História Eu vou voltar - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Romance
Visualizações 161
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente!
Primeiramente quero me desculpar com todos vocês por toda a demora para postar... Desculpa mesmo por isso, passei por um momento que precisei dar um tempo nessa fic, depois fiquei com dificuldade para prosseguir com ela, tanto isso e também por ter ficado meio pensativa quanto ao final, que ainda não decidi direito, minhas ideias quanto a essa história estão bem inconstantes, ora é uma coisa, ora outra... Enfim! Vou me esforçar para sair o mais rápido possível o próximo capítulo, não quero deixar ninguém na mão, pois realmente levo a sério a escrita, se eu comecei eu vou terminar. E com essa fic não vai ser diferente! Darei sim um final para essa história, que já anúncio que não está longe... Na verdade, acho que ela já está sim na reta final... Vou tentar postar com mais frequência e novamente perdão pela demora e também pelo tamanho do capítulo...
Espero que gostem! :)
Beijos!

Capítulo 38 - Hollywood Studios - parte 1


Fanfic / Fanfiction Eu vou voltar - Capítulo 38 - Hollywood Studios - parte 1

P.O.V Digo:

Tá legal... Tá legal... Tá legal...

Não vai ter nenhum problema, certo? Qual a possibilidade de acabarmos no mesmo parque novamente?

Bem, era isso o que eu diria se soubesse que a Bia viria para Orlando na mesma época que eu e minha família e olha só o que aconteceu, se Beatriz não estivesse de bom humor certamente teria perdido tudo sem ao menos ter chegado em uma decisão bem no brinquedo do “Meu malvado favorito”.

E que dia foi aquele no “Universal Studios”! Encontrei alguém que não esperava, briguei com quem eu já sabia encontrar lá e depois acabei a beijando!

Não sei o que dizer, só acho que temer essa viagem não seria nenhum erro.

Hoje iriamos para o “Hollywood Studios”, e o meu nervosismo não podia estar pior! Na verdade, em qualquer lugar que eu fosse eu estava morrendo medo de encontrar com... Uma pessoa que o nome começa com B.

Se encontrasse a Bia eu não podia mentir... Depois de ontem, quando pensei que podia perder a Abby, percebi que não conseguiria a ver zangada ou distante de mim e cada vez mais, cada segundo mais que eu passava ao lado dela a minha decisão se tornava mais sólida...

Meu coração pedia pela Abby... E quanto a isso eu não podia fazer nada, mesmo que me importasse com a Bia e seus sentimentos.

Eu precisava dizer tudo isso a ela, mas não precisava estragar suas férias, esse término podia esperar até voltarmos para o Brasil... O melhor para todos é que não nos cruzemos novamente.

E eu não era o único que assim pensava...

JP: Obrigado, meu Deus! Até que enfim esse menino acordou!

Disse JP quando liguei para ele na noite anterior.

Fernando: Aleluia! Esse negócio de Disney fez muito bem ao Digo! Mal chegou e já tomou a decisão certa! Até que enfim deixou de ser burro!

Obviamente Fernando concordou com JP. Desde sempre eles concordavam em tudo em relação a este triângulo amoroso.

Digo: Não precisa me ofender, cara! Além disso, eu não sou burro coisa nenhuma! A Bia é uma pessoa incrível, mas a Abby é melhor.

Fernando: Ok, meio burro.

JP riu do comentário do nosso amigo, enquanto eu fazia cara feia.

JP: Agora fala... O que vai fazer? As duas estão aí em Orlando... A possibilidade de um...

O interrompi antes que prosseguisse.

Digo: Isso não vai acontecer de novo! Tenho certeza!

JP: Está confiante demais...

Digo: Vai dar tudo certo, JP! E se algo começar a dar errada é só eu fugi, a Bia não teria a coragem de enfrentar a Abby, principalmente se eu não estiver por perto.

JP: Para o seu bem eu espero mesmo que não. Acredito que não queira perder a Abby...

Digo: Isso não vai acontecer! Eu tenho tudo em mente! Eu volto para o Brasil, termino com a Bia, peço a Abby em namoro e pronto! Vou ser feliz!

JP: O que posso dizer? Torcendo por você, meu amigo!

Meus pensamentos foram interrompidos por um voz.

- Digo, anda logo!- Falou Ali aparecendo no meu quarto.- Só falta você para irmos para o parque!

- Já estou indo, Ali.- Disse.

- Agora!- Falou ela pegando na minha mão e começando a puxar, mas como não tinha muita força eu não saí do lugar.

- Calma, baixinha!- Disse me soltando e fazendo cosquinha na menina.

- Vamos, por favor! Eu quero ir logo!- Disse ela dando pulinhos. Não contive a risada.

- Tudo bem, tudo bem. Vamos.- Disse aceitando a pequena mão da menina que voltou a me puxar pela casa alugada até chegarmos a sala, onde realmente, todos me esperavam.

- Finalmente, atrasadinho.- Disse minha mãe se levantando do sofá.

- Agora que o Digo terminou a maquiagem, podemos ir.- Falei meu pai recebendo risadas como resposta.

Todos se levantaram e seguiram o caminho para a porta, eu fazia o mesmo até que alguém pegou no meu braço.

- Oi! O dia já amanheceu para você?- Abby perguntou cruzando nossos braços. Ri enquanto caminhávamos para a saída da casa.

- Bem, é Orlando! Precisa amanhecer!- Falei.

- Ah, é? Então se explique enroladinho!- Ela disse fazendo cosquinha na minha barriga. Ri, no entanto mais de nervoso do que qualquer outra coisa.

Como poderia dizer o que fiquei pensando naquela manhã?

- Ah, sabe...- Comecei nervoso.- Preguiça e também... Precisei pensar um pouco.

- Você anda muito chamativo ultimamente.- Ela disse.- Quando não está fazendo nada parece que fica com um olhar perdido, pensativo... Está acontecendo alguma coisa?

Como eu queria que não...

- Ah... Nada demais.- Mentiroso!- Posso resolver.- Não, não posso!

- Espero que sim, se precisar estou aqui.- Ela disse me olhando com aqueles olhos profundos e doces e tive certeza que tinha tomado a decisão certa. Tudo tinha ficado óbvio com os meus sentimentos no dia de ontem, tudo o que eu mais queria era acabar logo com isso e poder ficar com a Abby da maneira certa! Mas...

Eu tenho muita consideração pela Bia para magoá-la, por isso preciso fazer isso com calma e terminar tudo de um jeito gentil, de uma maneira que ela entendesse e não ficasse zangada comigo e seguisse em frente, encontrando alguém que seja certo para ela.

Depois dessa viagem eu resolveria tudo e seguiria o meu relacionamento com a Abby... Assim como o meu coração mandava.

- Vamos, vocês dois! Queremos ir ao parque ainda hoje!- Falou a tia Pri.

- Estamos indo!- Falei apressando o passo junto da Abby. Entramos no carro e em seguida começamos a seguir o caminho.

Chegamos ao parque minutos mais tarde e após muitas fotos em um pequeno jardim que tinha na entrada, entramos no local que era ainda mais bonito do que o do dia anterior. E ainda melhor...

Que sorte eu tive! Assim que entramos estava tendo uma parada do Star Wars!

Preciso dizer que enlouqueci?!

- Meu Deus! É o Darth Vader!- Reagi. Fiquei parado vendo aquilo totalmente paralisado e só voltei a vida quando escutei a risada dos meus pais.

- Vê se não surta, ok?- Disse minha mãe acariciando meu ombro.- Eu e as meninas vamos ali numa lojinha, mas o resto vai te acompanhar nesse loucura!- Em seguida bagunçou meu cabelo e sumiu... Pelo menos eu acho que foi isso, pois não prestei mais atenção nela e sim no show que ocorria na minha frente.

Fiquei tão distraído e hipnotizado por ver um dos meus filmes favoritos praticamente acontecendo aqui na frente que foi preciso uma voz bem específica para me tirar de tal situação.

- Isso é mais uma coincidência ou deu um jeito de me rastrear.- Minha pele se arrepiou no mesmo instante e não pude acreditar no tamanho do meu azar.

Caramba! Só pode ter algo contra a mim, só pode!

- Vai ficar parado assim? Até onde eu sei não virei fantasma...- Ela continuou a dizer, no entanto eu não conseguia reagi. Precisei de pelo menos de mais uns dez segundos para ter qualquer reação no meu corpo, em especial, minha boca.

- Bia... Oi.- Falei constrangido.

- Que cara é essa, Digo? Você sabia que eu também estava aqui em Orlando.- Ela disse.

- E-eu sei...- Disse ficando cada vez mais envergonhado.

Nada contra a Bia, mas não queria vê-la mais naquela viagem. Tudo o que me lembrava olhando para o rosto dela neste momento é o que eu precisava fazer... Mas não aqui.

- Que coincidência nos encontramos novamente...- Ela disse se aproximando de mim.- Está me seguindo, Digo?- Ela perguntou.- Estou só brincando.- Ela disse após eu ficar ainda mais nervoso com a sua presença. Como se isso fosse possível...

Um silêncio constrangedor tomou conta do local e eu só fiquei olhando para a lojinha, onde as mulheres tinham ido, para ver se a Abby não ia sair a qualquer momento e deixar tudo ainda mais complicado.

- Onde é que está a sua... Amiga.- Disse Bia e pude ver que com um olhar de desprezo.

- Foi em uma lojinha.- Respondi. Bia deu um sorrisinho.

- E te deixou aqui sozinho? Meio bobinha... Se eu fosse ela e estivesse na campainha de um cara como você não largaria nem por um segundo... E eu sei bem disso, deixei um cara sozinho uma vez e quando ele volta está envolvido com outra.- Aí... Essa doeu.

Ignorei parte do comentário e foquei na pergunta.

- Não estou sozinho... Meu pai e...- Parei de falar assim que a Bia colocou a mão no meu ombro.

- Bem distraído.- Ela disse olhando para alguém acima do meu ombro, que eu bem sabia que era meu pai.- Qualquer pessoa pode aparecer aqui e te levar embora.- Falou risonha, mas eu ficava cada vez mais tenso e com olhos intercalando para o rosto da Bia para a porta da lojinha.

- Bia, olha só...- Tentei começar a falar, porém ela pós o dedo na minha boca impedindo-me.

- Eu sei o que vai falar.- Disse ela.- Para eu ir embora e... Te deixar um tempo sozinho para pensar. Mas se quer saber... Isso é injusto! Você passa horas e horas ao lado dela, é evidente que não tenho chance sendo que não tenho uma! Por favor, ninguém está olhando, vamos em um brinquedo! Só eu e você! Ao menos isso... Não quero que a escolha sendo que poderia ter sido melhor comigo e não deu certo porque você não me deu chance... Por favor.- Ela fez uma cara de criança chorona que não importava o quanto eu tentasse, não conseguia dizer “não”.

- Bia...- E eu juro que eu tentei.- Tudo bem, vai... Um brinquedo não vai fazer mal.- No mesmo instante ela bota um sorriso enorme no rosto.

- Eba! Obrigada!- Ela disse se pendurando no meu pescoço.

Não... Eu não podia fazer isso... Vendo a alegria dela percebi o quanto a estava fazendo mal, e como não poderia fazer aquilo nem por mais um segundo, não aguentava mais ser o vilão de nenhuma história ou menino insuportável indeciso, eu tinha tomado uma decisão e precisava segui-la, só assim poderia seguir em frente... Só assim a Bia poderia seguir em frente. Só assim encontraríamos a felicidade.

Então eu decidi... Não ia dar... Não posso esperar voltar para o Brasil sendo que posso fazer o que deve ser feito nesse segundo, preciso ficar livre dessa culpa e a Bia livre de mim para conseguir encontrar alguém que goste dela o quanto que eu gosto da Abby.

Esse é o certo. Já estou cansado de fazer tudo errado...

Bia tinha começado a puxar para algum lugar, porém a interrompi parando de repente e a fazendo me olhar.

- Vamos logo, Digo! Não podemos demorar!- Ela disse.- Logo sua família vai te procurar e não teremos mais tempo juntos...

- Bia, olha...- Disse fazendo-a parar de falar.- Eu preciso ter uma conversa séria com você.- Então foi a vez dela de ficar séria, e não só no jeito de falar, mas também na expressão do seu rosto, que na verdade parecia até meio assustado.- Preciso conversar com você. É sério.- Vi o pavor no seu olhar e por um momento quase mudei de ideia. Quase.- Eu não acho que...- Nesse momento fui interrompido por um abraço repentino da Bia.

- Não faz isso... Não agora.- Ela disse.- Na verdade, por mim nem nunca! Eu... Fiquei tanto tempo sem você, sendo uma boba com o Paulo, não posso te perder agora, Digo. Me dá mais uma chance.

- Bia, eu não posso te enganar.- Falei decidido a prosseguir.

- Você não se decidiu, Digo.- Ela disse.- Só acha que sim... Passou um tempo com ela e a escolheu, e eu sei disso... Daqui um tempo pode voltar a ficar com essa dúvida, precisa saber direito do seu coração... Você tem certeza absoluta que não gosta de mim?- Disse separando o abraço e me olhando profundamente.

Olhando assim eu não tive certeza, pois tinha um carinho muito grande por ela, e nada apagaria isso, só queria a felicidade dela... E o quanto eu amo a Abby não muda nada disso. Mas... Eu não podia negar que ainda a queria por perto, mas julguei que se me afastasse o sentimento iria embora tão rápido quanto veio, mas agora... Aqui com ela... Não sei se sou capaz disso.

- Não.- Respondi automaticamente, mas creio que tenha sido o meu coração falando mais alto, pois ele sabia que ainda amava as duas.

Mas também sabia que amava mais a Abby, mas que não conseguia deixar a Bia, pois o amor que por ela eu sentia ficava cada vez mais forte e parecido com o sentimento pela Abby.

- Sabia.- Ela disse e voltou a me abraçar com toda a força que tinha.

Por um momento levantei meus olhos e meu coração saltou, pois a única pessoa que não poderia ter visto isso, viu... Abby. 



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