História Evanesce - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Yeahoppa

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kris Wu, Lay, Tao, Xiumin
Tags Abo, Chanbaek, Incesto, Mpreg, Twins!chanyeol
Exibições 523
Palavras 4.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello sweets *^*
Sou eu de novo, Yeahoppa, mas não se preocupem porque eu não vou ficar pra sempre sksks
Bem... esse capítulo foi feito com tanto amor que tomou mais de sete mil palavras do meu estoque de frases prontas kkk (imagina pra digitar e editar tudo isso? UFFF)
O negócio é que acabamos por dividir ele em dois, o que mesmo assim tem bastante palavras neah? kk
Espero que gostem, porque eu amei escrever (fiquei chorosa uns belos dias) <3
Até as notas finais... Boa leitura ^^

Capítulo 4 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction Evanesce - Capítulo 4 - Capítulo Três

Os dias se passaram confusos e, ao contrário do que o ômega imaginava, nada tediosos, sempre repletos de afazeres referentes ao casamento que, conforme ouvira muito de diversas pessoas nos últimos dias, deveria ser um evento único, cheio de cerimônias e símbolos que transmitissem amor e fidelidade com toda a esperança que o povo depositava na união. Aquela era uma nova marca na história, e deveria justificar em tal feito sua grandeza.

O enlace foi marcado para três semanas após a chegada de Baek a Coréia, o dia mais próximo em que os astrólogos e sacerdotes que serviam a família real acharam propício para o evento, já que, apesar da urgência, precisavam de todas as forças possíveis para que tudo desse certo.

Já no dia que sucedeu a viajem do loiro, foi acordado extremamente cedo e atacado por perguntas afiadas vindas dos cerimonialistas. Eles queriam saber de tudo, como era sua vida, o que sabia, do que gostava e não gostava, o que fazia nas horas livres. Em certos momentos ficava assustado se questionando para que serviriam algumas delas no contexto, mas respondia mesmo hesitando.

Até que um dos profissionais pediu para que os outros saíssem e se aproximou, talvez esperando que o outro confiasse um pouco mais em si, e começou uma onda muito íntima de perguntas sobre seus relacionamentos passados. 

Foi aí que Baek percebeu que na verdade nunca tinha se aproximado tanto de alguém. Passou pouca parte de seus cios acompanhado por algum alfa que se disponibilizava a ir embora antes que o último dia clareasse, ficava com alguns nas poucas festas que Lay resolvia dar na casa dele ou que o arrastava quase a força. Mas nunca algo sério.

Era quase como se esperasse por algo. Às vezes pensava ser sua graduação, ou talvez completa independência financeira, ou poder viajar sozinho por um tempo como sempre imaginou. Era irônico com as coisas se encaminharam de repente para que todas as suas expectativas fossem destroçadas. 

Como se não bastasse, descobriu que sua rotina teria que se modificar muito mais do que o esperado. Na manhã seguinte uma equipe de nutricionistas, médicos e personais traineers vieram lhe visitar e analisar sua forma física e saúde. Depois de alguns exames e conversas em termos mais simples para que ele entendesse, disseram que o sedentário e chocólatra Byun Baekhyun teria que modificar seus hábitos.

Montaram um cronograma para que ele ficasse em forma até o dia do casamento de uma maneira segura. Cerca de duas horas de exercícios localizados e aeróbicos todas as manhãs, três refeições bem controladas por dia, alguns cremes específicos para o cuidado com a pele, muita ingestão de água; tudo muito impossível em sua opinião.

Logo após saírem, outras tantas pessoas cheias de afazeres para lhe entregarem foram aparecendo e preenchendo cada espaço — e em sua cabeça além — de seu pequeno dia.

Aulas de dicção e etiqueta encaixadas depois dos treinos, provas de conhecimentos gerais, aulas sobre o funcionamento da monarquia e alguns ensinamentos sociológicos. O que não tomaria muito suas forças, já que seu pai, talvez já sabendo de seu futuro, sempre conversou com ele sobre essas coisas, lhe mostrava portes de cortesia e era capaz de lhe pagar ótima educação. Até tinha grande conhecimento sobre estratégias de guerra, o que, pelo que parecia, não era um item curricular para ômegas naquele lugar.

Mas o resto de suas tarefas não eram assim tão fáceis para ele. Os cerimonialistas voltaram naquela mesma tarde com um plano de casamento tão perfeito quando precisava ser, mas cheio de pendências para o pobre Byun resolver.

Coisas como roxo ou lilás, amarelo ou laranja, desse lado ou daquele, que textura no convite, qual dessas músicas, tudo foi incluso menos, para a infelicidade do loirinho, qualquer escolha relacionada a comida. 

Os dias se aproximavam do evento, e em nenhum momento de seu tempo corridos Baek pôde ver seus noivos. Eram sempre as mesmas desculpas: "eles estão trabalhando" "atarefados com algumas pendências do reino" "querem estar com você, mas não podem". Nem mesmo nos ensaios para a cerimônia eles apareciam, e ele tinha que encenar tudo vergonhosamente sozinho, fingindo que eles estavam ali, exatamente como nos dias escuros de sua infância. 

E então a data chegou. Depois de uma noite sem sonhos, ele sentiu leves cutucares em seu braço e começou a abrir os olhos sonolentos, soltando um resmungo baixo ao ouvir seu nome. 

— Hey, Baek. Eu sei que está cansado, mas hoje, mais do que em todos os outros dias, você tem coisas a fazer.

— Tudo bem, eu já estou me levantando. — disse o loiro menor encarando os olhos extremamente puxados de Tao, o garoto que o vinha ajudando a não surtar nos últimos dias.

— Ótimo. — ele fitou um tipo de prancheta em suas mãos. — Bem... hoje nós vamos ter que correr. Primeiro nós vamos até um tipo de casa de banho, onde tem uma cerimônia para os amigos mais próximos, então você vai se arrumar em uma sala preparada lá mesmo, e antes do casamento de fato tem um lance de purificação com o rei. 

— Lance de purificação? — ele riu com a informalidade que o outro ômega sempre usava em suas falas.

— Sim. — lançou-lhe um olhar de 'eu falo como eu quiser', provocando mais risos no menor. — Seus maridos vão fazer o mesmo, mas em outras salas. 

— Pois é, ultimamente tudo com eles tem sido "em outra sala". — suspirou.

— Eu sinto muito, Baek. — estendeu a mão e se aproximou do outro, que ainda estava sentado no colchão macio. 

— É só que... sabe, é um passo definitivo, e eu sabia que seria difícil, mas me privar de vê-los dessa forma está sendo trezentas vezes mais ridículo.

— Pelo menos você os conhece ao menos um pouco... — Tao sibilou baixo e Baekhyun o encarou um pouco confuso. — É que... não é bem uma coisa que se diga a qualquer um, mas eu também estou prometido a um alfa. — desviou os olhos do chão até os de Baek. — E eu sequer sei seu nome. — sorriu bem fraco, e a primeira reação do pequeno foi abraça-lo forte se esquecendo um pouco de sua própria dor. 

Logo eles ouviram algumas batidas na porta e Tao se levantou sussurrando um 'recomponha-se' brincalhão, se direcionando até ela. Pôs a cabeça para fora e assentiu algumas vezes antes de voltar a encarar o menor. 

— Parece que você tem visita. — sorriu, abrindo mais a porta. Por um momento Baek cogitou a possibilidade de ser um dos gêmeos, e ficou nervoso, apesar de um pouco feliz. Mas todo o pensamento contraditório se tornou completa alegria ao escutar o garoto alto gritar.

— Baekhyun! 

— Yixing!

Os dois se abraçaram, e iam começar certa conversa cheia de novidades quando o outro loiro teve que intervir chamando atenção com uma tosse fraca. 

— Eu sinto muito, mas o seu cronograma está extremamente apertado hoje. Você deve colocar o hanbok (roupa tradicional coreana) que está no seu armário rapidamente, seu amigo vir pode com a gente, mas terá que fazer o mesmo.

— Ah! Não acredito. Eu vou ficar parecendo aqueles coreaninhos nos doramas de época? 

— Lay! Pare de soar tão ofensivo.

— Me desculpe. — pôs a mão na frente da boca. — Eu não pensei antes de falar.

— Exatamente como eu me lembrava. — riu, levando um soco do moreno no braço.

— Eu vou esperá-los lá em baixo. — Tao disse divertido e saiu pela porta.

Depois de prontos, vestindo os hanboks mais tradicionais possíveis, Baekhyun e seu amigo seguiram até a entrada do grande prédio, passaram pela porta e caminharam até um luxuoso carro preto. O loiro menor acabou sentando ao lado de Zitao que já estava lá dentro vestido do mesmo jeito que ele, a sua frente se acomodou Yixing, parecendo encantado com tudo aquilo; o carro, o castelo, as roupas.

— Eu sei que em dadas circunstâncias é muito difícil, mas tenha pensamentos positivos; eles ajudam a espantar os maus presságios. — o Byun assentiu desajeitado, sentindo a mão do garoto ao seu lado lhe passar certa força ao segurar a sua.

Seguiram com um silêncio que foi quebrado assim que começaram a percorrer as ruas do centro da cidade, Yixing soltava barulhos animados e apontava pra tudo com expressão fascinada, provocando riso nos mais novos.

Chegaram até um tipo de casa de banho muito tradicional, rústica e bem particular, seguiram para uma das fontes e Tao explicou que aquela parte do dia que antecedia as horas do casamento era muito importante, e deveria ser feita com muita delicadeza e atenção, além de espírito verdadeiro de devoção.

Era uma tradição antiga da Coréia, Tao explicou, em que a mãe do ômega e seus amigos mais próximos os ajudam a arrecadar forças positivas e bons presságios através de um banho em fontes termais, onde seria colocadas certas essências florais de suas preferências. Até onde sabia, os alfas também faziam algo parecido.

O Huang percorreu a borda da fonte, capturando alguns frascos de vidro que estavam em uma caixa de madeira na outra extremidade, e pediu para que Baek tirasse as vestimentas e entrasse na água. Depois se posicionou ao lado do menor e começou falar ao moreno que os acompanhava o que ele deveria fazer.

Pediu para que ambos fechassem os olhos e atraíssem pensamentos felizes para Baek, todos relacionados a expectativa para a vida de casado e a formação de uma família. O Byun sentiu seu estômago remexer nessa parte, mas decidiu desejar algo e perseverar para que se cumprisse.

Então Tao pegou alguns dos frascos e pediu ao garoto dentro da água que se concentrasse nos aromas, nas sensações de todos os sentidos, e começou a ditar as flores que faziam parte das fragrâncias e seus respectivos significados.

— Acácia Branca tem como significado a constância e elegância que um príncipe ômega precisa apresentar ao seu povo e aos seus maridos. Mas este também merece o reconhecimento que a Camélia Vermelha representa. Cravos Brancos são amor ardente, ingenuidade e talento, e eu lhe desejo um amor também puro, beleza delicada e graça provindas da Jasmim. — ele ditava com calma e seriedade, passando confiança e paz ao menor. — Você pode escolher um, Xing.

— Tudo bem. Ahn... — passou os olhos pelos frascos e escolheu um transparente, o levando até o nariz e logo o estendendo. — Que tal esse?

— Perfeito. — sorriu gentil. — a Íris significa casamento, doçura, inocência, majestade e pureza. — Baek acabou por relaxar mais a expressão quando sentiu o líquido tocar diretamente a pele de seu ombro. — O que sente?

— Eu sinto... tranquilidade, com certeza. Esses cheiros juntos são muito bons. 

— Isso é ótimo. Nós vamos te deixar um pouco sozinho para que pense melhor sobre as dádivas que deseja em dias futuros e se encontrar um pouco nesse caos todo que eu sei que sua vida está se tornando os últimos tempos. Quando estiver pronto, tem um roupão na porta; pode se vestir e entrar.

O loiro baixinho assentiu ouvindo os passos se afastarem.

Se encontrar.

Ele precisava mesmo disso.

Talvez fosse por pouco tempo, mas aquele céu quase sem nuvens, aquela atmosfera florida e a água quente onde estava o ajudava a manter a cabeça limpa o suficiente para pensar com mais clareza no que viria a seguir. 

Quem eram seus maridos, afinal? Porque ele mesmo mudou muito desde sua infância mimada e dependente, aprendeu a mudar. Mas ele tinha medo de quão drásticas as coisas tinham se tornado para os outros.

Será que aquela demonstração de falta de interesse dos outros simbolizava que ele se casaria com dois príncipes, mas viveria seu ‘felizes para sempre’ infeliz e sozinho?

Naquele instante se lembrou que os pensamentos deveriam ser felizes, então disse a si mesmo, mais como uma promessa do que desejo, que se precisasse seria feliz sozinho, mas nunca abriria mão disso.

Se levantou convicto e seguiu para dentro com seu corpo envolto no hobbie branco e um delicioso cheiro floral em sua pele, agora mais macia.

Apesar do clima espiritual e reverente do lado de fora, ao entrar em um tipo de quarto branco quase tão luxuoso quanto o seu, Baekkie se deparou com um tipo de salão de beleza cheio de pessoas fofocando e rindo alto.

Seus amigos não mais vestiam aquelas roupas tradicionais, mas sim ternos com cortes perfeitos, e estavam secando os cabelos em algumas cadeiras em frente ao enorme espelho preso em uma das paredes. De um lado para o outro haviam o que julgava serem profissionais de estética. Alguns encaravam e pediam opiniões sobre algumas fotos de penteados com cabelo curto, outras verificavam um varal cheio de roupas embaladas, e, assim que seus pés tocaram o cômodo, foi puxado afoitamente para uma das poltronas.

— Ótimo que chegou, temos que correr horrores.

— Tudo bem. — o loiro murmurou baixinho.

— Baek! Eu estou lindo, não estou? Uh? — ouviu o amigo moreno gritar do outro lado da sala.

— Está Lay! — riu e voltou a colocar as costas no encosto da cadeira, suspirando.

— Tudo bem, Baek? — uma voz sua suave e gentil, diferente de muitas outras que se espalhavam pelo local, inclusive a que lhe recebeu, foi ouvida, fazendo-o se virar de imediato e assentir. — Você sabe sobre as roupas e adereços, certo?

— Sim, eu sei. — disse meio temeroso e abaixou a cabeça.

— Você está realmente de acordo? Eu não vou fazer se você não quiser, e podemos mudar completamente para seu gosto.

— Não, não, não! Eu quero isso. — percebeu que tinha soado hesitante e logo se retratou com um grande sorriso. A verdade era que não queria, mas entendeu que não era de grande ajuda negar um pedido de um de seus noivos, pelo menos não nesse momento; não na frente de todas aquelas pessoas. — Eu apenas estou com um pouco de medo de não ficar muito bom.

— É claro que ficará lindo. Muitos ômegas, mesmo os que vestem roupas masculinas diariamente, se decidem pelo vestido branco no casamento. E, pelo que vejo, você tem o corpo magro e cintura fina ideais pra isso. Vou trazer algumas opções. — e saiu do quarto apressada.

— Sobre o que ela estava falando? — Lay chegou de repente.

— Eu vou ter que usar um vestido de noiva, maquiagem e essas coisas.

— Mas, por quê?

— É que... Chanyeol pediu por isso. Disseram que ele achou que ajudaria a melhorar o clima romântico da cerimônia diante do público. Ninguém se opôs a isso, e eu também não posso me opor.

— Mas... — antes que ele pudesse questionar, uma daquelas pessoas pediu licença e começou a mexer no cabelo de Baekhyun enquanto outra abria uma maleta cheia de cosméticos e cores. Então ele apenas fechou os olhos e se deixou levar.

Tempo depois se via, pelo reflexo, em um longo vestido branco rendado com mangas até os cotovelos, boca avermelhada, rosto mais branco e liso por causa do pó de arroz, uma tiara cheia de pedras brancas cravadas e uma corrente fina sustentando um pequeno coração de prata; aquilo era de sua mãe e ele dispensou qualquer joia cara que lhe oferecessem para usá-lo.

— Você está lindo. — Tao lhe mostrou um sorriso apoiando o queixo em seu ombro. 

— Obrigado. — passou as pontas dos dedos no cabelo loiro que foi dividido deixando a maioria dos fios para um único lado da cabeça e formando uma franja curta.

— Foi um ótimo trabalho. Daqueles homens que eu te falei, nenhum deles estava tão esplêndido quanto você Baek. — de relance a viu passar o torso da mão nos olhos secando algumas lágrimas.

— É verdade, eu tenho que admitir. — Yixing chegou por trás do menor e o virou, dando-lhe um abraço forte.

— Ei, ei, vai amassar o vestido. — a moça afastou o moreno com um olhar quase mortal, fazendo-o apenas rir. — Vocês podem ir andando. — se direcionou a Tao e Lay. — E Baek, — se virou para o noivo. — o rei está lhe esperando. Venha, — segurou delicadamente sua mão. — eu te levo até lá.

Depois de se despedir de seus amigos, sabendo que voltariam a se encontrar em breve, Baekhyun seguiu a moça por um corredor estreito e foi parado em frente a uma porta corrediça por seu braço, que tocou-lhe a cintura e o virou em sua direção.

— Eu... — a mulher começou a ditar, mas logo um brilho molhado foi visto em seus olhos claros, além dos lábios pressionados um contra o outro. — já não era tão pequena quando tudo aconteceu com sua mãe e... — pausou, logo retomando o fôlego. — eu a via uma vez. Ela era radiante, sua simpatia conquistava a todos Baek. E a vejo perfeitamente em você, aqui agora, não só pela roupa feminina, mas você todo, seus olhos, seu sorriso, você tem aquele mesmo brilho amável. Obrigada por vir, por ficar, por ser uma salvação pra todos nós. — e agarrou a cintura do loiro em um abraço que o assustou um pouco, mas logo correspondeu. — Obrigada, obrigada.

Nesse momento ele viu o que fazia. Ele se sacrificava e salvava as pessoas de seus medos. E, mesmo que quisesse ser salvo da mesma maneira, tinha que ser forte para continuar ajudando de todas as maneiras possíveis, seu pai disse que herdou essa coisa de colocar os problemas dos outros a frente dos seus de sua mãe, e ele faria aquilo principalmente por ela.

Secou uma lágrima que queria cair e borrar parte da maquiagem, então sentiu a moça se afastando e fazendo o mesmo com as suas tantas. 

— Não podemos mais enrolar, o rei está esperando. — sorriu e apontou com a cabeça para a porta ao seu lado. — Ah, vocês vão fazer algo muito importante agora, e esse lugar precisa, mais do que tudo que você fez hoje, de grande teor de reverência. Deixe-me te ajudar a tirar os sapatos.

A mulher se agachou e, uma de cada vez, segurou as sapatilhas para que o Byun retirasse seus pés.

— Muito bem. — ela se levantou e arrastou a porta de correr para o lado. Esperou o pequeno passar içando o vestido e a fechou novamente.

Aquele lugar era espaçoso, tinha uma pequena fonte logo diante da entrada e por trás dela, onde os olhos curiosos de Baekhyun rapidamente alcançaram, duas almofadas rasas eram dispostas uma de frente para a outra, cercadas de velas acesas de diversos tamanhos, e uma delas tinha um corpo de pernas cruzadas e olhos fechados. Parecendo concentrado, Chung Ho.

— Se aproxime Byun Baekhyun.

O loiro assentiu abaixando todo o tronco, mesmo que o outro não visse, e seguiu através da sala ao lado das paredes de telas claras que faziam o ambiente não ficar tão escuro, em direção ao homem que permanecia exatamente do mesmo jeito. 

— Sente-se — abriu os olhos e lhe mostrou o estofado com uma das mãos.

E então ele acendeu um incenso que se encontrava entre os dois, tornando aquela pequena atmosfera entre eles mais cálida. 

— Sabe o que vamos fazer aqui? — Baek não entendia muito bem aquele costume, então apenas pendeu a cabeça para o lado. — Não sei se seu pai criou você conforme nossos costumes, mas, para cada decisão ou passo importante, nós pedimos bênçãos de ancestrais. — o ômega assentiu, já ouvira falar disso. — Tem alguém em especial pra quem quer pedir dádivas?

— Na verdade, eu não sei muito bem se ela é exatamente uma ancestral, mas eu gostaria de falar com minha mãe. 

— Sim, sim. — ele riu e permaneceu com o sorriso doce. — Ela exalava grande sabedoria, acredito que seja a pessoa ideal pra te guiar nesse momento. Então apenas feche os olhos e pense nela, peça ajuda, fale o que quiser. Eu vou fazer o mesmo.

O loirinho suspirou e fez o que o mais velho pediu. Cerrou os olhos e começou a imaginar sua mãe, cada traço seu, cada mania adorável que não conseguia esconder. Ele a amava tanto. Lembrava-se perfeitamente de seus olhos escuros da mesma cor que os cabelos. Herdou os fios extremamente loiros do pai, mas o mesmo, junto com diversas outras pessoas, dizia que todo o resto vinha completamente dela.

— "Mãe" — se concentrou em pensar claramente. — "Byun Sun Hee, eu sinto tanto sua falta." — soltou o ar vagarosamente. — "As coisas andam difíceis, como deve imaginar. As decisões que eu tenho que tomar, tudo extremamente árduo." — as palavras soavam melancólicas e temerosas em sua mente. Sentiu os olhos arderem levemente. — "Eu só queria que você estivesse aqui. Se você estivesse as coisas seriam completamente diferentes." — não quis soar acusador, mas, principalmente por estar em pensamento, não pôde se conter. — "Eu só... eu... apenas me ajude a passar por isso e aguentar o quanto for necessário. Por favor, fica comigo".

Sentiu uma brisa calma passar por seus ombros e apagar duas das velas, uma de cada lado de seu corpo. Encarou o rei que retribuía espontaneamente o olhar e sorriu ao vê-lo o fazer.

— Muito bem, está na hora. — segurou as mãos de Baek entre as suas. — Seja forte, seu pai está te esperando do lado de fora. — o ômega assentiu e se levantou, seguindo para a entrada com novo ânimo, mas foi interrompido pela voz do alfa. — Ah, Baek. — parou e se virou bruscamente. — Você está adorável. 

— Obrigado. — sorriu abertamente pelo elogio e andou ainda mais depressa.

Ao empurrar a porta, se deparou com seu pai, o qual não via desde que chegou a Seul, parecendo impaciente, batucando os dedos incessantemente na parede dura.

— Você vai fazer um buraco desse jeito. 

— Baekkie. — abraçou o filho. — Você está tão lindo. Vamos, — puxou sua mão. — já estamos quase atrasados. — seu pai e sua preocupação excessiva com tudo.

Seguiram para o lado de fora do prédio onde passou boa parte de seu dia. Não sabia exatamente que horas eram, em dado momento perdeu noção do tempo, mas o sol já estava baixo denunciando ser quase o final da tarde.

Entraram no mesmo carro com o qual Baek chegou pela manhã, ou pelo menos um bem parecido, e seguiram em silêncio até avistarem a entrada do jardim botânico da cidade, seu lugar favorito entre todos o que o cerimonialista sugeriu.

Logo que desceu algumas mulheres, as quais o acompanhava durante os ensaios, os interceptarem eufóricas, arrumando sua cauda, a gravata de seu pai, retomando o batom em seus lábios e repassando rapidamente todas as etapas.

Quando avisaram que os meninos já estavam no altar e era hora de entrarem, seu pai se virou para ele e lhe abraçou em silêncio. Recebeu tantos abraços naquele dia e se emocionou tanto que nem sabia como seu vestido não estava totalmente destruído e sua maquiagem dissolvida em lágrimas. 

Se soltaram prometendo parar com a emoção e deram os braços. O céu estava completamente róseo, pássaros passavam aos poucos acima de suas cabeças e o ar natural, o grande motivo de aquele ser seu lugar escolhido, era verdadeiramente calmante.

Eles se posicionaram ainda juntos na ponta de um tapete branco e liso que transpassava a grama dali até vários passos a frente, onde não podiam enxergar, mas Baek conhecia muito bem; seu misterioso destino estava lá, com quatro pés pressionando a outra extremidade.

Uma daquelas mulheres lhe entregou uma lanterna voadora com o brasão do reino, um 'B' e dois 'C's transcritos a tinta preta cuidadosa. A marcha nupcial, um pouco modificada para se encaixar em gosto sensível, tocado por violinos e sutis detalhes em violão erudito, seus instrumentos preferidos, podia ser escutado ao longe. Cada vez mais perto.

Com um pé trêmulo a frente do outro, ainda que tentasse encaixar toda a sua confiança, seus passos se aproximavam do destino enquanto a música também ia ficando mais alta. Existia uma curva antes que o caminho desse de frente para o púlpito, então o Byun decidiu adiar pelo maior tempo possível olhar para eles, mesmo que não quisesse de fato abaixar a cabeça.

Até que foi inevitável, ele percebeu que todos os presentes se levantaram, e, depois de tentar olhar para algum ponto que não lhe implicasse temor, foi puxado e acabou por ceder a vontade de fitar as íris penetrantes de cada um deles. 

O próximo passo surgiu em falso — quase imperceptível, já que era sustentado por seu por seu pai que provavelmente prevera uma coisas dessas — e o outro enviou impulsos para os olhos, que piscaram depois de uma escuridão momentânea.


Notas Finais


"Epaaa como se acaba um capitulo assim cara??? Não pode"
Acalmem-se
Por ser um capitulo pra se ler tipo.. inteiro, decidimos postar em menos tempo (beem menos tempo), cerca de dois a três dias, já que está totalmente escrito. Vocês tem que esperar, mas é pouquinho!!
O que acharam? Uh? Eu falei que os gêmeos iam aparecer, mas nem mostraram a face direito né? kk
Foi porque a ideia não era essa... sorry me

Deixem bastante comentários pra valer a pena o meu esforço e esses calos em minhas mãos delicadas e perfeitas s2
Beijinhos até a próxima ><


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