas não acho que seja isso, afinal eu gosto tanto dela, deve ser só esse reprovação dos meus pais sobre ela que me fazem ficar enfurecido e sem nada para desenhar...

- Digo?- Acordei com a voz da Abby. Me preocupei imediatamente, pensando que eu tivesse viajado demais.- Desculpa... Talvez eu tenha tocado em algum ponto delicado. Que tal mudar de assunto?

- Não é isso...- Falei e em seguida passei as mãos no meu cabelo.- Só que eu acho que sei a resposta... Mas esse é o problema, eu não tenho certeza...

- Digo, não vou te forçar a me falar, provavelmente deve ser algo ruim, pela expressão no seu rosto.- Mas posso tentar de dar um conselho... Quando eu acho que meu mundo está caindo aos pedaços, eu vou para um lugar bem tranquilo, respiro fundo e quando vejo que já estou calma o suficiente eu penso... Penso no problema, mas não só de um lado, eu penso em mil! É assim que descobrimos o que devemos fazer... Mesmo que a gente no fim de tudo não saiba, pelo menos já sabemos o que sentimos e em seguida é só achar alguém que confie e tudo dará certo. Tenho certeza que se você relaxar logo vai achar a fonte, e a parti daí é fácil.- Eu já ia agradecer, mas o celular dela começou a tocar. Ela atendeu e pelo que ouvi era a tia Pri, em seguida ela fez uma cara meio de tristeza concordou com seja lá o que que minha tia tenha dito e desligou.

- Está tudo bem?- Perguntei.

- Sim...- Ela falou não muito convincente.- É só a tia Pri dizendo que está quase na hora da minha aula de fotografia, ela disse que está vindo me buscar, com as minhas coisas, e vai me deixar lá e aproveita e te deixa em casa para você não ir andando.

- Eba! Então quer dizer que eu vou conhecer sua escola de fotografia?- Perguntei animado. Ao contrario de mim ela não parecia animada. Será que ela não queria que eu fosse? E se fosse assim, por quê?

- Parece que sim...- Ela falou. Em seguida ficou com um olhar meio perdido, parecendo preocupada com alguma coisa.

- Você está bem?- Ela acordou dos seus pensamentos, forçou um sorriso e disse:

- Sim, não é nada.- Aquilo não me convenceu.

A tia Pri chegou alguns minutos depois, então eu e a Abby entramos no seu carro e fomos para a tal escola, onde eu realmente estava ansioso para ver. Era uma parte da vida da Abby que eu nunca tinha tido muito contato, mas agora eu estava louco para ver tudinho!

Chegamos lá e eu vi, é maior do que eu esperava e bem colorido e bem enfeitado com fotos e imagens de maquinas fotográficas.

- Tia, você se importa se eu entrar com a Abby? Quero muito ver tudo isso de perto!- Falei.

- Claro! Por mim tudo bem. Tudo bem para você Abby?- Ela falou.

- Não, ele... Ele pode vir.- A voz dela parecia nervosa, o que me fez repensar a decisão de entrar lá, mas a minha curiosidade para saber o motivo dela estar tão nervosa é bem maior.

Sai do carro e a Abby logo em seguida. Entramos na escola e fiquei observando tudo atentamente. Não era à toa que ela gostava tanto de fotografia, esse lugar é tão lindo que até eu fiquei meio animado para aprender todas as técnicas. A maioria dos outros alunos conversavam com câmeras nas mãos, ou tirando fotos. Mas algo mudou quando eu e a Abby passamos, todos começaram a nos olhar. Porém, olhando atentamente percebi que não era exatamente para mim que eles estavam olhando, e sim para ela. Mas não com um olhar amigável ou só aquele olhar por olhar mesmo, e sim algo meio bravo, como se a Abby fosse a pior pessoa do mundo. Estranhei... Ela é tão boazinha!

- Vem comigo, Digo.- Ela falou me puxando pelo braço e quase saiu correndo. No caminho vi mais pessoas a olhando com cara de bravas, até que alguém soltou uma palavra.

- Vadia!- Uma menina falou enquanto passávamos depressa. Fiquei confuso.

- Olha só, a riquinha mimada ainda está aqui.- Falou um garoto. O que? Não podia ser da Abby que eles estavam falando, apesar de ser filha única, ela é um amor de menina!

Quanto mais andávamos mais pessoas apareciam e a xingavam de coisas como “Vadia”, “Inútil”, “Menina que não se põe no lugar” e etc. Estava cada vez mais confuso, até que não aguentei mais todas essas pessoas falando isso dela.

- Abby.- Falei tirando o meu braço de sua mão e puxando o dela.- O que está acontecendo?- Antes que eu respondesse uma garota apareceu e falou.

- Olha só! Será que ainda não se deu conta de que não é bem-vinda! E ainda trás um menino? Você está pedindo para ser apedrejada! O que foi? Vai fazê-lo ser expulso de algum lugar também... É melhor eu te avisar antes que seja tarde, garoto. Fuja! Essa menina é problema!- Ela saiu em seguida.

Eu não entendi nada! Que negócio é esse de expulsão? E que a Abby é um problema.

- Abby, o que está acontecendo aqui?- Falei e percebi que ela estava preste a chorar.- Vem cá.- Falei levando ela para um lugar onde não tinha ninguém, que era bem reservado, o que me deixou meio surpreso de encontrar, já que nunca estive aqui.- Agora que estamos sozinhos me fala, porque essas pessoas estão falando essas coisas de você? 

 



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