História Evermore - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Suga, V
Tags Auras, Dons, Jikook
Exibições 343
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláá <3
Atualização na madrugada, só pra nao perder o costume <3

Vejo vocês lá em baixo <3

Capítulo 10 - Oito.


Vejo pessoas mortas. O tempo todo. Na rua, na praia, nos shoppings, nos restaurantes, nos corredores da escola, nas filas do correio, na sala de espera dos consultórios... Mas nunca no dentista. Porém, ao contrario dos fantasmas que a gente vê na televisão e no cinema, eles jamais me perturbam, pedem minha ajuda ou vêm conversar comigo. De modo geral, não fazem mais do que sorrir e acenar quando notam que estão sendo vistos. Como a grande maioria dos vivos, eles adoram ser vistos.

Mas a voz em meu quarto, definitivamente, não era de um fantasma. Também não era de Suk. A voz em meu quarto era de Jimin.

E por isso sei que foi um sonho.

— E aí? — Ele sorri e se senta segundos depois de o sinal tocar, mas, como a aula é do Sr.Robins, isso é o mesmo que chegar cedo.

Cumprimento-o apenas com um aceno de cabeça, de um jeito displicente, neutro, como se não estivesse nem aí pra ele. Esperando esconder o fato de que, a essa altura, já estou até sonhando com ele.

— Sua tia parece ser uma pessoa legal. — ele diz, olhando para mim e batendo com a caneta na carteira num som irritante.

— É, ela é muito legal. — resmungo furioso pela demora de meu professor, que não sai daquele banheiro e não abandona sequer um segundo seu cantil.

— Também não moro com minha família. — diz Jimin, a voz silenciando a sala, aquietando meus pensamentos, enquanto ele gira a caneta na ponta dos dedos, para lá e para cá, sem deixa-la cair.

Não digo nada. Apenas ajusto o Ipod no compartimento do capuz, cogitando ligar a musica para bloquear Jimin também. Não, isso seria grosseiro demais.

— Fui emancipado. — ele acrescenta.

— Sério? — pergunto, apesar de ter prometido a mim mesmo limitar nossas conversas ao mínimo necessário. Só que, bem, nunca conheci um outro emancipado e sempre achei que todos fossem pessoas tristes e solitárias. Mas, a julgar pelo carro que dirige, as roupas que usa e os lugares que frequenta nas noites de sexta, Jimin não parece nem um pouco infeliz com sua condição.

— Sério. — ele diz. E assim que para de falar ouço os cochichos febrilmente trocados entre Yoongi e seu grupinho, que me chamam de esquisito e outros qualificativos bem menos simpáticos que esse. Depois me espanto ao vê-lo arremessar a caneta para o alto, sorrindo enquanto ela desenha uma serie de oitos preguiçosos no ar, antes de aterrissar perfeitamente na ponta de seu dedo. — E sua família, onde está? — ele pergunta.

Como é estranha a alternância entre o silencio e o barulho, barulho e silencio... Parece até uma versão nova para dançar a dança das cadeiras, uma versão que sempre acabo sobrando em pé.

— O quê? — digo distraído pela caneta que agora paira entre a gente, bem como pelos comentários de Yoongi a respeito do que estou vestindo. Quanto os outros, bem, concordam com tudo, feito cordeirinhos. Minha vontade é ligar o Ipod no volume máximo e dar um fim nessa historia toda. Em tudo. Inclusive em Jimin. Principalmente Jimin.

— Onde sua família mora? — ele pergunta.

Fecho os olhos enquanto ele fala, saboreando os poucos segundos de um silêncio delicioso. Depois torno a abri-los, encaro-o e digo:

— Estão todos mortos. — Finalmente sr. Robins entra na sala.

— Sinto muito.

Jimin se senta à minha frente na mesa do almoço, e eu corro os olhos pelo pátio, ansioso para que Taehyung e Jin não demorem a chegar. E quando abro a bolsa com o lanche vejo o quê? Uma tulipa! Igualzinha à do outro dia, espetada entre o sanduiche e o saco de batatas fritas. Não sei como ele fez isso, mas tenho certeza que foi Jimin quem a colocou ali. Na verdade, não são os truques de magica que me incomodam, mas o jeito que ele me olha, fala comigo, aquilo me faz sentir...

— Sua família. Eu não sabia que...

Olhando para baixo, fico rodando a tampinha da garrafa de suco, preferindo mil vezes que ele tivesse esquecido o assunto.

— Não gosto de falar nisso. — Digo.

— Sei como é perder as pessoas que amamos. — ele sussurra, estendendo o braço por cima da mesa e colocando a mão sobre a minha.

Sinto uma onda tão boa de calma, aconchego e segurança, que fecho os olhos e baixo a guarda, entregando-me totalmente a esse momento de paz, feliz por ouvir o que ele diz, e não o que ele pensa. Feito um garoto normal. Mas na presença de um garoto bem mais lindo que o normal.

— Ér, com licença. — alguém diz, logo atrás de mim. Abro os olhos novamente e dou de cara com Taehyung, as mãos plantadas na mesa, os olhos verdes apertados e fixos em nossas mãos. — Estou atrapalhando?

Imediatamente coloco a mão no bolso, como se estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo. Minha vontade é explicar como aquela situação não havia sido nada, mas conheço Taehyung o suficiente para saber que qualquer explicação seria inútil.

— Cadê o Jin? — falo, por fim, sem saber mais o que dizer.

Taehyung revira os olhos e se senta ao lado de Jimin, a aura oscilando de amarelo para um vermelho muito escuro e forte, relacionado aos maus pensamentos.

— Jin está trocando mensagens com a nova paixão da internet. — ele diz, evitando meu olhar enquanto desembrulha seu cupcake. Em seguida, virando-se para Jimin, acrescenta: — Então, como foi o fim de semana de todo mundo?

Mesmo sabendo que a pergunta não foi dirigida a mim, dou de ombros e fico olhando para meu amigo. Como faz todo santo dia, Taehyung prova o cupcake com a ponta da língua (sequer sei por que faz isso; mas nunca o vi recusar um único cupcake desde que nos conhecemos). Mas quando volto os olhos para Jimin, fico chocado ao vê-lo sacudir os ombros também. Imaginei que, pelo que vi na sexta à noite, o fim de semana dele havia sido infinitamente melhor que o meu.

— Bem, como vocês podem imaginar — continua Taehyung, os olhos focados no cupcake. —,minha noite foi um fracasso. Ótimo — solta ironicamente — Passei a maior parte do tempo limpando o vômito do meu irmão, já que a empregada havia viajado e meus pais não se deram o trabalho de voltar de sei lá onde eles foram. O sábado, em compensação, foi ÓTIMO! Tipo, o melhor de toda a minha vida. Teria chamado vocês, claro, mas foi tudo de ultima hora. — Só então dirige o olhar a mim.

— Aonde foi, afinal de contas? — pergunto com desdém, mas com uma pontada de receio ao ver um local escuro, de péssima energia.

— Uma boate, maravilhosa. Um cara do meu grupo me levou.

— Qual dos grupos? — tomo um gole de água.

— Sábado é dia dos co-dependentes.  — ele responde sorrindo. — Bem, esse tal cara, Myungsoo... Ele é totalmente hardcore! Do tipo que as pessoas chamam de doador.

— Quem chama o que de doador? — pergunta Jin, deixando seu celular sobre a mesa e sentando-se ao meu lado.

— Os co-dependentes. — respondo, colocando-o a par de todo aquele assunto. Taehyung revira os olhos e diz: — Eles não, imbecil. Os vampiros. Doador é qualquer um que deixe outros vampiros se alimentarem dele. Chupar o sangue sabe? Essas coisas. — Ele ri. — Isso não é incrível? Nunca havia ouvido falar sobre pessoas assim. Por enquanto, fico apenas ao redor de todos eles.

— Ao redor de quem? — pergunta Jin, desbloqueando o celular e checando as mensagens.

— Dos vampiros! Fala sério! Esse co-dependente doador, ele tem um nome de vampiro e...

— As pessoas têm nomes de vampiro? — intervém Jin mais uma vez, deixando o telefone na mesa, em um lugar que eu possa vigiá-lo.

— Claro que tem.

— É tipo um nome de stripper? Tipo, o nome do seu primeiro animal de estimação mais o nome de solteira da sua mãe? Porque ai meu nome seria Lady Sawoon. Adorei. — Jin desanda a rir.

Taehyung suspira, buscando paciência.

— Claro que não, hyung. Nome de vampiro é assunto sério. Aliás, ao contrario da maioria, nem preciso trocar o meu. Sabe meu nome já é orgânico, cem por cento natural. — Ele ri. — Bem, voltando ao assunto, fomos pra essa boate em algum lugar da cidade, chamada Nocturnal ou qualquer nome parecido.

Nocturne. — corrige Jimin, encarando Taehyung enquanto da um gole em sua bebida.

— Muito bem! — exclama. — Finalmente alguém que entende nesta mesa!  

— E por acaso você encontrou algum "imortal" por lá? — ele pergunta, ainda com os olhos fixos nele.

 — Milhares! O lugar estava lotado. Tinha até uma área VIP reservada só pra bruxos. Claro que dei um jeito de entrar, né? Tomei todas no bar de sangue.

— Ninguém pediu sua carteira de identidade? — pergunta Jin, digitando algo no telefone, participando de duas conversas ao mesmo tempo.

— Pode rir quanto quiser, porque me diverti muito! Mesmo depois de Myungsoo ter me dispensado para se embolar com um cara lá. Porque acabei conhecendo outro garoto, mais legal ainda. Que, aliás, acabou de se mudar pra cá também. É bem provável que a gente comece a andar juntos.

— Mentira! — exclama Jin, fingindo espanto. — Você está dispensando a gente?

Taehyung revira os olhos.

— Não amola Só sei de uma coisa: meu sábado foi muito melhor que o de vocês. Talvez não o seu, Jimin, porque você é um cara que sabe das tendências, ao contrário desses dois idiotas aí — ele diz, apontando para mim e Jin.

— Então, como foi o jogo? — Dou uma cotovelada em Jin para que ele deixe de lado o namoradinho virtual e preste atenção exclusivamente em nós.

— Sei lá. Só sei que tinha muita gente torcendo, um time que ganhou e um outro que perdeu. Quanto a mim, passei a maior parte do tempo no banheiro trocando mensagens com esse carinha aqui, que aparentemente é um mentiroso de marca maior — Balançando a cabeça, ele nos mostra o visor do telefone. — Olhem só pra isto! — ele diz, fincando o indicador no aparelho. — Passei o fim de semana inteiro pedindo uma foto dele, porque jamais vou me encontrar com ninguém sem ter visto antes, né? E é isto o que o desgraçado manda! Estúpido exibido!

Dou uma olhada rápida na tal foto e não entendo o porquê de tanta revolta.

— Como você sabe que este aí não é ele? — pergunto. Mas é Jimin quem responde:

— Porque esse aí sou eu.


Notas Finais


Pois é menines
Finalmente estou com internet em casa, podendo atualizar Evermore pra vocês <3
Acho que a história finalmente vai começar agora, então, segurem os forninhos <3
Eu fiquei extremamente triste ao ver que Evermore atingiu 200 favoritos e eu estava sem internet pra comemorar.
Pois bem, eu quero agradecer a cada serzinho daqui que deu uma chance pra essa história, que tira uns minutinhos pra deixar um comentário e que sempre ta aqui, mostrando que curte meu trabalho.
Obrigada, de verdade, eu nao consigo botar em palavras como sou grata.
Não desistam de mim <3
Amo vocês <3

Até a próxima <3

Twitter: @largajimin


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