História Everybody Wants Money - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), DAY6, Got7, Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jisung, Jungkook, Rap Monster, Suga, Sungjin, Taeyong, V, Young K, Yugyeom
Tags Bts, Colegial, Comedia, Dinheiro, Gay, Jabum, Jaehyun, Jikook, Jikook!flex, Jimin, Jisung, Jungkook, Kookmin, Lemon, Mention Vhope, Romance, Sungjin, Taeyong, Yaoi, Youngk, Yugyeom
Visualizações 220
Palavras 4.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então gente, tédio e muita cafeína deu nesse capítulo aí.

Capítulo 3 - Aquele No Time de Basebol


Acordei com Younghyun me chamando — gritando — para tomar café. No momento a última coisa que eu queria fazer era comer, não só pelo enjoo que estava sentindo, mas também pela ardência insuportável em minha garganta. Por esses motivos que eu evito beber, eu sempre vomito tudo e na manhã seguinte parece que tem uma faca rasgando minha garganta, mas não sabia que comer carne exageradamente também me deixaria assim.

Levantei com a mesma coragem de todos os dias e fui me arrumar, com muita vontade de ir para a escola e fingir que não estou lá, as vezes me cansa ir até a escola. Tem gente que chega todo animado as sete horas da manhã, com seus carros caros, seus óculos de lentes sem grau, só para fazer estilo mesmo. Aquilo me cansa tanto.

Coloquei o uniforme amassado, que minha mãe havia passado na noite anterior, porém, eu com meu descuido acabei enrolando ele todo dentro do guarda-roupa, não é como se eu me importasse em me vestir para ninguém me notar.

Meu pai sempre insistia para tomarmos café em família, e muita vezes até preparar o jantar juntos, não que eu e meus irmãos fizéssemos muita coisa, no máximo a gente cortava as batatas e nossos dedos, mas ele gostava mesmo assim. Eles gostam de fazer — quase — tudo em família, seja sairmos todos os domingos, ou ajudar um ao outro nos afazeres de casa, somos bem reunidos, e muita vezes eu enjoo da cara dos meus irmãos, eles odeiam tanto quanto eu os programas que mamãe faz para os finais de semanas. Não quero nem saber o que faremos nesse, na maioria das vezes íamos a praia, era um dos passeios mais agradáveis, não nos dava muito custo e era divertido, tirando a parte que Younghyun fica reclamando o tempo inteiro da areia, e de Yugyeom que é um perturbado que adora zoar com seus irmãos. Viagem em família é sempre bom.

Cheguei na cozinha, vendo Yugyeom ajudando à mamãe a colocar a mesa com uma cara de morte, era assim, quem aparecesse primeiro na cozinha colocava a mesa, por isso eu esperava Younghyun sair do quarto para minutos depois eu ir até a cozinha, algumas vezes nenhum saía e deixava o mais novo sofrer com suas obrigações. Me sentei na cadeira, e em seguido veio o resto da família, começando a pegar as coisas postas na mesa. Não tínhamos a mínima classe na hora de pegar o bolo que, de vez em nunca, mamãe fazia. Todo mundo aqui é morto de fome — no sentido figurado da palavra —, talvez isso explique meu comportamento desesperando na mesa de comida da festa. Peguei esses genes deles.

— Querido, você passou mal ontem? — perguntou minha mãe preocupada. Assenti com a cabeça, e ela, que estava do meu lado, colocou a mão em minha testa para verificar minha temperatura. Yugyeom revirou os olhos, ele era muito ciumento na maior parte das vezes, dizem que é porque ele é o mais novo e quer mais atenção, não duvido nada disso, está sempre fazendo alguma coisa para chamar atenção dos nossos pais, acho que era por isso que ele sempre fazia alguma brincadeira de mau gosto com nós — eu e o coitado do Younghyun que era quem mais sofria na mão dessa peste.

— Eu estou bem mãe, foi só um pequeno mal estar. — Dei ombros e levei um pedaço de bolo até minha boca, às vezes ela se preocupava demais. Coisa de mãe.

— Quem nunca tomou porre de carne, não é mesmo, Kookiezinho — Yugyeom falou com a voz afinada, me fazendo revirar os olhos. Younghyun largou o garfo que segurava, e colocou as mãos na cabeça, esperando o famoso momento em que a mesa se transformava num campo de guerra. Mas isso não vai acontecer hoje, querido, hoje não.

Me levantei, dei um beijo na bochecha da minha mãe e fiz um breve cumprimento em respeito aos meus pais, e fui até meu quarto pegar a mochila, escutando os resmungos insatisfeitos de meu irmão mais velho, ele esperava uma daquelas famosas brigas que acabava com meu pai gritando para a gente calar à boca. Nossos momentos em família eram meio conturbados.

Saí de casa, me preparando para pegar o ônibus cheio, essa, sem uma gota de dúvidas, era a parte mais sofrida da minha manhã. Mas eu gostava de ficar sentado no banco e ver a rua passando com rapidez através da janela, era bonito e quando estava Sol era melhor ainda. O dia hoje estava relativamente agradável. As nuvens deram uma folga do céu hoje, dando espaço para o Sol brilhar e deixar a rua com mais cor e o dia mais bonito. Não estava calor, era mais um vento agradável com o calor do Sol. Dias assim me deixavam mais disposto e animado, o que não adiantava muito na hora de ir para a escola, já que ninguém além de Namjoon desfrutaria da minha animação, e o garoto conseguia acabar com ela em instante apenas por ser hiperativo demais e acabava me irritando o jeito como nunca calava aquela maldita boca. Mas hoje decidi que não deixaria isso me abalar, e muito menos pensar na noite anterior, a última coisa que quero hoje é pensar naquilo, e espero, de coração, que eles tenham tido uma amnésia do que aconteceu ontem e nem lembrassem mais de mim.

Desci do ônibus já sorrindo, o dia de hoje está me deixando feliz e espero que ninguém me abale, é só o baile andar conforme o normal que nada irá me estressar. Eu gosto de me sentir leve e feliz, como nesse momento, mesmo sendo milagrosos esses momentos. Meu humor depende muito do clima e da coloração do Sol, e digo que Seul não é o melhor lugar para mim. Algum dia me mudo para o Caribe e passarei o dia inteiro tomando água de coco e me balançando numa rede. É uma das minhas metas de vida.

Passei pelo portão, logo vendo Namjoon sentado num dos bancos, sorrindo para o celular. Ele estava com uma espécie de chapéu estranho que cobria seus olhos, era preto e tinha um emblema, que eu diria ser da marca, no meio. Só dava para ver o sorriso enorme em seus lábios. Ele estava despojado demais hoje, tinha até sandálias nos pés, e o uniforme estava mais folgado que o habitual, estranhei aquilo, ele geralmente se vestia tão bem e com sapatos sociais brilhando, diferente dessas sandálias cor marrom que não se contratava nada com o uniforme xadrez. Com medo, me aproximei do garoto.

— Está tudo bem com você? — questionei, com medo da resposta que me viria. Ele levantou a cabeça, sorrindo, mas eu ainda não podia ver seus olhos por causa daquele chapéu ridículo.

— Gostou do meu estilo novo? — Se levantou e deu uma volta, como se ele fosse um modelo e estivesse lindo com aquela roupa.

Não, amigo, só não.

— Está diferente — disse meio incerto das minhas palavras, mas elas o agradaram, então dei ombros e me sentei ao lado dele.

— Gostou da festa de ontem? — E lá vai ele me lembrar disso. Olhei para o céu, na esperança de que aquele filme todo não passasse novamente pela minha cabeça, não queria pensar naquilo, não hoje, nem nunca.

— Foi agradável — falei qualquer coisa que veio a minha cabeça, e novamente minha resposta o agradou. Mas fiquei curioso para saber de uma coisa. — Por que você sempre diz que essas festas são chatas? Eu achei diferente, mas não são como você fala. Diz isso só para me confortar? — Ele negou com a cabeça.

— É chato quando elas são sempre assim, e eu só vou em festas assim. Eu queria beber até ficar caído no chão de um banheiro, ficar bem louco. Amanhecer na casa de um desconhecido, quase morrendo de tanta ressaca. Infelizmente, ponche não tem tantos efeitos, não tem efeito nenhum, para falar a verdade. — exclamou animado demais. Jovens da idade dele geralmente querem coisas diferentes, tem desejos estranhos, mas ninguém quer acordar na casa de um desconhecido com a cabeça doendo de ressaca, digo por experiência própria.

Namjoon não sabia que eu tinha vizinhos loucos que me arrastavam para a noitada, vai que ele queira conhecer? Quero deixar meu amigo pleno, longe dessas encrencas, já me meti em muita coisa por causa de Hoseok e Taehyung, não quero entrar em detalhes do dia que tive que tirá-los da cadeia.

O sinal tocou e eu só dei tapinhas no ombro do meu amigo, fazendo sinal negativo com a cabeça, espero que Namjoon realize esse seu desejo e nunca mais queira isso. Podia ser um bom amigo e dizê-lo que não era nada bom as sensações da ressaca, prefiro deixar ele saber disso por conta própria.

Agora eu tinha aula de Ciências da Natureza, que, por pura sorte, era a aula que eu tinha com Jimin. Não ficávamos próximos. O garoto se sentava no meio junto a alguns colegas de classe — que nunca calavam a boca, vale frisar —, e eu ficava na última carteira ao lado da janela, então a visão que eu tinha dele era basicamente apenas de seus cabelos escuros, e ele não tinha visão nenhuma da minha pessoa, me pergunto como ele sabia que eu tenho aula com ele, nem a garota que senta da minha frente parece me notar. É como se um fantasma se sentasse atrás dela.

Entrei na sala de aula, que já tinha algumas pessoas espelhadas pela sala, passei reto por elas e fui me sentar em meu lugar, abrindo meu livro e arrumando meu caderno em cima da mesa, como eu fazia em todas as aulas. Jimin entrou junto a alguns garotos e garotas. Olhei para a ele, que passava pela porta procurando por alguma coisa, descobri que essa ‘coisa’ era eu, pois assim que me viu, acenou e sorriu, apenas retribui o sorriso e passei a arrumar as canetas dentro do meu estojo, quando estava nervoso e não tinha celular por perto, arrumava qualquer coisa apenas por distração e para disfarçar o rubor em minhas bochechas. Apenas levantei meu rosto quando a professora Chaeyoung entrou na sala, mandando todo mundo sentar e calarem à boca, dizendo a seguinte frase:

— Estou com sono hoje, então me façam o favor de ficarem quietos. — Esse seu tom arrogante pela manhã era engraçado. A voz rouca e sonolenta, sempre com cara de sono e passos firmes, andando pela sala com seus tênis que arranhavam o chão pelo jeito preguiçoso e arrastado de andar. A mulher era bem jovem, não dava mais do que vinte e três anos para ela. Poderia associá-la facilmente a uma aluna, sempre preguiçosa para passar as lições e com isso pedia para fazermos resumos de textos enquanto ela se sentava em sua cadeira, fazia a chamada e deitava a cabeça em sua mesa grande, mas não se engane pelos seus olhos fechados, se você soltasse um estalar, ela abria os olhos e mandava a gente ficar quieto.

Hoje foi mais um desses dias, fez a chamada com a voz de tédio habitual, como se não quisesse estar realmente ali. Ninguém queria. Mandou todos fazerem o resumo de uma página aleatória e encostou a cabeça na mesa de madeira, logo ela babaria também. Uns alunos opinaram por seguir seu exemplo, pegaram o livro e o caderno da mochila… Para servir como travesseiro em suas sonecas, eu faria o mesmo, se não tivesse um boletim para aperfeiçoar. Tratei de abrir meu livro na página pedida, e quando estava prestes a começar a escrever, escutei alguém sussurrar meu nome por entre aquele silêncio. Levantei a cabeça e procurei por quem estava me chamando, só espero não estar louco.

Passei meus olhos por Jimin, vendo o garoto acenar para mim, estranhei sua ação, então franzi o cenho e o encarei confuso. Ele apontou para Jaebum dormindo na carteira ao lado da sua e deu um sorriso travesso, esfregando as duas mãos enquanto ainda tinha seu olhar sobre mim, que havia ficado curioso com aquilo. Ele apontou para o meu estojo, como se estivesse pedindo alguma coisa dele. Peguei o objeto e o fechei, jogando para ele em seguida. Se o garoto estava interagindo comigo, no vácuo que eu não ia deixar, muito menos uma coisinha linda daquelas.

Jimin pegou meu marcador atômico preto e jogou o estojo de volta, por incrível que pareça, eu consegui pegar, e a professora nem percebeu o que estava acontecendo ali. Devia estar com muito sono, tadinha.

Passei a observar aquela sala, igual ao resto da sala, que pararam seus deveres para ver o que aquele maluco ia aprontar com seu amigo. Ele começou a desenhar algo em sua bochecha, um menino que estava ao seu lado tentou segurar a risada, eu não conseguia ver o que Jimin desenhava, mas as pessoas que conseguiam se seguravam para não começar a gargalhar alto ali mesmo. Jimin terminou seu desenho, parecendo orgulho do resultado e me jogou o marcador de volta, sorrindo cúmplice para mim, fazendo um sinal de “shh”. Confuso com aquilo tudo, neguei com a cabeça e comecei a fazer meu dever, curioso para saber o desenho que tinha na cara de Jaebum, e impressionado com o sono pesado da professora.

O sinal logo bateu, fazendo todos guardarem seus materiais e saírem da sala correndo. Tinha um intervalo de dez minutos a cada troca de aula, bom, mas acabávamos saindo mais tarde do colégio. Guardei minhas coisas com calma, enquanto Jimin acordava Jaebum de seu sono, ele levantou a cabeça e eu, finalmente, pude ver o órgão genital masculino desenhado na bochecha do garoto. Não me segurei como as outras pessoas, e gargalhei, tentei disfarçar mas Jimin me olhou e começou a rir junto, deixando seu amigo confuso.

— O que foi? — perguntou com a voz sonolenta.

— Nada — Jimin respondeu simplista, e o outro garoto não acreditou muito nas palavras dele.

— Jungkook — Nossa, ele lembra meu nome. —, aconteceu alguma coisa? — Arqueou as sobrancelhas, esperando uma resposta positiva minha, essa que não veio.

— Você estava babando. — Ele limpou o canto da boca, que não tinha nada, mas ele não precisava saber disso. Me agradeceu e guardou seu material, saindo junto a Jimin, que antes de passar pela porta piscou para mim, como agradecimento por ter o ajudado.

Alguém interagiu comigo. Estou muito surpreso no momento.

Saí da sala e foi para o pátio externo, ainda tinha algum tempo antes de ir para a sala, e o dia estava tão bonito que eu queria aproveitá-lo o melhor possível. Andando pelo gramado encontrei Namjoon sentado naquele mesmo banco, encarando o chão dessa vez, parecia pensativo. Parei em sua frente, como hoje de manhã, ele levantou sua cabeça e mexeu os lábios em um cumprimento rápido, como um “Oi”, e o fato de eu não conseguir ver seus olhos me irritava.

— Cara, qual é a desse chapéu?

— É estilo, Jungkook. — Fez uma pose estranha.

— Sim, você está muito estiloso com esse escorredor de arroz na cabeça. — Sorri falsamente. Ele não se importou com minhas palavras, minha tentativa de atingi-lo não funcionou muito bem. Namjoon tem uma confiança inabalável.

— Você não entende as tendências… — Resolvi ignorá-lo pelo bem da minha sanidade mental hoje, o dia não estava indo tão mal assim.

— Ei, Jungkook! — Podem esquecer o que eu disse.

Me virei, dando de cara com Jaehyun e a sua trupe. Jaebum ainda tinha um pênis desenhado na sua cara e estava quase dormindo em pé, ninguém ia mesmo falar para o pobre coitado que ele estava sendo zoado por todo o colégio? Bem, não vou ser eu a fazer isso.

— Aparece na quadra de Basebol na hora do intervalo — avisou antes de sair, sem ao menos esperar minha resposta.

Apenas duas coisas se passaram pela minha cabeça naquele momento: Ou eles descobriram tudo e queriam me bater, ou… Ainda não pensei na outra coisa, pois a única coisa que fazia sentindo era a primeira na qual eu pensei.

Nem dei tempo de surtar com Namjoon, pois o sinal bateu novamente, me fazendo correr até o laboratório de Química, ainda preocupado com o que acontecerá comigo. Agora me parece uma boa hora para sentar, chorar, e rezar.

• • •

Se eu era um otário em aparecer aonde eles pedirem mesmo com medo de ser apedrejado? Claro que sim, mas não queria que eles pensassem que sou um medroso, então aqui estou eu, com medo, mas com coragem.

Eles estavam lá, praticando com os tacos, provavelmente se preparando para acertar um deles na minha cabeça. Jaehyun, Jimin, Taeyong e Sungjin faziam parte do time de Basebol do colégio, eles não era bons, eram ótimos, muito mesmo, só perdemos dois jogos desde que eles entraram para o time. Aqui também tem o time de basquete, que não é tão popular quando o de Basebol, o que chega a ser estranho, já que Basquete é muito mais famoso do que o jogo com tacos. Poucas foram as vezes em que compareci aos jogos que tem aqui, só vinha quando Namjoon me arrastava, ele adorava ficar gritando feito um louco na arquibancada, se tinha um animador de torcida melhor que ele, então eu desconheço. Se aqui tivesse um clube para líderes de torcida ele, com certeza estaria dentro, tirando a parte que ele não sabe dançar, nem balançar pompom ele sabe, mas tinha uma animação incrível.

Me aproximei deles devagar, analisando o território, e quando eles me viram abriram sorrisos enormes, mas não pareciam que iriam me linchar. Taeyong veio até em mim e passou os braços pelos meus ombros, me puxando para onde os outros estavam. Aqueles que não estavam no time apenas sentavam e encaravam os outros.

— Sabe segurar um taco, Jungkook? — Jaehyun perguntou, e eu arqueei as sobrancelhas, totalmente, perdido na situação. — Sabe ou não? — Usou aquele tom irritado que ele sempre carregava com isso. Ele era um completo arrogante.

Sem saber o que respondi, assenti com a cabeça e ele me jogou o taco que segurava, por sorte eu tinha ótimos reflexos que impediram que aquela coisa acertasse a minha cabeça. Ainda não sabia o que ele pretendia com isso, mas fiz o que ele mandou e me posicionei em um quadrado estranho que tinha na grama, enquanto me perguntava o que diabos eu estava fazendo aqui. Mas como o belo pau mandado que sou, não questionei e segurei aquele objeto como me foi pedido. Jimin estava do outro lado, com a bola e uma luva grande cobrindo suas mãos. Tinha certeza que minhas mãos estavam tremendo. Jimin, do nada, tipo, muito do nada, jogou a bola em minha direção, e graças a meu reflexo, rebati a bola, assustado com a velocidade e força na qual ela estava vindo. Bati com força, meus olhos se arregalaram e os outros pareceram surpresos.

— Já jogou Basebol? — Taeyong perguntou com um sorriso no rosto. Ele era o mais simpático entre os outros. Neguei com a cabeça. — Temos que falar com o treinador sobre ele, assim podemos nos livrar do peso morto que o Jaebum — disse sem se importar se seu amigo escutaria. Só agora fui notar que o desenho não estava mais no seu rosto, deve ter se olhado no espelho, não que naquele ponto adiantasse de alguma coisa, as pessoas já tiraram fotos daquela coisa em sua cara, ele não parecia nem um pouco abatido, não vi ninguém zoando ele, nem seus amigos numa brincadeira interna.

Jaehyun assentiu com a cabeça, me olhando da cabeça aos pés, esse cara tinha algum problema comigo, só queria descobrir qual era.

— Não sabia que era tão bom — Jimin se aproximou e me elogiou. Sério, gente, isso está meio estranho. Eu só fui numa festa ontem e fingi ser quem não sou, não era para isso acontecer, tudo deveria continuar como estava, foi só uma festa, não poderia mudar as coisas assim do nada, podia? Me sinto meio perdido.

Eles pediram para eu rebater mais algumas jogadas, que foram bem-sucedidas mesmo eu não fazendo ideia do que estava fazendo ali, eu só impedia a bola de bater na minha linda face impecável, e eles — especialmente Taeyong — me achava um máximo. Gente, eu nem sei o que estou fazendo.

Entre uma jogada e outra acabei lembrando que fazia tempos que estávamos naquilo e não tínhamos ido para a aula. Pensem no meu desespero.

— Espera, e a aula? — gritei — Ai meu Deus! O professor Yang vai acabar comigo! — Desespero, eu era o aluno preferido dele, talvez eu esteja sendo meio exagerado, mas eu odeio perder aula.

Os garotos começaram a rir de mim, então parei o que estava fazendo e encarei Taeyong pedindo uma ajuda.

— Fica calmo, ele sabe que está aqui. — Ele sabe?

— Ele sabe? — Não foi só em minha mente que aquela frase foi dita. Eu estou parecendo um idiota agora.

— Sim, avisamos a ele que treinaria conosco. O velhinho pareceu bem feliz. — Colocou a mão no queixo e fez um bico, olhando para o famoso nada.

Me senti mais aliviado com aquelas palavras. Rapidamente me lembrei de Seokjin dizendo que seria bom eu participar de algum clube, pareço me encaixar bem no de Basebol, mesmo que não faça ideia do que fazer, acho que tenho talento para a coisa, repetindo: Ainda não sei o que estou fazendo, mas estou fazendo bem.

Fui tirado de meus pensamentos com alguém gritando com os garotos. Virei minha cabeça e tinha um baixinho bravo vindo em nossa direção, com um apito em volto do pescoço e uma prancheta na mão esquerda. Usava um boné e vestia roupas unicamente pretas. Não parecia muito feliz, na verdade, parecia odiar os meninos, odiar a própria vida, sua cara denunciava que ele só queria cavar uma cova naquele campo e se enfiar debaixo da terra. Sou ótimo em linguagem corporal. Obrigado.

— O treinador disse que não quer vocês aqui em horário de aula — disse com a voz embargada em tédio, assim como a sua cara. Ele me lembrou um pouco a professora Chaeyoung, era como se fosse mãe e filho… O que diabos eu estou pensando agora?

— Fica calmo, ele sabe que estamos aqui — Taeyong disse.

Ei… Foi a mesma coisa que ele disse para mim, que filho da mãe!

— Sabe nada. Vai, todo mundo para fora… — Ia continuar, até seu olhar parar em mim. — Integrante novo? — Apontou em minha direção.

— Possivelmente — Jaehyun disse seco. Se alguém ficasse perto dele por muito tempo era capaz de morrer de sede. O garoto rabugento assentiu, e começou a bater palma, como se estivesse assustando mosquitos, mandando todos para fora do campo.

— Esse aí é o Amargo, assistente do treinador — Jimin falou quando apareceu do ar ao meu lado. Sério, parecia que tinha se teletransportado. — Não fale com ele, tente não respirar o mesmo ar que ele, nem chegue perto dele, ou esse doido vai assoprar aquele apito maldito até você ficar louco. — Fazia gestos com a mão enquanto falava, apenas concordei com tudo o que ele dizia.

— Jungkook — Taeyong gritou por mim, e eu me virei para ele. — Nós vamos num fliperama hoje a noite. ‘Tá afim?

— Claro! — respondi sem pensar. Quem dispensa uma coisa dessas?

— Fechado! Chama o Namjoon também — falou animado. — Eu vou torrar com a grana do Jaebum — sussurrou para mim antes de sair pulando nas costas do citado.

Grana.

Para ir a um fliperama é preciso grana. E eu não tenho nenhum centavo no bolso, nem em nenhum lugar. Quando concordei com isso nem pensei no mais importante: Arcades acabam mais com o seu dinheiro do que um casino, pelo simples motivo de jovens não saberem perder e muito menos a hora de perder, e seu for com esses garotos, terei que vender até meu rim para conseguir alguma coisa. Pensei em minha única salvação no momento.

Mandei uma mensagem para Namjoon, pedindo para ele me esperar na hora da saída, pois tinha um assunto importante para falar com ele. Era importante mesmo. Eu estava fazendo amizade com as pessoas mais fodas da escola, não podia desperdiçar isso.

— Até mais, Kook — Jimin passou por mim, bagunçando meus cabelos como uma forma de carinho. Não reclamei, acenei um tchau e fui em direção a minha sala.

Que o amor que o senhor Yang tem por mim não tenha acabado ainda.

• • •

Parei em frente ao portão, esperando meu amigo passar por ali. Algumas pessoas desconhecidas acenavam para mim, e mesmo sem entender nada, retribuía por pura educação.

Deixa eu recapitular aqui: Até ontem ninguém sabia que tinha um Jeon Jungkook no colégio e, só hoje, fui cúmplice de uma brincadeira contra Im Jaebum, joguei Basebol com o time, e fui convidado para ir até um fliperama com os fodões do colégio. Que a Lei da Conspiração não se vire contra mim, porque sinto que essas coisas não vão acabar muito bem. Mas já estou metido nessa, agora o que me falta é só extorquir meu amigo.

É só pensar nele que o bonito chega. Dei meu melhor sorriso em sua direção, e ele sabia que eu só sorria fofo desse jeito quando era para pedir alguma coisa.

— Fala logo o que vai querer — disse sem nem ao menos me cumprimentar antes.

— É isso que você pensa de mim? — Me fingi de ofendido, ele bufou. — Você vai comigo e com os seus amigos num fliperama hoje. — Fiquei meio nervoso em falar o resto, então juntei minhas mãos e as cruzei.

— Eu sei que não é só isso.

— Você pode pagar para mim? — Pareceu se desnortear um pouco na minha fala.

— Como é?

— Por favor, Nam, eu não tenho dinheiro e eu já aceitei. — Só faltei me ajoelhar em sua frente e beijar seus pés.

— Pensasse antes de sair aceitando. — Não entendia o porquê de tanto nervosismo. Era ele que sempre dizia que eu devia fazer amigos.

— Prometo que quando tiver a oportunidade eu te devolvo tudinho. — Jeon Jungkook implorando por caridade, isso era ótimo.

Ele respirou fundo, arrumou aquele chapéu broxante que ele ainda não tinha tirado da cama, e levantou sua aba, me permitindo, finalmente, ver seus olhos.

— Tudo bem, eu vou te buscar na sua casa — só não pulei em seu braço porque tinha muita gente em volta, mas sorri abertamente, mostrando minha felicidade. — Mas lembre-se do que eu disse: A verdade virá com juros, Jungkook. — Saiu, mas aquilo não foi o suficiente para me desanimar.

O dia está incrível hoje!


Notas Finais


Gsus eu revisei isso umas quatro vezes se tiver algum erro eu desisto da minha vida~~
Deixando de lado meu momento de lamentações...

Vou panfletar aqui tbm.
Sejam bonzinhos e deem uma olhada na minha 3shot Jikook <33
https://spiritfanfics.com/historia/lets-run-baby-9919412

Até a próxima lindxs szsz
me desculpem mais uma vez


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...