História Eukaria: Crônicas de Bellmond - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~TripletPrincess

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fichas, Interativa
Visualizações 17
Palavras 3.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


desculpem o atraso, tava viajando e cheguei agora '3'
Fiquem com a última parte do segundo capítulo das Crônicas de Bellmond!

Capítulo 10 - A Morsa Prenha, parte três


Há algumas horas atrás, Myn e Evangeline separaram as tarefas para si e cada um seguiu seu caminho. O homem agora estava nos jardins do castelo, falando com um topiário sobre as diversas plantas, sem perceber Zenon e Gyan escondidos detrás de um arbusto em formato de bolha. Tentando segurar o riso, eles observavam o homem enquanto faziam observações desnecessárias.

—Parece que nosso objeto de estudos está conversando com Lettuc faz algum tempo, Zenon. Devemos interceder?

—Não, senhorita Gyan. Devemos deixar o espécime agir conforme sua natureza. — Sentindo-se observado, Myn olha para trás, mas não vê ninguém. Voltando a conversar com o homem, ele se despede e começa a anotar numa prancheta. Logo depois, parte para os estábulos. — Vamos, ele já cuidou de todos os assuntos dentro do castelo, aposto que vai sair agora.

Eles se dirigem para a abertura na muralha e saem do castelo a tempo de ver Myn em seu cavalo, Ekans. O Duque parou num estabelecimento e logo o dono veio atendê-lo. Conversaram por alguns minutos alegremente e o homem lhe entregou uma garrafa de gim de zimbro.

—O que ele está fazendo? — Gyan perguntou ao irmão.

—Os cidadãos de Estehad costumam prestar queixas aos soldados, que notificam os Duques. A mamãe geralmente é quem cuida dessas queixas e vê como podem lidar com a situação, mas casos mais graves como assassinato são passadas para o papai, que julga a situação. Muitas vezes os Duques são enviados para investigar melhor o crime antes.

—Nossa, você sabe bastante sobre isso. — A verdade é que Zenon já tinha grande experiência com essas queixas, afinal era muitas vezes o responsável  por elas. Nada que a mão de Akilea ou Kyron não resolvesse. Quando era Akilea quem tinha de passar o pano pelos seus malfeitos, recebia severos castigos da mulher.

—Obrigado, Phili. Estava precisando disso. Se já resolveu o problema com o garoto, estou indo. — Myn subiu de novo no garanhão e partiu. Gyan puxou a manga do irmão, chamando sua atenção.

—Cansei de brincar de espiã. Estou com fome. — Ele ri e a abraça de lado, puxando um saco de moedas do bolso.

—Que tal irmos até Phili e resolvermos esta queixa?

 

Enquanto isso, Eve estava em uma situação complicada com três capitães da infantaria. Um soldado havia pregado uma peça nos dois homens, mas a capitã da seção do soldado em questão se recusava a deixá-los punir o culpado. Evangeline tentava contornar a situação de algum jeito, mas nenhum dos três queriam largar o osso.

Se fosse Myn quem falasse com eles, aceitariam sua decisão na hora… Pensou, desgostosa. Sabia que muitos no castelo não a consideravam uma verdadeira Duquesa, vendo sua posição como resultado de sua amizade com a Princesa Helena. Perdendo a paciência, decidiu que ser amistosa não seria possível.

—Já que não chegamos a uma decisão, vou lidar desse problema como uma trirreanda. Capitã Elanor, prepare o garoto para combate. Ele irá lutar comigo na arena de treino. Se vencer, não será punido. No entanto, caso eu o vença, ele deve passar três dias trabalhando de graça na cidade como pedreiro. Fui clara? — O tom da garota não permitia discussão e os três concordaram prontamente, um tanto quanto assustados pela repentina mudança de humor.

Uma hora depois, os dois oponentes estavam de frente um para o outro sob o sol quente de verão. Ambos vestiam armadura completa. Muitos soldados e empregados do castelo pararam para assistir a luta. Eve posicionou-se com a espada de folha larga e o escudo redondo enquanto o soldado de nome Piteus segurava duas marretas curtas.

O sinal de início é dado e a loira corre rapidamente até ele, surpreendendo-o. Ela tenta um golpe de direita, mas é impedida pelo martelo. Piteus tenta um golpe por cima com o braço livre, mas é bloqueado pelo escudo. Eles se dividem e o homem tenta acertá-la com a marreta direita, sendo novamente bloqueado. Ao Eve revidar com uma estocada, ele tira o corpo fora, fazendo-a perder o equilíbrio.

Transformando a queda numa cambalhota, ela usa a mão da espada para sustentar o corpo enquanto gira, consequentemente acertando o braço esquerdo do oponente com um chute. Com a força do golpe, ele acabou soltando a marreta. Ajoelhando-se sobre o joelho esquerdo, ela gira a espada e o corpo numa tentativa de atingir Piteus, mas ele pula para fora de seu alcance. Ainda assim, a espada pega de raspão na coxa dele, deixando a ponta da arma manchada de sangue.

Os três Capitães sabiam da destreza necessária para conseguir fazer um movimento daqueles em plena batalha. Além de ser uma resposta rápida, ela ainda precisaria abrir a mão e pegar a espada novamente ao mesmo tempo em que ataca o oponente. A jovem, por outro lado, sabia da rapidez de raciocínio de seu oponente ao desviar de um golpe surpresa daqueles.

Evangeline tira a marreta fora do alcance dele atirando-a longe. A plateia aplaudiu o movimento astuto e encorajou ambos a continuar. Colocando as duas mãos na arma restante, ele tenta outra investida contra a Duquesa, mas ela bloqueia o golpe com facilidade com sua espada e atinge seu rosto com o escudo, desfazendo-o da arma restante e encostando a espada em seu pescoço. O público ovacionou a garota por alguns minutos, mas logo voltaram aos seus afazeres cotidianos. Ela aproximou-se de Elanor.

—Foi uma boa luta, mas ele deveria mudar a escolha de sua arma, ele lutaria melhor com um martelo gigante. — E dizendo isso, saiu da arena.

 

Gyan e Zenon haviam pedido um prato de guisado ao homem de cabelos grisalhos conhecido como Phili. A movimentação era grande, mas um rapaz alto e magricela estava ajudando-o, assim sobrando tempo para que ele sentasse ao lado dos dois.

—Fugindo de novo e ainda por cima trazendo sua irmã? — Ele negou com a cabeça diversas vezes, sorrindo. — Você não tem jeito mesmo, garoto. E você, Princesa? Minha comida é boa o suficiente para o paladar refinado de uma dama?

—Fin, fua fufi a é fuifo foa! — Ela responde de boca cheia, arrancando risadas de algumas pessoas a sua volta. Ela logo voltou sua atenção para o prato novamente, sem perceber a tensão do irmão. Por algum motivo, o estabelecimento estava cheio de gente estranha, de fora. Muitos comendo na mesma mesa que homens que reconheceu como integrantes dos Ursos Gigantes.

—Você também notou, não é mesmo? — Phili sussurrou de modo que apenas Zenon conseguisse ouvir. — Não são os únicos. A cada dia que passa mais estranhos vêm para a cidade. Não sei o que está para acontecer, mas não me parece coisa boa.

—Feche a Morsa Prenha amanhã e não abra na próxima semana. Tenho um mal pressentimento sobre isso. — Ele responde no mesmo tom, olhando sério para o homem. Pensou em levar Gyan até o castelo e ir até o cais, mas imaginou que Kyron já sabia disso. Mesmo assim… — Gyan, o que acha de brincarmos nos jardins depois de comer?

 

O sol já havia começado a se pôr quando Hyrum finalmente chegou a Hashid. Felizmente, as duas cidades era extremamente perto uma da outra. Andando sem ser notado, ele chegou até a praça principal da cidade, onde uma movimentação estranha acontecia. Aproximando-se da comoção, conseguiu ver duas pessoas montadas em cavalos bem cuidados.

A mulher tinha cabelos coloridos, muito parecida com um gato tricolor e olhos também de cores diferentes, mas havia algo estranho neles. O homem tinha cabelos negros e curtos, além de uma postura e sorriso que o identificou facilmente como da realeza. Chegando mais perto, ele conseguiu ver melhor a mulher e arqueou as costas, surpreso. O que uma de nós faz no meio de tanta gente? Até mesmo Hyrum, considerado extrovertido, procurava ficar fora das vistas de eukarianos, mas aquela filha do mar parecia não se importar com tal fato.

Pensando melhor, ele nunca a vira em toda sua vida. Ele conhecia todos os moradores da ilha e tinha certeza de que ela não era um deles. Afastou-se, mas não deixou de observar a dupla. Talvez ela fosse uma filha do mar perdida, sem consciência de sua ascendência. No momento que pensou nisso considerou como sendo a alternativa mais provável. Nesse caso, ela agora seria responsabilidade dele.

Crianças perdidas eram extremamente raras, ainda mais adultos. O Povo do Além Mar visitava o continente com regularidade, era verdade, mas frutos de seus relacionamentos jamais eram abandonados a própria sorte, afinal ainda teriam as habilidades primárias de todos de sua raça, principalmente a força superior. Pessoalmente, ele estava curioso sobre a mulher e em como ela viveu sabendo que era diferente. Soltou um pequeno suspiro. Pelo visto, não conseguiria descansar tão cedo.

 

Alistair cavalgava em seu javali gigante com uma pressa assustadora. Passou pelos portões da cidade, quase fechados, enquanto o sol se punha por trás dele. Atravessou as ruas como se tivesse vento nos pés e só parou ao chegar nos portões do castelo, onde os soldados o deixaram passar sem problemas. Desmontou em frente a imensa porta de carvalho, ainda aberta. Uma fina garoa começou a cair.

—Avise Akilea que desejo falar com ela. — Ele ordenou, entregando as rédeas do imenso animal a um dos soldados. Ele e mais outro homem se entreolharam, com medo. As broncas de Alistair eram lendárias e ele não queria ser alvo de uma delas. O velho ficou rapidamente irritado. — O que foi?

—S-senhor! A Duquesa Akilea partiu esta manhã, senhor! — Ele lançou um olhar perigoso para os dois, que engoliram em seco.

—E onde aquela garota multicolorida foi parar? Ah, que seja! Chame quem quer que ela tenha posto como Regente. Estarei em meu quarto, então mande-o para lá. — Ele não esperou pela resposta e entrou no castelo, mancando rapidamente até o próprio quarto.

Ao chegar ao cômodo, tirou a perna de madeira da junta do joelho e depositou-a ao lado da cama, onde estava sentado. Os aposentos eram pequenos comparados ao dos outros Duques, mas Alistair não era exatamente um homem grande. Ordenando ao empregado que lhe trouxesse água quente e toalhas, ele esperou até que alguém chegasse. Myn logo irrompeu pela porta esbaforido, fazendo com que o anão fizesse outra careta.

—Nunca lhe ensinaram a bater? Se está aqui é porque Akilea o fez regente. Tenho notícias preocupantes. O príncipe Edward está nas mãos de um impostor. — Myn aproximou-se e sentou na cama baixa. sendo tão grande, a cena era um pouco cômica.

—Adônis não gostará de saber disso. Planeja enviar alguma força para Greddena?

—Não, mandamos todos os soldados que acompanhavam os Reis até lá, não mandaremos uma força maior que dez pessoas para a capital de um reino aliado. Atualmente, só podemos esperar o melhor e avisar as cidades vizinhas sobre o ocorrido.

—Mandarei Levi e Evangeline cuidarem disso. Deseja que eu fale com Adônis?

—Seria bom. Estou cansado demais para ver rostos perturbados. — Myn levantou-se e já ia sair quando Alistair o chamou. — E Myn? Tome cuidado com suas palavras. Creio que aquele jovem já está carregando um peso que desconhecemos nas costas.

 

Enzo e Akilea chegaram a Hashid minutos antes do sol se pôr. Sendo acomodados na casa do Lord da cidade, como era de costume, o Príncipe logo deu suas condolências a esposa e ao filho do falecido. Estavam agora no quarto onde Akilea se acomodou, discutindo o que fariam no dia seguinte enquanto esperavam a convocação para o jantar. Enquanto ela estava sentada numa poltrona, ele estava jogado na cama, esparramado.

—Vamos nos levantar que horas amanhã? Seria bom ver o corpo o quanto antes. — Enzo pergunta, entediado.

—Assim que o sol nascer, vou acordá-lo. Vamos até o quarto de Krates depois do jantar. Aliás, você precisa ir se arrumar. Devo pedir água quente aos empregados? — O Príncipe fez uma careta, levantando-se.

—Não se preocupe, posso fazer isso eu mesmo. Não sou uma criança. Até daqui a pouco, Lea. — Ele sai do recinto e encaminha-se para o próprio quarto, rindo com a pergunta de Akilea. O corredor estava escuro, as velas apagadas pelo vento da janela aberta. Enzo… Ele se vira, tentando identificar quem havia chamado por ele, mas o corredor estava vazio. — Devo estar imaginando coisas.

Nas sombras, olhos vermelho sangue observavam o Príncipe Regente com expressão sedenta. Em breve, meu caro. Em breve…

 

Lyn andava pelas sombras da noite sem ser notada, correndo tranquilamente sobre os telhados e arcos da enorme cidade, sem emitir um único ruído. Mesmo a noite, a capital de Bellmond era movimentada, principalmente os bares. A garota fez uma descida vertiginosa pela parede de uma casa e pousou num beco sem saída. Silenciosa como uma pluma, ela se esgueira pelo estreito corredor até alcançar a última porta. Ela bate e espera por um minuto, mas não obtém resposta. Com a ajuda de uma lâmina escondida na manga do vestido carmesim, ela arromba a casa e entra.

—Que horror. — Tapando o nariz com as barras das vestes, ela recua enojada. Um homem (ou o que parecia ser um homem) estava literalmente esparramado a sua frente, o sangue e a carne espalhados pelo cômodo. Seus sapatos de couro delicadamente ornamentados com linhas de ouro agora estavam sujos da mistura de sangue e terra no chão. Decidindo que era melhor ficar longe de uma cena do crime, ela saiu da casa, dando de cara com um homem do tamanho de um urso.

—Olá, Flor de Ferro. Visitando um amiguinho tagarela? — Ele riu debochado. Parece que descobriram as intenções de Heldric, pensou amargurada. O morto deveria revelar aos Cães planos dos Ursos, mas pelo visto Lyv havia chegado tarde demais. Sacou um chicote de seu cinto. A arma era belamente trabalhada em ferro e cobre, tendo uma rosa de ferro negro na ponta, origem de seu título.

—Infelizmente, ele não está disponível. Será que poderia me ajudar? Estou caçando alguns Ratos Gigantes. — O Urso demorou a entender o significado de suas palavras, mas urrou furioso com a compreensão. Erguendo um pesado martelo, ele tenta acertar a garota, que desvia para trás e o atinge com seu chicote, abrindo feridas em ambos os braços. Ele largou a arma e gritou de dor. — O que é essa coisa?

—O que, isso? — Ela ergue a flor de ferro, sorrindo docemente. — Nada importante, já ouviu falar do musgo mortal que cresce nas minas de Asthorn? Dizem que mata as pessoas de forma dolorosa e rápida aqueles a quem infecta. Felizmente, eu tenho o antídoto. — Ela mostrou um frasco que para o homem havia surgido do nada.

—Me dê! Me dê o antídoto! — Ele ergue a mão estendida na direção da garota, mas ela nega com a mão. Para ele, o frasco de repente sumiu da mão dela, mas Lyv havia somente escondido o objeto dentro da manga.

—Não creio que possa fazer isso. Veja bem, esse antídoto é só para aliados, ou para quem compartilha seus segredos comigo. Por exemplo, os planos de guerra dos Ursos Gigantes.

—Eu te falo tudo, tudinho mesmo! Mas por favor, me dê o antídoto! — Ele cai ao chão e se arrasta até a jovem, sujando-se de lama. Agarrado a sua perna, ele recomeça a implorar. — Por favor, eu não quero morrer! Por favor! — Esta é a diferença entre os cães e os ursos.  Ela pensou, olhando enojada para o homem ridiculamente jogado ao chão. Nós jamais trairíamos os nossos, por maior sofrimento que isso nos causasse. Lyv empurrou-o para trás.

—Desembuche. — O Urso jamais esqueceria o olhar frio e cruel que recebera da pirata a sua frente, muito menos do sentimento de medo que lhe veio de brinde. Dias depois, refletindo sobre o encontro, definiria sua alcunha como exata. De aparência delicada e bela como uma flor, mas fria e dura como o ferro.

—Nós não planejamos a guerra, foi um homem que nos contratou! Ele tinha dinheiro o suficiente, então não vimos problemas. Ele que me disse para vir aqui esta noite. O plano era queimar seus barcos e deixá-los encurralados no cais entre o fogo e a espada. — Era realmente um plano simples, mas excelente. Os Cães do Mar jamais abandonariam seus preciosos navios, muito menos sairiam da costa sem uma boa razão.

—Quando isso vai acontecer? — Ele negou com a cabeça diversas vezes e Lyv compreendeu que ele não fazia a menor ideia. O Urso começou a chorar baixinho, os soluços cortando a noite de forma sofrida.

—P-por favor, eu não sei! Por favor, por favor, por favor… — A jovem suspirou e entregou-lhe o frasco. Ele se atirou sobre o frágil pedaço de vidro e engoliu avidamente o conteúdo que lá havia. Ao tentar agradecer a garota, no entanto, ele encontra-se sozinho. —Como um espírito…

Lyv já estava nos telhados antes mesmo dele abrir o frasco. Com as sobrancelhas franzidas, ela corria até o cais como um gato sendo perseguido. As informações do Urso eram preocupantes, uma briga entre dois grupos de mercenário era uma coisa, mas uma guerra comprada… Precisaria de mais informações.

Descendo num bar voltado para o mar de Ak-Ma, ela adentra o estabelecimento silenciosa. Alguns homens num canto assobiam para ela e gritam seu nome como uma torcida, mas ela apenas acenou sorridente para eles. Subindo as escadas até o segundo andar, bateu a porta de um dos quartos, ouvindo o “entre” de uma voz masculina.

Kyron sorriu para Lyv e convidou-a a sentar na cama. Com seus quarenta anos e cabelos cinza, o líder dos Cães do Mar ainda mantinha grande parte de sua beleza. De aspecto esguio, mas dotado de músculos, sua aparência era enganadora, já que sua força era bem maior que a maioria dos homens. Os olhos verdes e amistosos logo identificaram o estado de ânimo da loira.

—Como foi com Heldric? Algo útil? — Ela negou, sentando-se. Atrás de si, Tyron dormia profundamente. Claro, o sol já estava quase a nascer, os únicos acordados eram provavelmente ela, Kyron e os beberrões no andar de baixo.

—Não, ele estava morto quando cheguei e um Urso já estava esperando por mim. Sorte que consegui enganá-lo com a história do musgo. — Contando o plano e a suposta existência de uma mão controlando o grupo rival, pôde acompanhar a faceta de Kyron ficar cada vez mais preocupada. — Você acha que realmente existe alguém por trás de tudo?

—Não podemos negar que faz muito sentido. Os Ursos Gigantes sempre ficaram na deles, nunca tentaram nada contra nós, mesmo quando tinham o dobro de nossos membros. Além disso, eles são violentos, mas não são de fazer planos. Até mesmo um simples como queimar nossos navios.

—O que faremos? — Lyv perguntou, bocejando.

—Você vai dormir. Eu vou até o bar e beber até pensar em alguma coisa. — Acatando o pedido com prazer, ela deitou-se na cama, adormecendo logo em seguida. Kyron cobriu-a e saiu do quarto, com mil e um pensamentos rodeando sua mente. Um em específico o preocupava mais que tudo.

E se formos apenas uma distração?



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