História Everybody's Broken - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bon Jovi
Exibições 11
Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiee, obrigada pelos favoritos do último cap para cá! Ainda não descobri um jeito fácil de colar o texto aqui sem fazer bagunça, mas espero que esteja tudo certinho kkkk

Capítulo 7 - Keep The Faith


Fanfic / Fanfiction Everybody's Broken - Capítulo 7 - Keep The Faith

“Quando é difícil aguentar
E não há ninguém para se apoiar

Fé! Você sabe que tem de viver através da chuva
Senhor, nós temos de manter a fé
Fé! Não permita que seu amor se transforme em ódio
Agora nós temos que manter a fé”

 

Julia saíra cedo para trabalhar. Ele se esquecera de perguntar qual era sua profissão e acordou com uma mesa de café da manhã já pronta, quase atrasado para sua primeira consulta em plena segunda feira, sem saber que não importava se ele estava atrasado ou não, a médica sempre estaria mais.

Três psicólogos diferentes atendiam no local. Acomodou-se na sala de espera com outros dois pacientes e avaliou-os. Um homem de quase 50 anos, vestia um conjunto de moletom cinza e parecia ter T.O.C. ou algum outro problema que o fizesse alinhar os cadarços do tênis o tempo inteiro. Uma ruiva de sua idade lia uma revista feminina, vestia jeans e uma bata branca, parecia ser “normal”. O que o fez pensar que ele também aparentava ser normal e que seu pensamento sobre psicoterapia era, no mínimo, preconceituoso. Mas sua mente ainda insistia que adultos “comuns” não perderiam seu tempo simplesmente desabafando em um procedimento médico, era preciso algo fora do comum para levar alguém até ali. Respirou fundo e entrou na sala indicada quando a Dra. Wayle o chamou. Olhou para as mãos calejadas e mais velhas do que se lembrava de ter, tudo em seu corpo estava mudado, ele era um desconhecido para si mesmo. Aquilo o deu forças para levar a sessão a sério.

(...)

- E aí, doido, como foi na terapia? – David perguntou com um sorriso sem humor.

- Legal.

Estavam sérios todos os três, o bar estava vazio e não havia conversa alegre ao redor. Esperaram descer alguns goles de cerveja até tocarem no assunto principal.

- E a banda? – Tico teve a coragem de perguntar.

- Sem chances, Richie teria que sair do coma, Jon recuperar a memória e Phillip ressuscitar – cortou David.

- Ou contratarmos outro empresário... – sugeriu Jon.

- Que seja, e o resto? – retrucou secamente.

- É foda parar a essa altura, cara. – Tico lamentou – Nós largamos tudo na vida pela música, aliás, pela banda.

- Eu não sei. – Jon franziu o cenho – Literalmente, não sei bem o que andamos aprontando nesses anos, mas, até onde eu soube, deu certo. Dois álbuns e vários shows, ganhando a vida só de música, eu não imaginaria, não com 22 anos.

- Eu não estou com cabeça – disse David tomando um longo gole de sua cerveja.

- Vamos tirar um tempo, Jon vê como se sai no tratamento, esperamos notícias de Richie e descansamos um pouco disso tudo.

Tico tinha razão, era muito cedo para decidir qualquer coisa.

- Falei com os Sambora hoje de manhã – informou David inexpressivamente.

Olharam ansiosos para ele, mas David balançou a cabeça negativamente.

- Não tem o que dizer, coma é coma, mas parece que as atividades cerebrais estão muito baixas, o que dificulta saber...

- Tá – responderam ao mesmo tempo sem quererem deduzir algo.

Encerraram a reunião depois de alguns petiscos e cada um foi para sua casa com um sentimento mútuo de desânimo.

(...)

Mesmo morando em uma cidade grande com grandes centros urbanos, Jon não sentiu interesse em ver nada, não sozinho. Passou o dia explorando os canais na TV da sala, o apartamento era totalmente abastecido de comidas prontas e perguntou-se qual dos dois costumava cozinhar. Ele aprendera desde pequeno, seus dois irmãos viviam na rua e só sobrara ele para ajudar a mãe.

Seu pai, John, ligara e em três frases terminara a conversa. Parecia que nos quatro anos esquecidos, nada mudara, ou piorara. O pai sempre o tratara como o filho que deu errado. Lembrou-se de uma das coisas que a psicóloga dissera, para que ele fizesse o exercício de analisar fatos novos e associar ao que podia ter acontecido em quatro anos. Analisando a ligação do pai, a conclusão era aquela. A mãe também morava distante, mas parecia saber de tudo o que acontecia, ou seja, em quatro anos mantivera contato constante com a mãe e ela era próxima a Julia.

Julia chegou ao fim da tarde, tinha um aspecto cansado e trazia um violão juntamente com a bolsa, sorriu de leve sem muito brilho nos olhos.

- Passou o dia aqui? – perguntou abaixando-se para tirar os sapatos.

 - Basicamente, tivemos uma pequena reunião.

Ela entendeu que se tratava dos rapazes, Jon se perguntou se teria outros amigos além deles, provavelmente não.

- Como foi? – sentou-se no sofá.

- Decidimos dar um tempo para desanuviar, vamos esperar para ver o que acontece.

- Esperar?

- Richie e eu, na verdade.

- Jon, eu sei que lidar com a situação dele é difícil por si só, mas profissionalmente falando, apesar de ser um guitarrista incrível, ele não é insubstituível. Se é que me entende...

- Sim, mas e quanto a mim?

- Você poderia reaprender as músicas até se lembrar, de fato.

Franziu o cenho avaliando a ideia.

- Eu poderia te ensinar, é o que eu faço – sorriu indicando o violão com a cabeça.

- Ah – deduziu, ela era professora de música.

A ideia foi posta em prática no mesmo dia, apenas como um teste inicial. Jantaram comidas requentadas e dividiram-se nas tarefas até estarem livres para a aula. Sentaram-se no sofá, um tanto distanciados, Julia ligou o rádio com o primeiro CD da banda, mostrou as partituras para o violão fazendo-o acompanhar a leitura com os acordes que ouvia.

Passaram-se algumas horas e, ao fim, combinaram de repetir todas as noites no mesmo horário. Para Jon era uma esperança e para Julia, um consolo, pois era o tempo que costumavam passar juntos como casal.

Julia dormia cedo, correu para o quarto assim que terminaram de guardar as coisas e Jon foi tomar banho. Saiu enrolado na toalha e entrou sorrateiramente no closet fechando a porta, o quarto estava escuro e Julia parecia dormir. Atravessou o cômodo até a porta, quando ela ergueu a cabeça em sua direção.

- Obrigado – sussurrou para ela que sorriu em resposta voltando a dormir.

Ligou o rádio ao lado do sofá e dormiu ouvindo o CD de sua banda.

(...)

- Mas que ótima ideia! – exclamou a Dra. Wayle assim que ele contou sobre as aulas com Julia que começaram dois dias atrás.

- Sim – Jon sorriu.

- Isso pode te ajudar em vários aspectos, tanto para recuperar memórias antigas, quanto para criar um bom vínculo entre vocês.

Jon franziu o cenho, o que não passou despercebido pelos pequenos óculos redondos no rosto japonês da psicóloga.

- Quanto mais atividades vocês fizerem juntos, mais natural será esse convívio que te parece tão forçado agora.

- E se eu não recuperar a memória?

- É muito cedo para falar sobre isso.

- Mas eu não posso evitar pensar nessa possibilidade.

- Eu sei, você tem todo o direito de cogitar, mas não dá para se planejar com base nessa hipótese. Ainda é muito remota.

Ficou em silêncio.

- Mais alguma novidade?

- Acho que vou ter que fazer o jantar.

- Julia não sabe cozinhar?

- Ela tenta, mas se atrapalha demais, fui ajudá-la a cozinhar ontem e... – começou a rir.

Dra. Wayle olhou-o arqueando uma sobrancelha.

- Não sei explicar direito o que ela apronta.

- E você sabe cozinhar? – questionou a psicóloga.

- Sim, aprendi ainda criança, meu pai odiava que eu ajudasse minha mãe com as tarefas de casa.

- Hm, vamos falar sobre isso. Ele odiava que você a ajudasse e você resolveu se aprofundar na especialidade?

Jon acomodou-se melhor na cadeira e sorriu de lado, finalmente um assunto que sentiria confiança para falar sobre, algo do qual se lembrava.

- Ele também não gostava de músicos e rock, mas até aí foi coincidência eu gostar.

- Mas com a sua mãe...?

- Eu gostava de cozinhar coisas que ela gostava, ela tinha um gosto peculiar para comida e nunca podia fazê-las, porque ninguém de casa gostava. Para meu pai, qualquer coisa que eu fizesse de diferente dos meus irmãos era pura perda de tempo.

- Você pensava que sairia de casa?

- Não, eu não a deixaria, mas talvez pelo meu pai.

- Como foi no começo da banda?

- Meu pai não se importava tanto quando nos via tocar, era como o basquete entre rapazes na época dele, mas provavelmente deve ter sido insuportável quando começamos a ganhar dinheiro com isso.

- Você não se lembra?

- Eu me lembro só até o primeiro bimestre da faculdade, quando nos conhecemos e começamos a banda. Digo, conheci Phillip e Tico naquela época. Eu, David e Richie já éramos amigos desde o ensino médio.

- Okay, nosso tempo acabou.

Saiu da sala despedindo-se da Dra. Wayle andando de costas enquanto ela o instruía sobre o horário da próxima sessão. Virou-se dando de cara com a ruiva da recepção, arregalaram os olhos com o susto.

- Jon? – perguntou com expressão curiosa e voz fina.

Ele franziu o cenho.

- Nós nos conhecemos?

- Não! – exclamou como se fosse óbvio – Você não é o vocalista da Bon Jovi?

- Sim... – respondeu relutante.

- Ah, eu achei mesmo que te conhecia de algum lugar.

Passou por ele e seguiu caminho até desaparecer no corredor, Jon coçou a cabeça sem entender exatamente o que fora aquela cena. Voltou para casa e para seus exercícios musicais que Julia deixara para ele se ocupar durante o dia.


Notas Finais


Ora, ora, parece que temos um Xeroque Homes aqui...
Gente, aproveita essa black friday, eu abaixei os preços e agora só custa R$0,00 para comentar hahaha
Bjs


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