História Every moment with you - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amanda Seyfried, Amor, Dakota Fanning, Eddie Redmayne, Miticismo, Paixão, Poesia, Romance, Sexo
Visualizações 18
Palavras 1.674
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá amores!
Fanfic está já na metade...
Espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 5 - XVII I


Fanfic / Fanfiction Every moment with you - Capítulo 5 - XVII I

França - 1789 

- Agora sei por que tem esse aspecto de quem veio de outro mundo.

- Fiquei impressionado, tentando imaginar onde você tinha arrumado esse rosto. Quando a encontrei na rua da basílica, no dia passado, fiquei pensando em contos de fadas e cheguei a imaginar que tivesse me enfeitiçado. Ainda estou na dúvida!

Ele diz me fazendo sorrir de orelha a orelha para ele. Ele se aproxima do portão de ferro e toca minha mão com a sua. Eu fecho os olhos por um minuto sentindo sua pele sobre a minha.

- Amanda Grey. Eu esperei vinte e quatro horas por isso!

Ele sussurra e eu abro meus olhos. Ele sorri para mim e eu me perco em seus olhos. Um dos meus defeitos é que, embora minha língua tenha quase sempre uma resposta para tudo, em algumas ocasiões ela me deixa completamente muda. Eu entrelaço meus dedos nos seus e ele diz.

- Me desculpe por não aparecer na basílica. Eu tive um compromisso de última hora.

- Uma reunião com os líderes da revolução?

Ele olha para mim surpreso por eu saber disso e confirma com a cabeça. Eu suspiro e digo.

- Eu apoio às reformas Eddie. Mas eu não acho que começar uma guerra seja a única solução para se conseguir direitos iguais para todos.

- Eu também não minha querida Amanda. Mas as pessoas estão começando a sair de seus casulos agora… e os senhores da corte não estão cooperando..

- As pessoas estão abandonando seus trabalhos, suas casas Eddie. E no processo estão levando crianças que não fazem nem ideia do que está acontecendo!

Eu o corto e ele solta minha mão para tocar em meu rosto gentilmente. Então ele diz.

- Eu me lembro de que o mundo real é vasto, e que uma quantidade enorme de esperanças e medos, de sensações e emoções, está à espera daqueles que ousem sair por ele afora, buscando em meio a seus perigos, o verdadeiro conhecimento do que é a vida!

Ele diz olhando fixamente em meus olhos e então completa.

- Estamos em busca disso Amanda. Vida! Vida digna para todos nós. Não importa a classe, a cor da pele. Você consegue entender isso?

Eu então entendo que esse homem pelo qual eu sei que já estou apaixonada é um guerreiro. Seu fundamento é baseado em uma única palavra. Justiça. Então eu digo.

- Sim, eu entendo!

Ele aproxima seu rosto do meu e cola sua testa na minha.

- Essa grade que nos separa! Eu queria poder abraça-la!

Sorrio com a respiração pesada e digo.

- Amanhã irei a sua casa!

Ele então solta um riso feliz e acente com a cabeça. Eu me separo dele e digo pesarosa.

- Eu preciso ir!

- Eu vou esperar por você!

Ele diz e me entrega outra carta pelas grades.

- Para você!

- Vou ler ainda hoje!

Ele sorri e então eu ando de volta para dentro de casa. Chego em meu quarto sentindo um frio horrível e entro de baixo dos lençóis. Abro minha carta sentindo um sentimento bom se instalar em meu peito e começo a ler.


“Encontrei você. Você é minha afinidade, meu melhor lado, meu anjo bom. Estou ligado a você por laços muito fortes. Acho-a boa, talentosa, adorável. Uma paixão fervorosa e solene surgiu em meu coração. Ela se inclina para você, traz você para o centro e para a fonte da vida, envolve minha existência em torno de você e, através de uma chama pura e poderosa, nos funde, a você e a mim, num só ser!


Eddie R.”


De novo sua carta me arrebata. Ele disse tudo que eu sinto em relação a ele. Pego minha carta e coloco embaixo de meu travesseiro e fecho meus olhos pensando nele.

Acordo cedo e me levanto me sentindo em uma nuvem. Eu tive doces sonhos com Eddie. Sorrio e toco o sino. Lil entra e eu percebo seu semblante preocupado. Eu pergunto olhando pra ela ajeitar minhas roupas para o dia.

- O que houve Lil?

Ela não responde e eu pergunto novamente.

- Lil, aconteceu alguma coisa?

Ela suspira e eu vejo seus ombros curvados para frente. Ela se vira para mim e diz com uma voz baixa.

- Senhorita, eu …

Ela começa a chorar e eu me aproximo dela agora realmente preocupada. Eu a levo delicadamente para minha cama e a faço se sentar.

- Minha amiga. Porque você chora?!

Ela soluça e tenta se controlar. Então olha pra mim e diz.

- É o Gaspar! Ele foi embora. Ele se uniu aos revolucionários.

Eu solto um grito e tampo minha boca com minha mão. Ela deixa mais lágrimas rolarem em seus olhos e eu digo.

- Quando foi isso Lil?

- Ontem. Ele me procurou antes de sair. Ele disse que vai voltar para me buscar se eu quiser!

Eu olho para ela assustada e tento pensar. Ele deve estar com Eddie. Sim!

- Não se preocupe. Ele está bem, eu sei onde ele está!

Ela olha pra mim sem entender e eu digo.

- Eu estou apaixonada pelo líder deles. Eddie Redmayne. Gaspar O conhece e eu tenho certeza de que eles estão juntos!

- A senhorita?! Meu Deus!

Eu sorrio e passo minha mão em seu braço.

- Ele é o meu tipo. Sinto-me próxima dele, entendo sua linguagem de seu rosto, de seus gestos. Embora estejamos separados pela classe e pela riqueza, trago em mim, no coração e na mente, no sangue e nos nervos, algo que me associa a ele.

Lil me olha e sorri. Então diz.

- A senhorita é louca!

- Eu sei!

Digo rindo. Eu a abraço e pergunto para ela.

- O que você vai fazer Lil? Vai embora com ele?

Ela olha para suas mãos e diz.

- Isso não é digno.

Eu levanto seu rosto com minhas mãos e digo firme.

- Eu sempre prefiro ser feliz do que digna Lil. Pense nisso!

Ela olha pra mim e eu me levanto. Me dispo e entro em minha banheira. Penso em meu amigo e entendo o porquê dele abandonar tudo que ele tinha para fazer parte dessa luta. Ele quer mais, muito mais do que essa vida miserável lhe oferece. Penso em Eddie. Meu pai nunca vai me deixar me casar com ele. Suspiro e de repente sinto um calafrio em meu corpo. Lil me ajuda a me banhar e depois a me arrumar. Quando estou pronta ouço alguém bater três vezes em minha porta e então Effie entra. Ela estava com um vestido de veludo branco com detalhes vermelhos. Ela sorri com aquela cara de esnobe e eu retribuo.

- Prima! Seu quarto é maravilhoso.

- Obrigada Effie! Gostou dos seus aposentos?

Ela olha ao redor de meu quarto e diz parando seu olhar em mim.

- Sim! Engraçado que eu ouvi passos no meio da noite pelos corredores. Fiquei um pouco assustada!

Eu sinto meu sangue gelar em minhas veias e digo.

- Deve ter sido os criados.

- Deve sim!

Ela diz rindo e então anda em direção a saída de meu quarto.

- Nos vemos no café da manhã priminha?

- Claro!

Digo olhando ela sair feito uma cobra de meu quarto.



Effie Grey


Saio do quarto de minha prima sabendo pela sua reação que ela esconde algo. Tenho certeza de que foi ela no corredor ontem a noite. Agora para o que, eu não sei! Mas eu irei descobrir. Desço as escadas e passo pelo grande salão indo em direção ao escritório de meu tio. Entro sem bater na porta e o vejo sentado  sua cadeira atrás de sua grande mesa de estudo. Ele olha para cima e eu sorrio para ele, sedutora. Ele pisca  para mim.

- Bom dia tio Rob!

Digo me aproximando de sua mesa e eu o vejo olhar especialmente para meu decote.

- Tão cedo e já está trabalhando tio?

Digo apoiando minhas mãos na mesa e proporcionando uma visão melhor de meus peitos para ele.

- Um homem tem que trabalhar para ganhar seu sustento querida!

Ele diz e eu sorrio. Olho ao redor e ando devagar dando a volta na mesa e parando bem ao seu lado, me abaixo e digo olhando em seus olhos.

- Eu o admiro tio. Olha o que você construiu sozinho! Você é um grande homem.

Digo fazendo ele babar e passo minha mão em seu rosto acariciando. Me afasto dele e ando para fora de seu escritório. Ele ficou tão afetado comigo que não teve reação nenhuma. Sorrio fechando a porta atrás de mim e sei que o que eu quero já é meu!

Esse velho babão vai comer na palma de minha mão e aquela boba da Amanda irá perder toda sua herança!

Ando até a sala de jantar e me sento a mesa onde já estava minha tia e minha prima. Sinto os olhos de minha tia sobre mim e digo olhando diretamente para ela.

- Gostou do meu vestido tia?

Ela sorri ruborizando. Volta sua atenção para sua comida e eu começo a tomar o meu café. Eu termino meu café da manhã primeiro do que todos e peço licença. Eu me levanto e ando apressadamente para o andar de cima. Corro e entro dentro do quarto de Amanda. Era realmente enorme e muito chic.

- Onde você esconde seus segredos priminha?

Digo baixinho e me sento em sua penteadeira. Abro suas caixas de jóias e vejo a quantidade enorme de pérolas e rubis que ela coleciona. Passo minha mão sobre a bancada e abro as gavetas uma por uma. Quando chego na última eu encontro o que procurava. Eram cartas. Abro e começo a ler cada uma, elas eram lindas!

Claramente esse homem estava apaixonado por ela. Como alguém poderia olhar para aquela sem sal!

Vejo a assinatura no final da carta e gravo bem aquele nome. Guardo todas elas no lugar e me levanto, quando estou prestes a abrir a porta e sair, Lil sua criada entra dentro dos aposentos. Ela se assusta ao me ver ali e eu sorrio para ela.

- Eu me enganei de quarto!

Ela fica calada apenas olhando para mim e eu me aproximo dela. Quando estou nariz com nariz eu digo.

- Não conte nada a ela. Se não você vai se arrepender! Entendeu?

Ela balança a cabeça confirmando e eu saio do quarto. Ando escada a baixo e saio de casa, peço o criado uma carruagem e sigo em direção a casa de Riccardo.


Notas Finais


Poema de Keats. Espero que estejam gostando.
Beijinhos.


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