História Evanesce - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Yeahoppa

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kris Wu, Lay, Tao, Xiumin
Tags Abo, Chanbaek, Incesto, Mpreg, Twins!chanyeol
Exibições 434
Palavras 3.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yo! Aqui quem fala é a chwnbawk, tudo bem com vocês?
Eu não estava agüentando de ansiedade para postar (eu ia postar ontem, mas eu tive que sair).
Eu vou tentar responder todos os comentários dessa vez. Espero que tudo saia bonitinho na formatação né.

Boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo Quatro


Fanfic / Fanfiction Evanesce - Capítulo 5 - Capítulo Quatro

Eram eles! Apesar dos físicos mais velhos e maduros, a aura ao redor de cada um era exatamente igual a sua infância. Chanyeol sustentava algo confiante e saudoso. Seus olhos dançavam entre o irônico e sincero enquanto em seus lábios pendia um sorriso do mesmo calibre. Os cabelos extremamente pretos, a pele branca, alto, com postura perfeita, o tipo perfeito pra se cair de joelhos e se liquefazer em poucos segundos.

Chung Hee, apesar de gêmeo e ter fisionomia praticamente igual, sustentava uma aura totalmente diferente. Ele tinha um quê de arrogância e um de doçura. Na primeira olhada parecia entregar tudo sobre si, mas então se piscava e notava que nada estava certo. Seus cabelos, castanhos claros, brilhavam sob a luz do entardecer, e aquilo lhe pontuada conceito angelical de um ângulo específico, mas deliciosamente demoníaco de muitos outros.

Eles eram lindos, em um flash os enxergava como aquelas crianças inocentes, mas quando voltava à realidade era impossível pensar que eram os mesmos. Quando se deu conta já estava extremamente perto dos dois, coberto por olhares duplicados e compenetrantes.

Foi virado delicadamente até estar de frente para seu pai, que o encarava, parecia entender exatamente o que sentia e tentava confortá-lo. Resolveu dessa vez tomar a iniciativa de um novo abraço procurando forças por entre o contato paterno. Foi com dificuldade separado e recebeu um beijo acalentador na testa, suspirando e voltando a encarar aqueles dois seres, agora mais determinado.

Viu seus noivos apertarem a mão de Kwan e depois as direcionarem para as suas, um beijando cada uma delas, de um jeito nada inocente.

— Então você veio mesmo Byun? Achei que estivesse muito feliz na China para voltar. — Chung Hee se aproximou de seu ouvido depois de, de uma forma muito provocativa, subir lentamente desde sua mão passando inclusive a respiração pela parte de sua pele que se encontrava exposta.

— Eu vim Chung Hee, como você pode ver. — suspirou sem saber exatamente o que pensar. — E não se preocupe, parece que vou ficar por muito tempo. — retrucou em sussurro.

O moreno que o incitou apenas se afastou e voltou encarar o sacerdote a sua frente com um sorriso debochado no rosto.

— Hoje é um dia deveras especial não só para o Distrito de Seul, mas também para toda a Coréia. Os nossos dois amados príncipes estão se casando, dando o primeiro passo para a formação de uma família, juntos, como irmãos, marcando a história triunfante de nossa nação e um ômega, a doce parte de uma família que trouxe paz e união ao nosso povo por alguns anos e, como espero que os ancestrais permitam, continuará o concedendo.

O Byun fechou os olhos poucos segundos, ainda sentindo suas mãos se encaixarem, com pouco aperto, nas dos outros dois. Não era de fato incômodo, mas era estranho, diferente; não era simples, era complicado, harmoniosamente complicado.

— Mas, é claro, não estamos falando de pactos coloniais, acordos de paz, ou qualquer negócio, falamos de casamento, de corações entrelaçados e amor. — Amor. — Eu mesmo me lembro dos três sempre brincando juntos, criando seu próprio mundo, se protegendo e distribuindo carinho entre si. Era puro, e eu acredito que, se estiverem dispostos a fazer valer e juntar forças suficientes para passar pelas dificuldades que todo aquele que decide juntar-se a outro tem, sempre será puro como deve ser. Mas vocês tem que aprender a dizer uns aos outros como se amam, respeitam e reconhecem seu esforço. A falta de deixar sempre evidente seus sentimentos é o primeiro passo para a ruína. Por isso os convido a proclamar seus votos. 

Baekhyun deu um passo para trás e começou a alternar o olhar entre um e outro, até que Chung Hee se aproximou mais convicto, umedeceu os lábios, olhou para os pés e voltou a capturar os olhos de Baek, mais forte, quase inquebrável, tanto que ele não ousou desviar. 

— Byun Baekhyun. — segurou uma de suas mãos; apenas uma, como se respeitasse a parte que pertencia a seu irmão. — Quando você partiu, foi horrível. Eu te vi partindo, me lembro exatamente do dia escuro e tenebroso, a sensação era de que tinha levado uma parte de mim. — Baek jurava ter visto algo brilhante de baixo da íris, mas era confuso, tentar entender parecia consistir em entregar uma parte muito importante de si em troca. — Senti saudades dos seus toques de carinho, adoráveis, — levando sua mão presa à de Baek, entrelaçando mais os dedos. — do seu sorriso e principalmente da sua presença. Você se foi e eu tinha ficado. Esse é o seu lugar agora, comigo e com meu irmão, espero que entenda.

— Eu... — Chanyeol se pronunciou como se não conseguisse esperar, e isso abriu alguma parte inóspita e esquecida em seu interior. — sempre te olhava, Baekhyun, sentia uma necessidade de te proteger, cuidar e te amar a cada segundo. Nossos caminhos foram separados e você não sabe... — parou, suspirando pesado. — não sabe como foi difícil me acostumar com a nova rotina, uma sem você. Doeu às vezes sentir seu cheiro no nosso quarto e saber que você não estava mais lá, só que doeu muito mais quando ele começou diminuir, em todos os cantos da casa. — apertou mais sua mão. — E não ouvir mais sua risada, a qual eu já estava acostumado e de alguma forma dependia; a vi ser substituída pelo som massacrante dos ventos do inverno. Mas você sabe, agora o seu lugar...

— É aqui! — o loiro sentiu vontade súbita de abraçá-los forte. Rodeou seus pescoços com os braços, mas arregalou os olhos quando percebeu o que fazia e os soltou rapidamente, o que arrancou risadas de várias das pessoas. Por um momento se esqueceu do que faziam, do que eram, parecia que era apenas um casamento comum, e se o fizesse, se se esquecesse, poderia facilmente dizer que era o casamento perfeito.

— Como não enxergar o encanto do amor na união desses três híbridos? — O sacerdote disse, incitando o público a concordar e abrir mais visivelmente seus sorrisos.

E Baekhyun pode pôde constatar isso, todos aqueles dentes expostos e algumas lágrimas nos cantos dos olhos, ao ouvir a música que escolheu para a próxima parte da cerimônia e se virar para o corredor entre os convidados.

Três betas, todas com cerca de quinze anos, passavam pelo tapete sedoso, em seus vestidos brancos com detalhes laranja que combinavam perfeitamente com as flores que eram sustentadas por pilares de vidro dos dois lados do corredor. Cada uma segurava um cálice transparente contendo líquidos de cores diferentes. Passos depois elas pararam bem a sua frente, os cabelos pretos e lisos contrastando com as luzes que vinham do sol no poente e perpassavam pelos espaços entre elas.

— Para que suas vidas sejam conectadas, entrelaçadas e misturadas de maneira que não possam mais se separar, aquilo que o casamento propõe, é necessário que haja entrega, que por sua vez necessita de sentimento forte e inteligente, de consenso, de amor. Se estão de acordo em não apenas passar por esse dia como se algo muito importante não estivesse acontecendo nesse altar, se estiverem dispostos a se entregar de verdade uns aos outros, derramem o vinho, de maneira que, como a bebida, não possam mais ser destilados.

Chanyeol foi o primeiro, o fez com cuidado, mas rapidamente. Segurou na base do cálice que continha vinho branco e o levou até outro recipiente maior que o mestre de cerimônia mantinha em mãos.

O próximo foi Chung Hee, ele foi mais lento e fitou algumas vezes os olhos do ômega que via tudo sem piscar. Segurou o cálice com vinho tinto extremamente escuro e o levou para o mesmo destino que seu irmão. 

Quando Baek alçou o último cálice, se deparou com os dois noivos, um de cada lado, o olhando fixamente. Aquilo não era consensual e, com certeza, não queria unir sua vida de maneira que não pudesse mais separar a dois estranhos. Não era uma escolha, então por que aqueles dois pares de olhos teatrais lhe diziam que era uma coisa boa? E por que sequer percebeu quando estendeu sua mão e jogou o vinho rosé sem hesitar? Estava feito. Toda a mistura era predominantemente escura, mas continuavam sendo três coisas, três almas, três vinhos, três vidas.

As pessoas soltaram um riso baixo e meio encapsulado em elegância, e ele corou percebendo que por causa da rapidez acabou por deixar um pouco de seu líquido cair no chão. Ao menos uma parte de si estaria fora daquela paranoia toda.

Na semana anterior, em um dos poucos minutos em que o Byun não estava andando de um lado para o outro se decidindo entre isso ou aquilo, Tao se sentou ao seu lado no sofá macio da sala de estar e o entregou um livro fino. Este contou que a simbologia das flores era de grande importância nas festividades pelo país, principalmente no matrimônio, e que um dos costumes era, além da marca, usar uma coroa ou colar de flores para substituir as alianças das antigas tradições humanas.

O loiro começou a folhear o livro atrás de alguma flor que servisse e tivesse algum significado coerente. Decidiu-se displicente por Dálias Amarelas, que eram bonitas e representavam união recíproca ou amor correspondido.

Naquela parte da cerimônia três criancinhas, dois alfas e um ômega como os próprios noivos, entrariam com os quatro colares de Dálias e dois seriam colocados no pescoço do Byun ao passo que o mesmo o faria no dos Park. Mas, ao encontrar três pares de olhinhos infantis e cair o olhar para suas mãozinhas, percebeu que não eram mais colares, nem Dálias, mas sim pequenos galhos de Não-me-esqueças.

— Mãe, mãe, pra onde você está indo? — O pequeno Baekhyun, como de costume na sua fase super curiosa, insistia puxando a jardineira jeans que sua mãe vestia.

— Eu vou ao jardim, querido. Tenho que podar algumas plantas. Quer me ajudar? — a mulher mais velha segurava pela alça um baldinho de metal com algumas pás e ferramentas de jardinagem.

— Sim! — o menininho correu a sua frente, mas teve que parar e apressar sua mãe quando chegou à entrada do jardim cheio de caminhos. 

Ele era repleto de flores, por todos os lados, de todos os tipos. Baek adorava correr por aqueles caminhos, brincar entre as tantas cores, deitar em espaços que só tinha grama e observar as nuvens e suas formas diversas que insistiam em se parecer, pelo menos em sua cabeça, com vários tipos de animais, objetos e até pessoas.

Sun Hee pegou uma das tesouras e começou a cortar certos galhos secos de uma espécie de arbusto que estava totalmente florido. — Por que você está cortando as plantinhas desse jeito? — aquilo parecia maldade, de alguma forma. 

— Não se preocupe, meu amor. Esses galhos não fazem mais parte da planta e eles precisam ser deixados para que ela cresça saudável. — o menor assentiu.

— Como se chama?

— Miosótis, mas tem outro nome mais conhecido, — pegou um pequeno ramo, cortou sua base e entregou para o menor. — Não-me-esqueças.

Sem que sua mãe pudesse pensar direito, Baek se levantou com a planta em mãos e saiu correndo. As florezinhas eram um pouco pequenas e na porção que sua mãe lhe entregou tinha seis delas. Eram bonitas, azuis com o centro amarelo em metade delas e branco nas outras. Delicada era a melhor forma de descrevê-la. Bela e delicada. E ao ouvir seu nome Baek teve uma ideia.

Correu de um lado para o outro no castelo, até encontrar os gêmeos, que estavam fazendo os deveres em seu quarto. Ainda na porta, dividiu o pequeno ramo em dois de modo que cada lado ficasse com a mesma quantidade de flores. Depois seguiu na ponta dos pés até a mesa de canto e colocou-as em cima de seus cadernos.

— O que é isso? — Chanyeol perguntou confuso.

— Ontem vocês me deram algo pra que eu me lembrasse de vocês, não foi? A música dos três ursos. Eu quero fazer o mesmo. Como vocês são mais cuidadosos podem cuidar dessas flores. Elas se chamam Não-me-esqueças. — ele dizia meio baixinho e temeroso depois de perceber que enquanto entregava aquilo parecia meio patético. 

— Eu nunca poderia. — Chanyeol deitou a cabeça na mesa e ficou encarando o Byun.

— Tão fofo... — Chung Hee passou os dedos bagunçando os cabelos de Baek, que de repente saiu correndo dali, de qualquer modo muito feliz.

Ele estava desconcertado, meio abalado. Eles tinham mesmo se lembrado e feito aquilo?

Olhou para os lados procurando por algum tipo de explicação visual, mas apenas o que pôde constatar foram dois sorrisinhos com uma ponta de orgulho e algo mais que não conseguia identificar.

Assim que as três crianças pararam junto ao altar, cada um dos Park pegou um dos galhos, e Baekhyun demorou um certo tempo para perceber o que deveria fazer.

Com os dois noivos a sua frente ele se viu com bochechas extremamente rubras, completamente desarmado, ouvindo apenas ruídos do que deveriam ser as respostas positivas de seus noivos às perguntas sobre os compromissos do casamento. Até que a mão de Chung Hee se aproximou, retirou delicadamente sua tiara e, juntando com a de seu irmão, pôs as Não-me-esqueças apoiadas em sua orelha esquerda. Baek não havia planejado e, definitivamente, não estava preparado para aquilo.

— Baek? — o senhor que comandava a cerimônia chamou sua atenção, e só assim percebeu que estava parado a tempo demais.

— Sim... desculpe. 

— Tudo bem, realmente não há como não se emocionar. — o ômega assentiu em contra gosto para participar da atuação. — Podemos começar os votos? — acenou. — Pois bem, Byun Baekhyun aceita o Príncipe Park Chanyeol e o Príncipe Park Chung Hee como seus legítimos esposos, para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de suas vidas, até que a morte os separe? — engoliu em seco.

— Sim. — disse convicto, mas por dentro estava desmoronando.

Deu dois passos a frente, retirou a coroa que cada um usava, colocando-as uma de cada vez na bancada a frente do sacerdote e encaixou as flores em suas orelhas, primeiro na de Chung Hee, que estava mais perto, e depois na de Chanyeol.

— Podem beijar o noivo. — o público começou a se animar desnecessariamente.

Baekhyun estava atônito demais para pensar em algo, ou ao menos em alguma reação que não fosse fechar os olhos e permanecer estático. Suas mãos suavam; puro nervosismo e antecipação.

Mas ele não sentiu nada em seus lábios; sentiu nas bochechas, um de cada lado, ao mesmo tempo, e completamente diferentes. Um era mais leve, calmo delicado. O outro cálido, confiante. Baek jurou que tudo de repente se encaixara, por um segundo, mas apenas até se bater interiormente por notar tudo aquilo de simples beijos nas bochechas.

Os meninos se separaram de si, mas, quase que no mesmo instante, seguraram as mãos soltas de Baek. Chung Hee entrelaçou seus dedos, mas Chanyeol apenas a encaixou na sua. Dali pra frente pôde ouvir alguns soluços emocionados e outros admitindo a adorabilidade da cena. Todos pareciam bem satisfeitos e crentes em tudo aquilo. Era convincente até demais.

Por fim, Chung pegou a lanterna voadora que tinha sido deixada de lado, a acendeu e entregou ao ômega. Caminharam por entre as pessoas que começavam a se levantar e seguiram em direção a um lago localizado no centro do jardim. Posicionaram-se no meio da ponte que o cruzava e esperaram que o restante das pessoas acendessem os seus. Era uma cena indescritível, já havia anoitecido, como haviam planejado, e todos estampavam sorrisos magníficos iluminados por aquelas luzinhas super amarelas.

Só não era tão incrível quanto o que veio a seguir. Os três sustentaram sua lanterna, que se diferenciava das demais apenas por suas iniciais gravadas no interior do brasão, com a mão direita e, em um impulso sincronizado, a jogaram para o alto, vendo todas as outras seguirem o mesmo caminho, preguiçosas, mas magnificentes. Pareciam estrelas flutuantes, quase tocáveis. Era lindo, não podia negar que tudo foi lindo. O dia aparentemente perfeito. 

(...)

Baek se encontrava naquele mesmo lago em que encerraram a cerimônia. Estava cansado, não só do dia, mas de toda a sua vida nas últimas semanas. Sabia que tudo pioraria dali pra frente, e necessitava respirar. Acabou por sorrir simples quando encontrou, em meio a todas aquelas lanternas de papel, a sua e de seus maridos, e começou a brincar com ela na água. 

Maridos.

Agora era oficialmente casado, preso a todo aquele mundo que surgiu do nada. Mas eles não pareciam se importar muito de estarem presos a ele: cerca de meia hora depois do início da festa seus olhos, que se distraíram em um relance rápido, não os encontraram mais, e ele teve que receber todos os cumprimentos aos casados sozinho.

Luzinhas de led iluminavam as árvores e eram sustentadas de um pilar fino ao outro em volta de um espaço a céu aberto, clareavam tudo magicamente, a música era animada, a comida parecia muito boa, e ele com certeza preferiria se divertir lá a continuar brincando com a água naquele canto escuro se não tivesse sido deixado sozinho.

— Foi uma cerimônia e tanto. Parabéns, sei que se esforçou bastante pra torná-la perfeita. — Chung Ho apenas recebeu um sorriso fraco como resposta. — O dia foi complicado, não foi? Eu vou pedir pra que o motorista te leve pra casa.

— Obrigado. De verdade. 

Ele se levantou e seguiu o rei até a entrada do jardim, onde entrou em um daqueles carros pretos.

Foi complicado se manter acordado no caminho. Via as luzes dos postes passarem pela janela como flashes rápidos, e percebeu que o dia se passou cheio de luzes. E de flores, e de amigos e família, e de sorrisos; tudo o que não justificava as lágrimas escorrendo por seu rosto.

Desceu em frente ao castelo e quase decidiu dar uma volta no jardim, já que era um dos objetos de sua saudade, mas não tivera tempo de aproveitar desde que chegou. De qualquer forma, seus passos apenas seguiram o caminho principal até a porta; estava cansado demais.

Não havia comido quase nada desde a manhã, e sua barriga o alertou disso assim que entrou. Então apenas seguiu para a sala de jantar a fim de encontrar alguém para lhe ajudar a preparar algo. Mas não, o que havia ali era tudo o que não queria encontrar.

Chanyeol vestia um pijama de cetim com um hobbie no mesmo tecido por cima. As duas pernas apoiadas no canto da mesa, com ele sentado na ponta, na cadeira mais alta. Também sustentava a base de uma taça com líquido escuro em uma das mãos e tinha aquele ar soberbo, provocativo. Extremamente excêntrico.

— Gostou do casamento Baek? Eu particularmente adorei o vestido. — o loiro estava exausto demais, então apenas revirou os olhos e ignorou a cena junto com seu estômago barulhento, voltando para o hall e subindo as escadas.

Ao abrir a porta do quarto arregalou os olhos. Os lençóis e cortinas foram trocados para a cor vermelha, tinham velas acesas em alguns cantos, mas o mais estranho eram as flores, não pétalas, mas flores inteiras espalhadas pelo quarto, muitas delas, muitas mesmo.

— São lótus vermelhas. — ouviu a voz rouca atrás de si, bem perto, e no impulso se virou, percebendo que foi uma péssima ideia.

— P-por que...

— Foi o povo que nos presenteou, fizeram questão de nos trazer cada uma delas. — deu um passo a frente. — parece que significa amor... — mais um passo seguido por dois de Baek. — paixão... — os dois seguiram andando até o loiro encontrar a parede. — desejo... — E Chanyeol seguiu passando o ar por seu pescoço até base de sua orelha. — fertilidade.

O ômega se assustou e empurrou o alfa com toda sua força, o que não seria muito se o alfa não se afastasse de bom grado rindo.

— Boa noite, Baekhyun. — abaixou o tronco e fechou a porta ainda gargalhando.

Queria queimar todo aquele quarto. Na verdade, se livrar de todas aquelas flores e coisas pervertidas seria fácil. Mas o que lhe incomodava realmente tinha a ver com coisas mais definitivas, como o "até que a sorte nos separe" e o que ele faria até lá.


Notas Finais


Byun Baekhyun você está feito.

Esse negócio de misturar os vinhos eu particularmente amei, senhor é muito lindo.
E as Não-me-esqueças? Eu estou apaixonada.

Eita que quase rolou um negocinho ali no final né... O que vocês acharam? Gente, o que será que vau acontecer no próximo capítulo? Nem sei. Ksksk
Comentem o que acharam. Beijinhos.


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