História Even Love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Stranger Things
Personagens Dustin, Eleven (Onze), Mike Wheeler, Will Byers
Tags Drama, Dusten, Eleven, Mikewheeler, Onze, Stranger, Strangerthings, Things, Willbyers
Exibições 60
Palavras 1.909
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O segundo capítulo veio mais rápido do que eu planejei e espero que gostem ♥️ Desde já agradeço ao Herick por me ajudar com o finalzinho desse capítulo que ficou MARAVILHOSO

Capítulo 2 - Locked Here


Fanfic / Fanfiction Even Love - Capítulo 2 - Locked Here

Ele atravessou a rua, o sinal abrira novamente  e talvez ele tivera a sensação de ser observado , o que fez com que virasse seu rosto diretamente para mim, ele me fitou por algum tempo, aqueles olhos negros pareciam se fixar cada vez mais aos meus, não era o seu perfil que eu via, mas sim seu rosto por completo, as maçãs do rosto fortemente destacadas, o cabelo bagunçado pelo vento, ele parecia pouco se importar com sua aparência e mesmo assim era muito bonito. Os carros passavam por entre nós rapidamente fazendo sua imagem desaparecer por algumas frações de segundos, eu estava de um lado e ele do outro, e por um momento senti algo estranho, como se nos conhecêssemos por um longo tempo, então alguns carros a mais passaram, e quando o sinal fechou para os carros ele já não estava mais lá, talvez tivesse virado a esquina, talvez tivesse entrado em algum estabelecimento. Um vazio pairou sobre mim, aquela sensação estranha me dava vontade de observar seu rosto por várias horas, estava muito confusa, mas tinha certeza que precisava encontrá-lo novamente, talvez ele tivesse todas as respostas que eu precisava sobre o acidente do Dustin, a polícia encerrara o caso por falta de pistas, o motorista da Kombi simplesmente fugiu sem prestar socorro, não havia muitas pessoas no local, o impacto fez com que eu desmaiasse sem ao menos ver algo direito, única coisa que me lembro era daquele menino se aproximando de mim logo após tudo ficar escuro, a ligação pedindo ajuda fora anônima, e nem os policiais nem os médicos souberam informar quem ligou para o socorro, talvez alguém que passava pelo local, talvez o próprio causador do acidente, seja lá quem for não ficou para contar a história.

Na escola o dia parecia que seria lentamente devagar, como se cada segundo a mais fosse alguns centímetros mais apertados em uma corda com nó de forca em meu pescoço, eu tentava parecer bem, mas doía não ter Dustin por perto, algumas pessoas me olhavam com pena como eu já previa, e os professores começaram estranhamente me tratar bem. Passei o dia procurando por Will, achei que ele não viria para a escola tão cedo, ele era achegado ao Dustin assim como eu, mas eu nunca fora tão amiga dele , mesmo assim precisava saber como ele estava, tentei achar os Byers na lista telefônica, mas o único número estava mudo, talvez algum problema no telefone dos Byers...enfim, precisava achar Will.
Isso ocorreu na terceira aula, quando pedi para sair da sala precisando tomar um ar, aquele nó de forca parecia ainda estar se apertando. O professor não excitou em me liberar, e ainda pediu para que eu ficasse o quanto precisasse, e lá estava eu há caminho do bebedouro mais próximo, o qual ficava perto do banheiro masculino, quando começo ouvir pequenos soluços vindo da porta entreaberta daquele banheiro, por causa do silêncio no corredor, os soluços ecoavam lindamente, e eu não resisti, me aproximei da porta, tentei olhar pelo vão, vejo o espelho refletindo alguns mictórios, empurro a porta levemente, com receio de me deparar com alguém em um momento constrangedor, mas não, em uma das pias estava Will, com os cotovelos apoiados na bancada de mármore, ele tinha as mãos trêmulas e o rosto vermelho, a torneira estava aberta e aparentemente ele tentara lavar o rosto, o que foi em vão, pois a água não conseguiu tirar a dor em seu coração, a dor que eu sabia o quão intensa e destruidora era. Não pensei duas vezes, mesmo sendo um banheiro masculino entrei, Will percebeu minha presença, olhou para mim, nós nos entendemos sem dizer nenhuma palavra, costumava ser assim com Dustin, mas não era igual, havia muita dor envolvida em tudo aquilo.
Eu me aproximei e o abracei, algo estranho para mim que havia trocado apenas alguns pares de palavras com ele, mas precisávamos um do outro, Will estava receoso no início mas logo devolveu o abraço, me apertando forte, forte como aquele nó de forca em meu pescoço, tão forte que afrouxou o nó e eu me senti aliviada, o alívio veio seguido de lágrimas, mantivemos o abraço por alguns segundos.
— Eleven, eu sinto falta dele...— Will tentou falar entre soluços ainda agarrado em mim, as lágrimas desapareceram, estavam esgotadas com toda certeza, assim como as minhas que mau brotaram de meus olhos.
— Eu também Will, mas acho que Dustin...— fui interrompida pelo barulho da porta do banheiro se abrindo, como num pulo me soltei de Will, era o garoto que eu tinha visto na rua, aquele que estava no acidente que matou Dustin, ele nos encarou por alguns segundos e então soltou um pouco envergonhado:
— Oh...desculpe, acho melhor deixá-los  sozinhos.
— Não, não, está tudo bem. — soltamos em uníssono eu e Will.
O menino soltou uma leve risada e passou a mão em seus cabelos constrangido.
— Bom, hãn, acho melhor eu ir saindo... — Céus, e se o garoto pensou que eu estava me atracando com Will? Ele estava com uma cor escarlate pobrezinho. — Bom...até mais Will. 
 E dito isso estava me retirando do banheiro quando ouvi o garoto falar o nome do Will.
— hey Will, está melhor?
— Já estive melhor Mike
— Saiba que sempre pode contar comigo okay?
E foi o que eu consegui ouvir, pouco antes de sair do banheiro masculino, MIKE... agora ele tinha um nome, seria mais fácil falar com ele sobre o acidente, e ele conhecia o Will, perguntaria para Will sobre ele o mais depressa possível, mas antes teria que suportar aquele resto de aula, ainda bem que Will afrouxou o nó de forca e eu podia me sentir mais aliviada, mais confiante, agora poderia contar com Will.

O sinal havia tocado, o tempo parecia que ia fechar, algumas nuvens negras escureciam o céu, se começasse chover eu ficaria presa na escola até que a chuva passasse, e eu não queria de jeito nenhum ficar mais tempo lá  mas mesmo assim precisava procurar o Will, geralmente ele ficava após as aulas para ajudar alguns professores, ele sempre se comprometia como representante de classe, o que era a cara dele. Meus planos de rodar a escola procurando por ele foram por água abaixo, quando meu professor de educação física me viu vagando e me pediu que recolhesse algumas bolas da quadra por gentileza.
— Eleven poderia fazer esse favor por mim? O aluno que se comprometeu não apareceu, se não for te atrapalhar com outros afazeres...
— Tudo bem Sr. Clarke, será bom ajudar. — falei com a maior empolgação forçada que alguém poderia fazer.
— Muito obrigado.
Então ele virou as costas e saiu, me preocupei com o fato de "o aluno que se comprometeu não apareceu" talvez fosse Will, e porque ele não havia aparecido para ajudar? As vezes fico assustada em como esse menino gosta de desaparecer, Dustin estava sempre procurando por ele, e isso ocorria com frequência demais.
Os corredores estavam escuros por causa das nuvens negras de chuva  que cobriam quase toda a luz que deveria passar pelas janelas de vidro aumentando a claridade, meus passos ecoavam, e isso tornava o ambiente estranho, como se estivesse entrando em um filme de terror, seria um sacrilégio ter que juntar todas as bolas de basquete sozinha, santo Deus, eu não consigo negar nada para ninguém. As portas da quadra estavam completamente abertas, uma bola de basquete veio rolando até mim, eu a peguei e entrei na quadra, Mike estava lá chutando uma-à-uma as bolas de basquete, elas faziam um barulho oco e batiam umas nas outras vez por outra, como um jogo de sinuca, as mãos de Mike estavam nos bolsos de seu casaco, parecia estar com raiva e tédio ao mesmo tempo, me aproximei mais e ele deveria estar tão absorto em seus pensamentos  que não me notou.
— Ei, acho que isso deveria ser com as mãos, certo? — falei em tom de brincadeira.
Ele deu um pulo,um pouco surpreso com a minha presença , sorriu de uma maneira que seus olhos quase se fecharam por completo, ainda encarava o chão, e quando levantou a cabeça para me olhar disse:
— Oi El... — o silêncio pairou, como assim ele me chamou de EL, Dustin me chamava assim, NÃO ELE, apenas Dustin, e Mike nem me conhecia.
— ah, oi Mike, ãhn...o Sr. Clarke me pediu para juntar as pobrezinha da bolas de basquete que estão sendo taxadas de bola de futebol nesse momento.
— Uau, você leva à sério mesmo essa coisa de esporte né?
— Não,foi só uma brin... — tentei falar sem jeito mas ele me interrompeu.
— Pelo menos o trabalho será menor, o Sr. Clarke também me pediu para ajudar.
— Ótimo! — Exclamei com uma animação estranha demais, e logo em seguida abaixei meu tom — Vamos demorar um pouco eu acho...
— Espero que não. 
E começamos encher varias caixas com as bolas, colocando essas caixas empilhadas em um quartinho anexo à quadra, o quarto era bem pequeno e me assustava ver como cabia tantas tralhas esportivas lá. Faltavam apenas duas caixas, Mike foi na frente levando uma e eu logo atrás dele, ele entrara no quartinho e colocara a caixa com uma facilidade incrível em uma das prateleiras, eu tentei imitá-lo, me estiquei e fiquei na ponta dos pés para alcançar a prateleira, por um momento achei que ele estava me observado com um sorriso de lado, todo aquele esforço resultou em um desastre, a caixa desequilibrou de minhas mãos, e todas as bolas quicaram sobre o chão do quartinho, como um reflexo Mike ficou por cima de mim para me proteger, ele recebera algumas boladas por mim, ELE ESTAVA PRATICAMENTE ME ABRAÇANDO, eu estava ofegante, as bolas pararam de quicar, mas eu sentia uma batida frenética ainda, era meu coração.
Mike demorou um pouco demais para se afastar de mim, então eu quebrei o silêncio dizendo:
— V-você está bem? 
— É, ahn um pouco dolorido eu acho... — ele colocou a mão nas costas, agora estava mais afastado de mim, mesmo que o quartinho não deixasse muito espaço entre nós, pela sua expressão obviamente estava sentindo dor.
— Obrigado por...bem...isso...você sabe ahn... 
— Te proteger? 
— É...foi...isso que eu queria dizer. Me proteger. das bolas. é.
— Sem problemas, mas você tem certeza que está bem? 
— Estou é só que, aqui é abafado não? — até aquele momento eu não sabia que tinha tanta fobia de lugares fechados.
— É. — Confirmou ele tentando abrir a porta — essa porta por acaso é daquelas que só abre por fora? 
Ele me olhou mais pálido que o normal, suas sardas pareciam se destacar mais, os cabelos em sua nuca estavam grudados pelo suor, as duas mãos puxavam a maçaneta da porta desesperadamente e por fim ele concluiu:
— El não se desespere, tente controlar sua respiração...estamos presos aqui.
Mas antes que eu pudesse notar o meu desespero insaneável já tinha se passado, e ele estava grudado em mim com os seus cabelos lisos e negros passando pelos meus ombros ao mesmo tempo que se aproximava lentamente de mim, não consegui me controlar, era uma força maior do que eu, mas estava gostando e me aproximava ao mesmo tempo que ele se aproximava de mim, virando as nossas cabeças em sincronia e formando uma peça de encaixe que antes eram separadas com um espaço em seu coração, agora era completado com um beijo que sem menos saber o por que eu correspondi, era maravilhoso, sentia o gosto de seus lábios tocarem os meus que condiziam com os dele em uma simultaneidade voluptuosa.

 

 


Notas Finais


AGRADEÇAM AO HERIKC PELO BEIJO MILEVEN
Se não fosse por ele eu não pretendia fazer isso tão já jajsjskkskahwiaha sou bem má mesmo


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