História Everthing is blue - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Suho, Xiumin
Tags Menção Laybaek, Xiuho
Exibições 35
Palavras 2.614
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yah! Cheguei novamente, vão me ver com muita frequência agora, eu quero pelo menos postar todas as Songs SuMin feitas até agora para poder dar continuidade para as longs, e agora que tenho uma capista - Ro, você mora no meu coração- uma preocupação ao menos quanto a capas e.e - Ela faz um ótimo trabalho, nee? Orgulho da minha capista e.e-

Onde eu coloquei o " * " eu mudei o sexo do género para masculino.

Bem, a música usava foi "Colors" da Halsey, eu viciei nessa mina, mas tipo, viciei mesmo, tenho todo o álbum baixado e.e e eu tentei não fazer algo tão pesado, mas vai ter partes pesadas que eu senti agonia pelo MinSeok, a maior parte é narrada pelo Jun, apenas uma pelo Min e nas notas finais eu explico o sentido, já que tem uma entrelinha no sentido final dessa fic, bem, na minha cabeça fez sentido, mas a minha cabeça é uma exceção como eu por inteira.

Eu não revisei... Novidade? e.e

Bem, boa leitura, meus marshmallows~~

Capítulo 1 - Caítulo Único- O céu que se tornou lilás


Seu irmão mais novo nunca te diz, mas ele te ama tanto
Você disse que sua mãe só sorria no programa de TV dela
Você só está feliz quando sua cabeça arrependida está cheia de heroína
Eu espero que você chegue até o dia que você tiver 28 anos de idade

 

- Eu sei que já me pediu para parar, eu estou parando, falta pouco – MinSeok me explicava enquanto rodava com sua cadeira giratória de braços abertos e pernas esticadas, totalmente submerso no seu próprio mundo.

- MinSeok, tem que parar de achar que ao usar essa merda de droga vai resolver algo, por que não aceita como as coisas estão como seu irmão mais novo, o BaekHyun? – Suspirei passando minha destra por meus fios, os bagunçando por conta da raiva, e ao levantar meu rosto pude ver o mais velho me encarando sem expressão nenhuma.

- Novamente JunMyeon? Novamente? Quantas vezes eu vou ter que falar que eu não sou ele, eu não vou me conformar com isso... Sabe o que é viver de aparências, minha mãe apenas sorri ao fazer suas fotos para uma revista, apenas ri de uma piada em seu programa, e ela nem tem graça, eu apenas quero me jogar de cabeça e sentir adrenalina me tomar, o coração acelerar e tudo queimar... Como você faz quando está perto – O encarei surpreso ao ouvir seu sussurro, que pelo quarto estar em um silencio mortal pode ser ouvido muito bem.

- Minnie... Você tem quase 28 anos, não acha que já passamos do momento de brincar de ser criança? – Me levantei da ponta de sua cama e caminhei até si, segurando seu rosto entre minhas mãos, o forçando a parar de olhar para o teto e me encarar- Eu sei que eu pequei, eu fui embora e lhe deixei, mas eu estou aqui agora... Não é isso que importa?

 

Ele ainda estava em efeito da droga, mas agora bem mais racional do que outrora que havia chegado, mas por conta disso ele demorou para me responder, ou ele apenas estava pensando se mentir era um caminho.

 

- Jun... Quando você me deixou, você não se importou com as consequências, eu achei as mesmas sensações que você me proporciona em outra coisa... Eu mal sinto seu toque, mas eu sinto tudo queimar, e não é a droga... Por que apenas você me faz sentir isso, e eu lhe esperei tanto, não foram quatro anos longe, foram oito JunMyeon... Como eu ainda consigo te amar com toda essa distancia?

 

Você está gotejando como um nascer do sol saturado
Você está derramando como uma pia transbordando
Você está rasgado em cada extremidade, mas você é uma obra-prima
E eu estou chorando por entre as páginas e tinta

 

- Porque a gente não faz desse jeito? – Ele disse apontando para um lugar do mapa, fazendo mais uma linha por ele até outro local e tampando a caneta novamente antes de prosseguir- Vamos para a Itália, passamos um ano lá e então vamos para a Inglaterra, dois anos por lá e por fim a índia podemos nos casar lá, o que acha?

 

O encarei sorrindo de modo fofo, era uma ótima idéia, mas eu amava o contrariar, por isso me levantei da cadeira parei a sua frente e sorri, logo roubando a caneta de si, fazendo outro esquema no quadro.

 

- Foi uma idéia boa eu admito, mas e se nós fizéssemos assim? Primeiramente vamos para o Canadá, eu sei que não gosta de lá, mas não precisamos passar tanto tempo, bem, na verdade vamos passar, apenas quatro anos Miau, e depois vamos para a Italia, e então mais quatro anos se passam, vamos para a Inglaterra passamos dois anos organizando o casamento por lá e enfim vamos para a Índia, nos casarmos, vamos passar o quê? Três anos lá? É parece um bom tempo, e então voltamos para Nova Iorque – Coloquei a tampa na caneta e sorri satisfeito, logo voltando minha atenção para o mais velho que tentava não sorrir, mas acabou cedendo e me abraçou.

- Onde você estiver vai ser bom para mim, contanto que eu fique do seu lado, estará tudo bem – Ele disse ao se aproximar rodeando meu pescoço com seus braços e deixou um selar demorado em meus lábios.

 

Tudo é azul
Suas pílulas, suas mãos, seus jeans
E agora eu estou coberto* com as cores
Despedaçado* pelas costuras
E isso é triste
E isso é triste

 

Suspirei pela décima vez naquele meio tempo, desarrumando constantemente meus fios ao lembrar diversas vezes de memórias daquele tipo, como eu fui deixar isso acabar assim... Não ainda não acabou.

 

- Jun? – ouvi a voz do mais velho soar baixa, mas perto, levantei meu rosto me deparando com o mais velho a minha frente sorri para si e me levantei, entrelaçando nossas mãos- Desculpa a demora, estava tirando algumas duvidas, não o deixei preocupado, não é?

 

Não MinSeok, imagina, eu apenas estava aqui preocupado achando que algo pior que sua doença havia aparecido e eu me culpando pela merda que fiz a oito anos.

 

- Não, eu só estava pensativo, mas então, pegou o remédio novo?

- Ah sim, ele é azul, é um azul bem bonito

- Lembra o seu cabelo? – Perguntei ao levar a minha mão livre até seus fios azulados e bagunçar os mesmos.

- Lembra, mas os meus fios são mais fortes, o remédio é um azul claro – Ele deu de ombros meio aéreo a situação, talvez ele realmente não ligasse para aquilo, talvez ele não gostasse- Isso não era para ser algo a se dizer... Isso é triste, azul é triste!

 

Ouvi seu sussurro e eu me arrependi de tudo que eu o fiz passar, se eu continuasse lá nada disso iria acontecer, talvez a minha cor favorita não virasse o motivo de sua tristeza.

 

- Minnie! – o chamei para atrair sua atenção e parei a sua frente quando já estávamos fora do hospital em uma parte mais aberta dele, perto do parquinho que havia- eu te amo, e independente da cor que predominar em você eu vou sempre lhe amar – Eu sorri para si e segurei em sua cintura, por ele estar mais magro que o habitual eu consegui o erguer e lhe girar, arrancando mesmo que um riso fraco de si.

- Você não precisa mentir – Ele me sussurrou ao ser colocado no chão novamente e deixou um selar em meus lábios e eu neguei com minha cabeça.

- Está vendo aquele céu? – eu apontei para cima e o vi assentir positivamente- ele é azul e é lindo, você é colorido, você me faz transbordar de cores MinSeok, como eu poderia mentir sobre isso?

 

Tudo é cinza
Seu cabelo, sua fumaça, seus sonhos
E agora ele está tão desprovido de cor
Ele não sabe o que isso significa
E ele é triste
E ele é triste

 

- Ei, MinSeok, não vai vir? – Lay me chamou após eu ficar para trás na gangorra do velho parque que brincávamos quando crianças levantei minha cabeça tirando minha atenção do garoto que observava e notei Lay a minha frente segurando a cintura de BaekHyun com uma de suas mãos, enquanto Baek comia seu algodão-doce como uma criança que não era mais.

- Eu acompanho vocês depois, vou ficar mais tempo aqui, relembrando momentos – Sorri sem graça desviando meu olha ao ver o olhar acusador de BaekHyun sobre mim.

- Yah! Vamos deixar ele Yinnie, ele está de olho naquele garoto de cabelos cinza – BaekHyun piscou para mim, sorrindo com o algodão-doce em suas mãos, e Yixing olhou para todos os cantos procurando pelo tal garoto.

- Onde gatinho? – Lay perguntou a BaekHyun com um bico em seus lábios e BaekHyun riu baixo da lerdeza de seu namorado.

- Aquele ali – Apontou Baek para o garoto de cabelos cinzas que outrora eu encarava constantemente.

- Yah! Mas ele fuma, isso não é bom Minnie, ele pode ser encrenca e te levar para um mau caminho – Alertou Lay me fazendo rir e seu namorado negar com sua cabeça.

- Aish Yixing, vamos deixar ele ir falar com o menino logo, você me prometeu fazer comida italiana hoje – Baek sorriu para mim piscando e puxou seu namorado que o mesmo tentava contradizer o menor, mas BaekHyun sussurrou algo em seu ouvido e ele se calou.

 

Vi os mais novos sumirem e suspirei, apoiando minhas mãos em cada lado de meu corpo, levantando minhas pernas e as balançando de leve, olhei por cima de meu ombro para a direção que o tal garoto se encontrava e agora ele me encarava e quando nossos olhares se encontraram ele sorriu para mim, me causando uma sensação diferente, e eu apenas consegui desviar meu olhar relutante e confuso.

E com essas mesmas sensações eu me levantei da pedra que estava sentado e caminhei até ele, olhando para todos os lados, menos em sua direção.

 

- Você me deixa experimentar? – Foi à primeira coisa que perguntei ao chegar perto de si, e ele acabou por rir com seu sorriso de canto.

- Pessoas bonitas não fumam – Ele tirou o cigarro de seus lábios virando seu rosto e deixando a fumaça cinza sair por entre seus finos e lindos lábios.

- Então por que está a fumar?

 

Você era uma visão da manhã, quando a luz veio

Eu sei que eu só senti a religião quando estava deitada com você

Você disse que você nunca será perdoado até que seus amigos também sejam

E eu ainda estou acordando todas as manhãs, mas não é com você

 

- Jun? – Ouvi o mais novo me chamar e me virei para si o vendo sentado naquela cadeira giratória novamente – Dorme comigo essa noite? – O olhei surpreso deixando meus lábios entreabertos e sorri.

- Claro Minnie – Sorri em sua direção me ajeitando na cama, batendo fraca no lugar ao meu lado o chamando para perto.

 

Ele se levantou e eu pude observar em como ele havia emagrecido, mas ele continuava tendo suas curvas, suas coxas, ele havia mudado, parecia mais frágil, mas ele era lindo, ele continuava lindo como sempre foi, eu podia me perder facilmente em Min Seok por que eu não via problema alguém em não me encontrar depois, se eu pudesse ficar ao lado dele, apenas o conhecendo eu seria grato, por que eu me perdia toda vez que nossos olhares se encontravam, eu me perdia toda vez que nossas respirações se batiam, eu me perdia toda vez que ele se aproximava, mas eu me encontrava toda vez que eu conhecia mais dele, por que mesmo depois de todos esses anos ele continuava um enigma, se dificultando sempre que possível.

 

- Jun – Ele me chamou alto e notei que havia me perdido em pensamentos, tanto que nem havia notado que fazia um carinho em seus fios enquanto fitava seu rosto sereno. Pisquei algumas vezes saindo de meus pensamentos.

- O que foi pequeno? – Tirei uma mexa de seu rosto sorrindo sereno para o mais velho que parecia incomodado com algo.

- Quando eu acordar... Vai estar ao meu lado ainda? – Ele parecia receoso e com medo da resposta, eu não o culpava por ter tal duvida, infelizmente esse evento já havia acontecido, achei que estivesse fazendo o melhor para si, mas era um tolo engano meu, ele odiava despedidas e eu achei que indo sem me despedir seria melhor... Uma semana depois ele tentou se matar.

- Vou e amanhã também, depois de amanhã, daqui a uma semana, daqui a um mês, daqui a um ano, daqui a dez anos... Eu voltei Min, e eu vim ficar do seu lado.

 

Fiz um carinho em seus cabelos, deixando um beijo em sua testa e logo o aninhando em meus braços cantando baixo até o mais velho pegar no sono e assim que pegou pude ficar ouvindo sua respiração tranquila e ele se remexer às vezes, apertando minha mão como se estivesse tendo certeza que eu estava ali e eu ria mesmo que mentalmente de sua fofura mesmo ela sendo carregada de insegurança.

 

Tudo é azul

Tudo é azul

Tudo é azul

Tudo é azul

 

- Jun! Jun! Jun! – O menor me chamava eufórico parecendo uma criança em cima de uma pedra- Venha rápido sua lesma – Ele me chamava com suas mãos ansioso.

- O que foi criança? – O chamei para o provocar e ele me olhou serio e revirou seus olhos, mas logo voltou a sorrir.

- Nos conhecemos aqui – Ele disse com um sorriso- não mudou muita coisa, apenas mudaram alguns balanços de lugar, mais arvores... Mas continua sendo o nosso lugar – Ele suspirou logo rindo e desceu da pedra parando na minha frente- Você me deixa experimentar? – Ele me perguntou e eu o olhei confuso o vendo revirar seus olhos e bater com seu joelho em meu joelho me fazendo gemer de dor e ele rir.

 

Enquanto passava a minha mão em meu joelho achando que por um milagre ela faria parar de doer tentava puxar do fundo de minha memória da onde conhecia aquela pergunta e assim levantei minhas sobrancelhas e arregalei meus olhos ao lembrar, me endireitando e segurando o menor por sua cintura o trazendo para perto.

- Pessoas bonitas não fumam – Traguei o cigarro e cheguei perto dos lábios do menor, o vendo entreabrir os mesmo e assim soltei um pouco da fumaça em sua boca, me afastando e soltando o resto da fumaça para o lado ao contrario que estava.

- Então por que está a fumar? – Ele sorriu de canto para mim e eu neguei com minha cabeça.

- Até hoje foi a melhor indireta barra cantada que alguém já me deu, e olha que naquela época eu freqüentava muitas baladas e o povo de lá e profissional nesse quesito – Pisquei para si o vendo rir breve e revirar seus olhos logo me abraçando, encostando sua cabeça de lado em meu peito fitando o céu que conseguíamos ver pelo lugar ter um pequeno morro.

- Jun... Eu sou azul? – Concordei murmurando um sim- e você é cinza? – Concordei novamente.

- Mas Hyung... O que é ser azul e o que é ser cinza? – Ele levantou sua cabeça me olhando com suas sobrancelhas levantadas em contradição.

- Você concordou e não sabe?

- Eu disse que todas as respostas para você seriam sim – Ele sorriu, mas logo esse sorriso virava um sorriso de canto, daqueles que ele fazia quando queria ferrar com minha vida.

- Você quer terminar? – Arregalei meus olhos o vendo tentar não rir e logo entendi.

- Yah! Nem tudo, coisas boas, e em alguns casos coisas que eu não entendi – Sorri amarelo o ouvindo estalar sua língua no céu de sua boca não querendo acreditar naquilo.

- Enfim... Eu errei na minha pergunta, na verdade era para ser uma negação, eu não sou azul e você não é cinza... Bem pelo menos eu não sou mais depois que você voltou, você me curou – Ele me deu um selo demorado em meus lábios.

- Eu não fiz nada Hyung – Sorri mínimo com o canto de meus lábios o olhando de forma serena- você só me deu a oportunidade de participar disso, de ver de camarote como é bom lhe amar... – Cheguei perto de seu ouvido e sussurrei- Por que você me libertou de algo que nem sabia que estava preso.

 

Afastei meu rosto de seu ouvido o vendo de cabeça baixa, mas o rubor era notável, deixei um selar no topo de sua cabeça e ri de seu jeito ao o ver esconder seu rosto em meu peito.

 

Por que eu era cinza, Min Seok era azul, e ele conseguiu me colorir ao mesmo tempo em que libertava suas cores.


Notas Finais


Explicar uma coisa: O Min narra apenas uma parte por que quem não notou o Jun é o cinza, ele narra apenas o passado por que era ali que ele tinha controle, que ele estava inteiro, o quebrado no passado era o Jun e o Jun narra o presente por ele estar curado e o Min quebrado, o Min é apenas uma parte do passado, só naquele momento ele estava inteiro, o resto ele se quebrou.

O sentido... Se vocês acham que teve algum, eu tentei usar como "as coisas estão ruins, mas elas melhoraram, como você tem seu céu cinza, mas talvez você precise de um azul para chegar no seu lilás" o cinza é o lado ruim o azul seria algo que você se liberta - algo que lhe faça bem, nem precisa ser uma pessoa- e o lilás seria quando você tem paz, quando aquele cinza se junta ao azul e cria seu lilás... Como que eu cheguei a isso? Eu não sei... Quando vi eu notei isso, é a vida, ou nesse caso, é a minha mente!

Como você tem sorte coelhinha existe a parte que ela fala na música e se eu colocasse eu acabava com o OTP, mas eu decidi não colocar e consegui colocar um final... Bom (?) por que eu tenho amor por SuMin e não tava aguentando mais acabar com ele ;-----;

Espero que tenham gostado, beijos meus amores doces <3


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